Friday, February 10, 2012

Hugo



Muitos ficaram supreendidos quando Scrocese acunciou que o seu filme seguinte seria uma especie de filmes para crianças em formato 3d, quase como se uma fabula de natal se tratasse. De imediato poucos o apontaram como favorito na listagem a nomeações tentando descreditar o realizador num modelo que não estava habituado. Contudo logo apos a visualização do filme tudo mudou, as criticas renderam-se por completo a obra do realizador quer em termos produtivos quer em termos narrativos, conseguindo importantes premios e colocando-se numa linha inicial na luta pelos premios. Mesmo assim isto nao fez o filme ter uma explosao comercial, como alias normalmente Scrocese nao tem, pese embora este facto os resultados sao consistentes.



A analise que se pode fazer deste filme tem que começar pelo seu primor tecnico se dissermos que e uma das obras mais completas e deslumbrantes do pontos de vista tecnico nao estamos a ser exagerados, surpreendente de cima abaixo parece uma obra de arte visual como raramente foi visto no cinema, com uma utilizaçao perfeita do 3d e daqueles filmes que ficara como um marco historico no cinema pela sua dimensao e qualidade imaginativa das suas imagens.



Se isto não bastasse para todo o peso que o filme tem em si, mais dois pontos positivos o filme tras desde logo uma ternura emocional impressionante nas suas personagens perdidas em busca do seu proprio concerto como se de um relogio se tratasse, alias este comparaçao metaforica e mesmo o grande simbolismo moratorio de um filme riquissimo neste tipo de conteudo. O ultimo ponto interessante e extremamente bem conseguido no filme e o documento historico em termos de cinema, este filme vive e transpira cinema em todo o seu mundo, num objecto que rapidamente se tornara num pilar do cinema moderno glorificando os seus pioneiros.



O unico senao do filme e demorar demasiado tempo a arrancar em se tornar magico a introduçao das personagens e demasiado longa e o filme algo lento que nao compactua com a qualidade estetica que desde inicio ele tem consigo, mas no final pouco ou quase ninguem se recorda deste mesmo ponto.



O filme fala de um jovem orfão que aos poucos quer reconstruir um boneco deixado pelo seu pai, e que segundo ele lhe tras uma mensagem, aos poucos esta descoberta conduz ate a um particular dono de uma loja de brinquedos com muito por tras de si.



O argumento e interessantissimo em diversos pontos nao so do ponto de vista documental, mas mesmo na construçao das personagens, da demasiado espaço a estas o que faz o filme por vezes perder ritmo mas ganha na sua consistencia interna que e vector fundamental de grandes obras,.



A realizaçao de Scorcese e brilhante em todos os niveis na conjugaçao do moderno e antigo, na forma estetica que da ao filme tem a realizaçao do ano e uma das melhores dos ultimos vinte e anos, demonstra a maturidade que talvez poucos realizadores consegue imprimir, fazer um filme simples sem a diferença de uma toada seria e coerente, e sempre madura.



O cast e brilhante desde logo nos mais pequenos dois actores do melhor que a geraçao parece trazer dominam o filme de inicio a fim sem espaço para mais não, Kingsley e o secundario de luxo num filme que contudo fica marcado por tudo o resto e coloca as excelentes prestaçoes ainda assim num segundo plano.






O melhor - O cinema moderno ao seu maximo.






O pior - Perder ritmo para ganhar consistencia






Avaliação - A-

Thursday, February 09, 2012

Chico & Rita


Juntamente com A Cat in Paris existiu outra surpresa na nomeação para os oscares da academia, concretamente este pequeno filme espanhol, de um grande cineasta apostado em dedicar-se a animação, filmado dentro de Cuba e que passou quase despercebido no cinema internacional mas que esta nomeação para o oscar acabou por lhe dar o mediatismo que poderia ter sido obtido por outro lado. Em termos criticos pese embora as avaliações sejam maioritariamente positivas o certo e que o filme nao foi uma explosao critica. Tambem em termos comerciais as coisas nao foram particularmente intensas com resultados modestos em todos os mercados.
A primeira coisa que desde ja temos de premiar no filme e a sua qualidade tecnica e grafica conjugando uma componente estetica de primeira linha um filme com uma estetica propria interessante trazendo uma imagem animada de uma Havana e Nova iorque como poucos sequer tentariam arriscar. Contudo dizer que o filme vale muito mais tecnicamente do que propriamente em si proprio e na sua narrativa e tambem certo e um facto ou seja o estilo musical e acima de tudo amoroso da sua toada perde sempre pelo encruzilhar intenso de novos elementos que nada trazem de benefico aquilo que o filme quer na realidade ser. Mesmo assim temos bons momentos principalmente quando o filme se centra na dinamica relacional central e mesmo na paixao pela musica, ou seja estamos mais do que tudo numa especie de animaçao europeia musical.
Talvez por tantos ingredientes pouco comuns podemos dizer que a nomeação e mais que justa para aquilo que o filme quer e acima de tudo para os novos parametros daquilo que o filme tras mais do pontos de vista estetico premiando aqueles que ainda arriscam uma forma clara de ser.
O filme fala de dois jovens cubanos que perdidos numa Havana algo descriminativa mas com o amor pela musica encontram o amor em ambos contudo vidas turbulentas e carreiras diferentes leva a que a procura de um pelo o outro passe para o outro lado para Nova iorque ate ao reencontro final.
O argumento e bem escrito como romance na sua dinamica relacional pese embora este facto perde se em elementos secundarios diversas vezes e isso faz o filme ser por vezes demasiado solto, mesmo assim o filme tem bons momentos e acima de tudo uma boa contextualizaçao temporal.
Em termos de realizaçao Trueba tem um trabalho fantastico em todos os niveis principalmente no estetico e na animaçao que pese embora seja em 2d acaba por trazer consigo tudo aquilo que a evolução nos pode dar.

O melhor - A animaçao com caracter.

O pior - A densidade narrativa demasiada entrelaçada

Avaliação - C+

Wednesday, February 08, 2012

A cat in Paris


No momento em que sairam as nomeações para os oscares existiu uma categoria que reuniu em si algumas das maiores supresas do evento, ou seja a categoria de melhor filme de animação quase sempre dominado pelos grandes estudios. Pois bem este ano entre os cinco existiam duas nomeações europeias como ja o ano passado tinha acontecido. Um deles foi este thriller de acção frances numa animação primaria, de pouca duração, que pouco ou nada tinha sido visto não so em termos comerciais mas acima de tudo em termos criticos.
A primeira analise que podemos fazer a este filme e a surpresa pela nomeação desde logo porque quer do ponto de vista estetico de criaçao artistico e acima de tudo na simplicidade e linearidade do guiao nao conseguimos encontrar qualquer tipo de o vector que o caracterize ou que marque qualquer diferença pela positiva. Desde logo a sua forma precoce do ponto de vista tecnico demasiado rudimentar ao qual se junta uma historia de base policial pouco criativa e obvia, com um conteudo moral pouco interessante, tendo sempre muito mais uma toada de comedia policial do que animaçao, nao se percebendo a razao do filme ser neste formato.
Contudo e se do ponto de vista narrativo ate se pode compreender alguma forma de ser da sua historia com a tentativa de ser um filme para toda a gente este ponto e mais dificil de perceber na forma estetica do filme, so na parte final e com o englobar na historia da catedral de notre dame conseguimos encontral algum ponto concreto de paris que poderia ser bem mais explorado no filme, principalmente tendo em conta o seu titulo.
Enfim so se consegue perceber esta nomeaçao pelo facto de incentivar a produçao de animaçao no cinema europeu, caso contrario e obvio que hollywood pelo menos teve filmes bem melhore do que este que nada conseguiram por exemplo Timtim.
O filme fala de um gato domesticado por uma familia liderada por uma mae que perdeu o seu marido numa investigação policial fruto de ter sido morto por um bandido, e um outro ladrao que a noite com a ajuda do gato acaba por efectuar diversos assaltos, a luta contra o mesmo bandido o gato e depois a filha da policia vai levar a uniao nos momentos mais complicados.
O argumento e pobrezinho nao so em termos da construçao da historia mas acima de tudo na forma como esta se desenvolve, dialogo e acima de tudo o desenvolvimento do proprio filme muito pouco para um filme que deveria ambicionar um cadito mais.
Tambem em termos de produçao nao temos um filme de primeira linha com uma estetica e uma animaçao 2d rudimental com algum estilo proprio e certo nao prima pela beleza e muito menos pela forma original, ou seja merecia muito mais para a nomeaçao.

O melhor - Ser diferente na actualidade.

O pior - Mesmo neste campo existir bem melhor pelo mundo fora.

Avaliação - C

Sunday, February 05, 2012

Footloose


A falta de creatividade de novos titulos em Hollywood tem conduzido ao boom de remakes de filmes que marcaram sucesso em gerações anteriores com algumas alteraçoes de forma a contextualiza-los na actualidade um dos filmes que mereceu este tipo de adaptaçao no ano passado foi Footloose o mitico filme de dança com bacon, desta vez trazendo ao ecra um conjunto de jovens desconhecidos. O resultado contudo foi mediano, se criticamente os remakes na maior parte das vezes nao entusiasmam qualquer pessoa tambem em termos comerciais o filme este longe de ser entusiasmante com resultados medianos nos EUA ao qual se ligaram pessimos resultados em torno do globo.
Um dos grandes problemas dos remakes que sao lançados numa outra epoca e a tentativa de os contextualizar na actualidade sem perder a envolvencia e o segredo dos seus originais, pois bem e neste ponto que o filme falha em quase toda a linha, ou seja a incapacidade que tem em si de parecer alguma coisa, quando na verdade o filme e passado nos nossos dias numa comunidade impossivel de existir nos nossos tempos.
Outro ponto de footloose que se perde completamente e alguma inocencia da maior parte das personagens,a dança deixa de existir em si proprio e vem ao filme apenas como metodo de sedução criando antagonismos com toda a frieza e a forma fechada com que a propria sociedade descrita acaba por ser apresentada.
Pese embora todos estes factos o filme tem bons momentos dançantes e e fiel ao seu antecessor, principalmente na forma como os momentos musicais acabam por ser blinadados e acima de tudo na frescura que tras num filme sem mas intençoes apenas conduzido a um filme de adolescentes basico sem grandes ambiçoes em nenhum tipo de contexto.
O filme fala de um jovem que apos a morte da mae vem viver para uma pequena cidade dos EUA onde apos a morte de cinco jovens e proibido concentraçoes para dançar, pois bem como este individuo tem a dança no sangue algo vai começar a mudar e a musica começa novamente a atacar.
O argumento e o mais basico e fiel ao primeiro filme pese embora as tentatives de reajustes em termos temproais no meu entender saia quase sempre furado para um filme que depois apenas insiste em limites minimos de dialogo e acima de tudo de envolvencia e conteudo das personagens.
Em termos de realizaçao estamos perante um filme com bons momentos de dança sempre com a camara atenta ao movimento de pes que e a força da saga, nao e uma realizaçao esteticamente empolgante mas nao e por aqui que o filme perde qualidade.
A escola para o cast dois jovens com caracteristicas parecidas ou seja bons dançantes mas com muito para evoluirem como actores dificilmente conseguem atingir o carisma ou a simpatia natural do publico e isso pode ser nefasto para um filme como este.

O melhor - Alguns poucos momentos musicais

O pior - A actualizaçao temporal

Avaliação - C

Friday, February 03, 2012

The Descendants


Desde os ultimos anos que muita gente esperava o novo filme de Alexander Payne depois de a alguns anos atras quase ter conseguido vencer os oscares numa pequena comedia sobre vinhos que salientou a forma muito correcta e concreta com que o realizador mas tambem argumentista consegue escrever. Para este regresso nada melhor do que pegar no senhor hollywood de momento, ou seja Clooney e fazer um drama familiar, a maneira que a critica mais tradicional gosta. Os resultados incriveis nao so em termos criticos terreno prodigo para o autor, mas tambem em termos comerciais o filme chamou a atençao de si, depois de vencer diversos premios como os globos de ouro e estar perfilado na corrida aos oscares.
O primeiro ponto que devemos dizer deste filme e que e de longe o melhor filme do realizador pela primeira vez ele conseguiu pegar num drama concreto de personagens e com o seu estilo simples e solto conseguir aligeirar com promenores e situaçoes irrisorias sem tirar a intensidade que o filme lhe merece. E daqueles filmes que por muito pouco que tenha a sua volta e feito com uma perfeiçao e pensado em tanto pormenor que se torna grande em si mesmo, principalmente na forma como e escrito e na forma como deixa as personagens se crescerem em si propria.
E uma obra singular, quase perfeita de um cinema básico sobre pessoas efectuado por alguem que as estuda bem e as gosta de filmas da forma que elas realmente sao, mesmo que os contextos nem sempre sejam os mais generalistas.
Alias o grande erro do filme no meu entender reside no contexto demasiado soft e pouco interessante do Havai o filme poder-se-ia passar em qualquer lugar, podendo mais dar alguma intensidade narrativa que o filme ja tem que basta, e acima de tudo lhe retirava a banda sonora que a determinada altura ja e impossivel de ouvir.
E dos melhores filmes do ano indiscutivelmente parece talvez sem o alcance para ser o filme do ano, mas figurara sempre nas listas de 2011.
O filme fala de um pai que se ve sozinho com as suas filhas depois de a sua mulher ter um acidente que a deixa em coma, assim tem que preparar a familia para a morte da mãe, enquanto descobre que esta nos ultimos momentos de vida o traira.
O argumento e o ponto forte em toda a linha do filme, nao so pela historia e desenvolvimento da mesma, mas acima de tudo no balanço de argumento com dialogos e situaçoes dificeis e acima de tudo numa excelente construçao de personagens o verdadeiro sonho e mais valia do filme.
Dizer que a realizaçao de Payne e brilhante e exagerado alias nunca um filme dele valeu especialmente pela sua forma de filmar, mas sempre mais pela sua forma de contar historia, neste caso teve sorte que o filme foi demasiado bem amado, para lhe permitir a nomeaçao que parecia continuamente lhe escapar.
Em termos de cast a escolha de Clooney parece a melhor nao so na dimensao que quer dar ao filme, mas no protagonismo critico que o filme quer. O senhor Hollywood corresponde com o melhor possivel, com uma das suas melhores interpretações embora continuo a dizer que e um actor limitado a alguns tiques embora em desenvolvimento, contudo neste filme esta mais fraco, mais perto da humanidade, sendo que as suas expressoes faciais e principalmente a sequencia da despedida lhe podem valer o oscar num ano menor em interpretações masculinas, onde apenas Dujarin lhe podera roubar protagonismo. O restante cast ao nivel de todo o filme ou seja muito bom.

O melhor - A facilidade de um argumento abarcar tantas emoções distintas

O pior - A banda sonora

Avaliação - B+

Underworld - Awakning



Muitos poucos alguma vez pensaram que o franchising de Underworld conseguisse ser revitalizado depois de no terceiro episodio já não ter contado com a sua protagonista. Contudo como a carreira de Beckinsale ja teve melhores dias eis que a actriz decide regressar à sua personagem mais conhecida, para mais um episodio, marcado pela estreia em pleno janeiro como a maior parte de saga. Os resultados foram praticamente os mesmos que os seus antecessores, por um lado em termos criticos o que ja tinha ocorrido nos outros filmes ou seja criticas maioritariamente negativas, e comercialmente mesmo sem ser explosivo ter resultados minimamente consistentes, se bem que coloco a duvida se suficientes para um novo capitulo.



A historia e conhecida, a formula o mesmo se bem que desta vez sem a sua companhia dos dois primeiros filmes, concretamente Speedman que dava uma certa intensidade amorosa ao filme, e daqueles filmes que passado cinco segundo ja sabemos concretamente o que ele nos vai trazer, ou seja acção, figuras de honra e muito pouco que falar e ainda menos que contar depois de ver o filme. Nao digo que seja uma surpresa negativa este registo alias todos os filmes da saga sao vincados por este tipo de estilo discutivel mas que e certo que reuniu adeptos à sua volta.



Não e daqueles filmes com uma acção intensa mas sabe perfeitamente onde quer chegar explorando ao maximo aquilo que tem realmente para nos dar, a determinada altura pensamos que o filme mais do que uma linhagem narrativa e um exercicio de estilo para a protagonista que consegue estar neste particular melhor que nunca.



O filme fala do acordar da vampira principal que depois de ser colocada num centro de investigação consegue fugir percebendo que a realidade e completamente diferente e que os seus demais e rivais estao mais fortes do que nunca.



O argumento e aquilo que ja vimos nos filmes anteriores ou seja directo ao seu propósito, pouco denso em termos de personagens e acima de tudo de dialogos, mas e aquilo que ja vimos nos outros filmes, como filme solto podera ter algumas deficiencias como seguimento podemos dizer que a linhagem e continuada na perfeição.



A realização de um filme em 3d tem bons momentos, primcipalmente na forma natural como joga com a escuridao das imagens e obvio que com os efeitos e facil fazer um filme completo e forte neste particular, contudo nem sempre parece ter primor estetico.



Por fim o cast Beckinsale joga perfeitamente nesta personagem pois consegue ser enigmatica ter estilo e acima de tudo consegue aquilo que pouco gente consegue em figuras femininas de acção ser carismatica, talvez aqui reuna o maior segredo do exito do filme, ja que pouco mais tem mesmo em termo de intepretações.






O melhor - O carisma no papel de Beckinsale






O pior - A falta de profundidade da saga.






Avaliação - C-

Thursday, February 02, 2012

The Devil Inside



E conhecida já a tradição de no mês de Janeiro serem lançados diversos filmes de terror normalmente com actores desconhecidos apostado a preencher o vazio que existe nos primeiros meses do ano, altura pouco prodiga para apostas mais arriscadas. O primeiro filme a estrear este ano foi este este pequeno filme baseado em obras anteriores como Blair Withc ou mesmo Paranormal Activity. Os resultados foram dicotomicos se por um lado comercialmente este pequeno filme conseguiu resultados importantes, em termos criticos os pontos foram completamente contrários com avaliações completamente negativas.



Devil inside é daqueles filmes que pouco ou nada trás ao genero, filmado sob a forma de documentário e da busca de opinioes sobre exorcismos em pleno centro de estudos o filme decorre a um ritmo forte querendo rapidamente chegar ao seu segredo que acaba por ser mesmo a forma como termina, pouco ou nada tras de novo a um cinema ja gasto com ideias reduzidas cujo o unico envolvimento e ganhar o proprio dinheiro.



Nao direi que é um filme horrivel ou um insulto para o cinema muito pelo contrario penso que e daqueles filmes que tem no seu valor interior uma força propria, muito pelas sequencias fortes de exorcismo, mas limitar um projecto a um conjunto de actuaçoes e no minimo redutor para aquilo que o filme quer de si proprio.



O filme fala de uma jovem que após a sua mãe ter assassinado tres pessoas num ritual de exorcismo tenta perceber o que lhe ocorreu e todo o fenomeno conduzindo posteriormente a propria luta pela fuga da possessão.



Um filme com este tipo de genero nao e normalmente um filme com um argumento muito completo, muito pelo contrario quase sempre e um filme de pontas soltas pouco trabalhado em termos de dialogo e personagens o que acontece tambem no presente caso.



Por fim em termos de realizaçao temos tambem um filme sofrivel mesmo na tentativa de dar realismo aos movimentos da camara que torna um filme menor mesmo num genero com poucas obras de qualidade.



Por ultimo em termos de cast o filme tem muito pouco de revelante a unica coisa que o filme pede e gritos e medo e o filme tem isso, contudo sem interpretaçoes dignas de registo.




o melhor - Os exorcismos com efeitos de primeira






O pior - Ser repetitivo no tema






Avaliação - D+

Wednesday, February 01, 2012

J. Edgar




Nos ultimos anos sempre que Clin Eastwood lança um projecto os holofotes de Hollywood fixam-se para perceber que tipo de filme vão ter perante si, pois bem, numa cadencia de filmes nunca antes vista eis que surge o novo filme, novamente um biopic, desta vez do mitico fundador do FBI, com a chancela do argumento do consagrado e jovem Blake, que ja anteriormente fizera a homenagem a Harvey Milk, tendo inclusive ganho o oscar para melhor argumento. A uniao prometia mas desde as primeiras criticas começaram a surgir os assobios para um filme que muito prometia e que conduziu a criticas demasiado variadas para um filme que podia sonhar com algo elevado. E como estas criticas nunca inidiciam bom resultado comercial o filme batalhou muitas vezes sem glorias nem resultados em resultados demasiado simples e modestos para um filme com tantos condimentos.




Desde logo podemos dizer que a opção de homenagear tal figura nos parece certa, pela dimensao dos feitos pela personalidade e pelo objecto de interesse que poderia ter, contudo penso que o filme passa no que realmente fez a vida de Edgar demasiado rapido para se centrar em demasia na sua ambivalencia sexual, demasiado explorada e sem resultado pratico para aquilo que o filme quer ser, mesmo tenha escondido uma moratoria bem personificada o valor do que quer transmitir nao e necessario para o filme lhe dedicar tanta atençao colocando em segundo lugar pontos talvez mais fundamentais na personagem.




Outro dos pontos tambem nos parece mais executados no filme e a fracção temporal e a montagem que faz com que os cortes temporais sejam tambem eles cortes exagerados no raciocinio dos espectador, pensando sempre que este tem o filme decorado o que nem sempre acontece muito devido a uma falta de ritmo na sua fase inicial.




Pese embora estes defeitos estamos perante um filme forte, intenso, que da a conhecer todos os lados de uma personalidade ambigua e quer lo fazer dessa forma, não cai em facilitismo e isso acaba por ser importante em alguma imponencia que o filme atinge. Nao e um filme de grandes linhas mas a intensidade dos feitos acaba por se reflectir na força da personagem central.




O filme fala da subida e queda ao longo do tempo do fundador do FBI na criaçao de um estilo de novas formas de investigaçao do seu valor para o que se faz hoje, mas tambem as suas formas mais humanas e os seus conflitos continuos.




O argumento pese embora permita a intensidade e construa bem a personagem central e daqueles que perde na diferença de enfoque estando mais focado no superficial do que realmente o filme deveria tratar, e isso acaba por tornar o filme algo tendencioso e pouco profundo em determinados aspectos.




Eastwood e talves dos melhores realizadores a filmar personagens e os seus sentimentos e a força do seu olhar e aqui a forma como filma a personagem central na sua ambivalencia e brilhante nem sempre o filme acompanha este nivel e isso acaba por tirar alguma intensidade tambem ao seu trabalho.




Em termos de cast Di Caprio tem naturalmente um grande papel, dificil exigente e quase sempre levado a intensidade maxima que o poderia conduzir facilmente a uma nova nomeaçao caso o filme acompanhasse o seu nivel. Pena e que nem sempre os seus parceiros acompanhassem a sua interpretação inclusive Harmer em boas graças mas que demonstra aqui ainda ser pouco mais do que uma boa aparencia.








O melhor - O mito da personagem








O pior - Dificuldades de enfoque no essencial








Avaliação - B-

Tuesday, January 31, 2012

A Dangerous Method

David Cronenberg sempre foi conhecido como um realizadores de thrillers mentais fortes baseado na loucura das suas personagens a maior parte dos quais ou no presente evoluido ou entao num futuro proximo, com inovaçoes tecnologicas, dai que muita gente possa ter ficado supreendido quando este projecto foi lançado nao so por se tratar um filme de epoca mas acima de tudo por se debruçar na conturbada história da relação entre Freund e Jung dois dos pais da psicologia actual. Os resultados foram novamente os mais usuais na carreira do realizador ou seja uma boa recepção critica contudo sem a excitação dos seus filmes mais recentes, mas mais uma vez dificuldade em fazer rentabilizar o filme em termos comerciais.
Desde logo podemos dizer que estamos perante um filme simples, e ao mesmo tempo complexo naquilo que quer representar ao apostar em tentar demonstrar por imagens as diferentes ideias que fazem parte da teoria psicanalista do comportamento humano, e neste filme tudo o que e escrito acaba por ser resumido a relaçao entre Jung e uma das suas pacientes, e acima de tudo nas conversas filosoficas mantidas pela mesma personagem com a peculiar caracteristica de Freund, mais do que um filme aqui encontramos um debate de ideias quase sempre monotono, e pouco cinematografico ao contrario do que normalmente o realizador consegue fazer nos seus filmes. Achamos sempre o filme demasiado aborrecido e com muito pouco principalmente para quem ao longo dos anos conheceu e estudou famosas personagens.
Tudo parece demasiado vazio e pensado em deterimento do que deveria ser mais vivido, pensamos sempre que o filme poderia ir mais alem com alguma forma mais incorrecta, contudo o facto do selo de filme de epoca da ao filme um tradicionalismo algo exagerado no seu formato que acaba por nao ser benefico para a sua propria resolução.
Nao e um grande filme, podera ter em si o interessante da homenagem a figuras e teorias mas muito pouco mais o filme tras consigo, talvez a ambiçao nao fosse mais do que isso, mas quando encontramos um elenco como este e acima de tudo um realizador como Cronenberg penasmos que os seus filmes podem dar muito mais.
A historia fala da relaçao estabelecida entre Jung e Anna uma sua paciente com quem começa a desenvolver uma forma relacional de terapia, que contudo rapidamente se manifesta bem mais que o proposito inicial, entretanto surge os dilemas na definição da ciencia entre este e o seu hipotetico mentor Freund, em discussoes complexas sobre o tema e a cura do comportamento humano.
O argumento nao e perfeito, principalmente por perder muito tempo no debate de filosofias entre dialogos das persoangens corta o ritmo total ao filme, e acima de tudo nao da grande espaço para estas se desenvolverem, mesmoa assim demonstra conhecimento e intensidade na forma como as questoes centrais da psicanalise sao abordadas.
A realizaçao demonstra um Cronenberg mais maduro, mais silencioso e arriscado mesmo em terreno que nao e o seu como filmes de epoca, torna o filme mais claro e acima de tudo mais estetico, demonstra contudo que ainda existe momentos em que nao se sente a vontade mas um bom realizador é-o em qualquer momento ou contexto.
O cast e arriscado da o protagonismo a Fassabander no apogeu do seu sucesso e demonstra estarmos perante uma das figuras do ano com mais um papel intenso, nem sempre dificil mas que exige qualidade a um actor em boa forma, nao e o seu papel mais brilhante mas e competente, Ja Kneghtley me parece mais overacting demasiado exagerada em expressoes faciais quase sempre demasiado presas a uma loucura que a personagem nao precisa, uma actriz em busca do reconhecimento maximo mas que acaba por falhar num papel que poderia facilmente lhe conduzir a mais reconhecimento. Por ultimo Mortenssen o aliado de luxo de Cronenberg tem aqui um papel mais de carisma do que presença, tem bons momentos mas longe do que ja efectuou nas colaborações em que teve o filme na sua mao.

O melhor - A psicanálise discutida

O pior - A forma demasiado teorica do filme.

Avaliação - C+

Sunday, January 29, 2012

Take Shelter


Existem filmes cujo contexto interpretativo em que sao lançados o conduzem para um mediatismo que anteriormente o filme pouco ambicionaria. Assim este Take Shelter inicialmente impulsionado pela excelente interpretação de Shannon sempre perfilada para os oscares, e depois com o mediatismo assumido por Chastain tornou-se um filme falado, mesmo que nunca tenha conseguido uma estreia wide e tornado-se num filme apenas com resultados positivos para estreias limitadas conseguiu uma boa recepçao critica que o tornou presença assidua nas listas de melhor filme do ano.
E daqueles filmes que trata a doença mental de uma forma muito particular, nem sempre com grande ritmo e certo mas o tema e a forma do filme demonstra ao mesmo tempo qualidade, maturidade e excelencia no tratamento do mesmo. E daqueles filmes que ao longo da sua visualização nao empolga o espectador, mas por outro lado e daqueles filmes que no final ficamos sensação de vimos um bom filme, nem sempre muito intenso mas um filme inteligente e acima de tudo muito bem intepretao.
A determinada altura do filme ate nos conseguimos duvidar de tudo o que vimos existindo a forma pouco diferenciada de separar aquilo que realmente corresponde a verdade do proprio filme e as alucinações do seu personagem central, esse jogo parece bem potenciado naquilo que o filme realmente quer em si proprio.
Take Shelter pode nao ser o filme do ano, principalmente pelo ritmo pausado claramente independente que assume mas e um bom filme num ano com poucos projectos com grau de originalidade como este, se bem que fica sempre a sensação que poderia ser um filme mais potenciado nas suas formulas principais.
O filme fala de um particular pai de familia que começa a ter a visão da chegada de uma tempestade infernal assim começa a ficar obcecado por conseguir proteger a sua familia construido formas de o fazer que vai conduzir a quase loucura.
O argumento tem um bom preceito e bem trabalhado, contudo nem sempre consegue exprimir-se da forma mais simples principalmente colocando pontos que o filme nao precisa na propria alucinaçao que visualiza. Mesmo assim as personagens e o directorio do guiao parece bem trabalhado.
A realizaçao tem bons momentos principalmente na forma com que constroi as alucinaçoes do protagonista, utilizando efeitos especiais básicos, construidos de uma forma natural e com momentos esteticamente interessantes. Nao e um objecto artisitico por natureza mas e bem realizado.
Em termos de cast Shannon é claramente o protagonista do filme, num papel de excelencia dos melhors do ano e dos mais dificeis, podemos dizer que e um papel facil pelo que ja exige por si, mas a força que este actor tem em protagonizar personagens perturbadas ja merceia um reconhecimento natural, num ano com interpretações limtiadas deveria constar nos prefilados para os oscares. Ao seu lado a senhora do ano Chastain pode nao vir a ser a escolhida, mas e de longe a figura mais presente de 2011, com intepretações de qualidade e diversificadas como este, nao e o seu melhor papel do ano, mas fica bem no contexto.

O melhor - As perturbaçoes de Shannon

O pior - A falta de ritmo a espaços do filme

Avaliação - B-

Saturday, January 28, 2012

A better life


Pese embora as valorizações que desde cedo existiram para a interpretação de Damien Birch neste particular filme, quase ninguem esperava que o seu nome constasse na nomeação para o oscar deste ano, desde logo porque estava envolvido num filme que pese embora tenha sido bem avaliado nao teve uma recepção assim tao calorosa, e por outro lado o realizador do filme era um produto de estudio em filmes menores com uma incursão num cinema completamente diferente. Este facto acabou por se reflectir pela pouca expansão e quase inexistência comercial deste proprio filme.
A better life e um tipico filme caso real que muitas vemos observamos no serão de um canal generalista, ou seja nao e daqueles filmes que traga consigo qualquer tipo de aspecto novo, contudo por vezes as historias e acima de tudo o debruçar sobre casos concretos faz com que os filmes sejam um pouco mais do que um filme mas sim quase um documentario sobre condições de vida. Neste particular e pese embora seja um filme sobre aspectos negativos e dificuldades nem sempre tras consigo a parte dura da situação tem sempre um astral positivo na sua personagem trazendo consigo a moratoria que mesmo em situações dificeis existe possibilidade de seguir as melhores formas de ser humano.
Pese embora todos estes apectos parece obvio que o filme tenha algumas pontas soltas e pouco solucionadas bem como alguma forma novelesca na maneira com que traz ao filme as suas personagens, contudo e um filme emotivo, interessante que mesmo com alguma falta de creatividade e daqueles filmes que fica para a memoria num ano marcadamente pouco creativo.
O filme fala de um emigrante ilegal mexicano em LA que tenta a força do seu trabalho dar a melhor forma de vida ao seu filho e tentar afasta lo dos perigos de uma comunidade inserida no crime e na violencia.
O argumento pese embora siga alguns esteriotipos ja utilizados tem pontos interessantes desde logo a excelente contextualizaçao cultural do filme, a forma com que demonstra as dificuldades, pode perder alguma força em alguma pureza em demasia das personagens afastando as um pouco do mundo real.
Em termos de realizaçao Weitz nao e um realizador que se ligue a filme ou mesmo a marca de autor muito pelo contrario foi sempre associado a grandes produções nem sempre com bons guiões, neste caso tem uma abordagem diferente por vezes bem conseguida, outras demonstra inexperiencia em filmes de personagens.
O cast tem em Birch a sua mais valia, tem o filme a seu cargo num papel que poderia facilmente cair em overacting mas que segura com a pureza estetica imperssionante, e um justo premio a nomeação, e mesmo estando a anos luz de Dujarin pelo menor, esta bastante melhor do que Pitt e Oldman, a ver vamos se sera justo nao pondo em causa a qualidade do filme.

O melhor - A contextualização cultural

O pior - Ainda segue alguns esteriotipos.

Avaliação - B-

Margin Call


Se existiu facto que causou alguma estranheza nas noemações para os oscares deste ano talvez foi encontrar um pequeno filme, que surgiu silenciosamente nas salas de cinema americanas, sobre a crise economica de 2008, e que conseguiu a nomeação para melhor argumento original, chamando a atençao para um filme recheado de estrelas mas que so agora conseguiu concentrar em si alguma atenção. Desde logo podemos dizer que desde o seu lançamento a critica ficou agradada com o que viu valorizando positivamente este filme centrado no centro economico. Contudo ja em termos comerciais as coisas nao correram tao bem pelo facto do filme nunca ter conseguido um lançamento wide, pese embora o respeitoso trajecto em termos limitados.
Margin Call e um filme actual e mais do que qualquer coisa quando nos perguntamos a razao que nos levaram a actual situação do pais podemos encontrar uma prespectiva neste mesmo filme, nao quer dizer com isso que aqui esteja a razao mas estamos num exemplo do que pode conduzir a muitas outras coisas.
Pese embora este facto nao e um filme facil e que consiga prender o espectador ao debruçar sobre um tema tao especifico e complexo o filme em momentos nao consegue ser facil ou perceptivel nas suas principais razoes fazendo com que o espectador se distancie e tenha dificuldade em agarrar o filme, sendo que este ponto vai se tornando mais obvio a partir do momento em que o filme se tenta encaminhar para a solução final.
E daqueles filmes que serve muito mais como documento do que propriamente como filme e narrativa em si, pese embora tenho momentos de alguma intensidade principalmente nos conflitos entre personagens o certo e que o filme nunca consegue adquirir um ritmo de primeira linha, contudo devemos esclarecer que se trata de um filme com um pequenissimo orçamento.
O filme fala de um grupo de investidores e a forma como estes reagem a prespectiva de uma crise economica, acabando por conduzir consigo tudo o que anda a volta desvalorizando a moeda, sendo o filme as diferenças individuais e profissionais que conduzem a decisao.
O argumento tem como seu maior trunfo a actualidade do tema, uma vez que nao me parece um argumento com uma historia de base e um caminho forte, pese embora tenha bons momentos, cimentado numa boa construção de personagens mas acima de tudo numa boa construçao de dialogos.
Em termos de realizaçao pese embora nao seja particularmente espetacular e daqueles filmes que tem um ponto interessante o de dar nova iorque como escura ja fora da luz como metafora para a tematica que o filme quer debruçar.
No cast estamos recheados de valores mais que inequivecos em Hollywood em diversas faixas etários e os melhores pontos vao para a excelente presença de Bettany a alga e o fulgor do filme, e tambem a espaços por Tucci e Irons, o restante estao no seu limite mais normativo.

O melhor - A actualidade do tema.

O pior - A especificidade do mesmo.

Avaliação - C+

Thursday, January 26, 2012

Contraband



É conhecido o facto de normalmente os grandes estudios nao apostarem em primeiras escolhas para o mes de janeiro, talvez porque os filmes ainda se encontram tapados pelos apurados para os oscares ou porque o frio retira algumas pessoas do cinema. Dai que normalmente surgem filmes mais basicos com actores de segunda linha sem grande ambiçao comercial. por isso e que surpreendeu que logo no arranque tivessemos um filme com tantas estrelas, pese embora de um realizador desconhecido para o arranque da segunda semana do ano. Os resultados tornaram se bastante surpreendentes para a epoca com resultados comerciais muito positivos junto a uma critica algo indiferente perante o filme.



Contraband pese embora tenha um elenco que poderia resultar num filme com outros recursos acaba por integrar bem aquilo que normalmente surge em Janeiro ou seja um filme linear num contexto obscuro com personagens simples que da todos os trunfos de inicio ao espectador sem nunca o tentar surpreender. POis bem este filme e mesmo isto um filme vulgar em toda a linha com um ritmo quase sempre pautado por uma ou outra sequencia mas em o envolvimento emocional que permite levar a historia para outro patamar de entrega e seguimento.



E daqueles filmes que pouco tempo depois de o ver quase nada fica, talvez uma ou outra sequencia de carregamento de droga um tema actual e nem sempre bem explorado em termos de setima arte mas depois um filme cinzento que tem na sua estitca a sua melhor definição.



O filme fala de um ex traficante de droga que se ve envolvido a regressar a arte depois do irmao mais novo da sua mulher se envolver num jogo demasiado arriscado, o filme fala por um lado da tentativa de limpar a cara da situação e o pressing que existe do outro lado.



Se existe parametro que penso que e pouco trabalhado no filme acaba mesmo por ser a simplicidade absoluta do argumento num filme que tenta ter alguns toques de policial, os dialogos e as personagens sao do mais simples que ha memoria e nem a forma quase sempre apagada de uma ou outra sequencia mais ritmada acaba por contornar este aspecto.



A realizaçao tambem nao e esteticamente o mais interessante quase sempre num ambiente ou cinzento ou escuro o filme nao consegue nunca ter apontamentos que nos chame particulamente a atençao de um realizador a tentar dar o passo para uma linha mais forte do cinema.



Pese embora o reconhecido cast em termos de qualidade parece obvio assinalar que e daqueles filmes cujo cast pese embora tenha meios nada tem a potenciar ao filme uma vez que ele proprio nao tem essa ambiçao o papel de Whalberg podia ser efectuado por qualquer outro actor mesmo amador, e Beckinsale Idem aspas, apenas Forster um bom valor do cinema consegue dar alguma pessoalidade ao seu papel e mesmo este longe do que ja o vimos faze em muitos outros filmes.




O melhor - O mundo das cargas de droga.






O pior - A falta de intensidade emocional do filme






Avaliação - C

Monday, January 23, 2012

The Artist


Se ha cerca de um ano atras alguem arriscasse que o proximo vencedor do oscar da academia seria um filme frances com capitais norte americanos, muitos sorririam e diriam o patriotismo americano nunca vai deixar que isto ocorra. Pois bem quando nos aproximamos das nomeaçoes surge que este pequeno filme frances e neste momento a aposta mais segura entre as que sao efectuadas sendo o vencedor natural da epoca de premios, começando agora a sua verdadeira carreira comercial que podera desde ja ser potenciada com as nomeaçoes aos oscares.
The Artist pode nao vir a ser considerado o melhor filme do ano mas e sem duvida o filme mais creativo do ano, mais que pelas suas caractristicas pouco comuns como ser filmado a preto e branco, sem som, na era da inovação, o trazer o cinema de uma forma interna para dentro de si proprio, mas acima de tudo a metacritica sobre si proprio sobre as suas caracteristicas invulgares. Funciona quase como uma historia do desenvolvimento do cinema, nas personagens observamos isso mesmo a forma como foi se desenvolvendo o cinema, mesmo que para este filme ja em pleno seculo 21 nos traga aquilo que de mais inicial o cinema teve.
Para alem de toda esta questao na propria narrativa estamos num filme de eleição consegue ter um sentido dramatico pleno, momentos de bom e inteligente humor com alguma actualidade e naturalidade, caracter factual sem nunca perder a simplicidade que e formula do proprio filme.
E um objecto grandioso sem perder a ambiçao de fazer uma simples historia de amor, bem interpretada e com a componente musical bem trabalhada.
E um filme completo em todos os niveis, um filme que podera inicialmente causar alguma estranheza mas que rapidamente torna o espectador um participante activo conduzindo-o para si proprio.
O filme fala de alteração de plano no cinema e a forma com que este ponto conduz a descida ao inferno de um heroi de outra data, e a sua tentativa de reencontrar a sua vida, em comparaçao com uma actriz em sentido completamente contrario.
O argumento e brilhante, sem dialogos mas com personagens fortes e com um caracter moratorio absolutamente intensivo, todas as decisoes parecem as correctas, pode nao ter um complexidade extrema mas por vezes nos filmes simples temos os grandiosos filmes
Em termos de realização o trabalho e de excelencia para alguem que nao apreendeu cinema desta forma, as imagens sao fieis ao genero que tem quase cem anos, e depois consegue dar o seu ponto estetico com rismo.
POr fim o cast falar deste filme e ligar por completo a personagem central e o melhor papel e interpretaçao do ano de Dujarin, a sua formula ainda pequena nao conduzira a ser o galardoado com o oscar mas dificilmente alguem tera um papel tao forte, bem desempenhado exigente e dificil, sem nao esquecer o carisma como o dele, fazendo esquecer por completo qualquer um dos outros papeis.

O melhor - O cinema homenageado e fabulado em si proprio.

O pior - A estranheza dos primeiros dois minutos.

Avaliação - A-

Sunday, January 22, 2012

Happy Feet 2


Podemos dizer que se existe facto que estranhamos no mundo da animação foi o de a sequela deste sucesso musical sobre pinguins ter demorado tanto tempo a ver a luz do dia. Contudo mesmo tarde o certo e que as grandes historias do cinema de animação normalmente tem sempre uma sequela e aqui veio, contudo sem o sucesso do primeiro filme nao so em termos comerciais onde ficou muito aquem daquilo que o primeiro filme conseguiu, mas a diferença mais substancial foi mesmo em termos criticos, onde a maioria que tinha valorizado o primeiro filme pouco ou nada gostou este segundo filme.
A primeira avaliação que podemos pensar do filme e que se percebe depois de ter contacto com este da razao pela qual o filme demorou tanto tempo a ter a luz da vida, acima de tudo porque as ideias quase nao existiam e isso esta bem patente na indefinição que o filme e quase toda a sua duração, ou seja mais de metade do filme e um conjunto de pontas soltas como se ainda estivessem na decisao de qual delas fossem dar mais relvancia no filme, contudo como a partir dai um filme muito longo pode ser penoso para o publico alvo mais pequena o filme acaba apenas por ser o fecho dessas mesmas pontas soltas.
A introduçao de novas personagens tambem nada tras de novo ao filme principalmente em termos de pinguins ja que temos de valorizar a presença da dupla de camarões, que sao o unico ponto realmente engraçado e de qualidade num filme muito pobrezinho em termos de animação e conteudo em si proprio.
Mesmo as sequencias musicais entram num vazio comercial demasiado exagerado, quase sempre muito semelhante aproveitando pouco a qualidade de vozes que foram chamado para o cast.
Ou seja daquelas sequelas de animação que nada trouxeram para o produto final, uma vez que espremido o sumo este filme tem muito pouco de conteudo a si, capaz de reclamar o que quer que seja.
O filme fala da continuidade do pinguim principal agora na tentativa de fortalecer mentalmente a sua descendencia, contudo aqui vao ter conhecimento das façanhas de um heroi, lutar contra o aquecimento global e a migração.
O argumento e uma total confusao de ideias que nunca se consegue perceber qual e realmente o objectivo de toda a historia ou o fio narrativo central do filme, parece mais um documentario sem ligaçao do que um filme com objectivos e acima de tudo com personagens
A realização e os meios produtivos do filme sao de primeira linha, como alias ja tinham sido no primeiro filme, e o investimento merceria um filme mais forte do ponto de vista de historia que nao foi possivel alcançar.
O cast de vozes como no primeiro filme traz consigo a maior gloria do filme, a substituição da malograda brittany Murphy e efectuada sem grandes problemas, contudo o maior valor do filme esta na dupla Damon Pitt, ao entregarem a voz a uma dupla de camaroes que tem entregue a si todo os momentos humoristicos do filme.

O melhor - Pitt, Damon

O pior - O vazio de historia do filme

Avaliação - D+

Saturday, January 21, 2012

The Big Year


Juntar no filme o humor familiar de tres humoristas ainda em actividade nao e facil pela forma com que estes normalmente competem entre si, contudo se a maior parte deles nao estejam em melhor forma provavelmente a uniao de esforços pode ser mais rentavel. pese embora esta ideologia pareça logica o que este filme demonstrou foi precisamente o contrario, ou seja, se por um lado criticamente o resultado foi precisamente o mesmo que normalmente os actores conseguem nos seus filmes vulgares, sob raras excepçoes para Wilson, em termos comerciais em termos comerciais esta uniao de esforços foi um completo desastre com resultados pessimos para todos, e que tornou este filme nos dos mais rotundos floops do ano.
O que se pode dizer quando o humor desactualizado de Martin e Black contagia neste filme o melhor Wilson que vimos numa comedia sem condimentos quase sempre bem disposta mas nunca capaz de fazer soltar uma gargalhada sob um tema tao estupido como desinteressante como observar passaros. Desde logo se podera dizer que o objectivo moral nem era mau incidir de forma forte sobre o exagero da competividade mas que o resultado e uma total indiferença em termos de historia humor, personagens e afins.
Enfim e daqueles filmes que nada traz ao cinema actual e muito menos a comedia, mostrando-se claramente desasustado do que os filmes conseguem trazer em espaços, e apontando o filme para aquilo que os seus personagens e actores estaio mais habituados a fazer sem se preocupar com a logica ou sentido maioral do filme.
~E daqueles filmes que poucos gostaram, mas que muitos tambem nao vao odiar, numa comedia de domingo a tarde ligeiramente com menos graça e com mais meios e actores.
O filme fala da competiçao entre tres individuos com contextos diferentes por serem a pessoa que num ano conseguiram ver mais especies de passaros, a competição atinge niveis exagerados, e depois e a luta com o proprio contexto.
O argumento e pobrezinho e esteriotipado em todas as vertentes com excepção do contexto peculiar em que e inserido, as personagens sao vazias bem como os dialogos, pode ter algum poder moratorio mas dissolve-se no vazio do proprio filme.
Em termos de realizaçao tambem nao temos um filme de excelencia com excepçao de um ou dois planos dos passaros e sempre um filme basico sem muito conteudo cujo grande elemento de interesse acaba sempre por ser os animais do que propriamente o filme.
Se dissermos que Black, Martin e Wilson estao nas tipicas personagens da sua carreira nao podemos estar mais longe da verdade talvez por isso a forma demasiado presa a papeis semelhantes conduziram a uma carreira demasiado igual, com excepção de um ou outro papel de Wilson, enfim um desastre

O melhor - Não ser um filme que arrisca

O pior - Mas no comedido nao tem grande piada natural

Avaliação - C-

Friday, January 20, 2012

The Girl With The Dragon Tatoo


Após o sucesso dos livros e acima de tudo o surpreendentes filmes suecos sobre a saga millenium foi obvio que seria uma questao de anos a passagem do filme para o grande cinema da maquina bem montada norte americana. O que poucos pensavam e que os anos seriam quase nenhum e acima de tudo que seria alguem tao imponente no circuito como Fincher a efectuar este trabalho como obra seguinte ao seu magistral Social Network. Pese embora duvidas existissem relativamente ao remake de um filme tao recente o filme conseguiu ultrapassar essas batalhar, quer em termos criticos onde conseguiu avaliações maioritariamente positivas e comercialmente onde embora nao conseguisse resultados estrondosos a competencia esteve presente.
Talvez da maior parte das avaliações que vao ser lidas a minha e talvez a mais inocente desde logo porque nunca li o livro e muito menos vi o filme base, contudo e analisando friamente este filme podemos dizer que e um bom seguimento para Fincher e toda a gente sabe que elogio pode ser tomado nestas palavras, contudo nao e uma obra mestra, ou seja pese embora a maior parte dos ingredientes que fazem um filme sejam de eleição e ao melhor nivel, o filme consta com problemas a maior parte deles na narrativa, que ja vem com o proprio livro e o filme sueco que impedem que o filme seja um policial de todo o terreno, acabando sempre por cumprir atalhos ou ter decisoes menos acertadas.
Contudo a dureza e aforça das personagens a forma com que Fincher cria um ambiente inavitavel e asfixiante ao longo do proprio filme faz com que tudo no ponto de cinema claro seja avaliado de forma positiva, mesmo que a daterminada altura o espectador se coloque no papel do argumentista e tenha a nocção que a sua direcção em espaços seria diferente.
PEse embora este facto nao e um filme facil, principalmente pela riqueza das personagens com necessidade de espaço, a proprio esquema narrativo e dificil, mas neste ponto Fincher trabalha o melhor que ninguem para o tornar mais acessivel ao publico, tornando um bom filme, que so nao e uma obra prima pela propria historia.
O filme fala da historia conhecido um serial killer anda a matar diversas mulheres e depois de muita combinaçao a ligação acaba por ser feita entre uma estranha investigadora de muito mau aspecto e um jornalista difamado.
O argumento tem pontos muito positivos talvez os mais dificeis e circunstanciais como as personagens e os guiões mas por outro lado tem decisoes da historia de base que devido a proximidade ao livro nao sao colocadas de lado e que poderiam no ter feito para odio dos amantes da obra, contudo o filme preferiu ser fiel do que prefecionista.
Fincher e um dos melhores realizadores do momento nao so pela sua competencia pela camara, como por toda a forma com que os seus filmes sao feitos, banda sonora, numa ligação excelente com Reznor, a passar pelas proprias historias em si.
O cast é o ponto mais surpreendente pela positiva do filme, desde logo pelo excelente papel de Mara que enche o ecra numa personagem complexa e dificil, a forma fisica com que se entrega ao papel e brutal e transforma a na surpresa do ano que cheiraria a oscar nao tivesse Rapace feito o mesmo o ano anterior. Contudo de salientar os bons papeis tambem de Craig e Plummer mostrando a boa capacidade que ambos tem

O melhor - O caracter Fincher

O pior - Escolhas do livro já de si discutiveis

Avaliação - B+

Thursday, January 19, 2012

Alvin and Chipmunks 3

Muitos perguntaram como é que um filme sobre o Alvin e os Esquilos consegue fazer três sequelas e acima de tudo que mesmo depois dos anteriores filmes a saga continue com o sucesso do primeiro episodio. Pois bem, a resposta não é facil de dar e é aquilo que de mais magico tem o cinema a incerteza dos projectos. Para esta nova saga o resultado das anteriores uma valorização critica muito negativa, contudo resultados comerciais apeteciveis principalmente entre o publico mais novo, que conduzira certamente a um novo filme, la para o natal dos proximos anos.
Pois bem avaliar este filme e das tarefas mais faceis que se pode ter, se por um lado ja achou estupidificante os filmes anteriores pensem que vão observar rigorosamente o mesmo, com a diferença que o grau de desenvolvimento do humor é ainda mais parco em todos os sentidos.
Desde logo por toda a envolvencia do filme que torna tudo ainda mais imbecil, desde logo porque a primeira parte e passado num cruzeiro de luxo tendo todas as sequencias de humor estipulado para um humor físico exagerado quase sempre pouco desenvolvido.
Na segunda parte do filme e pese embora as sequencias melhorem ligeiramente quando tudo e conduzido para uma ilha alegadamente deserta, contudo longe de qualquer qualidade de filme comedia num filme claramente infantil em todos os seus pressupostos.
E daqueles filmes que apenas podera ser valorizado pelo franchising desenvolvido com o filme, e nao pela qualidade do mesmo, ja que nos parece uma total tentativa de colocar os filmes num patamar minimo de creatividade.
O filme fala da nova aventura de Dave juntamente com os seus esquilos agora ja seis, tres por cada genero, inicialmente num desastre de um cruzeiro e depois a tentativa de se encontrarem novamente numa ilha deserta.
A realização vem no seguimento dos filmes anteriores, bons efeitos especias na animação, e pouco mais as sequencias de humor sao filmadas da forma mais simples possivel como um filme tipico de animaçao deve ser feito.
O argumento e daqueles patamares tambem pouco ou nada evoluido ou seja limitaz-se a utilizar o que anteriormente ja tinha sido feito, com pouco ou nada de novo mesmo nas situações de humor utiliza sequencias ja utilizadas noutros filmes ou seja muito pobre.
O cast e quase inexistente Jason Lee um actor com provas dadas na comedia entra nos filmes em piloto automatico sem dar aso a qualquer tipo de qualidade que possa ter, nao permitindo sequer mostrar se minimamente, ou seja muito pouco para um filme como este.

O melhor - O filme é pequeno

O pior - O humor utilizado

Avaliação - D

Tuesday, January 17, 2012

Martha Marcy May Marlene


Starring: Elizabeth Olsen, Christopher Abbott, Brady Corbet, Hugh Dancy, Maria Dizzia
Directed by: Sean Durkin

Pois bem não é noticia que um filme independente chame a si as atenções por um papel de uma jovem actriz, ja aconteceu o ano passado com Jennifer Lawrence, contudo surpreendente e neste filme a actriz ser nada mais nada menos do que a irma mais nova das irmãs Olson, que fizeram toda a sua vida num cinema pipoca que as levou a um mediatismo que posteriormente acabou como quase sempre em desgraça. Contudo este filme e completamente o oposto para Elizabeth, desde logo porque todo o valor do filme critico esta sustentado na sua interpretação e mesmo a forma dinamica comercial, se bem que modesta que o filme conseguiu foi um pouco com base nisso mesmo.
Este e um filme tipicamente independente de principio a fim desde logo por nao assumir um fio narrativo logico quase sempre exageradamente pausado e com retrocessos seguidos, depois pelo proprio tema e crueza do mesmo ao debruçar sobre uma tematica tao indie como o de comunidades paralelas de um vivencia sa que mais nao sao do que uma busca pelo facilitismo, pena e que o filme que denucia este facto seja um objecto a ser aperciado por esses mesmos por nao conseguir ser pratico no seu cinema o que talvez nos desse um filme mais facil, mais maduro e de uma forma geral maior.
Compreende se contudo o entusiasmo em torno da personagem e interpretação de Olsen nao e um papel facil, e um papel ambiguo que tem ao mesmo tempo que nos dar a ternura da jovem quase sempre balançado com o seu lado mais negro que permite que a personagem e logicamente a interpretaçao fique na retina como uma das mais fortes e intensas do ano.
De resto um filme aberto solto, com momentos dramaticos que contrastam com outros providos de qualquer sentido com a crueza tipica de um filme noir.
A historia fala de uma jovem que apos vivencia numa peculiar comunidade resguarda se na casa da sua irma mais velha bem integrada na alta sociedade comçando a sofrer os traumas da epoca por si vivida.
O argumento nao e forte principalmente por ser pouco objectivo e quase sempre demasiado aberto quer na interpretação da personagem ou mesmo na forma como o proprio fio condutor narrativo ou a sua conclusao deixa duvidas no ar.
A realizaçao e tipicamente indie com silencios profundos sequencias com pouco movimento, paragens em expressoes faciais, nao e um primor estetico mas para o estilo adoptado o filme consegue integrar bem a sua tipologia.
Por fim o cast e aqui obviamente falar do filme e falar da surpresa do papel de Olsson sem duvida um dos mais intensos dificeis e fortes do ano so deixando pequenos espaços para Hawkes voltar a mostrar o seu lado mais negro, contudo o filme e de Olsson que provavelmente nao conseguira a nomeaçao por o filme ser algo pequeno.

O melhor - A interpretação principal

O pior - Um filme pouco objectivo e demasiado aberto

Avaliação - C+

Saturday, January 14, 2012

War Horse


Quando Spilberg aposta lançar um seu filme sem grandes estrelas e no genero drama o mundo do cinema para como se estivesse perante o grande candidato ao oscares desse ano, assim foi com razao em a lista de schindler, mas o mesmo jã nao se passou com Munique, contudo para este cavalo de guerra a ideia era semelhante. Contudo desde logo e pese embora ainda nao esteja afastada essa possibilidade o certo e que o diminio nao tem existido pese embora apareça quase sempre na lista de melhores filmes do ano com criticas muito positivas. Comercialmente teve longe do que normalmente o realizador faz noutro tipo de filmes mas caminha para resultados tambem eles consistentes.
War Horse e desde logo um grande filme em todos os sentidos na forma como e realizado na emoçao que esta empregue em si e mesmo no tempo de duração, nao que seja chato ou aborrecido mas é um filme longo pela historia que quer contar. COntudo pese embora todos estes ingredientes o tornem num obvio grande filme o facto de ser um filme quase sempre demasiado emocional entre personagens tira lhe a espaços algum rigor ou mesmo uma vertente mais cruel da guerra que poderia o conduzir para um filme com outra maturidade e ai sim tornar se um filme para a eternidade.
Mesmo assim penso que Spilber consegue em cada segmento da sua parte do filme trazer a emoçao e uma sensibilidade quase infantil e contrapor com a crueza do contexto e isso da ao filme grande valor critico mas acima de tudo tambem uma força comercial.
COncordo com as criticas que dizer que o filme nao e nada de novo, e uma historia de sentimento positiva, que acaba bem, e que nada acontece, e que ja vimos isso em filmes mais pequenos mas com a mesma base, e isso pode ser a grande barreira do filme, a sensação que filmes sobre cavalos mais ou menos semelhantes ja foram efectuados, contudo com menos mudança de dono e batalhas.
O filme fala de toda a vida de um cavalo que apos um inicio como agricultor acaba por ter ele proprio que ir para guerra, mudando diversas vezes de mão e de lado.
O argumento nao e de eleição parece-me quase sempre bastante obvio,os dialogos sao basico e as personagens nem sempre são tao complexas como poderiam ser denota se um bocado esteriotipo na construçao das mesmas, mas penso que o objectivo de spilberg era fazer um filme para todas as idades e nisso o argumento encaixa na perfeição.
Elogiar a capacidade de Spilberg como realizador e um cliche ou nao fosse ele talvez o maior cineasta da actualidade quer em filmes para o grande publico quer em reconstruçoes como esta, onde a qualidade estetica e a forma com que da vida propria e personalidade a um animal so esta ao alcance de muito poucos.
Em termos de cast ja como tinha feito nos filmes anteriormente mencionados Spilberg opta sempre por nao trazer grandes estrelas para o seu filme, mas neste caso o filme nao permite uma grande intepretaçao para alem do cavalo porque e muito fracionado, mesmo assim no papel principal poderia a escolha ser mais acertada num actor mais forte e interpretavamente de melhor qualidade

O melhor - A realização.

O pior - Não trazer na sua essencia grande creatividade.

Avaliação - B

Friday, January 13, 2012

Tinker Taylor Soldier, Spy


Starring: Gary Oldman, Kathy Burke, Colin Firth, Tom Hardy, John Hurt
Directed by: Tomas Alfredson

Desde o inicio do presente ano com as primeiras expectativas para os oscares deste ano estava a adaptaçao ao cinema do livro best seller de la carre Toda a campanha de divulgação de um filme com pressuposto independente conduziu a que esta prespectiva fosse cada vez mais intensa que foi ainda mais certo com a boa critica que o filme recebeu dos avaliadores especializados. Pese embora o caminho tenha parecido imaculo o certo e que com a entrega dos galardoes o filme nao figurou nos mais fortes pese embora diversas nomeaçoes e provavelmente sera um dos derrotados ja das nomeaçoes, quanto ao valor comercial, para ja residual, de um filme conte o publico nunca foi a sua particular aposta.
Um filme baseado no interior dos serviços de espionagem de um pais nunca e um filme facil de montar nem tao pouco de escrever, e o certo e que no inicio esta adaptaçao de uma obra literaria de referencia nao e tao pouco um filme facil de ver, com demasiadas historias paralelas, diversas personagens ao qual tudo ainda ficou mais dificil pela obvia utilização de nomes de código, so quando o filme da espaço no silencio para o espectador pensar e que este consegue voltar com toda a energia para o seu filme, onde reside um dos bons momentos do filme.
Contudo o arranque demasiado emaranhado acaba por deixar logo a partida de lado alguns dos espectadores que nao tomam o filme na medida que o iniciaram nem que seja porque o filme nunca em momento algum adquire um grau de força capaz de tornar o regresso envolvente ao filme como uma coisa natural, pese embora o filme se va tornando mais intenso, e forte com o passar do tempo e depois de apresentar a teia que tem em si proprio.
Nao e um filme facil mas um filme com muito valor, bem montado, e bem interpretado que nao e dos melhores filmes do ano, mas aparece como um bom exercicio intlectual de um cinema diferente e com alguma propria referencia.
O filme fala sobre uma investigação sobre um infiltrado num serviço de inteligencia britanica que conduziu a falhas em determinadas missoes seguimos as pisadas de toda a investigação com os loobies e secretismo exigido a uma organizaçao como esta.
A realizaçao tem bons momentos e acima de tudo momentos de uma estetica propria para o filme,o silencio o deslizar das imagens o presseguir objectos ou mesmo as imagens diferentes das janelas dos locais fazem do filme a espaços uma obra unica na simplecidade e estilo proprio estetico, nem sempre o filme acaba por acompanhar a qualidade das suas imagens.
Em termos de cast e notorio que o filme e pensado em fazer brilhar o seu protagonista, que penso que pese embora seja muito bem criado e evoluido por Oldman e demasiado silencioso sem qualquer tipo de justificação, ao contrario do que e por exemplo Gosling em Drive,mesmo assim estamos perante um papel dos mais fortes do ano, nem que seja porque o peso da frieza do filme e metodo esta acentuado na sua toada. Mas fica a ideia que o filme apostando em alguns dos seus secundarios para premios poderia ter melhor registo, principalmente Strong, um eterno secundario que nunca teve um papel tão forte como o que tem neste filme.

O melhor - Algumas sequencias de realizaçao esteticamente deslumbrantes.

O pior - O facto de exigir ao espectador ter de pegar o comboio em andamento

Avaliação - B-

Tuesday, January 10, 2012

Seeking Justice

Starring: Nicolas Cage, January Jones, Guy Pearce, Harold Perrineau Jr., Jennifer Carpenter
Directed by: Roger Donaldson

Pode um filme com um cast como este quase não ser distribuido nos EUA pese embora o seu lançamente acabe por ocorrer com alguma força na europa. Pois bem a resposta e sim, com o evoluir da carreira Cage tem sentido dificuldades em imperar novamente no box office americano, e este filme chegou mesmo ao cumulo da distribuição. Em termos criticos as primeiras visualizações do filme conduziram-na a resultados vulgares, ja comercialmente teremos de esperar por Março quando for lançado nos EUA para perceber perfeitamente o valor do filme.
E indiscutivel que a carreira de Donaldson tem bons filmes de acção quer em termos policiais, quer em intriga e que a facilidade com que monta os seus filmes e prende o espectador ao ecra e grande, contudo e pese embora a tentativa de fazer o mesmo efeito esteja presente no filme o certo e que o filme, perde fulgor, principalmente a partir da meia hora de filme nao conseguindo recuperar, acabando ja com muita dificuldade em termos da capacidade de fazer render uma historia que começa bem, mas acaba ja com muita dificuldade.
E daqueles filmes que o inicio promete, principalmente na formula da historia e na base da mesma contudo depois do impeto inicial tudo se torna precisamente o contrario um filme demasiado previsivel, com mudanças de direcção sem sentido, ou demasiado novelescas e nem sempre bem trabalhadas.
E daqueles filmes que ficamos com algum amargo de boca no fim do filme, pois pensamos que a mesma ideia bem mais trabalhada e mais morosa na forma do filme seguir poderia ter trazido uma intriga interessante, contudo a intenção de tornar um filme de acção mais puro acaba por tornar o filme num exercicio bem mais simples e pouco eficaz.
A historia fala de um professor do liceu que apos a violaçao da sua mulher ve se envolvido numa ligação com uma organização dedicada a eliminar aqueles que a justiça nao consegue punir, contudo nem tudo sao boas intençoes.
Em termos de argumento o filme tem uma boa base nao so em termos narrativos, mas acima de tudo na forma com que o filme consegue debater a justiça pelas proprias maos, ou maos alheias, contudo nao parece ser quase nunca bem aproveitada, nao so em termos do proprio desenvolvimento narrativo, bem como na propria forma das personagens.
Em termos de realizaçao ja vimos um Donaldson mais artistico, aqui temos um filme com alguma essencia de acção mas ao mesmo tempo e um filme em que parece sempre faltar alguma força ou intensidade nas proprias imagens.
Em termos de cast tambem nao temos Cage no seu melhor nem em termos da disponibilidade para a acção fruto ja da idade nem mesmo na toada mais dramatica de um actor que ja passou por melhores periodos e tem sentido dificuldade em adaptar-se a nova condição. Ao seu lado uma Jones ainda apenas ligada à sua imagem. o melhor do filme esta no vilão Pearce, um actor de primeira linha que talvez nunca tenha sido realmente aproveitado, mas que acaba por ser um dos melhores pontos do filme.

O melhor - A ideia inicial nos primeiros dez minutos.

O pior - Acaba a ideia por ser desaproveitada

Avaliação - C

Friday, January 06, 2012

Flowers of War


Starring: Christian Bale, Ni Ni, Zhang Xinyi, Huang Tianyuan, Tong Da-wei
Directed by: Zhang Yimou


Muitos ficaram surpreendidos quando apos o Oscar de melhor actor secundario Chistian Bale optou por fazer o seu filme seguinte na china, com um dos seus realizadores mais conceituados. A produçao era grande e a aposta tambem, um filme de guerra onde Bale seria o protagonista. Pese embora todos os factos e comercialmente se ter tornado um grande sucesso comercial principalmente no seu pais de origem, nos EUA o filme nao conseguiu grande distribuiçao e pior ainda nao conseguiu grandes resultados criticos pese embora obteve a numeaçao para melhor filme estrageiro nos globos de ouro.
Flowers os War e um filme de guerra ambicioso nao so nas imagens que nos tras de primeira linha em termos produtivos, mas tambem na historia concreta que nos tras, uma historia de sofrimento sempre bem trabalhada para dar essa sensaçao no grande ecra. Contudo sofre de um grande mal de a maior parte dos filmes origentais e demasiado subjectivo e silencioso o que faz com que as duas horas e meia do filme nao se consigam passar ao ritmo que as sequencias de acção querem dar.
Tambem em termos do desenvolvimento das personagens o filme tem alguns reparos desde logo porque nem sempre parece ser uniforme no seguimento da sua personagem principalmente a central e a sua relaçao com todas as outras, tendo dificuldades em se tornar aquilo que o filme necessita para dar mais força a sua vertente emocional.
Nao e um dos grandes filmes europeus pese embora seja competente, nao tem creatividade ou força para talvez conseguir brilhar nos oscares nem na categoria que concorre, mas e um filme que demonstra alguma da capacidade dos seus intervenientes.
O filme fala de um americano que de forma a sobreviver disfarca-se de padre em plena guerra onde tenta defender um grupo de jovens e outras bem diferentes da contigencia da guerra.
O argumento nao e forte quase sempre silencioso e pastoso para um filme tao longo, a modificaçao da personagem e demasiado torbulenta, mesmo assim bom balanço entre as sequencias de guerra e a historia central.
E na realizaçao que o filme tem o seu maior potencial demonstrando que tambem os chineses conseguem montar grandes filmes de guerra com estetica força e realismo, num pondo de parte a magnifica cenografia do filme.
O cast e liderado por um Bale em boa forma longe dos seus melhores papeis tem um papel competente e por vezes dificil, mais sereno do que noutros filmes o certo e que demonstra toda a capacidade de um grande actor com escolhas arriscadas.

O melhor - A realizaçao das sequencias de guerra.

O pior - ALgo repetitivo ao longo do filme

Avaliação - C+

Tuesday, January 03, 2012

Bucky Larson: Born to be a Star









è conhecida o fascinio da produtora de Adam Sandler fazer comedias algo peculiares com o intuito de lançar uma nova vaga de humoristas, foi assim que surgiu Sandler, James e Schneider, desta vez o principio e semelhante so mudando o protagonista. Mas ao contrario dos antecessores que sempre souberam rentabilizar pelo menos um filme. De todos os filmes e muitos deles ja tinham sido negados de forma violenta pela critica foi este aquele que mais desastre trouxe em seu torno, nao so em termos criticos onde absorveu algumas das criticas mais violentas que há memoria, e também em termos comerciais as coisas não correram pelo melhor com resultados muito desastroso.



Bucky Larson é daqueles filmes que aos dois minutos ja transpirou toda a imbecilidade que tem consigo, ou seja um humor sexualizado a maior parte do tempo demasiado imbecil, quase sempre sem piada, ou seja daqueles filmes que nada traz de novo ao mundo cinema muito pelo contrario com a sua formula estupida passa um obesceno atestado de estupidez a todos os seus adeptos com muito pouco de novo. E daqueles filmes sem piada com um humor demasiado fisico e sexual, com pouco motivo de interesse para quem gosta de cinema e muito menos para quem gosta de bom cinema.



A determinada altura questionamos mesmo se quem fez o filme acha piada ao que conseguiu fazer com a brejeirice que o filme adopta, mesmo a introduçao no mundo da pornografia e quase sempre silenciosa e sem graça, nem profundidade no seu alcance. Nao funcionando quase nunca o seu grau de piada.



O filme fala de um irritante personagem do interior dos EUA que depois de descobrir que os seus pais sao mitos no mundo da pornografia vai ate a California para tentar a mesma sorte, o que acaba por acontecer depois da sua inexperiencia testada em sexualidade.



O argumento e horrivel em todos os sentidos na falta de piada das personagens do humor utilizado do desenvolvimento narrativo, ou seja algo muito proximo do que se fez em termos de humor actual.



A realizaçao peca no mesmo ponto nao conseguindo utilizar a camara como efectiva no que diz respeito à forma desta funcionar como humor no proprio desenvolvimento do tipo de humor que quer utilizar.



Em termo de cast pouco ou nada se espera do seu protagonista, um actor quase desconhecido a tentar ganhar o seu espaço, mas que nao me parece que tera muito sucesso, mas ver Ricci que ate ao momento sempre teve uma carreira consistente neste filme e um insulto a tudo que anteriormente fez, e que nos leva a pensar que opçao tera sido esta mesmo que sejam seus os unicos bons momentos do filme, com a sua suavidade contrastante com todo o filme






O melhor - a resposta em resultado a um filme tao mau






O pior - A happy madison ainda ter alguns sucessos.






Avaliação - D-

Saturday, December 31, 2011

The Darkest Town


Starring: Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Max Minghella, Rachael Taylor, Joel Kinnaman
Directed by: Chris Gorak

Existe alguns filmes que na sinopse perguntamos a razão deles serem lançados, quando na altura das ferias de natal, surge um filme realizado na Russia, sobre um ataque alianisna, sem grande produção, das duas uma, ou e um filme para resultar em termos de serie, B, ou teremos um filme chegado ao falhanço rotundo. O resultado proximo do filme foi o segundo, ou seja um autentico falhanço comercial de um filme sem grande atenção e tambem em termos criticos onde pouco ou nada o filme conseguiu trazer para o anuario do cinema.
The Darkest Hour pode se considerar o filme errado na hora errada, e com o conceito errado, a tentativa de fazer um filme de serie B com actores minamente conhecidos e com muitos meios nunca costuma resultar porque a determinada altura pensamos que o filme acredita mesmo naquilo que esta a fazer, e isso e um problema quando tudo no filme e limitado ao maximo.
E daqueles filmes que ja vimos uma legiao de vezes nao so em filmes conceituados mas tambem em filmes directamente para video, ou seja um grupo junta-se e tenta fugir a inevitabilidade, normalmente sao filmes com ritmo e sequencias de acção e nada mais, e este filme e isso mesmo com sequencias nem sempre muito fortes.
E daqueles filmes que se esquece depois de o ver, pois provavelmente vai ser equiparado a uma legiao de outros filmes com o mesmo patamar apostado ao mesmo tipo de aposta final.
A historia fala de uma viagem de um grupo de amigos americanos a Russia no momento em que este pais acaba por ser atacada por extra terrestres, sendo uma luta completa pela sobrevivencia.
O argumento e nos seus parametros globais uma nulidade nao so em termos de dialogos e personagens mas acima de tudo no desenvolvimento das mesmas e um filme sem convicção na sua propria historia.
Tambem a realizaçao nem sempre e a mais forte uma vez que nao consegue quase nunca potenciar aquilo que os meios estão presentes, acabando num aspecto que podia ser positivo ser mais uma desilusão.
Por fim um cast surpreendentemente liderado por um Hirsh que prometeu muito e que da um retrocesso enorme neste filme, num actor que perdeu algum estatuto ao vender-se a um filme sem qualquer objectivo.

O melhor - Trazer moscovo ao cinema

O pior - O despredicio de tudo

Avaliação - D

Friday, December 30, 2011

Sherlock Holmes 2: The Game of Shadows



Depois do sucesso que foi a primeira incursão de Guy Ritchie pela saga dos famosos investigador de crimes, era com naturalidade que iria surgiu um segundo filme, continuando a saga do famoso Holmes e do seu inseparavel Dr. Watson. Pois bem no final deste ano surgiu este novo filme com o subtitulo Jogo das Sombras, contudo de uma forma geral os resultados pese embora mantivessem em terreno positivo foi como que uma sombra do primeiro filme. E se em termos comerciais este facto ate nem foi muito notório, com a manutenção de bons resultados o mesmo não se podera dizer do aspecto critico onde as coisas foram mais repartidas depois de uma aceitação mais generalista do primeiro filme.



Da minha avaliação e importante frisar que ja no primeiro filme nao fui grande adepto da adaptação, principalmente por existir uma condensão narrativa que no final se transforma em quase nada. O pior deste filme e que esta caracteristica que já estava presente no primeiro filme e ainda mais vincada e gritante na segunda saga do heroi, ou seja a determinada altura o guião e tão repleto de encruzilhadas e personagens para no fim nao ser mais que uma linha recta e nao tirar qualquer dividendos das curvas exageras que faz. Alias fica a sensação que o filme se prendesse a si apenas o basico teria um resultado final mais perto do entertenimento puro e resultar melhor.



Pese embora este facto o grande segredo do sucesso do primeiro filme, mantem-se que e por um lado a força da personagem central bem integrada no comum de Downey Jr, mas acima de tudo a quimica que consegue imperar com o seu companheiro, tambem muito bem encaixado na formula mais comediante de um Jude Law creativo



Contudo no final fica o sabor que mesmo para blockbuster ja temos assistido a obras bem mais consistentes e adultas, mesmo que nem tenham essa intençao que contudo me parece existir para este filme em concreto.



O filme aborda a tentativa dos herois encontrarem alguem que planeia do meio de uma guerra de estados, tornar-se mais poderoso acima de tudo o seu ego, começando tudo com a morte da protagonista do primeiro filme imperando um misto de racionalidade e emoção.



O argumento e o ponto mais fraco do filme, nao so em termos de um emarenhamento exagerado do filme, em quase todos os seus aspectos, mas tambem na pouca creatividade e complexidade das personagens novas que vao sendo criados, assim como o defice do primeiro filme um vilao de excelencia.



A realizaçao de Ritchie tem tiques proprios, os slow motions as sequencias pausadas, sao ja seu apanagio desde o sucesso de snatch, o aspecto indie dos seus filmes continua patente pese embora a grande produçao do filme. E a sua obra mais comercial e sabe-se que e sua, mas em termos de historia falta um toque rude seu.
O cast e quase na totalidade repetido, principalmente na forma perfeita com que Downey Jr e Law encaixam nos papeis o primeiro porque o papel e escrito a pensar nele e no maximo potencial de acçao e humor que pode ser retirado, no caso de Law mais dificil porque e o britanico que se adapta ao filme. COntudo de referir que na parte feminina Rapace nao tem o impacto nem a força que Macadams teve no primeiro filme, alias nos poucos minutos em que entra e a unica que se conseque intrometer no protagonismo do duo.






O melhor - A quimica Junio e Law






O pior - A encruzilhada do guião.






Avaliação - C

Tuesday, December 27, 2011

The Sitter









Depois de vemos Moneyball podemos nos perguntar o que Hill fazia na comedia, contudo se olharmos para tras percebemos que tendo em conta a sua fisionomia e caraceristicas como actor a comedia e o terreno natural do actor quer como protagonista quer como produtor. Dai que sem surpresa surgiu mais uma comedia apostada em fazer rentabilizar a sua imagem, lançada mesmo no meio da febre de Dezembro segundo periodo mais forte do ano. Os resultados foram contudo desastrosos, quer em termos criticos com avaliacoes muito negativas, mas acima de tudo em termos comerciais onde Hill provou ainda nao ter o mediatismo para imperar sozinho no box office.



Muitos podiam esperar mais de Hill depois das mençoes para premios este ano e o papel mais dramatico em Moneyball contudo a natureza de Hill e a ideotice, e a excepção foi mesmo aquela aparição. E pior que isso mais que tudo o valor comico do actor como protagonista esta longe de ser um dado adquirido e este filme veio provar isso mesmo, ou seja que mesmo em termos comicos e um actor ainda basico de um humor familiar simples, sem grande força individual que vive mais da sua imagem pastosa do que propriamente da sua capacidade de ser naturalmente engraçado.



Este filme e um estilo de humor forte, actual muitas vezes politicamente incorrecto dentro de um registo cada vez mais usual, mas por outro lado tem uma ternura exagerada, que faz do filme uma simbiose que nem sempre combina e faz questionar que tipo de publico se encaixa naturalmente no filme tem momentos inquestionavelmente engraçados, outros menos conseguido, mas em termos de filme em si cai muitas vezes em demasiados cliches mais na linhagem narrativa do que nas sequencias de humor.



O filme fala de um jovem que nao gosta de fazer muito que a pedido da mae acaba por fazer de babby sitter de tres peculiares menores e aproxima-se uma noite desastrosa que começa na busca de cocaina para a namorada dele e acaba em luta de gangs com crianças a mistura.



Em termos de argumento a narrativa e as soluções adoptadas parecem sempre ser bastante inferiores a humor ou piadas utilizadas no filme, ou seja, nem sempre o contexto e o melhor, ou as personagens contudo isoladamente conseguem conter em si sequencias de humor interessantes.



Nao e uma realização brilhante, sendo a maior parte do tempo demasiado basica e sem grandes momentos nem esteticos nem de realizacao complicada.



O cast tras nos o tipico Hill que mesmo em Moneyball nao esta muito diferente do seu ar nerd, com tendencias grouppie e o seu terreno mais natural mas esta longe de ser uma referencia ou um estilo em humor, a seu lado como vilao Rockwell surpreendendo por uma aparição num filme tao menor, num dos melhores valores em termos de qualidade do cinema actual.






O melhor - Rodrigo, o menor sul americano.






O pior - A linhagem narrativa.






Avaliação - C