Saturday, March 17, 2012

Good Deeds


Tyler Perry nos ultimos anos ganhou um espaço proprio no cinema norte americano principalmente pelos seus filmes maioritariamente dramaticos com tiques de comedia principalmente na construçao da sua personagem Madea que o conduziu a um sucesso proprio nas comunidades afro americanas. Ultimamente a Madea ficou um pouco de lado e o drama assumiu mais intensidade. para este ano um filme sobre uma personagem sua mais do que o fluxo de personagens que era habitual, o resultado contudo foi desapontante desde logo em termos comerciais algo longe do que Perry conseguiu nos melhores dos seus filmes e tambem em termos criticos com avaliações algo negativas.
De todos os filmes de Tyler Perry este Good Deeds e de longe aquele que mais entra em Cliche dramatico de comedias romanticas lamechas como a muito ja nao se via no cinema moderno, alias o proprio filme em todos os seus elementos e um total cliche daquilo que funciona em telenovelas mas que pouco ou nada tem de novo, creativo ou entusiasmante. Alias no final ficamos com a sensação que esta especie de conto de fadas onde tudo corre bem, a maior parte das persoangens sao melhor do que algo que alguma vez existiu, enfim um autentico espectaculo de um cinema melancolico e pouco intenso, de um autor que ja deu mostras de conseguir de uma forma mais madura trabalhar sentimentos.
Alias a sensaçao que se fica no filme e que tudo e demasiado feito a pressa e da forma mais obvia possivel para numa especie de linha de montagem sair mais um filme do autor, que pela falta de profundidade dos seus filmes ja deve ter o proximo em execução.
Enfim dos filmes de Tyler Perry para alem do mais simples um filme de serie B romantico de pouca qualidade, que nada ficara bem a um curriculo ate ao momento consistente do autor pese embora seja brilhante.
O filme fala de um grande empresario que acaba por estar demasiado consignado ao ritmo programado da sua vida, quando acaba por interagir com uma empregada de limpeza da sua empresa em grandes dificuldades economicas e com o encargo de uma filha menor, que vai conduzir a descoberta de verdadeira identidade.
Como as frases anteriores denunciam estamos perante a tipica telenovela portuguesa ou a ficção tipica da relação entre o rico e o pobre quando estes sao boas pessoas, ou seja tudo o resto e demasiado pouco trabalhado, como as personagens, ou dialogos tudo demasiado fraco e futil.
Em termos de realizaçao o filme nao e bem nem mal filmado o ritmo de imagem de Perry e sempre lento e demasiado focalizado no obvio das personagens, neste filme e mais do mesmo sem grande mudança.
Em termos de cast Perry esta longe de ser um grande actor principalmente na vertente dramatica mas e a sua aposta talvez para conseguir conquistar um espaço neste mesmo teor, contudo pouco convincente limitado e pouco intenso perde todas as cenas para a sua companheira de reparto, uma Newton intensa contudo muitas vezes caindo num overacting excessivo.

O melhor - O clima final que ja e tradicçao de Perry

O pior - Ser um Perry demasiado lamechas

Avaliação - C-

Wednesday, March 07, 2012

Coriolanus


As adaptações dos filmes de Shakespeare ultimamente tem-se tornado moda das sua temporização aos nossos dias ou pelo menos ao nosso tempo. para o final deste ano e marcando a estreia como realizador de Ralph Phienes surgiu a sua adaptação de Coriolanus uma das peças sobre liderança e traiçao que marcou o trajecto do dramaturgo ingles. Os resultados contudo ficaram aquem das expectativas uma vez que pese embora as criticas positivas que o filme recebeu nao conseguiu entrar na disputa directa aos diferentes premios e por um lado em termos comerciais nao conseguiu sequer uma distribuição wide, o que conduziu facilmente o filme a quase invisibilidade de bilheteira.
Coriolanus como a maior parte das adaptaçoes do nosso dia de Shakespeare perde pela forma como nao consegue articular o discurso ou mesmo algumas opçoes narrativas a actualidade sendo esse o objectivo do filme. Mais uma vez torna-se dificil observar tanta teatralidade num meio real e ainda por cima contemporaneo, esse problema acaba por condicionar a veracidade do filme e acaba por condicionar a forma como todo o restante filme funciona junto do espectador.
De resto estamos perante um filme tecnicamente bem feito, com uma boa conjectura politica que serve de base a intensidade de todo o filme, e acima de tudo a crueza das imagens ou pelo menos da forma como estas sao oferecidas ao espectador. De resto a intensidade acaba por ficar quase sempre no discurso da personagem principalmente de Corulanious o grande enfoque do filme, mesmo que o enigma esteja sempre ao longo do todo filme como e normal nas peças do dramaturgo ingles.
E daqueles filmes que parece contudo apensar da sua qualidade indisicutivel um pouquinho fora de tempo, ou mesmo demasiado estranha no corpo do cinema actual, pese embora tenha tudo para ser um filme que funcione bem quer pela forma como e escrito quer pela força estetica o certo e que parece sempre faltar um degrau para ser o maximo de realizaçao.
O filme fala de um general que depois de dar o corpo pela patria e ser chamado a senador e traido e colocado contra o povo, o que conduz a procurar apoio junto do grupo de rebeldes que sempre combateu.
O argumento nao e facil, principalmente porque tenta com a escrita e dizeres de shakespear tornar nos nossos tempos aquelas palavras com sentido e isso acaba por condicionar em momentos o filme pese embora a historia e as personagens sejam fortes como o dramaturgo as criou.
A forma de Fiennes se estrear na realizaçao deixa antever um futuro promissor, num filme dificil ao qual ele da um caracter estetico cru mas proprio que acaba por ser uma mais valia para a forma como o filme surpreende o estetador, nao e um filme comum principalmente nesta valencia.
Em termos de cast Fiennes lidera o seu proprio cast num papel ao seu melhor nivel e que o mesmol e do mais alto que podemos ver, de um actor de primeira linha que tem aqui um papel que merecia mais reconhecimento tem um filme a seu cargo tem uma disponibilidade fisica e expressiva pouco vista num dos melhores papeis do ano, que apaga tudo o resto no filme, que se torna quase so o seu lirismo, apenas algum espaço para Redgrave principalmente nos dialogos entre ambos.

O melhor - O papel de Fiennes

O pior - Lirismo shakespear nao expressa a actualidade

Avaliação - B-

Monday, March 05, 2012

Bel Ami



Seria logico que a figura de Pattinson acabasse por criar uma serie de filmes apostados em reder a sua imagem, contudo tambem seria logico a tentativa deste tentar sair deste registo enverdando por filmes menos comerciais e do grande publico. Contudo um dos perigos e nao ter metodo no que escolhe, escolhendo apenas porque nao seria comercial. Bel Ami apesar do grande elenco e feito como dinheiro italiano e rodado em França. Os resultados comerciais e criticos ainda nao foram medidos uma vez que o filme ate a data ainda nao conseguiu distribuiçao nos EUA. Sera que nem Pattinso consegue vender este filme?



O mal de alguns filmes europeus e que pensam que conseguem subentender sempre a mensagem subliminar de uma forma demasiado perfeita e que isso vai sempre dar um poder quase sobre natural ao filme. Pois bem este filme demonstra claramente que isto nao e verdade, ou seja se por um lado no final conseguimos sentir a moral que o filme tem, o certo e que o caminho nao e o mais agradavel pelo espectador, que se limita a ver uma persongem com demasiados tiques e esquizoide a passear as suas conquistas, nao percebendo qual a sua real existencia, parece mesmo que o realizador proprio nao sabe, e o filme anda sempre perdido como a sua personagem, as mulheres do protagonista vao aparecendo e desaparecendo sem moça como se nao interessassem e culmina num final a retalho de um filme que por ser da epoca e de uma obra literaria com algum nome deveria ser mais prefeccionista e trabalhada em termos de consistencia interna.



Nao podemos dizer que o filme nao tem conteudo, porque tem, contudo o facto de tentar ser simples e acima de tudo no facto da falta de ritmo da maior parte das sequencias nao tento o envolvimento politico que a obra em si tem nao permite que o filme adquira uma força interior propria e uma dimensao capaz de tornar um filme de epoca de primeira linha, parecendo apenas a deteminada altura estar ao serviço comercial de um Pattinson a tentar provar que nao e um produto de markting.



A historia fala de um pobre individuo que tenta subir na hierarqueia e na riqueza da alta sociedade parisiense a custa da seduçao e das relaçoes que vai estabelecendo e nao de encontro ao seu talento.



O argumento parece demasiado penoso para aquilo que o filme tem a dar, as mulheres sao todas descritas como futeis sem existencia propria e o filme mesmo no seu personagem nao se consegue definir o que acaba por nao dar intensidade e desenvolvimento a historia do filme.



A realizaçao para filme de epoca tem alguns bons momentos principalmente na intensidade de vida nocturna parisiense contudo tambem nao permite que o filme em termos de meios de o salto para uma mais valia, acabando por ser apenas mais um bom exercicio nem sempre preocupado com caracter estetico ou artistico,



O cast tras um Pattinson apostado em fazer romper a sua imagem de menino bonito, mas nao e com registos como estes dificieis e que tem tudo para agradar e falhar que ganha um espaço proprio principalmente porque demonstra as suas limitaçoes e o facto de estar preso a expressoes faciais sim demsiado intensas mas quase sempre desligadas do sentido da acçao ao seu lado tres mulheres em clara baixa de forma com principal destaque para Thurman aliada e bem da alta roda.






O melhor - O moral do filme.






O pior - Nao conseguir ser mais que um filme em beneficio do persongem






Avaliação - C-

One for the Money



Desde Knocked Up que a figura de proa de Anatomia de Grey começou a construir uma carreira dentro da comedia romantica. E se no inicio a sua imagem acabou por ficar rentavel com bons resultados com o passar do tempo as coisas começaram a ficar piores nao so nos resultados mas mesmo nos actores que passaram a contracenar consigo. Neste inicio de ano lança se como produtora executive e unica estrela neste filme e os resultados foram bastante fracos nao so em termos criticos onde apos o filme de estreia nao mais conseguiu resultado significativos mas tambem comercialmente a sua imagem ja deixou de valer o que ja valeu.



One for the money mais do que uma comedia sem graça que acaba por ser e uma tentativa de revitalizar o tipo de acçao com graça sob a forma de pseudo policial que foi muito em voga nos anos 90 e que recentemente ja quase nao existe ou so em tentativas frustradas de actores fora da alta roda do cinema. Aqui podemos a custo encaixar Heigl que depois do sucesso parece arrastar se nesta experiencia para um filme de clara toada de serie B sem acçao nem comedia para valer o rotulo de qualquer um dos generos, alias quando o filme ja parece nao concretizar nenhum dos generos a aposta em apenas tentar rentabilizar a imagem da protagonista e notoria, num filme que para alem de tudo nao consegue ter um epicentro emocional de primeira linha.



Ou seja tudo no filme parece demasiado condicionado para falhar desde logo a toada demasiado calma de todo o filme, depois a inexistencia de uma sequencia clara em que o humor e a gargalhada deveriam funcionar e por fim a falta de uma historia apelativa achando quase sempre que o drama e a intriga do filme e tao obvia que pensamos que isso nem sequer funcionara como surpresa no filme. Ou seja muito pouco para um filme com expansao wide e que se podera rotular de que genero for.



A historia fala de uma ex empregada de uma loja de langerie que apos o despedimento acaba por aceitar o emprego de localizar criminosos, e entregar a policia sendo que um dos buscados e um policia seu ex namorado acusado de matar um traficante, entrando numa intriga que leva a verdade por detras do caso.



O argumento e do mais basico que e possivel ver no cinema actual, a intriga apesar de na nossa opiniao tentar ser densa acaba por ser ridicula na sua tentativa de ser mais qualquer coisa do que um filme linear e simples, as personagens e os dialogos quase nao existem como o argumento do pontos de vista comico.



A realizaçao a cargo de uma completa desconhecida que ja anteriormente tinha estado num teor mais romantico adaptando Sparks, mais uma vez e apesar de mais movimento centra-se demasiado na figura mesmo que por vezes ridicula da protagonista, nao ganhando o filme muito com este aspecto.



Em termos de cast Heigl como produtora e mentora do filme faz a personagem ao seu sabor e isso parece ser vincado ao longo de todo o filme, tudo tenta chamar a protagonista a cena mesmo que esta nem sempre seja a actriz que pensa que e, desta vez nem secundarios acaba por haver.






O melhor - Ser um filme simples e rapido.






O pior - A tentativa de twist final






Avaliação - D+

Saturday, March 03, 2012

The Vow


Todos os anos na altura do dia dos namorados existe uma aposta por parte de alguma produtora de um filme dedicado em exclusivo ao amor, normalmente sob a forma de comedia romantica, ou historias paralelas, contudo este ano o filme com mais atenção foi diferente marcando uma historia baseada em factos reais da procura e reencontro com o grande amor. Ao leme dois dos actores mais mediaticos de uma nova geração, resultado criticamente desinteressante, sendo que em momento algum o objectivo do filme passou por esta vertente, comercialmente um estrondoso sucesso principalmente nos EUA onde ate a presente data e o filme mais rentavel de 2012 e um dos dois filmes que ultrapassou a berreira mitica dos 100 milhoes de dolares.
The Vow e um filme sem duvida nenhuma sobre o amor, e sobre a forma como ele nos pode de alguma forma origentar para os objectivos, claro e que em determinados momentos e um filme que nos deixa irritados com a persistencia com as circunstancias mas e daqueles filmes e principalmente na personagem masculina que vemos tudo o que é ou que pelo menos devia ser o amor, na sua vertente mais comum e na ligaçao intima principalmente vista nos momentos iniciais do filme.
Pese embora este facto e esta boa caracterização inicial fica sempre a sensação que posteriormente o filme nao aproveita esta mesma intensidade na relação para potenciar o desenvolvimento e toda a aproximação deixando a quase subtendida num final que so nao e aberto porque tem umas palavras. Penso que o filme ganhava mais emoção e sentimento se tentasse conduzir o filme para a reaproximação e o reapaixonar das personagens e nao no objecto estranho apos o acidente.
Nao e um filme de primeira linha mas e um filme com um objectivo concreto num timming concreto que cumpre plenamente aquilo que se quer, nao e o grande filme de amor, mas tambem nao e um filme menor num genero nem sempre marcado por boa qualidade.
O filme fala de uma esposa, que apos um acidente perde a memoria esquecendo os ultimos cinco anos de vida, os que conheceu o seu amor, assim o filme e nada mais nada menos o papel do esposo de forma a esta novamente se apaixonar por ele e reconquistar o que tinham construido.
O argumento pese embora nao seja prodigo em conteudo nao so nas personagens como mesmo no seu desenvolvimento e emocionalmente forte e na caracterização inicial da relação muito forte, perde pela forma como tenta dar o foco do filme numa parte que nos parece francamente ma escolha, porque lhe da uma toada nem sempre facil de suster.
A realizaçao nao e de primeira linha, mesmo na componente estetica um filme de amor poderia ter bem mais qualidade neste prisma, certo e que isso nao condiciona muito o filme, mas poderia ser o ponto diferenciador que acaba por nao ser.
O cast tem duas personalidades cada vez mais fortes em Hollywood e um par que surge como natural, uma vez que ja por diversas vezes estiveram presentes em filmes romanticos, Tattum e um actor que funciona bem por é naturalmente simpatico, nao teve ainda provas de fogo mas o tempo se encarregara disso. macadams e a senhora do momento no genero, com uma graça natural tem talento que neste filme nao e colocado a prova, demasiado preso a falta de qualidade da personagem, acima de tudo o importante e perceber que a quimica existe e funcionam moderadamente juntos.

O melhor -Os primeiros 5 minutos do filme

O pior - O enfoque na dificuldade e nao na reconquista

Avaliação - C+

Friday, March 02, 2012

Extremely Loud and Incredebly Close


É inexplicavel a força que Daldry nos ultimos anos tem conseguido junto da academia, quando os seus filmes sao lançados como baixa em relaçao a expectativa no ultimo sprint la consegue a nomeaçao para melhor filme e a imagem de um dos prefilados favoritos fica lavada, foi assim com o Leitor e este ano repetiu-se com este filme, que foi desde o inicio do ano apontado como um dos mais serios candidatos aos oscares, pelos seus actores, realizadores, argumentista e produtores. Mesmo conseguindo a nomeaçao o filme nao conseguiu a coesão critica com avaliações muito dispares nao conseguindo ser um filme unanime, muito menos aceite na maioria das avaliações.
Este filme de nome complicado tinha muito para jogar a ser favor, tocar de perto na emoçao da perda criada pelo acontecimento mais marcante da historia contemporanea norte americana, ser um filme sobre personagens e sobre relacionamento com profundidade no que diz respeito ao tema da morte, e por outro lado para transpirar toda esta emoçao era o filme sobre a adaptação de uma criança ao luto numa forma de ser particular.
E se por um lado a forma algo esquizoide do protagonista permite que o filme seja riquissimo em dialogos em curiosidades mesmo na força emocional das suas cenas e do valor metaforico e quase poetico do filme, o certo e que a sua bondade e o seu valor dramatico demasiado imaturo e previsivel nao permite que o filme surpreenda, e nesta falta de objectivos concretos do filme reside o seu maior problema, ou seja muitas vezes mesmo sendo riquissimo em variados aspectos ja descritos deixar-se levar por um sentimentalismo exagerado, e por sequencias previsiveis que parecem retiradas de uma novela.
Mesmo assim estamos perante um bom filme, um filme que mesmo nem sempre sendo maduro, tem muito de qualidade principalmente na forma com que molda as personagens entre si, no poder e força emocional dos dialogos e um filme intenso, com um ritmo emocional elevado, por vezes em demasia.
O unico senao e a falta de concretizaçao de aspectos de mais simbolismo na parte final, e acima de tudo um maior sofrimento partilhado ficamos sempre na sensaçao de ficar aquem do que a personagem central quer transmitir.
O filme fala de um pequeno e estranho rapaz que apos a morte do seu pai no World Trade Center tenta encontras o significado de uma chaves que o seu pai sempre lhe deixou, enqunato tenta ultrapassar a dor da perda.
O argumento de Roth e fortissimo nas componentes emocionais e metaforicas, e uma obra literaria com uma intensidade muito forte e sustentada por uma personagem capaz de tudo, em termos do seu proprio desenvolvimento e sequencias e acima de tudo nos dialogos que consegue criar.
Daldry e um realizador com talento que depois de Elliot nem sempre soube escolher os seus filmes, apostando mais em epoca, no cinema dos nossos dias e um realizador de planos abertos interessanstes e com postura propria, mesmo que nem sempre com o maior caracter estetico.
O cast e poderosíssimo mas e todo ele trabalhado para a interpretação do jovem Horn que e a força natural do filme, numa interpretação capaz, que nem sempre e dificil, mas e preenchida e exigente na forma como a sua estetica tem que funcionar no filme e o sua ambivalencia, contudo o jovem ganha em toda a escala anulando as personagens tb ela pouco desenvolvidades de Bullock, Hanks. Resta um caracter mais emotivo e simpativo para Sydow que acabou por conquistar uma nomeaçao para o oscar sem dizer uma simples palavra, um feito exagerado.

O melhor - O valor sentimental e metaforico do filme.

O pior - A toada demasiado sentimentalista

Avaliação - B

My Week With Marlyn


Talvez ainda seja muito cedo para fazer um biopic sobre a vida do maior icon sensual de Hollywood nao so porque os dados relativamente à sua vida ainda são escassos mas acima de tudo porque e dificil concluir. pese embora este ponto e pela mão de um tradicional britanico surgiu a primeira tentativa de a retratar, embora so durante uma semana é certo. Mas o filme que tem tanto de estranho como de arriscado acabou por ganhar e mesmo sendo ingles conseguiu nomeaçoes para os seus actores principais coroando com uma serie de premios a jovem Michelle Williams. Em termos comerciais o valor do filme era mais duvidoso, dai que o dinheiro conseguido e apenas um mero aspecto circunstancial.
Arriscar fazer um biopic sobre uma personagem tao ambigua como Marlyn nunca foi tarefa facil, e neste filme muito menos, tentar ainda para mais tentar reproduzir os seus traumas de produçao num contexto diferente ainda pior. E neste registo que o filme consegue tirar mais potencialidades ao aproveitar para fazer um filme sobre Marlyn sem nunca a desvendar, pelo menos na sua totalidade e aproveitar sim o efeito da sua personagem ou vida nos outros. A forma leve com que o realizador apenas quer situar o filme em pouco mais que uma semana e o grande trunfo do filme se por um lado esta toada mais suave torna o filme mais alegre e com outro espirito permitindo uma passagem pela comedia e o musical, por outro lado o seu caracter factual em termos de personagens nos da um exercicio responsavel, mas que ao mesmo tempo mais humano de pessoas que ficaram imortalizadas nos seus papeis.
Nao direi que sera um dos melhores filmes do ano, mas ao quebrar alguma rigidez do estilo BBC mesmo adoptando-o para si o filme e uma agradavel e surpreendente surpresa, mesmo que com o decorrer de si proprio se torne demasiado previsivel, sendo ao que nos supomos um dissertar sobre a convivencia com Marlyn.
Mas o aspecto mais fascinante do filme e a forma como o efeito Marlyn e trabalhado e transposto para o ecra como algo que nao se ve e muito menos se consegue entender, e daqueles segredos que o proprio filme guarda e usa como o seu maior trunfo.
O filme fala das dificuldades de Marlyn Monroe se adaptar com todos os seus tiques a forma de filmar de Lawrence Olivier ate que tudo fica mais facil com a ajuda de um ajudante de produção que se vai tornar fulcral na ajuda e adaptação do mito ao projecto.
O argumento e interessante por fazer de personagens famosas da historia do cinema, personagens de um filme e de uma narrativa em si, esse ponto acaba por ser a maior força de um argumento que consegue conciliar bem o que e conhecido das personalidades com o que o filme precisa para si.
A realizaçao nao e facil com uma imagem tao forte e estetica como Marlyn mas tudo corre bem preferindo um caracter mais tradicional mais britanico nao acaba por ser uma aposta perdida contudo tambem nao da mais brilho ao filme.
Williams e uma estrela em ascençao, e ao contrario de Monroe consegue ganhar espaço pela sua versatilidade dramatica, encaixando perfeitamente num filme diferente, nao direi que sera uma personagem dificil como nenhuma e no filme mas entrar num corpo nao esta ao alcance e Williams consegue isso como branaghan tambem.

O melhor - A suavidade com que não deixa cair o mito.

O pior -Continuamos a nao conhecer a estrela

Avaliação - B

Haywire



Desde alguns anos para trás a carreira de Sodenbergh tem sido marcado por altos e baixos não so em termos criticos onde estas oscilações tem sido mais permanentes mas acima de tudo em termos comerciais onde tem repartido filmes para o grande publico com experiencias intimistas que dificilmente tem dado bom resultado. Para o inicio deste ano de 2012 e depois de anunciar o abandono da profissao o realizador demonstrou bem esta dictomia, depois de no final do ano passado ter lançado o commercial Contagio, lança agora um filme de acção sobre espionagem com uma particular protagonista, como ja tinha feito em Girlfrien Experience. Os resultados foram bem melhores do que este ultimo com resultados comerciais mais fortes pelo menos tendo obtido o lançamento wide, e em termos criticos avaliações maioritariamente positivas.



Haywire e um estilo que Sodenbergh gosta de exprimentar ou seja lançar filmes diferentes onde o centro sao a protagonista efectuar em terrenos onde se sinta a vontade. E neste filmes temos uma mistura de diversas coisas, por um lado um filme de espionagem por outro um filme de artes marciais e por fim um filme de complicadas redes de ligações. Contudo como tudo isto e efectuado parece-nos de forma a reunir o minimo de trabalho possivel resulta num pequeno filme com muita coisa, com muito ritmo, mas que se acaba na parte final por singir a uma serie de acção com uma intriga bem montada, mas que esta longe de ser o interessantes puzzles de outro tipo de filme.



Haywire e mesmo assim um filme interessante para uma epoca onde normalmente os filmes sao mais exprimentais e arriscados, onde encontramos uma especie de policial ritmado na centraçao maxima da personagem,, de um realizador exprimental mas que neste filme acaba por ser completamente o oposto.



Podemos sempre achar que o filme na parte final e apenas mais um filme igual a tantos outros e que isso nao poderia acontecer a um realizador como Sodenberg mas por vezes mais vale nao arriscar do que efectuar filmes demasiado corajosos e fortes que acabam por ser mais uma desilusao para quem gosta de bom cinema.



O filme fala de uma jovem contratada de uma empresa governamental que apos uma missao arriscada em barcelona começa ela propria a ser a visada de uma teia montada de intriga sem perceber ao certo a razao de tal presseguicao acabando por ter como unica soluçao a defesa.



O argumento tem partes interessantes o ser baseado nas suas sequencias de acçao e violencia sem descuidar uma intriga moderadamente interessante, nao temos muita complexidade em nenhum dos pontos do guiao, mas isso faz o filme interessante em determinados pontos.



Em termos de realização ja tivemos um Sodenberg bem mais intenso e interessante, pelo contrario aqui temos quase o limite minimo das suas capacidades, com excepção das sequencia de condução onde explica porque razao ja tem consigo um oscar da academia.



O cast e basico a protagonista e escolhida pela sua competencia em artes marciais do que pela limitaçao intepretativa que transpira, ao seu lado uma serie de figuras famosas que so dao nome ao filme.






O melhor - A realização na condução.






O pior - A falta de profundidade em alguns vectores do filme.






Avaliação - C+

Thursday, March 01, 2012

Machine Gun Preacher



Se olhassemos para o fundamento deste filme e para toda a sua produçao poderiamos expectivar que estivessemos perante um acontecimento natural do ano, por um lado a realizaçao a cargo do competente Forster, ao qual estava aliado uma historia de redenção envolvendo a guerrilha em Africa. COntudo nem sempre todos os fundamentos conduzem naturalmente a um grande filme e tudo comçou a ir no sentido de um filme menor quando o filme nao conseguiu distribuição wide. Isto apenas veio comprovar alguma desiulusão critica do filme que mesmo assim conseguiu fugir de criticas negativas sem contudo grande entusiasmo mas a nivel comercial este pequeno filme quase nao existiu nao conseguindo sequer entrando na disputa pelos premios.



Machine Gun Preacher e daqueles filme que se por um lado tem uma força tematica forte, principalmente pelos temas que trazem consigo, por outro lado ao tentar dar uma vertente demasiado positiva e uma transformação demasiado rapida num personagem em que o seu maior foco de interesse seria talvez mais a sua transformaçao do que propriamente o trabalho efectuado em seguida, que deveria apenas ser o resultado pratico daquilo que a mudança conduziu.



Alis o balanço temporal e a divisao temporal do filme e mesmo o calcanhar de aquiles do mesmo, ou seja rapidamente temos dificuldade de circunscrever o filme nos seus espaços levando a saltos temporais demasiado elevados nao percebendo ou acima de tudo efectuando cortes demasiado imperceptiveis cortando por um lado o ritmo narrativo do filme mas acima de tudo a convicção do mesmo.



Por isso podemos dizer que e um filme que tinha alguma força mas que acaba por perder por toda a fraca qualidade da organizaçao do filme e pelo pouco tempo dedicado a cada parametro isso conduz a um filme demasiado solto, sem grandes convicções que rapidamente chega ao seu trajecto pelo caminho mais facil mas sem atingir um patamar que podia conseguir por um caminho mais longo, observa-se ainda que determinadas pontas narrativas sao deixadas de lado, o que denota um projecto algo feito em cima de joellho o que nao e praticavel com uma tematica alegadamente tao imponente.



O filme fala de um ex condenado que apos uma sequencia de acçoes criminosas faz a sua redenção atraves da igreja que o leva para assumir a lide de projectos humanitarios em africa onde vai começar a descobrir a sua existencia num claro clima de guerra.



O argumento que pode factualmente ser interessante mas parece mal aproveitado, com os constantes saltos narrativos perde a intensidade e a conjectura de cada sequencia e nao permite dar uma imagem completa de nenhuma personagem, parece um argumento com potencial mas algo mal aproveitado.



A realizaçao de Forster e esforçada num realizador que ja deu provas da sua qualidade em realizar filmes em contextos dificeis e isso acaba por demonstrar experiencia em determinados pontos do filme, mas carece de alguma componente estetica que poderia ser interessante abordar.



O cast tem um Butler cada vez mais protagonista e em filmes mais serios contudo pese embora a personagem lhe podesse dar uma interpretação forte o certo e que o filme acaba por nao evoluir neste sentido acabando sempre por dar sequencias muito curtas consideradas de facil resoluçao pela maioria da critica, a ver vamos se a expectativa defraudada neste filme tem seguimento futuro. Nos secundarios apenas a boa mençao para Shannon um actor em relevo nos ultimos tempos e que aqui tem uma apareição congruente com o nivel ultimamente apresentado.






O melhor - o caracter politico e factual do filme.






O pior - O estilhaçar narrativo pelos buracos temporais.







Avaliação - C

Sunday, February 26, 2012

Red Tails


E conhecido o facto de Janeiro não ser prodigo em estreias mediaticas, mas um filme que tenha a chancela de George Lucas e sempre objecto de alguma expectativa mesmo que este explique que esta sua ideia so teve a sua produçao porque nenhum estudio quis apostar num filme de pilotos de avioes negros em plena grande guerra. O resultado do filme foi misto se por um lado em termos criticos nao passou da mediania com tendencia negativa, as coisas correram melhor comercialmente onde os quase cinquenta milhoes de dolares ja amealhados sao consistentes para nao considerar esta aposta como perdida.
Red Tails e um filme facil, ou seja dentro do que ja vimos em disputas de cor, em diversos temas como escola futebol, a historia repete-se mas desta vez com pilotos de aviões e a sua forma de serem funcionais em plena grande guerra, pelo que a primeira avaliação que se pode fazer deste filme e que não é propriamente prodigo em creatividade e originalidade do tema.
Mesmo depois no desenvolvimento dos aspectos da sua narrativa fica sempre com a sensação de pouco trabalho e opção sempre pelo caminho mais facil e do prazer obvio, em vez de tentar condensar mais os propositos do filme, ou mesmo a forma como o contexto cultural poderia ser melhor trabalhado.
Red Tails fica sempre na sensação de nunca ser um filme que ambiciona ser de primeiro plano pela escassez de intensidade emocional, pese embora as circunstancias do filme assim o permitam e potencie, pela forma como os proprios efeitos especiais do filme sao diminuos ou seja daqueles filmes que parece sempre querer ir para um caminho facil sem grandes sobressaltos.
O filme fala de um grupo de negros que se encontram ao serviço dos EUA na segunda guerra mundial contudo pese embora sejam pilotos por decisao politica apenas fazem missoes de segunda esperando a oportunidade para terem o seu momento.
O argumento e basico, nao na forma como constroi a sua narrativa central mas em aspectos secundarios acaba por nao atingir qualquer tipo de profundidade e coerencia, as persoangens nao sao muito evoluidas, sendo o tipico filme de acçao com pouco condimento.
A realização nao tem os meios de outros filmes, mas a forma de filmar nem sempre facil, acaba por ter bons momentos principalmente na altura, contudo os efeitos acabam por condicionar uma tarefa ja de si dificil.
Para escolher um cast de afro americanos sem querer entrar nas figuras maiores acaba sempre por perder dimensao e o filme sofre isso, Cuba e Howard sao apenas figuras presenciais, sendo que os protagonistas sofrem falta de carisma no ecra. Ruah apresenta-se como figura meramente decorativa.

O melhor - A intenção do filme

O pior - Não querer e limitar a sua profundidade.

Avaliação - C

Saturday, February 25, 2012

The Muppets


Quando surgiu pela primeira vez o rumor que a Disney se preparava para revitalizar os Marretas, muitos colocaram duvidas principalmente pelo facto dos mesmos ja não estarem actuais na forma de fazer humor. Mesmo assim a poderosa produtora e muito ajudade pelo culto que Segel quis criar acabou por apostar no filme. Os resultados eram uma perfeita incognita mas depois do lançamento podemos dizer que o filme tornou-se um sucesso desde logo critico com a maioria das avaliações a ser muito positiva para este regresso. Comercialmente e apesar da maioria dos resultados terem sido positivos, ficaram talvez um pouquinho aquem das expectativas, muito pelo facto da populaçao alvo nao saber por completo quem sao estes bonequinhos.
Os Marretas e um regresso que pela primeira vez consegue trazer consigo o elemento saudisismo como talvez muitos poucos filmes que tentaram reanimar um produto realmente conseguiram, principalmente porque reage como se o sucesso ja fosse ultrapassado e trata sobre a tentativa de renovar o mesmo. e nisto o filme para alem de realismo introduz se em si mesmo. Outro dos pontos positivos do filme e o metafilme e a forma como as piadas sobre si proprio estao presentes que acabam por balançar melhor alguma falta de humor actual que a tradiçao dos marretas poderia ter para apostar num humor mais tradicional que acaba por funcionar e dar os melhores momentos comicos do filme.
Mesmo perante isto o filme tem uma dificuldade que e criar fas nos novos naqueles para quem as figuras foram a primeira aparição neste filme, ao basear se muito nos passados e no reviver memorias perde alguma força junto de possiveis novos fas e acima de tudo alcance de quem sabe um novo ressurgimento, assim mais parece ficar apenas uma homenagem localizada num espaço temporal a serie.
Contudo parece que este facto possa ter sido pensado por ja se denotar alguma falta de ligaçao das personagens com o nosso dia, o estilo variedades deixou de existir e com sequencia poderia ser um elemento estranho. Mesmo assim e uma homenagem forte bem efectuada e um filme registo para 2011.
A historia fala de um casal juntamente com um irmão marreta fã do show dos marretas resolvem ir até Los Angeles e na visita irem ao centro onde ocorria o espetaculo, observando que este esta prestes a desaparecer a equipa tenta se reunir para salvar o espaço deles.
O argumento e interessante principalmente pela forma com que consegue se contextualizar temporalmente, e isso acaba por ser o segredo do filme e fazer tudo o restante resultar com mais força. Nao e um filme de personagens pese embora consiga imprimir uma consciencia moratoria que sempre existiu nas figuras tradicionais.
A realiaçao tem como a sua maior virtude ser fiel aquilo que os marretas sao, e princiapalmente por traduzir esse mesmo espirito ao filme, e isso foi uma vitoria clara.
Por fim em termos de cast observamos que Segel ta de corpo e alma na personagem e no filme, um desafio ganho por um comediante a ganhar o seu espaço proprio num cinema exigente, munido de grandes companhias Adams e um espanto como actriz e forte em musical e Cooper uma agradavel surpesa pela sua força musical.

O melhor - O espirito saudosista do filme.

O pior - Alguma falta de actualidade.


Avaliação - -B

Friday, February 24, 2012

This Means War



Logo no momento em que este filme começou a ser falado, agendado o seu lançamento para o inicio do presente ano que começou a ser abordado como um dos candidatos a receita comercial do inicio do ano, desde logo pela junçao de acção comercia e romantismo e acima de tudo por trazer um receita apreciada com dois dos actores do momento ou seja Pine e Hardy juntos a senhora comedia Witherspoon. Pese embora a estrategia fosse quase infalivel o certo e que o filme claudicou, inicialmente em termos criticos com uma recepção negativa, mas acima de tudo em termos comerciais onde teve longo do que esperariam de si.
Desde logo podemos dizer que como objecto de entertenimento estamos perante um filme muito completo desde logo porque nos tras acçao de cima abaixo, por outro lado porque quando quer e romantico, pese embora este ponto nao seja o centro do filme, por vezes politicamente incorrecto nas menções sexuais demasiado obvias que tem, mas acima de tudo e como comedia que o filme funciona na perfeiçao permitindo nao uma historia de encher o olho ou grande creatividade narrativa, mas um objecto que faz toda a gente durante hora e meia se divertir o que e realmente fundamental no cinema.
Claro que a critica tradicional tem muito a apontar ao filme, desde logo pela falta de logica quer na historia na base ou mesmo na forma como tudo se desenvolve, pela falta de profundidade narrativa numa historia de caça ao bandido paralela do mais pobre que se viu, bem como da fraqueza moratoria do filme, que por um lado acaba por ser evidente na sua escolha de final, mas acima de tudo no facto do filme padecer demasiado das suas escolhas por vezes erradas.
Pese embora estas fraquezas e indiscutivel que este e um objecto que deixa as pessoas bem dispostas e o cinema e isso mesmo, nao e so historias pesadas e densas e neste tipo de filme ele consegue concretizar-se de cima abaixo como poucos o conseguem com a mesma ambição.
O filme fala de dois espiões do CIA que demasiado presos as suas vidas activas decidem tentar encontrar o amor, um deles serio e introvertido o outro completamente o oposto lutam com todos os meios pela conquista da alegada namorada de ambos, que contudo ainda tem o problema de serem os melhores amigos e quase irmaos.
O argumento nao e rico em quase nenhum dos vectores normalmente analisados neste ponto, nas personagens, no desenvolvimento e riqueza creativa do argumento mas acima de tudo no pontos de vista comico o filme tem muitos bons momentos que o marcam como genero,
MgC e um realizador ligado a grandes titulos e normalmente filmes de estudio, estando ainda algo longe de ser um proprio autor, sempre ligado a Franchising nem sempre com grande sucesso, aqui tem uma realizaçao que nao necessita de muito pese embora os meios estejam la porque o segredo esta nos protagonistas.
E aqui temos um cast de luxo, Witherspoon entra bem no registo de pessoa algo perdida, e em comedia tem feito rotina no genero, por outro lado Pine funciona como galã sem grande esforço em termos interpretativos embora ja tenha provado valor no genero, mas a sensação é Hardy desde ja apostado como uma das figuras do ano, Hardy demonstra aqui um valor comico que nao era conhecido a um actor debaixo das luzes da ribalta, e que acaba por dominar o filme em plenitude num nivel de qualidade em todos os niveis acima de todos os outros.

O melhor - O valor comico do filme.

O Pior - Perder algum valor moral na parte fina e na conclusao.

Avaliação - B

The Grey


Muita expercativa existia em torno deste filme pelo mesmo marcar o regresso do grande Liam Neeson apos a morte repentina da sua esposa. E para regressar nada melhor do que um filme que conduz as personagens ao limite da sobrevivencia numa luta entre lobos e seres humanos. OS resultados deste cinzento Grey foram algo dispares se criticamente e um pouquinho pelo respeito pelo regresso do actor as coisas ate correram bem com criticas que pese embora nao fossem fora de serie foram na sua maior parte positivas, ao qual se juntou um resultado de bilheteira consistente e que permitira um resultado significativo ao filme sem tambem ele ser um brilharete.
The Grey e um filme de sobrevivencia e de acção de luta plena entre seres humanos e lobos num terreno oposto ao tipico de caça ou seja na casa dos animais e ainda para mais em pleno alaska cheio de neve, assim o filme da nos o limite de todas as personagens nao so em termos de medo mas tambem na forma como tem de resisitar ao frio e tudo que se possa pensar que e adverso. Este limite e bem conjugado num filme que contudo acaba por nunca dar esperança ao espectador do que para alem do desfecho obvio, nao e um filme simpativo ou com momentos de bom astral muito pelo contrario e um filme sobre personagens com o seu destino escolhido mas acima de tudo na forma de lidar com ele da forma mais digna possivel.
Acima de tudo tem a particularidade de nos dar uma intensidade emocional que nao pode ficar dissociada da tragica situação do seu protagonista sendo que muito do filme parece criado por ele como forma de homenagear Richardson a sua mais que tudo nos ultimos anos.
A historia fala de um grupo de sobreviventes de uma queda de um aviao que acabam por ficar soltos no alaska e acima de tudo num terreno de lobos que conduz a uma luta complicada pela sobrevivencia entre homens e lobos.
A realização de Carnham dá nos um realizador mais forte mais competente que arrisca melhor na forma com ele próprio quer fazer as suas próprias potencialidades tem bons momentos tecnicamente interessantes num terreno quase sempre complicado, ganhando algum folego que a sua tentativa de A team perdeu.
O cast nao e forte pede aos seus actores mais frescura fisica do que propriamente intensidade emocional, com excepçao de Neeson que esta num papel bastante forte para este inicio do ano, expressivo, revoltado forte, temos um Neeson proximo do seu melhor nivel e podera conduzir a novos papeis de um actor que por vezes anda demasiado tempo perdido em filmes menores.

O melhor - A sobrevivencia.

O Pior - Ser demasiado negativo

Avaliação - C+

Wednesday, February 22, 2012

Woman in Black



Muitos perguntaram que caminho seguiria Radclift apos a saga Harry Potter, muitos referiram que provavelmente nenhum por ficar extremamente colado a uma personagem com grande peso. Eis que logo no ano seguinte da finalizaçao da saga surge o primeiro filme com ele como protagonista um drama de terror com toques de filme de epoca. Os resultados foram divergentes se em termos comerciais observou se que a sua presença nada ou pouco interferiu em resultados ja em termos criticos as coisas correram bem com resultados bem melhor do que habitual para filmes de terror.



Woman in Black e antes de mais um bom exercicio de terror com todas as componentes que um filme precisa desde logo misterio, e uma boa conjugação estetica e de som que faz deste filme um dos interessantes filmes de terror dos ultimos anos, juntando a capacidade estetica de cenarios criados com tudo o que um filme de terror devera ter, nos seus elementos mais basicos.



E daqueles filmes que rapidamente gostamos mesmo que nao seja um poço de creatividade em termos do seu guiao mas que mesmo nos elemntos mais basicos trabalha os com excelencia de um bom filme.



Nao sendo um filme que tras muito de novo naquilo que muitos outros tem tentado fazer este filme consegue ser dos melhores utilizando o que todos utilizam mas com uma ferramente estetica e envolvencia que nem sempre sao muito consideradas quando alguem tenta fazer um filme como este.



A historia fala de um agente imobiliario que tem como ultima missao tentar vender uma casa que muitos dizem que esta assombrada, assim numa pequena vila com as apariçoes de um particular e assustador fantasma conduz a morte de uma criança, aqui começa a luta pelo desaparecimento de tal apariçao.



O argumento pese embora seja algo ligado ao que e comum neste tipo de filmes ganha pela direcçao que toma. Contudo e dos pontos mais fracos do filme nao so em guioes explicaçoes ou personagens para nao falar na pseudo conclusao que logo abre portas para o que a seguir sucede.



Em termos de realizaçao temos um filme de primeira linha a envolvencia e estetica criadas sao o segredo que conduzem o filme a um patamar que muitos filmes de terror ambicionam chegar e diferencia o filme em toda a linha.



O cast liderado por um Radcliff que apenas consegue ainda estar em forma devido a panoramica da personagem da sua vida sendo o elemento mais fraco e inconsistente de todo o filme, nao tem a força e o carisma para liderar uma figura adulta, ainda com demais tiques da sua personagem. Tudo o resto em termos de cast nao existe.






O melhor - A realização.






O pior - O protagonista









Avaliação - B-



Sunday, February 19, 2012

Jane Eyre

Desde o inicio do ano, a atenção em filmes de epoca lançados e imensa pois muitas vezes ate os filmes mais pequenos do genero podem chamar atençao aos olhos da critica mais tradicional, principalmente se trouxer consigo algumas das estrelas emergentes de um novo cinema. Assim e mesmo sem estrear em Wide este filme acabou por receber reconhecidas valorizações o que pese embora nao tenha conduzido a um reconhecimento comercial permitiu que o filme fosse mantendo algum mediatismo e surgisse com duas nomeações para os oscares em categorias tecnicas, reconhecendo o seu valor critico em deterimento do seu valor comercial.
Jane Eyre e um filme tradicionam embutido num espirito conhecido da BBC, ou seja um filme algo silencioso sobre personagens mais do que narrativas, sobre sofrimento e daqueles filmes com muita força sentimental e que reside em si a força que o filme tem, contudo como a maior parte os filmes ingleses perde por alguma perda de liberdade de movimentos pela forma como vai perdendo ritmo ao longo da sua duracção tornando se mesmo aborrecido na sua parte final.
POr outro lado a falta de intensidade nao poe em causa a boa narrativa que o filme tem consigo num formato muito utilizado em filme de culto e com algum primor independente o grande problema do filme acaba por ser a determinada altura nao conseguir mesmo nos momentos surpreendentes ganhar entusiasmo sem impulsionado para outro tipo de filme ou vivencia com maior profundidade.
Outro dos pontos que poderia ser mais potenciado e os seus blocos temporais serem por vezes demasiado longos o que faz perder as pontas soltas dos ja abordados anteriormente. Mas mesmo assim estamos perante um bom filme, bem filmado, bem interpretado com uma narrativa sobre liberdade e amor com a intensidade necessario, onde apenas uma montagem demasiado e enigmatica faz perder a intensidade que poderia ter.
O argumento tem como a sua grande força as suas personagens centrais principalmente o par romantico e a intensidade que a relação vai assumindo, tem valores fortes na forma de cinema e isso acaba por ser forte na propria força da historia do filme, nao e um poço de novas coisas mas e uma historia com uma dinamica literaria intensa.
Em termos de realização e mais um produto BBC com a rigidez e riqueza produtiva que e conhecida, tem momentos de uma estetica profunda mas ao mesmo tempo parece sempre preso de maior alcance. E daqueles filmes que enquadra o ja feito no mesmo registo.
Em termos de cast temos duas das melhores prestacçoes do ano Mia mostra ser uma actriz adulta que deseja assumir um papel de relevo como nunca assumiu num papel dificil e intenso, mas Fassambander e tambem daqueles actores que depois de um ano como este sera difici perder espaço, e mesmo que a injustiça da nao nomeaçao depois de tantos papeis fortes exista e com filmes como este que constriu uma carreira para voos superiores.

O melhor - As interpretaçoes centrais

O pior - O ritmo lento britanico.

Avaliação - B-

Journey 2: The Mysterious Island



Pois bem depois do sucesso de Viagem ao Centro da Terra que conseguiu conduzir a mais um passo no mundo do 3D neste inicio de ano surgiu uma peculiar sequela com algumas bases da primeira mas baseado na tentativa de traduzir numa vertente juvenil uma saga muito ao de leve dos livros de Julio Verne. Pois bem da primeira equipa so ficou Hutcherson mais adulto mas com a mesma sede de aventura, sendo que desta vez a adaptaçao foi para Ilha Misteriosa, com o mesmo formato. Os resultados contudo ficaram aquem do primeiro filme, nao em termos criticos onde os resultados medianos foram semelhantes ao seu antecessor mas em termos de bilheteira onde a aposta no dias dos namorados para lançamento saiu forado pela opçao natural de filmes com outro tipo de contexto.



Desde logo na minha opiniao salvaguardo que estamos perante um filme bem mais comercial do que o primeiro e agradavel em todos os sentidos desde logo por uma toada com mais humor o que retira alguma rigidez do primeiro filme. Por outro lado ao ser num espaço aberto da ao filme uma força visual que o primeiro acaba por ter alguma dificuldade em criar e depois pois com a maturidade das personagens em termos de idade existe mais força de lhe dar uma dinamica mais diferente e forte do que o primeiro filme queria.



Assim temos um interessante filme comercial de acçao que tem em The Rock e Caine as apariçoes que dao um novo folgo principalmente comico a uma saga que de comico tinha muito pouco, esta reinvenção parece ganha pese embora alguns dos pontos discutidos do primeiro filme se mantenham desde logo a forma pouco madura com que tratam a obra literaria do autor, por outro lado a falta de ambiçao de fazer um filme mais completo e quem sabe a adaptaçao que os livros provavelmente nunca tiveram, ou mesmo a possibilidade de tecnicamente e com tantos meios efectuar um filme mais forte em termos esteticos e de produção.



Mesmo assim e um filme agradavem principalmente para uma população mais jovem que me parece conseguir melhor funcionar naquilo que o filme lhes quer dar, sendo mais completo em diversas vertentes que o seu antecessor.



O filme fala da mesma personagem que recebe do seu avo a mensagem encriptada que encontrou a Ilha Misteriosa assim o jovem na companhia do seu padrasto e de dois auxiliares embarca na aventura numa ilha cheia de misterio e simbolismo.



O argumento apesar de ser pequeno e quase sempre facil, tem um ponto interessante que e conjugar um filme completamente diferente com aquilo que o livro de Verne nos dá. Pese embora este facto o filme acaba tambem por colocar de lado profundidade para ser um filme facil de ver e para uma população mais pequena.



A realizaçao pese embora tenha bons momentos e meios acima da média, não consegue nunca adquirir uma estetica chamativa, principalmente por alguma falta de creatividade na realização que parece sempre tendo em conta a tematica do filme ir bem mais alem do que realmente foi.



O cast e explorado para funcionarm em termos comerciais e funciona neste registo Hutcherson podera ser um actor de futuro em termos de acção ja demonstrou isso, The Rock e Caine tem na comedia um bom acento a carreiras muito diferentes e Hudgens da a suavidade feminina que o filme precisa.






O melhor - Ser um filme bem direcionado para um publico juvenil.






O pior - A realização e estetica podiam ir bem mais longe.






Avaliação - C+

Joyfull Noise



Muitos podem ter ficado surpreendidos sobre como e que um musical de Gospel que tem nas suas figuras maiores quer a secundarissima Latifah e a já mitica Parton poderia ter honras de estreia Wide. Muitas destas duvidas podem ser explicadas pelo facto de se tratar de um filme lançado em Janeiro onde normalmente nao existe muita ambição nos filmes que sao lançados, quase como exprimentar o sabor da bilheteira. Pois bem os resultados foram os mais esperados possiveis desde logo em termos de bilheteira onde os resultados foram parcos e tambem em termos criticos onde as avaliações foram bastante negativas.



E obvio que o Gospel e um dos pontos mais importantes da cultura afro americana alias isso ja foi traduzido em inumeros filmes quase sempre com a mesma formula e o mesmo objectivo, pois bem este filme e apenas mais um que lança num grupo de coro uma serie de disputas pessoais e dramas familiares que são resolvidos de uma forma muito suave num filme de domingo a tarde com muito pouco condimento a nao ser uma ou outra vivencia musical. Pois bem em termos de desenvolvimento narrativo estamos perante um filme muito limitado em termos de alcance ou mesmo em termos de creatividade ou espontaneadade quase sempre o filme impera num caracter basico pouco trabalhado, numa especie de comedia afro americana que fez escola mas que ultimamente ja tem perdido muito espaço.



E daqueles filmes que ao tentar abraçar tantos generos com tao pouco conteudo em si, nao consegue quase nada, nao sendo uma comedia com graça um musical com bons momentos e nao tem intensidade dramativa.



Enfim um filme pequeno que rapidamente vai sair do imaginario de quem o viu, pois a sua força interna nao permitira uma perpetuaçao temporal.



O filme fala de dois jovens de familias opostas num coro de gosspel e acima de tudo com alguma dificuldade familiar que se apaixonam e sera no coro que ambos fazem parte que encontrarao a melhor expressao do amor deles.



Em termos de argumento temos um filme mais que limitado não so na pouca construção de personagens mas acima de tudo na forma com que nao se consegue diferenciar em si como comedia quase sempre sem graça. E daqueles filmes que é um completo deserto de ideias novas e que vive do que já rentabilizou.



A realização a cargo de um novato que apostou em filmes passados na arteria afro americano, e daqueles que nada traz de novo mesmo as sequencias musicais fica sempre com sabor a que poderiam ir mais longe, mesmo assim nao e por aqui que o filme fica comprometido.



Em termos de cast podemos dizer que este filme e o desespero total se por um lado Latifah ainda se encontra rodada o certo e que o seu esteriotipo de personagem se vem tornado repetitivo ate a exaustao parecendo ja nao existir espaço para mais igualdade nas mesmas, e por outro lado Parton ja há muito que desapareceu no cinema numa arte sem espaço para cliches sem tempo.






O melhor - O momento musical Maybe i'm amazed.






O pior - A falta de interesse natural do filme.






Avaliação - D

Saturday, February 18, 2012

The Iron Lady



Desde que este filme foi anunciado em produção que começaram a surgir forças claras que poderia ser um dos grandes candidatos aos oscares nao so por trazer na personagem de uma das maiores politicas do mundo moderno talvez a melhor actriz da historia mas acima de tudo porque assumia um papel de biopic inovador como poucos ousaram tentar fazer de uma figura tao rigida como Tatcher. Pese embora a expectativa nas primeiras avaliaçoes logo se observou que a unica força que poderia resistir no combate era mesmo a sua figura de proa muito bem avaliada ao contrario do filme com maior dificuldades em se impor. Por outro lado tambem comercial um terreno onde filme obiviamente nao seria tao apetecivel o filme passou quase sem grande alarido.



O que se pode dizer deste filme e que nunca seria um filme facil ao falar de alguem tao cinzento e conservador como a figura da dama de ferro nunca poderiamos ter um filme muito activo, e isso acaba por se tornar no grande calcanhar de aquiles do filme sou seja ser demasiado parado demasiado debate de ideias num filme folgado em termos de linhagem temporal que acaba por ser o proprio limite de um filme estudado mas sem margem de manobra.



Pese embora este facto o filme acaba por ter boas ideias que contudo tem muita dificuldade em vigorar desde logo na forma com que tenta marcar a diferença na recordaçoes da propria personagem principal e depois na dose exagerada de loucura que impregam a uma personagem ainda viva.



Mas o grande problema do filme e mesmo querer dar o maximo da vida da figura no minimo de tempo possivel e faz com que os episodios fossem redizidos a escassos minutos sem o enfoque merecido, mostrando que mesmo uma vida preenchida pode ser quase nada. Isto so se explica pela forma demasiado conservadora que a vida podia ser tratada.



O filme fala da vida e luta politica de Tatcher em balanco com algum desprezo da sua vida pessoal, da nos as diferentes vertentes de alguem enigmatico mas uma lider de natureza.



O argumento nao e facil, mas acima de tudo cai em erros principais ao tentar dar uma vertente leve perde intensidade e profundidade moral, o que faz com que o filme nunca evolua em si proprio. Mesmo as personagens centrais sao sempre construidas com base em ideias preconcebidas sem construir grande risco.



A realizaçao pese embora se denote dificuldades em fazer o filme esteticamente interessante e mais grandioso tem bons momentos de ligaçao de imagens reais com as produzidas para o filme embora se denote claramente a diferença entre ambas. nao e uma realizaçao de primeira linha mas tambem nao e das piores.



O cast tem Streep numa grande interpretaçao e dificil em todos os niveis quer linguistico quer de intensidade dramatica e acima de tudo de disponibilidade fisica, e uma interpretaçao mais que oscarizavel da figura maior do cinema actual, ninguem no filme se aproxima pese embora a boa prestacção de Broadbent






O melhor - O espetaculo Streep






O pior - A rigidez do filme






Avaliação - C

Thursday, February 16, 2012

Safe House


Se existe filme no inicio deste ano que pelo seu elenco pode chamar a si a atenção e maior mediatismo foi estre thriller policial quase politico envolvedo duas das figuras principais do cinema da actualidade por um lado o sempre carismatico Washington acompanhado por mais um jovem desta vez Rynolds a procura do seu espaço concreto em Hollywood. O resultado foi mediano se criticamente a pouca valorizaçao do filme e alguma indiferença ate pode ser considerada como normal uma vez que estamos perante um filme de ação tipico em termos comerciais o filme conseguiu bons resultados numa semana interessante para o cinema onde fica apenas a magoa de nao ter conquistado o box office em competiçao directa com The Vow.
A primeira coisa que se pode dizer do filme e que integra na prefeição aquilo que ja se pode designar o genero de filmes do Denzel, ou seja um jovem bem intencionado quase maçarico na arte, e por outro lado o misterioso mais velho que de alguma forma nao se sabe muito bem quais as suas intenções, o filme desenvolve se todo sobre esse lado mais sombrio da personagem sendo que a maior parte das vezes observamos que Denzel ate e um tipo porreiro e que a razão ate esta do lado dele.
Este filme e mais uma vez isso com uma intriga politica de baixa qualidade um sem numero de presseguições de bom ritmo mas uma intriga demasiado obvia e linear muito abaixo do que se exige num filme deste genero onde a complexidade e o desenvolvimento creativo de determinados pontos tem que ser bem mais vincado.
A determinada altura do filme ele caminha de uma forma tao denunciada para o seu final que ja sabemos o que o filme realmente vai nos dar, mesmo que em termos temporais o filme se alongue em sequencias algumas delas quase intermiinaveis de tiros e correria.
O grande foco de interesse acaba por residir no contexto escolhido para o filme fora dos EUA e concretamente numa intrigante e desenvolvida cidade do cabo, o que acaba por ser o ingrediente novo num filme ja por demais vezes efectuado ou pelo menos com parentes muito proximos.
O filme fala de um jovem cujo o trabalho e guardar uma casa para o CIA naquela cidade africana que de repente observa o espiao mais procurado entrar na mesma para interrogatorio e sair de la apenas na sua companhia ja que existe uma carinificina o filme e a fuga e a tentativa de entregar este individuo e nao o perder, mas o perigo nem sempre parece vir deste mesmo lado.
O argumento e bem intencionado na tentativa de fazer um jogo do toca e foge ou gato e rato mas o certo e que o desenvolvimento da propria historia nunca consegue acompanhar o ritmo que um filme com esta tematica exige, tenta sempre ser demasiado directo e nao engomar um filme cujas pontas soltas pedem mesmo isso.
A realizaçao nao e brilhante e sempre dificil filmar em contextos fortes e quentes como uma cidade africana mas por vezes a estetica do filme perde e mesmo a produçao e isso faz o filme nem sempre ser um filme bom tecnicamente.
Por fim em termos de cast se pensarmos no numero de vezes que Washington intepretou este papel de certeza absoluta que concluimos que nao pode existir nada que encaixe como uma luva como este alias que lhe valeu o oscar na primeira tentativa mas que com o passar do tempo tornou-se cansativamente repetitivo. O problema neste filmes e que Rynolds tenta quase sempre ser o mesmo mas sem o misterio principalmente nas sequencias de maior entrega fisica caindo por vezes num overacting exagerado.

O melhor - Cidade do cabo algo desocnhecida

O pior - O filme não ir alem do estritamente obvio

Avaliação - C

Friday, February 10, 2012

Hugo



Muitos ficaram supreendidos quando Scrocese acunciou que o seu filme seguinte seria uma especie de filmes para crianças em formato 3d, quase como se uma fabula de natal se tratasse. De imediato poucos o apontaram como favorito na listagem a nomeações tentando descreditar o realizador num modelo que não estava habituado. Contudo logo apos a visualização do filme tudo mudou, as criticas renderam-se por completo a obra do realizador quer em termos produtivos quer em termos narrativos, conseguindo importantes premios e colocando-se numa linha inicial na luta pelos premios. Mesmo assim isto nao fez o filme ter uma explosao comercial, como alias normalmente Scrocese nao tem, pese embora este facto os resultados sao consistentes.



A analise que se pode fazer deste filme tem que começar pelo seu primor tecnico se dissermos que e uma das obras mais completas e deslumbrantes do pontos de vista tecnico nao estamos a ser exagerados, surpreendente de cima abaixo parece uma obra de arte visual como raramente foi visto no cinema, com uma utilizaçao perfeita do 3d e daqueles filmes que ficara como um marco historico no cinema pela sua dimensao e qualidade imaginativa das suas imagens.



Se isto não bastasse para todo o peso que o filme tem em si, mais dois pontos positivos o filme tras desde logo uma ternura emocional impressionante nas suas personagens perdidas em busca do seu proprio concerto como se de um relogio se tratasse, alias este comparaçao metaforica e mesmo o grande simbolismo moratorio de um filme riquissimo neste tipo de conteudo. O ultimo ponto interessante e extremamente bem conseguido no filme e o documento historico em termos de cinema, este filme vive e transpira cinema em todo o seu mundo, num objecto que rapidamente se tornara num pilar do cinema moderno glorificando os seus pioneiros.



O unico senao do filme e demorar demasiado tempo a arrancar em se tornar magico a introduçao das personagens e demasiado longa e o filme algo lento que nao compactua com a qualidade estetica que desde inicio ele tem consigo, mas no final pouco ou quase ninguem se recorda deste mesmo ponto.



O filme fala de um jovem orfão que aos poucos quer reconstruir um boneco deixado pelo seu pai, e que segundo ele lhe tras uma mensagem, aos poucos esta descoberta conduz ate a um particular dono de uma loja de brinquedos com muito por tras de si.



O argumento e interessantissimo em diversos pontos nao so do ponto de vista documental, mas mesmo na construçao das personagens, da demasiado espaço a estas o que faz o filme por vezes perder ritmo mas ganha na sua consistencia interna que e vector fundamental de grandes obras,.



A realizaçao de Scorcese e brilhante em todos os niveis na conjugaçao do moderno e antigo, na forma estetica que da ao filme tem a realizaçao do ano e uma das melhores dos ultimos vinte e anos, demonstra a maturidade que talvez poucos realizadores consegue imprimir, fazer um filme simples sem a diferença de uma toada seria e coerente, e sempre madura.



O cast e brilhante desde logo nos mais pequenos dois actores do melhor que a geraçao parece trazer dominam o filme de inicio a fim sem espaço para mais não, Kingsley e o secundario de luxo num filme que contudo fica marcado por tudo o resto e coloca as excelentes prestaçoes ainda assim num segundo plano.






O melhor - O cinema moderno ao seu maximo.






O pior - Perder ritmo para ganhar consistencia






Avaliação - A-

Thursday, February 09, 2012

Chico & Rita


Juntamente com A Cat in Paris existiu outra surpresa na nomeação para os oscares da academia, concretamente este pequeno filme espanhol, de um grande cineasta apostado em dedicar-se a animação, filmado dentro de Cuba e que passou quase despercebido no cinema internacional mas que esta nomeação para o oscar acabou por lhe dar o mediatismo que poderia ter sido obtido por outro lado. Em termos criticos pese embora as avaliações sejam maioritariamente positivas o certo e que o filme nao foi uma explosao critica. Tambem em termos comerciais as coisas nao foram particularmente intensas com resultados modestos em todos os mercados.
A primeira coisa que desde ja temos de premiar no filme e a sua qualidade tecnica e grafica conjugando uma componente estetica de primeira linha um filme com uma estetica propria interessante trazendo uma imagem animada de uma Havana e Nova iorque como poucos sequer tentariam arriscar. Contudo dizer que o filme vale muito mais tecnicamente do que propriamente em si proprio e na sua narrativa e tambem certo e um facto ou seja o estilo musical e acima de tudo amoroso da sua toada perde sempre pelo encruzilhar intenso de novos elementos que nada trazem de benefico aquilo que o filme quer na realidade ser. Mesmo assim temos bons momentos principalmente quando o filme se centra na dinamica relacional central e mesmo na paixao pela musica, ou seja estamos mais do que tudo numa especie de animaçao europeia musical.
Talvez por tantos ingredientes pouco comuns podemos dizer que a nomeação e mais que justa para aquilo que o filme quer e acima de tudo para os novos parametros daquilo que o filme tras mais do pontos de vista estetico premiando aqueles que ainda arriscam uma forma clara de ser.
O filme fala de dois jovens cubanos que perdidos numa Havana algo descriminativa mas com o amor pela musica encontram o amor em ambos contudo vidas turbulentas e carreiras diferentes leva a que a procura de um pelo o outro passe para o outro lado para Nova iorque ate ao reencontro final.
O argumento e bem escrito como romance na sua dinamica relacional pese embora este facto perde se em elementos secundarios diversas vezes e isso faz o filme ser por vezes demasiado solto, mesmo assim o filme tem bons momentos e acima de tudo uma boa contextualizaçao temporal.
Em termos de realizaçao Trueba tem um trabalho fantastico em todos os niveis principalmente no estetico e na animaçao que pese embora seja em 2d acaba por trazer consigo tudo aquilo que a evolução nos pode dar.

O melhor - A animaçao com caracter.

O pior - A densidade narrativa demasiada entrelaçada

Avaliação - C+

Wednesday, February 08, 2012

A cat in Paris


No momento em que sairam as nomeações para os oscares existiu uma categoria que reuniu em si algumas das maiores supresas do evento, ou seja a categoria de melhor filme de animação quase sempre dominado pelos grandes estudios. Pois bem este ano entre os cinco existiam duas nomeações europeias como ja o ano passado tinha acontecido. Um deles foi este thriller de acção frances numa animação primaria, de pouca duração, que pouco ou nada tinha sido visto não so em termos comerciais mas acima de tudo em termos criticos.
A primeira analise que podemos fazer a este filme e a surpresa pela nomeação desde logo porque quer do ponto de vista estetico de criaçao artistico e acima de tudo na simplicidade e linearidade do guiao nao conseguimos encontrar qualquer tipo de o vector que o caracterize ou que marque qualquer diferença pela positiva. Desde logo a sua forma precoce do ponto de vista tecnico demasiado rudimentar ao qual se junta uma historia de base policial pouco criativa e obvia, com um conteudo moral pouco interessante, tendo sempre muito mais uma toada de comedia policial do que animaçao, nao se percebendo a razao do filme ser neste formato.
Contudo e se do ponto de vista narrativo ate se pode compreender alguma forma de ser da sua historia com a tentativa de ser um filme para toda a gente este ponto e mais dificil de perceber na forma estetica do filme, so na parte final e com o englobar na historia da catedral de notre dame conseguimos encontral algum ponto concreto de paris que poderia ser bem mais explorado no filme, principalmente tendo em conta o seu titulo.
Enfim so se consegue perceber esta nomeaçao pelo facto de incentivar a produçao de animaçao no cinema europeu, caso contrario e obvio que hollywood pelo menos teve filmes bem melhore do que este que nada conseguiram por exemplo Timtim.
O filme fala de um gato domesticado por uma familia liderada por uma mae que perdeu o seu marido numa investigação policial fruto de ter sido morto por um bandido, e um outro ladrao que a noite com a ajuda do gato acaba por efectuar diversos assaltos, a luta contra o mesmo bandido o gato e depois a filha da policia vai levar a uniao nos momentos mais complicados.
O argumento e pobrezinho nao so em termos da construçao da historia mas acima de tudo na forma como esta se desenvolve, dialogo e acima de tudo o desenvolvimento do proprio filme muito pouco para um filme que deveria ambicionar um cadito mais.
Tambem em termos de produçao nao temos um filme de primeira linha com uma estetica e uma animaçao 2d rudimental com algum estilo proprio e certo nao prima pela beleza e muito menos pela forma original, ou seja merecia muito mais para a nomeaçao.

O melhor - Ser diferente na actualidade.

O pior - Mesmo neste campo existir bem melhor pelo mundo fora.

Avaliação - C

Sunday, February 05, 2012

Footloose


A falta de creatividade de novos titulos em Hollywood tem conduzido ao boom de remakes de filmes que marcaram sucesso em gerações anteriores com algumas alteraçoes de forma a contextualiza-los na actualidade um dos filmes que mereceu este tipo de adaptaçao no ano passado foi Footloose o mitico filme de dança com bacon, desta vez trazendo ao ecra um conjunto de jovens desconhecidos. O resultado contudo foi mediano, se criticamente os remakes na maior parte das vezes nao entusiasmam qualquer pessoa tambem em termos comerciais o filme este longe de ser entusiasmante com resultados medianos nos EUA ao qual se ligaram pessimos resultados em torno do globo.
Um dos grandes problemas dos remakes que sao lançados numa outra epoca e a tentativa de os contextualizar na actualidade sem perder a envolvencia e o segredo dos seus originais, pois bem e neste ponto que o filme falha em quase toda a linha, ou seja a incapacidade que tem em si de parecer alguma coisa, quando na verdade o filme e passado nos nossos dias numa comunidade impossivel de existir nos nossos tempos.
Outro ponto de footloose que se perde completamente e alguma inocencia da maior parte das personagens,a dança deixa de existir em si proprio e vem ao filme apenas como metodo de sedução criando antagonismos com toda a frieza e a forma fechada com que a propria sociedade descrita acaba por ser apresentada.
Pese embora todos estes factos o filme tem bons momentos dançantes e e fiel ao seu antecessor, principalmente na forma como os momentos musicais acabam por ser blinadados e acima de tudo na frescura que tras num filme sem mas intençoes apenas conduzido a um filme de adolescentes basico sem grandes ambiçoes em nenhum tipo de contexto.
O filme fala de um jovem que apos a morte da mae vem viver para uma pequena cidade dos EUA onde apos a morte de cinco jovens e proibido concentraçoes para dançar, pois bem como este individuo tem a dança no sangue algo vai começar a mudar e a musica começa novamente a atacar.
O argumento e o mais basico e fiel ao primeiro filme pese embora as tentatives de reajustes em termos temproais no meu entender saia quase sempre furado para um filme que depois apenas insiste em limites minimos de dialogo e acima de tudo de envolvencia e conteudo das personagens.
Em termos de realizaçao estamos perante um filme com bons momentos de dança sempre com a camara atenta ao movimento de pes que e a força da saga, nao e uma realizaçao esteticamente empolgante mas nao e por aqui que o filme perde qualidade.
A escola para o cast dois jovens com caracteristicas parecidas ou seja bons dançantes mas com muito para evoluirem como actores dificilmente conseguem atingir o carisma ou a simpatia natural do publico e isso pode ser nefasto para um filme como este.

O melhor - Alguns poucos momentos musicais

O pior - A actualizaçao temporal

Avaliação - C

Friday, February 03, 2012

The Descendants


Desde os ultimos anos que muita gente esperava o novo filme de Alexander Payne depois de a alguns anos atras quase ter conseguido vencer os oscares numa pequena comedia sobre vinhos que salientou a forma muito correcta e concreta com que o realizador mas tambem argumentista consegue escrever. Para este regresso nada melhor do que pegar no senhor hollywood de momento, ou seja Clooney e fazer um drama familiar, a maneira que a critica mais tradicional gosta. Os resultados incriveis nao so em termos criticos terreno prodigo para o autor, mas tambem em termos comerciais o filme chamou a atençao de si, depois de vencer diversos premios como os globos de ouro e estar perfilado na corrida aos oscares.
O primeiro ponto que devemos dizer deste filme e que e de longe o melhor filme do realizador pela primeira vez ele conseguiu pegar num drama concreto de personagens e com o seu estilo simples e solto conseguir aligeirar com promenores e situaçoes irrisorias sem tirar a intensidade que o filme lhe merece. E daqueles filmes que por muito pouco que tenha a sua volta e feito com uma perfeiçao e pensado em tanto pormenor que se torna grande em si mesmo, principalmente na forma como e escrito e na forma como deixa as personagens se crescerem em si propria.
E uma obra singular, quase perfeita de um cinema básico sobre pessoas efectuado por alguem que as estuda bem e as gosta de filmas da forma que elas realmente sao, mesmo que os contextos nem sempre sejam os mais generalistas.
Alias o grande erro do filme no meu entender reside no contexto demasiado soft e pouco interessante do Havai o filme poder-se-ia passar em qualquer lugar, podendo mais dar alguma intensidade narrativa que o filme ja tem que basta, e acima de tudo lhe retirava a banda sonora que a determinada altura ja e impossivel de ouvir.
E dos melhores filmes do ano indiscutivelmente parece talvez sem o alcance para ser o filme do ano, mas figurara sempre nas listas de 2011.
O filme fala de um pai que se ve sozinho com as suas filhas depois de a sua mulher ter um acidente que a deixa em coma, assim tem que preparar a familia para a morte da mãe, enquanto descobre que esta nos ultimos momentos de vida o traira.
O argumento e o ponto forte em toda a linha do filme, nao so pela historia e desenvolvimento da mesma, mas acima de tudo no balanço de argumento com dialogos e situaçoes dificeis e acima de tudo numa excelente construçao de personagens o verdadeiro sonho e mais valia do filme.
Dizer que a realizaçao de Payne e brilhante e exagerado alias nunca um filme dele valeu especialmente pela sua forma de filmar, mas sempre mais pela sua forma de contar historia, neste caso teve sorte que o filme foi demasiado bem amado, para lhe permitir a nomeaçao que parecia continuamente lhe escapar.
Em termos de cast a escolha de Clooney parece a melhor nao so na dimensao que quer dar ao filme, mas no protagonismo critico que o filme quer. O senhor Hollywood corresponde com o melhor possivel, com uma das suas melhores interpretações embora continuo a dizer que e um actor limitado a alguns tiques embora em desenvolvimento, contudo neste filme esta mais fraco, mais perto da humanidade, sendo que as suas expressoes faciais e principalmente a sequencia da despedida lhe podem valer o oscar num ano menor em interpretações masculinas, onde apenas Dujarin lhe podera roubar protagonismo. O restante cast ao nivel de todo o filme ou seja muito bom.

O melhor - A facilidade de um argumento abarcar tantas emoções distintas

O pior - A banda sonora

Avaliação - B+

Underworld - Awakning



Muitos poucos alguma vez pensaram que o franchising de Underworld conseguisse ser revitalizado depois de no terceiro episodio já não ter contado com a sua protagonista. Contudo como a carreira de Beckinsale ja teve melhores dias eis que a actriz decide regressar à sua personagem mais conhecida, para mais um episodio, marcado pela estreia em pleno janeiro como a maior parte de saga. Os resultados foram praticamente os mesmos que os seus antecessores, por um lado em termos criticos o que ja tinha ocorrido nos outros filmes ou seja criticas maioritariamente negativas, e comercialmente mesmo sem ser explosivo ter resultados minimamente consistentes, se bem que coloco a duvida se suficientes para um novo capitulo.



A historia e conhecida, a formula o mesmo se bem que desta vez sem a sua companhia dos dois primeiros filmes, concretamente Speedman que dava uma certa intensidade amorosa ao filme, e daqueles filmes que passado cinco segundo ja sabemos concretamente o que ele nos vai trazer, ou seja acção, figuras de honra e muito pouco que falar e ainda menos que contar depois de ver o filme. Nao digo que seja uma surpresa negativa este registo alias todos os filmes da saga sao vincados por este tipo de estilo discutivel mas que e certo que reuniu adeptos à sua volta.



Não e daqueles filmes com uma acção intensa mas sabe perfeitamente onde quer chegar explorando ao maximo aquilo que tem realmente para nos dar, a determinada altura pensamos que o filme mais do que uma linhagem narrativa e um exercicio de estilo para a protagonista que consegue estar neste particular melhor que nunca.



O filme fala do acordar da vampira principal que depois de ser colocada num centro de investigação consegue fugir percebendo que a realidade e completamente diferente e que os seus demais e rivais estao mais fortes do que nunca.



O argumento e aquilo que ja vimos nos filmes anteriores ou seja directo ao seu propósito, pouco denso em termos de personagens e acima de tudo de dialogos, mas e aquilo que ja vimos nos outros filmes, como filme solto podera ter algumas deficiencias como seguimento podemos dizer que a linhagem e continuada na perfeição.



A realização de um filme em 3d tem bons momentos, primcipalmente na forma natural como joga com a escuridao das imagens e obvio que com os efeitos e facil fazer um filme completo e forte neste particular, contudo nem sempre parece ter primor estetico.



Por fim o cast Beckinsale joga perfeitamente nesta personagem pois consegue ser enigmatica ter estilo e acima de tudo consegue aquilo que pouco gente consegue em figuras femininas de acção ser carismatica, talvez aqui reuna o maior segredo do exito do filme, ja que pouco mais tem mesmo em termo de intepretações.






O melhor - O carisma no papel de Beckinsale






O pior - A falta de profundidade da saga.






Avaliação - C-

Thursday, February 02, 2012

The Devil Inside



E conhecida já a tradição de no mês de Janeiro serem lançados diversos filmes de terror normalmente com actores desconhecidos apostado a preencher o vazio que existe nos primeiros meses do ano, altura pouco prodiga para apostas mais arriscadas. O primeiro filme a estrear este ano foi este este pequeno filme baseado em obras anteriores como Blair Withc ou mesmo Paranormal Activity. Os resultados foram dicotomicos se por um lado comercialmente este pequeno filme conseguiu resultados importantes, em termos criticos os pontos foram completamente contrários com avaliações completamente negativas.



Devil inside é daqueles filmes que pouco ou nada trás ao genero, filmado sob a forma de documentário e da busca de opinioes sobre exorcismos em pleno centro de estudos o filme decorre a um ritmo forte querendo rapidamente chegar ao seu segredo que acaba por ser mesmo a forma como termina, pouco ou nada tras de novo a um cinema ja gasto com ideias reduzidas cujo o unico envolvimento e ganhar o proprio dinheiro.



Nao direi que é um filme horrivel ou um insulto para o cinema muito pelo contrario penso que e daqueles filmes que tem no seu valor interior uma força propria, muito pelas sequencias fortes de exorcismo, mas limitar um projecto a um conjunto de actuaçoes e no minimo redutor para aquilo que o filme quer de si proprio.



O filme fala de uma jovem que após a sua mãe ter assassinado tres pessoas num ritual de exorcismo tenta perceber o que lhe ocorreu e todo o fenomeno conduzindo posteriormente a propria luta pela fuga da possessão.



Um filme com este tipo de genero nao e normalmente um filme com um argumento muito completo, muito pelo contrario quase sempre e um filme de pontas soltas pouco trabalhado em termos de dialogo e personagens o que acontece tambem no presente caso.



Por fim em termos de realizaçao temos tambem um filme sofrivel mesmo na tentativa de dar realismo aos movimentos da camara que torna um filme menor mesmo num genero com poucas obras de qualidade.



Por ultimo em termos de cast o filme tem muito pouco de revelante a unica coisa que o filme pede e gritos e medo e o filme tem isso, contudo sem interpretaçoes dignas de registo.




o melhor - Os exorcismos com efeitos de primeira






O pior - Ser repetitivo no tema






Avaliação - D+

Wednesday, February 01, 2012

J. Edgar




Nos ultimos anos sempre que Clin Eastwood lança um projecto os holofotes de Hollywood fixam-se para perceber que tipo de filme vão ter perante si, pois bem, numa cadencia de filmes nunca antes vista eis que surge o novo filme, novamente um biopic, desta vez do mitico fundador do FBI, com a chancela do argumento do consagrado e jovem Blake, que ja anteriormente fizera a homenagem a Harvey Milk, tendo inclusive ganho o oscar para melhor argumento. A uniao prometia mas desde as primeiras criticas começaram a surgir os assobios para um filme que muito prometia e que conduziu a criticas demasiado variadas para um filme que podia sonhar com algo elevado. E como estas criticas nunca inidiciam bom resultado comercial o filme batalhou muitas vezes sem glorias nem resultados em resultados demasiado simples e modestos para um filme com tantos condimentos.




Desde logo podemos dizer que a opção de homenagear tal figura nos parece certa, pela dimensao dos feitos pela personalidade e pelo objecto de interesse que poderia ter, contudo penso que o filme passa no que realmente fez a vida de Edgar demasiado rapido para se centrar em demasia na sua ambivalencia sexual, demasiado explorada e sem resultado pratico para aquilo que o filme quer ser, mesmo tenha escondido uma moratoria bem personificada o valor do que quer transmitir nao e necessario para o filme lhe dedicar tanta atençao colocando em segundo lugar pontos talvez mais fundamentais na personagem.




Outro dos pontos tambem nos parece mais executados no filme e a fracção temporal e a montagem que faz com que os cortes temporais sejam tambem eles cortes exagerados no raciocinio dos espectador, pensando sempre que este tem o filme decorado o que nem sempre acontece muito devido a uma falta de ritmo na sua fase inicial.




Pese embora estes defeitos estamos perante um filme forte, intenso, que da a conhecer todos os lados de uma personalidade ambigua e quer lo fazer dessa forma, não cai em facilitismo e isso acaba por ser importante em alguma imponencia que o filme atinge. Nao e um filme de grandes linhas mas a intensidade dos feitos acaba por se reflectir na força da personagem central.




O filme fala da subida e queda ao longo do tempo do fundador do FBI na criaçao de um estilo de novas formas de investigaçao do seu valor para o que se faz hoje, mas tambem as suas formas mais humanas e os seus conflitos continuos.




O argumento pese embora permita a intensidade e construa bem a personagem central e daqueles que perde na diferença de enfoque estando mais focado no superficial do que realmente o filme deveria tratar, e isso acaba por tornar o filme algo tendencioso e pouco profundo em determinados aspectos.




Eastwood e talves dos melhores realizadores a filmar personagens e os seus sentimentos e a força do seu olhar e aqui a forma como filma a personagem central na sua ambivalencia e brilhante nem sempre o filme acompanha este nivel e isso acaba por tirar alguma intensidade tambem ao seu trabalho.




Em termos de cast Di Caprio tem naturalmente um grande papel, dificil exigente e quase sempre levado a intensidade maxima que o poderia conduzir facilmente a uma nova nomeaçao caso o filme acompanhasse o seu nivel. Pena e que nem sempre os seus parceiros acompanhassem a sua interpretação inclusive Harmer em boas graças mas que demonstra aqui ainda ser pouco mais do que uma boa aparencia.








O melhor - O mito da personagem








O pior - Dificuldades de enfoque no essencial








Avaliação - B-