Friday, July 20, 2012

Ted

Pois bem o que muitos entusiastas na nova voga da comedia americana tanto esperaram finalmente teve lugar, ou seja o escritor e curioso autor da saga Family Guy lançou um filme e acima de tudo com o mesmo genero humoristico e claras aproximações a serie sem desprezar um elenco de luxo. O resultado deste Ted ate ao momento tem sido fulgurante sendo ja um dos filmes sensaçao deste verao principalmente em termos comerciais onde os fantasticos resultados colocaram-no ja como a comedia do verao. Em termos criticos e pese embora seja um filme bastante incorrecto longe do tradicionalismo da critica as avaliaçoes foram positivas num filme que foi um inicio para MacFarlane se introduzir num terreno novo e proprio.
Assim como Family Guy Ted tem dois pontos interessantes se por um lado e particularmente non sense o que faz o filme ganhar bastantes pontos em termos comicos por outro lado a introduçao de um elemento animado com a conjugação se um aspecto carinhoso com uma aurea de completo disruptivo faz o que em Family Guy acontece com a maior parte das personagens e acaba por funcionar bem principalmente em alguns momentos de humor bem interessantes e curiosos.
Em termos cinematograficos e para os mais desatentos o filme pode cair demasiadas vezes em piadas nao perceptiveis mesmo as referencias cinematograficas que sao vinco da serie do autor estao bem patentiadas no filme, contudo e de clarificar que por um lado e um exercicio de estilo que muitas vezes pode ser um tiro ao lado no grande publico.
Pese embora o filme funcione como poucos em termos de comedia e curiosidade, para ser um filme de excelencia necessitava de um guiao e de uma gestao da narrativa central diferente talvez com o rasgo e a coragem do conceito do filme, ja que nos tras apenas mais uma historia de amor, familiar, o que o filme claramente pelo seu humor nao quer ser, neste ambito falta o risco que esta em tudo o resto, valendo muito mais pelos promenores e em numero elevado do que propriamente como comedia romantica na linha central bastante tipica.
Ou seja um filme refrescante diferente e original para rir, com um humor actual se bem que selectivo, que tras a demonstraçao que o cinema tem vitalidade e espaço para novos conceitos e produtos.
O filme fala de um jovem que quando pequeno solicita que um urso de peluche seja o seu melhor amigo, apos magia satisfazer este desejo crescem juntos ate ao momento em que o primeiro começa uma vida a dois, onde o urso sera um entrave ao seu crescimento.
O melhor dois pontos a base do filme, a ideia, o estilo humoristica intenso e apaixonante do filme, mas por outro lado perde no lado mais comum da historia no sumo final temos uma historia de amor de desencontro igual a tantas outras, mesmo as personagens centrais com excepçao do urso vale mais como as partes do que como todo.
A realizaçao e brilhante toda a figura de TED e uma das melhores personagens animadas num filme real, e presente e acaba por preencher em termos de realizaçao todo o filme, um autentico hino a realizaçao da comedia dual.
O cast nao propriamente exigente para os seus protagonistas principalmente aos protagonistas de carne e osso por vezes sente-se um Whalberg desconfortavel com a comedia que tem momentos em que fuinciona e outros de estranheza nao satisfatoria, Kunnis e basica mas cumpre o seu papel, que é deixar brilhar a estrela do filme, que tem na voz de Macfarlane o seu maior segredo.

O melhor - TED.

O pior - Ser um episodio de Family Guy com ligeiramente menor ritmo.

Avaliação - B

Thursday, July 12, 2012

Chernobyil Diaries

Desde o sucesso do projecto blair witch que um dos sucessos ou mesmo segredos do cinema de terror e tornar como maior ameaça algo que se desconhece, pelo menos para o espectador, dai que apos o pioneiro muitos outros filmes apostaram no mesmo territorio em contextos variados. Este ano e com uma produçao modesta traz nos um filme com a base semelhante mas com um contexto diferente para pior, a mitica cidade de Chernobyil depois do acidente nuclear. Os resultados contudos foram pessimo, nao so em termos comerciais onde ficou a anos luz daquilo que poderia os produtores expectivarem mas acima de tudo em termos criticos, que menos surpeendentemente negaram o filme.
Diarios de Chernobyl tem muito pouco de diferente relativamente a outros filmes de terror, e isso faz desde logo um filme fraco e com pouca margem de manobra, quando assim o e o cinema nada pode esperar de filmes que apenas utilizam mecanismos gastos para tentar conseguir obter o maximo de resultados sem qualquer força, e o caso deste e outros filmes semelhantes que tentam arranjar diferentes maneiras de assustar e matar adolescentes.
Mas normalmente estes filmes tem uma ponta, um protagonista alguem que pela razao obvia da narrativa acaba por liderar o filme, mas este filme nem isto tem, aos poucos vamos percebendo quem realmente e os herois ou sobreviventes do filme por exclusao de parte ja que o filme nunca os deixa assumir, e isso diz bem da pouca força de um guiao nao so ultrapassado mas que nada da de novo a um filme como este.
O unico ponto positivo e o contexto real destruiçao que da o espaço perfeito a um titulo de terror que apenas por este ponto merecia mais em todos os outros, ja que tudo o resto e bastante fraco e pouco trabalhado, nesses momentos o cinema principalmente a distribuiçao deveria ser mais exigente e filtrar filmes que apenas tem como objectivo ganhar dinheiro ao minimo custo.
O filme fala de um grupo de jovens aventureiros por viagens que decide ir embarcar ate a ucrania e surge a possibilidade de numa excursao de mercado negro irem ate chernobyl, contudo chegados ao local vao perceber que o terror da cidade nao esta so como residuo.
O argumento ate podia ter um principio bom de juntar num filme de terror o misterio do contexto mas ao adoptar o esquema padrao dos filmes sem nenhum primor no mesmo, o filme resulta quase numa total nulidade, sem força propria nem tão pouco qualquer preceito que o permita sobriviver a um guiao tao limitado nas sua componentes basicas como personagens e dialogos.
A realizaçao funciona como misteriosa se bem que a nao concretizaçao do intercalar camaras estaticas e movimento denota alguma fonte primaria de um filme que nem neste registo consegue mais que apontamentos isolados.
Por fim o cast sem estrelas nem sequer figuras reconhecidas num filme que nada lhes trara as carreiras para alem de alguem perceber que os conhece de qualquer lado sem saber onde.

O melhor - O clima real e apocalitico da cidade ucraniana.

O pior - Nao terem perdido tempo em alterar o formato standart.

Avaliação - D+

Sunday, July 08, 2012

The Three Stooges

Os três estarolas sempre foram falados e perteceram sempre ao imaginario de todos enquanto crianças e muitas vezes enunciados por adultos, mas o que realmente ocorreu é que há varios anos que estes não eram revividos, pelo que os irmão Farrely alguns dos senhores actuais da comedia norte americana resolveram efectuar a sua versão ligada ao original deste filme, mas o resultado acabou por ficar muito aquem das expectativas em termos criticos houve frieza na recepção do filme, mas acabou por ser em termos comerciais que o filme acabou por desiludir, demonstrando que já poucos se interessas por tão peculiares personagens.
Se olharmos para o filme, conseguimos de imediato ver a sua maior qualidade, uma originalidade tremenda na abordagem do filme, e saber perfeitamente que o terreno que se está a mexer é perigoso e desactual, e necessita de algo novo para conseguir resultar. Os realizadores tem noção deste aspecto e tentam ao maximo contorná-lo com uma abordagem de autor, original, mas que para mal dos pecados dele, não consegue disfarcar tudo que segue e uma desactualização de um estilo de humor plenamente surdo que foi ultrapassado, por um humor mais intlectual.
O grande problema do filme e mesmo esse o que fazia rir, há varios anos atras e bem diferente do que faz hoje, as pessoas nasceram numa cultura diferente, e desenvolveram-se olhando novos caminhos em termos de comedia, o que resulta neste filme, é um disparate autentico, quase absurdo e irritante que o conduz para patamares de quase tortura, provavelmente os mais pequenos irão gostar deste filme, e os mais idosos tambem, porque vão homenagear uma forma diferente de ver cinama, mas nos dias de hoje, o que temos mais que absurdo não tem qualquer forma de humor.
OS três estarolas e daqueles projectos que parece não ter sido opção a nova moda de homenagear o que foi sucesso no antigo como se fosse algo indiscutivel em termos de qualidade parece errado e a prova e que principalmente em areas como comedia o cinema alterou completamente para uma formula diferente e para mim inserido no desenvolvimento cultural actual bem melhor.
A historia e a conhecida os três orfãos conhecidos como estarolas continuam como sempre, na hispeactividade sem sentido e sem poder intlectual, e é neles que o orfanato deposita a confiança para tentar não ser vendido, colocando-os no mundo exterior.
O argumento acaba por ser o que é, tenta ser fiel à saga e consegue ser, mesmo que isso acaba por ser o destino fatal do filme, ja que tudo o que filme sempre teve esta ultrapassado, não há uma tentativa de dar algo diferente, os farrely sempre tiveram este registo mas conseguiram por vezes o remediar, mas também já dumb and dumber esta longinquo temproalmente e a comedia tem pre requesitos bem diferentes.
A realizaçao e o aspecto mais interessante e que demonstra que os realizadores tinham noção do terreno pantanoso do filme, ao tentar dar uma abordagem diferente, e creativa sem deixar o original, a opçao pode ser certa, de registar os ultimos dois minutos de filme onde claramente definem o seu publico alvo como o mais novo, o que nao acontecia normalmente nos seus filmes.
O cast não conseguiu chamar a si grandes estrelas porque sao personagens pouco aceitaveis para um curriculo, mesmo assim penso que todos os protagonistas dao o que precisam, um humor fisico que apesar de não ser algo de eleição é o que o filme precisa mesmo com todas as suas condicionantes.

O melhor - A explicação final dos realizadores.

O Pior - O humor de três estarolas só conseguir animar crianças com menos de dez anos.


Avaliação - D+

Saturday, July 07, 2012

Salmon Fishing in the Iemen

Longe vai o tempo em que um filme realizado por Hallstrom, normalmente adaptaçao de um livro era o outsider na corrida aos galardões, depois de ter vestido essa pele por diversas vezes sempre sem sucesso, e de forma surpreendente, começou a ser comum um trajecto mais de acordo com o real valor ou seja filmes em projectos mais pequenos, sempre sobre amor, mas com menos dimensão e a respectiva atenção, com este filme com curioso nome, Hallstrom perdeu a distribuição wide que viria a ganhar depois devido aos bons resultados do filme, comerciais que surpreenderam ate o proprio produtor do filme, já comercialmente a mediania que ilustra todos os outros filmes do realizador.
Este filme, tem como virtude a originalidade do contexto em que cria uma historia de amor, vulgar e tipica de dramas romanticos sem grandes alaridos, contudo é nos pormenores que o filme tem as suas mais valias, a forma comica com que relaciona o poder politico, a intrasigencia e diferença de personalidade entre o casal principal e consequentemente a quimica que cresce entre ambos sao os pontos mais positivos de um filme que perde pela falta de ritmo, pelo rigos britanico algo exagerado em determinados contextos, e por algum esteriotipo como filme que muda a sua personagem e o conduz para um ser melhor.
Outro dado interessante do filme, é a satira politica, actual mas ao mesmo tempo feito sem a dureza ou o crescimento para tornar o filme, demasiado cinzento, e que acaba tambem por ser o contexto de uma historia de amor, que tem um bom lançamento mas que acaba por se perder em demasiado facilitismo, na maneira como faz alguns atalhos narrativos perceptitados.
Nao sendo uma historia de amor para a eternidade estamos perante um filme suave, com uma toada positiva, que em termos romanticos tem bons momentos, mas que em outros sofre de maturaçao demasiado precoce sem amadurecer, as opçoes narrativas nem sempre sao as melhores e o ritmo do filme por vezes é tão paciente como a pesca, mas acaba por ser um filme com pontos originais, numa historia nem sempre tão original, mas que pela suavidade conquista em parte alguns espectadores.
O filme fala no projecto de uma executiva junto de um enviado no Ministerio do Reino Unido e um Sheik daquele pais do oriente, que ao mesmo tempo vai de encontro a um primor politico por parte do poder de inglaterra, a luta entre a fé e a ciencia entra em contacto quando se desenvolve uma historia de amor, entre duas pessoas diferentes.
Em termos de guião o filme tem um contexto interessante e diferente, pese embora demasiado parado e monocordico, que por um lado permite uma boa caracterizaçao das personagens mas por outro lado parece sempre limitá-los a espaços onde as personalidades não combatem tanto, ou seja parece uma narrativa bem idealizada, mas em termos de procedimentos acaba por nem sempre ser tão inuitiva como devia ser.
Hallstrom e um realizador de historias de amor, esteticamente fortes, aqui e pese embora esta questão passe em  momentos para segundo plano, nota-se a prediçeçao do realizador por estes momentos com a intervenção por vezes exagerada no reflexo da agua, como novidade algum arrojo comico, como por exemplo a forma como nos da as comuniçoes por computador.
O cast tem personagens interessantes principalmente a masculina, efectuada a medida do mais rigoroso e britanico Mcgregor, a personagem encaixa perfeitamente naquilo que o actor mais nos oferece tradicionalmente, nao e um papel marcante na sua carreira mas a continuidade de um actor que conjuga bem alguma vertente mais comica e suave, com a intensidade e rigidez britanica, Blunt tem a suavidade de um papel obvio e facil, que encaixa bem, sem deslumbrar, por fim Scott Thomas num papel mais descntraido e que na minha opiniao e a formula onde encaixa melhor.

O melhor - A diferença das personalidades.

O pior - O contexto pese embora original condiciona a força da historia.

Avaliação - C+

Friday, July 06, 2012

Lockout

Desde quinto elemento que o francês Luc Besson se entregou não só em termos de realização mas também em termos de produçao em filmes de acção simples baseadas em premissas que visam a gloria de uma personagem, depois de ter voltado ao cinema de grande publico com Taken, tentou este ano com a mesma protagonista o sucesso com este filme, contudo com resultados muito diferentes, se criticamente não passou de uma indiferença reprovatória, ja em termos comerciais as coisas foram bem piores, com resultados mediocres, para o que normalmente o produtor consegue.
Este Lockout e um filme futurista com poucos meios, onde a vertente idologica e totalmente ultrapassada pela tentativa de fazer um filme com dois preceitos, tornar a tarefa do protagonista quase impossivel, e por outro lado em termos de sequencias de luta oferecer uma componente estetica que normalmente não e trabalhada. O problema e que o filme e em quase tudo vazio, principalmente porque tenta criar uma intriga interessante no inicio e no fim do filme, mas a ligação é tão espassada, e tanto tempo deixada ao abandono que quando regressa ja ninguem se recorda da existencia da base inicial, principalmente porque no meio temos um filme simples linear, que nos coloca claramente nesse mesmo modo. Ou seja um filme que a espaços tenta ser complexo mas que o vazio no meio nao permite crescer.
Outro dos problemas do filme e o protagonista e construção de uma personagem com tiques de vedeta entregue a um humor demasiado forçado e que acaba que o filme e os espectadores nao consigam ter relaçao com uma personagem demasiado fora do realismo.
Por bem temos algumas sequencias de luta e o caracter estetico das mesmas a espaços, contexto onde o seu produtor, consegue manobrar como poucos em normalmente entidades futuristas desenvolvidas mas que neste filme quase so servem de contexto.
O filme fala-nos de um ex agente do CIA que depois de preso e inserido numa missao que é salvar a filha do presidente dos EUA que se encontra refem numa prisao de reclusos bastante perigosos.
O argumento perde essencialmente por falta de coerencia, a tentativa de efectuar um filme simples de acção com o contexto inicial e final nao conjuga e nao integra partes, para alem da clara falta de gosto na definiçao penso eu comica da personagem central.
Mesmo sem meios e sem arrojo neste particular, o filme tem em momentos caracter estetico principalmente quando fora do espaço, de resto as sequencias de luta bem treinadas que faz de Besson um autor na materia.
O cast tem um Pearce fora de papel de um actor que funciona em papeis mais complexos e fortes emocionalmente, como heroi de acçao claramente nao resulta e o filme perde muita força com isso, por outro lado Grace apenas e uma boneca com pouca envolvencia, mesmo os viloes perdem por disperssão.

O melhor - As sequencias de luta.

O pior - A personagem central

Avaliação - C-

Monday, July 02, 2012

The Best Exotic Marigold Hotel

Desde a Paixão de Shakespeare que o seu realizador John Madden tentou trazer nos um filme que fosse diferente e que ao mesmo tempo tivesse um reconhecimento critico e comercial de um realizador que parecia nunca mais ter encontrado este exito. Pois bem este filme sem figuras de proa e apostado num elenco veteranissimo acabou por ser o filme que mais proximo ficou novamente do sucesso, nao so em termos comerciais onde ao pouco conseguiu conquistar o seu terreno e acima de tudo uma boa distribuiçao, mas criticamente e pese embora não ter sido muito entusiasta as avaliações positivas acabaram por dar mais um impulso a um filme que conseguiu uma presença que poucos imaginariam.
Este filme é um filme simples concreto, e sentimental, que une dois pontos que mesmo não sendo creativamente interessantes faz este pequeno filme ter boas intenções, desde logo o enfoque em personagens envelhecidas e na forma como estas tentar organizar quem sabe os ultimos dias de vida, uma abordagem nem sempre muito utilizada nos filmes, principalmente deslocando-os para um contexto de aventura e diferente como a sempre confusa e pobre india. Aqui as personagens todas elas diferentes vao conquistar os dois pontos mais interessantes do filme, desde logo o panorama simples que nos da de um contexto pobre, e que relativiza todos os dramas das personagens, mas por outro lado um ponto interessante que é a assinalavel quimica entre as personagens.
Pese embora este lado suave parece sempre faltar o rasgo ao filme, ou seja a dinamica principalmente emocional que parece sempre andar demasiado a reboque de um ritmo quase de telenovela onde os enlaces acabam por surgir de uma forma demasiado facil e sem conflito, o que tira alguma maturidade a um filme, que parece ter medo de ser mais maduro e mais ambicioso.
Pese embora este facto e um filme com um astral positivo que muitas vezes e necessarios quando se aborda a problematica da 3ª idade, mas ao mesmo tempo não é um filme capaz de marcar o espectador pelas suas aventuras mas mais pelos detalhes como a ida dentro de uma cidade diferente, ou mesmo as vivencias de cada um das personagens.
A historia fala de um grupo de seis pessoas a entrar na 3 idade que como forma de tentarem encontrar alguma chama na mesma deslocam-se para um estranho hotel no centro de uma cidade indiana, onde tentam encontrar alguma razao de continuar a viver.
O argumento tem uma mensagem interessante e transforma-a numa mensagem positiva de esperança, mas a moral do filme nem sempre tem consigo uma dinamica narrativa de primeira linha, aqui parece sempre faltar intensidade, conflito, algo que realmente o filme tem que alterar, mesmo assim o filme tem bons dialogos e personagens, perde é na forma como resolve os poucos conflitos que cria.
Acredito que realizar num contexto tao diferente e adverso nao seja facil, mas isto acaba por ser aquilo que Madden nos tras de melhor no filme a forma como nos da o contexto como nos bebe para aquele territorio tão longinquo, tão sujo mas que nos parece interessante, e isso tem muito a ver com a forma real mas estetica com que a imagem nos tras.
Em termos de cast uma homenagem a actores mais velhos que muitas vezes ja so conseguem secundarizar os protagonistas mais novos, e uma homenagem sem muito risco ou muito rigor, num filme que nos pareceu mais para estes disfrutarem do que uma obsessão em papeis rigorosos e ambiciosos.

O melhor - India no seu lado mais puro

O pior - A forma como resolve o triangulo amorosos, demasiado facil.

Avaliação - C+

Sunday, July 01, 2012

A Thousand Words

Já há muito que existia o conhecimento que Eddie Murphy enquanto comediante se encontrava ultrapassado pelos constantes registos negativos não criticos mas também e acima de tudo comerciais, com a explosão de Dreamgirls onde por pouco não conseguiu um oscar da academia pareceu ganhar um folego, que contudo com o passar do tempo foi totalmente negado. Para este ano mais do mesmo com este Thousand Words, ou seja uma comedia lidarada pelo actor com pessimos resultados de bilheteira onde posera considerar um dos floops rotundos do ano, mas tambem em termos criticos onde mais uma vez a batuta foi forte para um filme do actor.
O problema de Eddie Murphy é que uma piada prinxipalmente quando anda a reboque de uma serie de expressoes faciais quando se torna repetitiva perde a graça e é neste ambito que os filmes de Murphy cada vez resultam menos, como acabou por acontecer tambem com Carey. Neste filme ate podemos ter um premissa humoristicamente interessante, e com alguma crueza diferente am personagens acessorias, mas no fim volta tudo ao mesmo a um Murphy ja sem piada a reboque de algo que ja utilizou por diversas vezes, e num guiao que nao consegue suprimirir porque nunca teve esse objectivo algumas falhas que o proprio actor ja tem em termos de conceito de cine actual.
Ou seja estamos perante uma comedia vazia, quase sempre a tentar ganhar um ritmo que não tem com algumas piadas que lançam o sorriso mas nunca nos fazem verdadeiramente rir, ou seja mais floop creativo de um filme que precisava de muito mais parta se fazer ouvir, ou para ter alguma dimensão.
Em termos humorisiticos e pese embora seja claro que ja vimos o proprio Murphy a fazer bem pior principalmente em filmes em que tenta ser mais que uma personagem o certo e que e talvez o seu filme com menos ritmo quase em desistência num filme claramente com a data ultrapassada.
A historia fala de um distribuidor de livros que pensa que ganhou o totoloto com um livro de fé, de um guru, contudo aos poucos observa que uma arvore relacionada com esta crença nasce no seu jardim e acaba por perder folhas por cada palavra que este diz, conduzindo-o quase a morte.
O argumento ate tem uma premissa creativa e em termos humoristicos poderia ser interessante, mas ao adaptar-se ao modelo do seu protagonista, perde rasgo, sendo demasiado correcta, so consegue dar alguma da sua mais valia em alguns dizeres de personagens secundarias que dao um humor mais mordaz ao proprio filme.
A realizaçao e suave, sem grandes rasgos, mas tambem nao era nesta que se encontrava nenhuma fonte de falha, ou seja tem alguns efeitos mas os mesmos sao esporadicos e nao condicionam o filme.
Eddie Murphy e o actor dos anos 80 em ritmos e forma facial, mas o seu humor que tanto resultou á 30 anos atras nao se adaptou ao tempo, continua igual e quase sempre já não consegue libertar mais que um sorriso, ficara na historia pelo estilo proprio, mas poucos recordarão estes ultimos titulos.

O melhor - Apesar de tudo a ideia de base.

O pior - O desgaste de Murphy

Avaliação - C-

Saturday, June 30, 2012

Madagascar 3

A estrategia em termos de animação da Dreamworks tem sido em alguns aspectos muito semelhante à da Pixar, contudo com uma formula comercial aparantemente mais creativa, com grandes estrelas a darem voz as personagens e com menos guiao conseguindo contudo ja uma serie de sagas com sucesso, como Shrek e Kong Fu Panda. Para este ano surge o tereceiro episodio de Madagascar uma saga mais proxima de um publico infantil nem sempre com uma qualidade tecnica de eleicao mas com muita cor e dinamismo. Este terceiro episodio vai em todos os aspectos naquilo que os seus antecessores ja conseguiram com algum respeito moderado critico, e um bom volume comercial mesmo num ano tao complicado e repleto de blockbusters como este.
O segredo de Madagascar e o impossivel e acima de tudo o facto de conduzir as personagens para culturas e destinos diferentes, pois bem e neste particular que o filme acaba por ter a sua mais valia, na formula com que as personagens defendem determinados pontos, e mesmo a inserção delas em diversas formulas sempre com o claro ponto adaptador e quimica entre elas.
Contudo e pese embora este aspecto estamos perante o filme onde a ligaçao das quatro personagens centrais acaba por ser menor, dando mais relvo a personagem central sendo que as outras apenas parecem comparecer a chamada uma vez que toda a gente ia sentir a sua falta. De resto o minimo para um filme com este volume de vendas, muita cor, banda sonora da moda, e não conseguir mais uma vez nao cair em alguns momentos de um humor demasiado infantil tipico em animaçoes de pequenos estudios, entao a relaçao com a ursa nao tem qualquer ponta de interesse.
Ou seja mais um filme que facilmente vai entrar na colecçao dos mais pequenos mas esta longe das grandes sagas de animaçao mesmo a cargo deste estudio, mas acaba facilmente por ser o seu objecto mais comercial e mais dirigido para os mais pequenos.
A historia nao muda muita, as personagens acabam, por nunca estar bem onde estão e decidem tentar regressar a nova iorque com uma passagem pela Europa, aqui juntam-se a um circo e vem-se perseguidos por uma detective policia de animais com intençoes duvidosas, depois o que ja vimos, animação acção e ao fim uma nova adaptaçao.
O argumento de Madagascar nao e dificil primeiro porque nao ter e nao quer obdecer a qualquer logica, depois porque tem como principal vector a analise do filme do ponto de vista cultural onde as personagens acabam por se inserir, como positivo a pouca saliencia que dá as viagens inter continentais que seria mais do mesmo.
Em termos produtivos madagascar nunca foi um objecto de eleiçao principalmente pelas personagens terem um estilo de algum exagero que e necessario para a satira que o filme quer implementar, mesmo assim com a evolução tecnologica o filme podia ser mais efectivo neste aspecto.
No cast de voz madagascar foi sempre um dos filmes mais vincados neste particular e volta-o a ser com selecçao adequada e de figuras conhecidas para as novas personagens, mais do que isso a simbiose actor persongem vai mais alem disso, sendo a encarnaçao animal de cada um deles.

O melhor - Novamente o cast de vozes.

O pior - Não trazer mesmo nada de novo a saga.

Avaliação - C+

Tuesday, June 26, 2012

Cosmopolis

Muita foi a expectativa depois do abrandamento de Cronemberg com o seu Metodo Perigoso, todos os olhos estavam atentos ao seu novo filme Cosmopolis com o apoio de muitos filmes europeus, muita gente aguardou a confirmação de um talento de um autor e realizador que muitos referem como a caminho da sua grande afirmaçao. Depois da apresentaçao Cannes demonstrou que este nunca podia ser um filme coeso criticamente com avaliaçoes demasiado divididas, quanto ao valor comercial penso que nunca foi a preocupaçao de Cronemberg mesmo com Pattinson como protagonista.
A unica evidencia que se pode dizer do filme é que ou se surpreende pelo filme ou odeia-o, alias ou o filme e perceptivel e gosta de um cinema exprimental filosofico ou odeia o filme. E como para mim o cinema e uma forma de pensar e me divertir em graus moderados coloco-me no segundo patamar, de alguem que detesta filmes sem sentido, que mais nao sao do que discussoes cujo o conteudo se perde em palavras demasiado caras e com pouca direcçao.
Cosmopolis e mesmo isso uma serie de cenas soltas sem qualquer segumento tentando abordar economia numa forma teorica, num filme que é isso, as personagens nao existem nem narrativa, tornando-se num filme chato, sem intensidade e que quase embala todas as pessoas na sala de cinema. O cinema exige mais exige um fio condutor algo que liga um filme, mais que uma ideia e uma teoria e o filme acaba por nao ser nada disso
E daqueles filmes que quase ninguem sai de la satisfeitos com resposta ou mesmo consegue analisar qualquer objectividade num filme tao difuso, cada sequencia e solta, podemos pensar que e um filme de personagem mas no fim poucas pessoas conseguiram entender o significado de mais de metade do filme, ou mesmo o seu alcance a questao sera o escritor e o realizador conseguiram.
O filme fala de um rico empresario que passeia por nova iorque de forma a tentar encontrar desafios a sua existencia depois de perceber que uma crise financeira coloca em causa a sua fortuna, aqui começa uma expiral de destruiçao numa sociedade inexistente.
O argumento tem pontos interessantes e de contacto com a realidade que sao debruçados contudo de uma forma ligeira e separadamente de tudo o resto, como exercicio politico economico o filme pode ter algumas virtudes que desaparecem quando o filme e nao mais que um filme sem ponta qualquer de sentido.
A realizaçao e interessante como Cronemberg quase sempre é, inovador futorista, com boa selecçao na forma como gere a presença dos protagonistas e um realizador de excelencia que contudo nem sempre escolhe os melhores guioes e neste caso nao mesmo.
A escolha de Pattinson e discutivel, principalmente para um actor preso a algumas expressoes e falta de profundidade, mas num filme tao desligado acaba por deixar de lado estas imprecisoes, mesmo que esteja longe de uma grande intepretaçao todos os outros nao tem tempo mais que debitar algumas frases.

O melhor - A limosine.

O pior - O exercicio de um cinema europeu ultrapassado e sem futuro.

Avaliação  - D

Tuesday, June 12, 2012

Prometheus

Pois bem, com o aproximar do lançamento deste filme, tornou-se natural apelida-lo de estreia do ano, o que me parece exagerado principalmente quando ainda falta Dark Knight Rise e Hobbit, mesmo assim e perceptivel a expectativa de um filme que queria contar a historia previa de Alien, saga tambem criada por Ridley Scott com toques proximos de Bladd Runner. O resultado tornou-se neste expectante Prometheus, que acabou por passar com nota positiva nao brilhante na sempre complicada critica americana, mas acima de tudo conseguiu triunfar surpreendentemente no seu valor comercial, a prior mais dificil de conquistar face à concorrencia feroz.
Quanto ao filme, muitos teorizaram relativamente ao valor intelectual ou mesmo filosofico do filme, pois bem o filme e o oposto da teoria, ao tornar-se num simples e creativo filme de ficção cientifica, onde os bons que querem respostas combatem com os maus que não as querem dar, numa escalada de vilões, a grande graça do filme centra-se em tres pontos distintos a vertente humana, a unica capaz de ser alvo de teorias, na diferença e no ponto mais diferenciador dos humanos do filme. OUtro ponto interessante resulta na forma como ao passar do filme os viloes, acabam por entrar em confronto e ser aliados dos herois, e por fim a quimica entre persoangens entre elementos da tripulação que faz o filme ganhar em determinados momentos alguma ligeireza que acaba por ser um segredo na forma como este resulta em termos de intensidade, que é um dos grandes aliados do filme.
Em suma temos um bom filme que mistura ficção cientifica com acção e composta por um nivel tecnico de excelencia que junta o intenso com o curioso, e torna o filme num objecto forte deste ano, um dos conceitos e filmes mais bem conseguidos que demonstra que a experiencia ainda e um posto em determinados generos, pode não ser aquilo que a vertente mais intlectual do filme quisesse dele, mas e certamente um inicio forte para uma saga que ha muito ja conquistou o cinema.
Outro ponto interessante do filme, acaba por ser o proprio carisma das personagens quase sempre por cima nos momentos em que interagem, mas tem como senão algumas pontas soltas ou demasiadas personagens em determinados momentos que em nada enriquece a historia, e alguma previsibilidade da forma como o filme se conclui.
A historia fala de um conjunto de humanos que se junta de forma a tentar encontrar o planeta que teria estado na origem da especie humana de forma a comprovar a nossa existencia, chegados a um planeta com condiçoes semelhantes o grupo começa a procura de respostas que vem sob a forma mais ameaçatoria.
O argumento é coeso e pese embora não seja um exercicio creativo e original de primeira linha e competente e acima de tudo de grau de dificuldade elevado pela congruencia de diversos factores, funciona quase sempre, tendo nos elementos mais circunstanciais a sua maior valia.
A realiação de Scott e fenomenal a forma com que o habitat do filme e construido em termos esteticos e no uso de meios torna o filme um espectaculo visual tão intenso como interessante, demonstrando que em generos como a ficção cientifica a experiencia e o ponto mais interessante de um realizador.
Por fim o cast dominado por tres interpretaçoes distintas Rapace parece sempre cair demasiado no overacting num papel demasiado exigente do ponto de vista fisico perde por perder alguma veracidade no caracter emocional, onde parece nem sempre ser a melhor escolha. Theron tem a personagem mais basica e menos interessante do filme, não trazendo qualquer mais valia ao filme nem à actriz, todos os louvores vão para Fassbender, com mais uma intrepretaçaio de primeiro nivel que domina o ecra de primeiro ao ultimo minuto nao sei o que vai ocorrer ate ao final do ano, mas na minha opiniao a primeira interpretaçao com selo de oscar.

O melhor- A intensidade e o valor do filme como competencia de um genero.

O pior - Algumas personagens e segmentos do guião claramente inferiores.

Avaliação - B+

Saturday, June 09, 2012

The Ditactor

Se existe algo que Sacha Cohen faz aos seus filmes e acima de tudo as personagens que vai criando é trabalhar bem o seu markting com muita polemica á mistura, de forma a que os seus filmes sejam conhecidos muito antes do seu lançamento. Esta polemica e algum choque e surpresa resultaram em grande plano em Borat, que acabou por alterar e marcar o mundo da comedia, contudo em Bruno as coisas ja não foram tão positivas, e neste ditador, onde a polemica ainda foi mais forte com o episodio dos oscares, voltou a não ter a resposta que muitos esperavam, desde logo em termos criticos onde voltou a nao conseguir aproximar-se do sucesso de Borat, e tambem em termos comerciais com resultados modestos face as ambiçoes do proprio filme, mesmo assim suficiente para o actor e autor ingles continuar a arriscar nas suas peculiares personagens.
O Ditador se por um lado e em termos de humor um dos mais negros de todo, onde nada existe limite do ponto de vista estetico e o mais familiar de todos e aqueles que nos parece mais frouxo em termos de humor, a crueldade de algumas piadas parece sempre dissipar-se pelo sentimentalismo que a deteminado ponto o filme, tem, contudo o pior que encontramos no filme, é que o seu trailer baseia-se nos primeiros minutos do filme, esquecendo que no resto temos um ditador sem poder, a tentar encontra lo de novo, e num choque cultural com activistas contrarios. Podemos dizer mesmo que em determinados pontos o filme acaba por ser uma burla, mas que pelo menos tem como vantagem na cansar o espectador com o decurso do tempo e repetir de piadas como acontece com Borat e acima de tudo no bastante mau Bruno.
Pese embora este facto parece-nos que quando sai do territorio e entra em Nova Iorque o filme e muito menos apelativo e intenso e o facto de criar uma historia de amor, se qualquer tipo de graça, faz com que o numero de piadas que resulte acabe por diminuir tornando o filme muitas vezes tonto o que o autor claramente nao cria.
Ao contrario dos seus antecessores ao ter um caracter mais suave, mesmo nas piadas mais fortes e ainda sao muitas as mesmas nunca sao levadas a serio ja que o filme vai adquirindo uma textura mais familiar.
Como ponto mais positivo do filme o ultimo discurso do personagem central uma critica ao sistema politico da america quase directo e bastante ironico, mas que reverte o filme com uma satira politica interessante que durante a sua duração nunca acaba por assumir,
O filme fala na tentativa de um ditador entretanto traido nos EUA, tentar recuperar o poder do seu pais e impedir a instauração da democracia no mesmo.
Os argumentos do filmes de Sacha por si criados normalmente sao apenas veiculos de sequencias humoristicas normalmente sem grande relaçao aqui tem mais pontos de uniao pese embora quase sempre de segundo lugar, nem todas as sequencias de humor funcionam, mas algumas delas duras são imagem de marca e estao bem visiveis.
A realizaçao esta a cargo de Charles habitue nos filmes do autor, e aqui mais do mesmo ou seja nem sempre um filme com primor estetico quase primario no seu conceito e criaçao, que tem como unico objectivo servir um personagem central, dificilmente existira carreira para alem destes filmes.
Sacha e um humorista mais que actor, onde as dificuldades sao mais que muitas, principalmente quando o filme e apenas ele proprio, nao esta tao forte e convicente como Borat ou Bruno, mas encaixa bem principalmente no inicio, e daqueles actores que tem de existir para se previligiar alguns valores tradicionais.

O melhor - Não cair no exagero dos seus antecessores.

O pior - Cair algumas vezes em piadas demasiado frouxas

Avaliação - C+

Thursday, June 07, 2012

Safe

Falar numa pessoa que nos ultimos tempos tem dominado em termos de quantidade o cinema de acçao norte americano é falar de Statham, um actor que conjugou algumas das formas de Bruce Willis mas com um aspecto mais cinzento e com um humor menos refinado ganhou um espaço num genero de acção desaparecido das grandes montras ficando quase isolado num tipo de actor muito comum nas ultimas decadas. Contudo mesmo ele ja teve filmes mais recheados de protagonismo tendo nos ultimos anos vindo a aproximar-se de filmes directamente para DVD sem grandes produçoes como este Safe, que criticamente foi um entre muitos filme do actor, quase indiferenciaveis, e comercialmente demonstra sinais claros de abrandamento sugerindo quem sabe uma ida directa para a estante de uma blockbuster.
Safe é o tipico filme do actor ou seja uma narrativa com poucas palavras, pouca creactividade na historia basicamente so dividir os bons e os maus, sendo que neste filme eles vão aparecendo, morrendo e nascendo a um ritmo alucinante, e depois todas as fichas nas sequencias de acção, tiros combate com uma criança completamente perdida no filme todo desde o inicio.
Nao se espera neste tipo de filme coerencia nas suas personagens, nem tao pouco rigor na construção da mesma, mas por vezes o exagero em simplificar questões torna o filme quase absurdo, como no output que conduz a que a personagem central do filme se ligue à personagem infantil, não tem qualquer ligação e é fruto de algo que não interessava a um filme cujo objectivo e dar ao espectador sequencias de acçao intensas onde o protagonista brilha nao so pela tecnica mas mais pela sua dureza.
Ou seja Safe nao e diferente de Transporter, nem de outros menos conhecidos, é mais um filme igual a muitos que torna Statham um actor com algum publico mas que nada altera a imagem que todos temos dele, muito pelo contrario, nao trás nada de novo, e cai na repetiçao por excesso a mais valia e o facto do filme, ter bons momentos de realizaçao com a camara a aguentar bem o ritmo do filme e funcionar mesmo como uma mais valia estetica e de espetacularidade em alguns momentos.
Õ filme fala de uma pequena chinesa que e conduzida para Nova Iorque para ajudar uma triade chinesa a conseguir dinheiro de um cofre, neste meio acaba por ser um produto de luta entre esta organização e outra russa, ate que quando este conflito esta une-se a um ex lutador, com a vida destruida por uma das organizaçoes, até que este tem como missão salva-la e conquistar uma nova vida.
O argumento e o mesmo utilizado em todos os filmes do protagonista, e usado nos anos 80 por diversas vezes em filmes de primeira e segunda linha, os dialogos simplesmente nao existem, e mesmo no que diz respeito ao resto o filme acaba por viver por outros pontos que nunca, a sua historia narrativa, ou mesmo personagens.
A realizaçao a cargo de Yakin, tem bons momentos num realizador que pese embora ja tenha tido filmes mais felizes, tem neste filme momentos de acçao de primeira linha, pena o filme ser tão directivo e sem conteudo, porque como realizaçao demonstra bons promenores que noutro tipo de filme, podem funcionar bem.
Por fim o cast, Statham esta como sempre esta num papel comodo, que pode-se dizer e o esteriotipo de toda a sua carreira, falta mudar, e provavelmente nunca o ira fazer competentemente, mas neste genero funciona pese embora ja canse.

O melhor - Algumas sequencias de acçao em termos de imagem.

O pior - Mil vezes já visto e com o mesmo actor.

Avaliação - C

Big Miracle

E normal nas epocas mais paradas do ano surgirem filmes familiares sobre historias reais que pautam a relação e ligação entre humanos e animais nos mais diversos contextos, este ano começou logo no primeiro mês este pequeno filme sobre a força de um numero de pessoas de forma a salvar um grupo de baleias no alaska e o envolvimento politico neste mesmo facto. Os resultados criticos foram a mediania tipica neste tipo de filmes familiares baseados em factos veridicos, ja em termos comerciais terreno mais propicio para este tipo de filmes, os resultados foram eles bastante curtos, nao entusiasmando os espectadores do cinema.
O problema de filmes sobre historias reais familiares e a dificuldade dos mesmos serem mesmo veridicos ou parecerem ser, ou seja, parece sempre que os filmes, tem sempre um exagero em termos de se tornarem exageradamente positivos e pouco concretos e detalhados nos seus elementos mais especificos, isso torna o filme demasiado pastoso, quase sempre pouco interessante, a não ser por um ou outro conceito que apenas se conhece no inicio ou no fim do filme.
E daqueles filmes recheados de boas intençoes, mas nem por isso o filme consegue ser um bom exercicio creativo, sendo apenas mais uma historia para preencher os domingos a tarde de um canal generalista, sem grande intensidade, e mesmo nos momentos em que tenta ligeiramente ser uma comedia o filme quase nunca resulta.
Vale apenas e tem como principal trunfo a contextualizaçao espacial e cultural num terreno desconhecido da maior parte do grande publico, o filme acaba por nos dar uma imagem exagerada mas ao mesmo tempo interessante sobre o Alaska um paraiso gelido perdido na parte superior do continente americano, e que e neste filme o unico ponto novo claro que nos tras.
A historia fala de um grupo de pessoas que se unem em torno da tentativa de salvar um grupo de baleias que se encontram presas num pequeno espaço no interior do alaska, apos a solidifaçao de uma massa de agua, ou seja estas pessoas vao se unir em torno de um objectivo comum mesmo com as suas diferenças.
O filme tem um argumento frouxo, quase sempre demasiado pastoso sem intensidade e sem rasgo de creatividade e originalidade, para um filme que se fixa em dados reais era necessario maior rigor em alguns pontos o que acaba por quase nunca aparecer, sabendo sempre a pouco a narrativa que o filme nos tras.
Tambem em termos de realizaçao Kwapis tem um filme mais rigoroso do que as suas comedias anteriores, mas parece-nos mais descuidado na forma como filme personagens ou com se preocupa com alguns vectores emocionais num realizador de nivel baixo em hollywood dentro do registo que nos habituou.
Por fim em termos de cast um elenco com actores tipicos em filmes deste genero familiares, num registo cinzento alias como todo o filme, com o aparecimento de outros desaparecidos como Danson ou Mulroney, enfim muito pouco a sublinhar.

O melhor - O Alaska profundo.

O pior - O tom demasiado baixo do filme.

Avaliação - C-

Tuesday, June 05, 2012

Snow White and the Huntsman

Desde que foi lançada a promoçao do filme observamos que estariamos perante uma disputa entre dois filmes diferentes apostados em tentar fazer a reinvençao do conto da Branca de Neve, um mais infantil e musical e outro um blockbuster de verão com muitos efeitos especiais, batalha e acima de tudo algumas das estrelas da moda. Dai que a aposta natural seria neste filme, mais de estudio e mais apostado em triunfar nas bilheteiras. Os primeiros resultados sao positivos para o filme sem serem maravilhosos conseguiu uma consistencia que alguns poderiam duvidar, mesmo que criticamente as coisas nao tenham passado de uma cinzenta mediania.
E o que se pode dizer deste filme e rápido ou seja o filme apenas consegue sair da mediania para entrar na mediocridade em alguns pontos fundamentais do filme, desde logo podemos dizer que estamos perante um filme que quer ser epico mas ao mesmo tempo vem recheado de sequencias de acçao quase sempre vazias e sem intensidade. Com a personagem do Huntsman quer ser engraçado mas rapidamente cai na lamechice sem qualquer tipo de fundamento para uma personagem assim. E por fim quer ter a intensidade narrariva, que perde em imagens da personagem central quase sempre sonambula que adormece o filme para graus de uma monotonia que nao entra em sintonia com um blockbuster de verão.
Mas para estes pontos negativos gerais tem alguns pontos positivos especificos desde logo em termos do aspecto estetico do filme, de primeira linha com uma boa montagem, direcçao artistica e fotografia com meios e sentido estetico de primeiro nivel, por outro lado a caracterização e mesmo a quimica dos anoes, acabam por dar uma naturalidade e uma toada menos pesada a um filme, que tem dificuldades em se assumir como uma produto de divertimento sem ter qualidade narrativa para mais, acabando por se tornar quase sempre num filme cinzento.
Ou seja um filme basico, quase sempre pelo caminho mais facil que perde por ser demasiado rigido e sem cor, fruto de um guião pouco interessante mais preocupado na grandiosidade de algumas sequencias do que propriamente trazer o filme para proximo do entertenimento do espectador.
O filme fala da historia ja conhecida da branca de neve, numa vertente mais fisica e militar, sem perder nenhum dos seus pontos centrais, da historia conhecida de todos nos.
O argumento e uma das grandes brechas do filme, nao so porque normalmente faz os dialogos serem baseados em frases feitas por demais utilizadas o que torna as personagens pouco coerentes, e quase sempre demasiado lineares, falta humor e intensidade a um filme que tem no argumento talvez o seu maior problema.
Rupert Sanders foi uma aposta surpreendente para um projecto com tantos meios, e acaba por ser por ele que o filme nao entra num declineo total na riqueza estetica e algumas soluções que demonstram um realizador arriscado, com sentido de filme que com outro guiao podera ter filmes e construir uma carreira com outro tipo de qualidade.
Por ultimo o cast, talvez os fãs de twilight nunca mais me vão ler, mas Stewart e daquelas actrizes que nao muda o registo seja que filme interprete e pior que isso em nenhum convence, aqui e um autentico festival de uma interpretação vazia, que nem nas vertentes mais fisicas deixa de ser débil, uma actriz com sorte a mais para tantos lapsos interpretativos. Hemsworth esta a vontade numa personagem bruta semelhante a Thor a personagem que o ira marcar para o resto da carreira, ja que nao me parece existir força para alterar este sentido, e por fim Theron que esteticamente e perfeita no filme, em termos de interpretaçao nos momentos mais intensos nao consegue atingir os niveis que ja demonstrou em filmes isolados.

o melhor - A fotografia do filme.

O pior - Entre outras coisas Stewart.

Avaliação - C-

Saturday, May 26, 2012

MIB - Men in Black III

Pois bem mais de uma decada depois do sucesso que foi os dois primeiros filmes de Men in Black a equipa juntou.se para fazer um terceiro filme, com o espaço para amadurecer a ideia e acima de tudo para arriscar na mesma, com a introduçao de novos segmentos e claro do omnipresente 3d. O resultado ainda nao e perceptivel, se em termos criticos as coisas correram medianamente entre o sucesso do primeiro filme e o floop completo do segundo em termos comerciais so no final desta semana podemos ter uma previsao do que vale este produto.
Men in Black 3 e uma mistura dos dois primeiros filmes, por um lado adopta uma postura mais simplista e linear no guião mais proximo do primeiro filme, mas por outro lado em termos humoristicos uma vertente muito importante do filme, nunca consegue ser um filme com natural piada, acabando por funcionar bem melhor como filme de acçao do que propriamente como uma historia com piadas funcionais.
Pese embora tudo isto e um filme que com o seu decurso vai ganhando intensidade e acima de tudo vai funcionando melhor, nao so porque o argumento aos poucos parece ir encontrando novamente as personagens que se sentem algo desconfortaveis no inicio, mas que no fim ja funcionam na maquina hollywoodesca no seu terceiro episodio. Pese embora tudo isto parece claro que o filme não nos parece fortemente para colocar a febre instaurada pelo lançamento do primeiro filme, mas podera funcionar como uma bela homenagem ao que ja foi feito, sem medo de arriscar na introduçao de aspectos interessantes e originais, como a viagem no tempo que acaba por ser bem feita e orientada, sendo o grande problema do filme a forma com que o humor custa a resultar talvez por estar algo desorientado temporalmente.
Ou seja um filme com maior produçao dos seus antecessores, mais espetacular em efeitos com um uso natural mas quase desnecessario do 3d mas que perde pela falta por vezes de graça natural, pese embora a acção e a intensidade narrativa va conseguindo ganhar folego ao longo de todo o filme.
A historia tras-nos novamente a equipa mais conhecida de MIB ou seja os agentes J e K, contudo apos o regresso de um detido perigoso o segundo acaba por morrer, e para impedir que isto aconteça J tera que recuar no tempo e formar equipa com K mais novo de forma a salvar nao so a vida deste mas tambem a terra onde vivemos.
Em termos de argumento se no planeamento narrativo e um filme que vai do menos ao mais, com um final interessante e bem montado, o filme perde muito tempo em definir uma narrativa simples que neste tipo de filme acaba por ser uma mais valia. nao e um filme de grandes personagens, mas o pior mesmo acaba por ser a incapacidade de fazer funcionar o filme em termos humoristicos.
A realizaçao de Sonnenfeld e a propria deste tipo de filmes com mais meios e utilizando-os bem o realizador tem nesta saga a sua imagem de marca com a sonorização de Elfman a dar um ambiente gotico infantil que o filme quer para si, pode nao ser um primor de realizaçao mas e um filme com estilo proprio.
Em termos de cast falar de Will Smith e Lee Jones na mesma frase e falar de MIB foi dos papeis mais marcantes de cada um e neste filme pese embora a idade avançada notoria de ambos o certo e que o filme sao eles naquele, fato para K mais novo uma escolha que me parece mais acertada fisicamente como Brolin do que propriamente em termos de interpretação onde nunca transmite o rigor de Lee Jones, mesmo assim uma escolha obvia.

O melhor - A revelação final

O pior - A falta de graça do filme em termos de humor..

Avaliação - C+

Sunday, May 20, 2012

W.E.

É natural que o mediatismo de Madonna como figura publica chamasse a atenção para a sua estreia como realizadora de cinema, esta sua obra de estreia lançada em diversos festivais com o carimbo de candidato a oscar, rapidamente desmoronou-se com uma recepção bastante negativa e criticas bastante desfavoráveis a um filme que queria demonstrar uma vertente mais seria da cantora agora realizadora, e se em termos criticos as coisas foram um desastre em termos comerciais não foram bastante melhores com dificuldades de divulgação o filme também não se conseguiu impor comercialmente.
Podemos desde ja dizer que Madonna arrisca para estreia tentando fazer um filme de paralelismo algo feminino sobre prespectivas de amor em epocas diferentes e a forma como uma inspira a outra, mas nem sempre um bom objectivo se transfere para um bom filme e neste caso muito pelo contrario já que estamos perante um filme que falha quase todos os seus objectivos, tornando-se em momentos absurdamente mal executado.
O grande mal do filme começa na forma narrativa, uma boa ideia nem sempre conduz a um bom argumento e neste filme isso esta bastante patente no inicio ao fim do filme, os pontos mais importantes da historia amorosa de base e colocada de lado para enfatizar os efeitos da mesma, uma vez que se centra no seio da familia real inglesa, mas por outro lado na historia mais actual e precisamente o contrario, conjugando mais a parte da aproximaçao e seduçao, ou seja o paralelismo que o filme a espaços quer fazer acaba por nao existir por este desencontro natural.
Outro grande problema e a tentativa do filme ser demasiado estetico e quando se quer fazer um filme nestes moldes um aspecto como experiencia separa um filme bem executado de uma manta de retalhos esteticos como infelizmente este filme se torna.
A agravar tudo isto temos uma ação demasiado lenta, quase sem grandes motivos de interesse, claramente parcial na forma como adopta a figura feminina como vitima das circunstancias de vida, num filme que claramente nao demonstra o jeito da artista para estas lides ja que erros de palmatoria estao presentes e condicionam por completo o filme.
A historia fala do romance proibido do príncipe Eduardo, e a forma como esse romance com uma mulher casada vai inspirar uma apaixonada pela historia em conflito na sua relaçao com um peculiar segurança russo.
O argumento e confuso, quase sempre incidindo mal sobre partes irrelevantes, parcial e esteriotipado na construçao de personagens, ou seja um argumento mal formulado, que podera ter uma ou outra ideia de base interessante, mas que nao funciona como um todo.
A realizaçao de Madonna tem um aspecto interessante ou seja as ideias estao la para o filme ter um carácter  estetico contudo nao a consegue concretizar na pratica, muitas vezes as sequencias de estilo demonstram ser demasiado forçadas, com experiencia podera melhorar, mas precisa de muito caminho a trilhar para o sucesso.
No cast nao existe grande risco actores de um segundo plano em Hollywood a um nivel mediano, alguns deles mais baixo como Darcy, vale a qualidade interpretativa de Cornish uma verdadeira figura de hollywood que necessita de um grande filme, que não este para saltar para primeiro plano de hollywood.

O melhor - Alguns segmentos da historia actual

O pior - O argumento.

Avaliação - C-

Wednesday, May 16, 2012

21 Jump Street

Desde que foi anunciada a adaptação cinematografica de uma das series mais conceituadas dos anos 80 que a atenção este virada para esta produção, desde logo porque as informações anunciavam a entrada de Depp com um cameo, bem como a escolha de protagonistas e o sentimento que o mesmo tipo de humor estariam novamente presentes. As primeiras avaliações ainda tornaram a expectativa maior com resultados criticos e de bilheteira interessantes demonstando ainda se tratar de um produto comercialmente interessante.
Confesso que pese embora assisti-se à serie nao me recordo de pormenores da mesma, e penso que o filme tem diferenças substanciais da mesma, desde logo em termos de humor, mais actual e acaba por ser o ponto onde o filme aposta mais, assumindo-se como uma comedia de acçao tipica dos anos 80 com a pimenta de uma boa comedia.
E pese embora estes ingredientes estejam divididos de uma forma equalitaria o resultado nem sempre e o melhor, ou porque o humor nao consegue quase nunca conduzir a gargalhada, ou porque a intensidade da acção nunca e aquela que prende o espectador à parede, ou seja temos uma mistura que transforma o filme num objecto algo estranho a primeira vista, com identidade propria, mas que contudo nao e um filme que nos agrada a primeira, pese embora existe vectores positivos facilmente identificaveis.
Um dos segredos do filme e a quimica entre protagonistas que e um ponto essencial para o proprio filme, neste particular o filme escolhe bem e por vezes ate exagera no sentimento de equipa que quer empregar a todo o filme.
A historia fala de dois amigos que se tornam policias juntos e que depois de falharem nas tarefas diarias da profissao sao conduzidos para uma equipa especial de infiltrados no liceu de forma a tentar descobrir uma rede de trafico de uma nova droga perigosa.
O argumento e original nao so no formato irreverente que o filme tem, como no proprio humor que utiliza, contudo ao balançar muito entre generos acaba por ter dificuldades em encaixar em algum deles, nao criando sempre humor fora de serie.
A realizaçao tem bons momentos, principalmente nas sequencias de acçao e na forma como filma alguns pontos de vista, tem momentos originais e mesmo nao sendo uma sintese propria com estetica assumida tem uma realizaçao ritmada para o filme.
Em termos de cast a aposta em dois actores diferentes funciona principalmente em termos de duo, por um lado o lado mais fisico e nao menos comica de Tattum, funciona melhor do que o aspecto patetico de Hill, contudo o filme debruça-se mais sobre o segundo e acaba por danificar alguns pontos o prorpio filme, que deveria apostar no contrario.

O melhor - O risco do humor.

O Pior - Ele nem sempre funcionar.

Avaliação - C+

Tuesday, May 15, 2012

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Monday, May 14, 2012

Dark Shadows

Desde sempre que o imaginario de Tim Burton foi para mim enquanto cinefilo um dos prazeres maiores da setima arte a forma estetica e simbolica com que coaduna mundos é uma dadiva ao cinema e o seu reportorio de filmes uma homenagem a todos como eu se dedicam aos filmes. Para este ano tinha em mente e com expectativa o seu lançamento de Dark Shadows novamente com johnny deep e num imaginario que encaixa como uma luva naquilo que Burton foi conseguindo. Contudo com as primeiras avaliações as coisas nao foram tao positivas como os mais retoricos pareciam advinhar, alguma mistura nas criticas nao era o inicio esperado, e mesmo comercialmente a aposta de suceder a Avengers retirou-lhe algum poder comercial que o filme poderia ter tido, mesmo assim o resultado foi minimamente consideravel. Restava o mais importante ver o filme.
E desde logo digo que o filme frustrou em algum sentido as minhas expectativas, nao porque Burton nao tivesse lutado pelo filme, nota-se a sua imaginaçao o seu sentido estetico o seu mundo, de uma forma mais natural e encaixada talvez que nunca, os primeiros vinte minutos de filme podemos dizer que sao dos melhores que Burton nos deu do seu mundo, da sua estetica do seu simbolismo, mas depois tem graves problemas em fazer o filme se definir ou como comedia, como filme dramarico familiar, ou filme de vampiros, no final temos uma confusao de um filme que nao sabemos bem o que é, agradavel em todos os niveis produtivos por vezes engraçado e como uma conjugação temporal interessante mas que lhe falta ritmo intensidade, quase sempre demasiado parado e pouco apostado em dois aspectos que podiam ser o trunfo de Burton, o humor, menos tipico no realizador e o simbolismo, sempre consumido pela para anormalidade demasiado castradora do filme.
Pode se dizer mas Dark Shadows e isto a serie e isto, mas nos sabemos que Burton e mais que isto, que altera filmes que cria mundos e sabe a pouco perceber que o filme ou a historia nao e tao rica como Burton a queria tornar, e isso nota-se na introduçao ao filme, do melhor que Burton fez para os seus filmes, pena e que depois a historia nao acompanhe e se perca, principalmente em termos de humor onde parece que o filme quase que desiste para nao se tornar demasiado vulgar.
Mesmo com estes defeitos vincados estamos perante um filme que nos tras a maior parte das qualidades de Burton, esteticas e creativas, com o esquizoide tipico mas que fascina tudo e todos ao longo do tempo e o torna num dos realizadores mais influentes da actualidade.
A historia fala de uma familia Collins que observa o seu vampiro antepassado regressar em pleno anos 70, de forma a tentar resolver o negocio da familia, contra a sua enimiga de sempre e a causadora de todo o sofrimento da sua familia.
O problema do filme esta no guiao como todo, pese embora tenha partes interessantes e extremamente creativas, perde-se emocionalmente nas persoangens mas acima de tudo perde-se na intensidade e na historia central, quando o talento de Burton nao e acompanhado na historia o filme tem mais dificuldades de resultar.
Burton e um iluminado e neste filme demonstra mais uma vez nao so nos esquemas mentais tipicos, e na excentricidade que sempre trouxe aos filmes mas aqui tambem na forma com que consegue conjugar com outros aspectos como o culto dos 70, num exercicio quase perfeito de realizaçao.
O cast e excepcional se Depp e Pfifer ja tinham dado mostras do seu maior valor com Burton, onde sao personagens perfeitamente encaixadas no seu imaginario, Hackey e principalmente Green conquistam o filme, alias somos tentados a dizer que nunca uma atriz encaixou tao bem numa personagem femenina de Burton como Green faz neste filme, roubando quase sempre as cenas ao já alter ego de Burton, Depp.

O melhor - Os primeiros vinte minutos de cinema de arte.

O pior - Ser narrativamente um filme menor do realizador.

Avaliação - B-

Saturday, May 12, 2012

The Lucky One

A adaptação de obras de Nicholas Sparks ao cinema e tão rotineira que muitos ja consideram em parte um genero proprio do cinema actual. Pois bem este ano o registo e semelhante a todos os outros com a diferença que a liderar o cast se encontra Zac Efron um heroi adolescente muito ligado aos filmes Disney. Os resultados porem nao sao sempre semelhantes e neste caso alguma falta de qualificação critica do filme reuniu-se a também um valor comercial pouco valido tornando este filme um fracasso relativo.
O grande problemas nas adaptaçoes dos livros de Sparks e tentar dar ao filme um bom ritmo ou tirar um obra assim alicerçada em algo mais do que uma historia de cliche de amor, e neste caso o filme nao consegue e mais do que isso nunca o tenta efectuar, optando sempre pelo estilo de filme pausado, quase sempre idilico na fase inicial, e mesmo a introdução do elemento dramatico que costuma ser o grande sentido dos livros de Spark neste filme e quase diluido em outras opções em dar um filme mais claro e com um final mais proximo daquilo que o espectador deste filme, ou seja tipicamente feminino assim querem.
E daqueles filmes que aos dez minutos ja sabemos completamente tudo o que vamos visualizar e da forma que vai ser feito, ja que nao traz consigo nenhum aspecto surpresa nem este objectivo esta em algum momento patente no proprio filme, e daqueles filmes que poderia ser facilmente enviado para video mas conhecesse a dificukldade de fazer isto a uma adaptação de um best seller, mesmo assim muito pouco para um filme que nada traz em nenhum teor para o cinema actual.
A grande vantagem do filme centra-se em apresentar uma visão mais adulta da obra  de Sparks um bocadinho aquilo que já tinha sido efectuado em notebook, tirando o registo conto de fadas que muitas vezes este filmes caem facilmente.
A historia fala de um ex militar que apos o regresso da regua acaba por procurar uma mulher que encontra numa fotografia durante a guerra, altura em que começa a estabelecer com esta mais que uma relação profissional, uma relação amorosa e mais do que isso familiar, contudop essta ja tem uma vida efectuada.
O argumento e a historia tipica de Sparks com personagens quase desenhadas em termos de perfeição moral, mas ao mesmo tempo muito distantes da realidade, ou seja parece sempre personagens demasiado positivas em contextos negativos, aqui mais do mesmo contudo sem a riqueza de historia e de dialogos de personagens de outros tempos.
Scott Hicks apos Shine foi considerado uma das maiores promessas do cinema futuro, contudo nunca a conseguiu realizar com um segundo flme de nivel consideravel, foi sempre demasiado preso a historias ja feitas e mesmo em termos esteticos nunca conseguiu marcar uma identidade que e sua, acabando como mais um obreiro menor de grandes estudios, sem grande referencia como neste filme.
Em termos de cast o objectivo parece-nos dar caras bonitas para o casal protagonista e isso conseguem, mesmo que Efron nas partes em que a sua personagem tem que ser mais adulto e fisico parece nunca encaixar no prototipo da personagens, uma vez que parece sempre demasiado jovem para a mesma, mesmo assim estamos perante um filme que nada exige neste particular.

O melhor - O caracter adulto de alguma fase do filme.

O pior - Sparks ao pior registo


Avaliação - C-

Friday, May 11, 2012

Chronicle

Pois bem o ano começou com uma surpresa sem precedentes em termos de originalidade e sucesso instantaneo de um filme sem grandes estrelas, mas que chamou a atençao pela seu enigma, os resultados foram bastante positivos para um filme lançado em Janeiro sem no entanto deslumbrar, ja em termos criticos as boas avaliações acabaram por ser a maior vitoria para um filme surpreendente.
Chronicle figurara certamente em algumas listas dos melhores filmes do ano, nao porque traga uma historia diferente, ou talvez traga, mas acima de tudo porque respira irreverencia e originalidade nao so na forma planeada com que e feito, atraves de sequencias de camaras casuais uma escolha que se reveste como o as de trunfo do filme.
Outro ponto positivo e que embora seja um filme tipicamente adolescente nos tras muitos temas novos como a forma com que se lida com a força e com o poder ou entao aquilo que e mais importante no filme a descoberta de nos proprios com todos os meios, aliado a isto temos uma produçao que pese embora tenha sido poupada tem efeitos de primeira linha que tornam o filme um concorrente de primeira linha com as grandes apostas de grandes estudios.
E daqueles filmes que dificilmente sai na retina, um pouco proximo do que tinha acontecido com Cloverfield com a diferença que as imagens sao mais certinhas e por outro lado tudo e exposto em prol de uma estetica mais compentente, num filme que da uma lofada de ar fresco a um terreno que nem sempre tem conseguido ser o mais original nos ultimos anos.
O filme fala de um grupo de tres jovens que depois de encontrar uma estranha substancia acabam por ganhar poderes quase incomparaveis ao contrario de muitos filmes a historia nao procura explicaçao para isto mas sim a forma com que cada um lida com isto no seu contexto.
O argumento e original, nao perdendo o espirito adolescente temos um filme diferente numa abordagem complexa e corajosa que nao precisa de acentar em grandes personagens nem grandes dialogos para ser um filme intenso e rico em termos de argumento.
A realizaçao e o segredo do filme a escolha por este tipo de filme acaba por tornar tudo mais real intenso e ao mesmo tempo assustador, o filme e complexo no que transmite e acima de tudo na forma como traz a si os generos que quer preencher acabando por beber um pouco de todos.
O cast recheado de jovens desconhecidos nao e brilhante mas tambem nao e este o foco que o filme quer dar, mesmo assim a competencia esta presente e da ao filme tudo aquilo que ele necessita.

O melhor - A originalidade do argumento e do formato.

O pior - Os cliches de filme de adolescente residuais.

Avaliação - B+

Thursday, May 10, 2012

The Raven

Pois bem, muitos pensaram quando saiu V de Vingança que estavamos perante mais um realizador de excelencia ou seja alguem capaz de produzir e realizar filmes com uma versatilidade diferença e juntar o culto de um blockbuster de primeira linha com tiques proprios sempre aperciados neste tipo de cinema. Contudo a falta de força o seu primeiro filme, e alguma falta de mediatismo deste filme levaram a que de The Raven nao concretizasse nada nem em termos criticos onde as avaliação nem sempre foi muito positiva para o filme, mas acima de tudo em termos comerciais onde as coisas tambem nao correram bem a um filme que pode ter muita boa vontade mas isso so, nunca chegara.
The Raven e um tipico filme policial sobre um serial killer com o ingrediente interessante de trazer consigo a figura mitica do escritor Allen Poe, num misto das suas historias e com a sua mente algo deslocada, o certo e que o filme consegue a determinados momentos ter intensidade, contudo por outro lado nao consegue a ter quando mais precisa dela ou seja no momento do seu final, dai que ao longo do filme vamos passando do fascinio pela forma interessante com que o filme e realizado para a descoberta de pontos de pouca ou nenhuma qualidade, desde logo na construçao das personagens demasiado esteriotipadas, e ao facto de nao ser um filme objectivo no seu enredo, mesmo que tudo peça isso, o filme quer sem mais complexo do que aquilo que realmente consegue ser e sabe sempre muito a pouco aquilo que realmente o filme tem para nos dar.
The Raven quer ser um filme negro, e violento mas tem medo disso denota-se na forma com que controla os seus impulsos mais sanguineos e isso nem sempre e uma vantagem porque cria no filme alguma crise de identidade que nao e facil recuperar. Mas isso normalmente ate e conseguido ultrapassar com a forma e intensidade psicologica que o filme adquire, mas de resto muito pouco a registar com particular destaque negativo para a forma com que o filme se finaliza.
A historia fala de um serial killer que começa a cometer crimes baseados nas obras mais desviantes de Allen Poe, contudo para conseguir capturar o proprio escritor torna-se no auxiliar mais proximo da investigação tentando desvendar e acima de tudo advinhar os proximos passos do criminoso.
O argumento nao e particularmente perfeito, principalmente na pouca riqueza que da aos suas personagens principalmente a central que os seus dialogos ricos em semanticas nada transmitem de si e o filme perde particularmente com isso, depois a falta de organizaçao de intensidade leva a um final frouxo que condiciona a avaliação de todo o filme.
O unico aspecto que me parece meritorio do proprio filme e a realizaçao e a forma como o realizador capta as imagens muito sentido estetico de um filme que ate nem precisa de tanto, pena e que neste caso o realizador nao tivesse a acompanhar um argumento que permitisse outros voos.
Em termos de cast muito pobre apostar em Cusack nesta altura para liderar um filme parece sempre uma escolha secundaria porque trata se daqueles actores presos a uma imagem e que provavelmente nunca saira da mesma, e mesmo em personagens diferentes como estas rapidamente cansa o espectador, nos secundarios pouco ou nada a registar.
Salienta-se ainda o generico final, interessante mas totalmente fora do resto do filme.

O melhor- A fotografia

O pior - A intensidade final.

Avaliação - C

Saturday, May 05, 2012

Albert Nobbs

Existe filmes que desde a sua estreia ou mesmo da sua produção que ficam intimamente ligados as interpretaçoes que lhe vão dar alma, para o ano 2011 existiu um em que isso ficou
 mais evidente do que nunca, era este Albert Nobbs onde Glen Close interpreta uma especie de mordomo masculino, a procura do seu sonho. o resultado do filme em termos comerciais deixou muito a desejar principalmente pelo pouco valor comercial que o filme teria. Em termos criticos tambem esteve longo do sucesso que muitos esperariam e que poderia valer oscar a Glen Close mesmo assim as coisas ate foram positivas para a sua interpretação. Albert Nobbs pese embora seja um filme tradicional britanico nao tem o rigor dos filmes tipicos dos britanicos e um filme com um ponto interessante relacionado com a sexualidade e forma com que esta e aceite, e acima de tudo e um filme instavel narrativamente o que acaba por ser um dos seus maiores segredos principalmente pela indefiniçao que o espectador observa e que nunca consegue perceber como a historia vai acabar.
E certo que a determinada altura como a maior parte dos filmes britanicos a este filme falta um bocadinho de intensidade principalmente na personagem central sempre demasiado silenciosa e em vivencias internas que muitas vezes nao transparecem para o espectador, mas a formula e o costume do filme acabam por se tornar as suas mais valias num filme simpatico interessante e intenso, sobre um tema que mesmo tratado em termos de filme da epoca ainda se torna algo actual nos nossos dias.
E daqueles filmes que tem como o seu grande segredo a interpretação das alterações de sexo e um pouco a interioridade dos negocios hoteleioros antigos os rigores constrastantes com a imagem fundamental para o negocio, e daqueles filmes bem contextualizados temporalmente que perde por alguma falta de chama a espaços, mas que nao compromete o filme.
A historia fala de uma mulher que se disfarça toda a vida de homem para ser mordomo em um hotel, enquanto guarda um dinheiro para o seu sonho, casar com uma mulher e construir uma loja de tabaco onde trabaralhariam os dois.
O argumento e interessante nao so no nivel simples do seu inicio mas acima de tudo na forma como este se desenvolve com avanços e recuos que fazem o filme ser surpreendente em decisoes que toma acente em duvidas e conflitos de personagens que contudo nem sempre sao construidas da melhor forma algo demasiado ambiguas.
Um britanico a fazer um filme destes nao seria noticia agora um colombiano a fazer um filme de costume britanico e interessante pelo rigor do costume que o filme tem, e por ser rico em imagens principalmente na simplicidade dos momentos em que entra na cabeça da personagem central. Tem ainda como grande aliado a caracterizaçao de primeira linha.
EM termos de cast falar das prestações de Close e Mcteer e falar do que de melhor se fez femininamente o ano passado, com um filme mais consensual provavelmente teriam obtido as duas galardoes ainda mais significativos, assim fica apenas duas pretações assombrosas que levam o filme consigo para um patamar mais elevado.

O melhor - AS interpretações de Close e Mcteer.

O pior - Existir momentos em que o filme se perde em personagens que nada trazem

Avaliação - B-