Thursday, November 24, 2011

Moneyball


Depois do sucesso oscarizavel de Capote, Benet Miller ganhou um seu proprio espaço no cinema norte americano, deixando grande expectativa pelo filme que se seguia, contudo muitos ficaram supreendidos quando a escolha recaiu sobre um filme de baseball, mesmo que trabalhando aspectos relativos a todos os desportos. Os resultados foram contudo positivos e em nada tiraram o filme os objectivos de lutar pelos galardoes nao so em termos criticos onde o reconhecimento foi positivo e quase unanime mas tambem em termos comerciais onde a estrela Pitt trouxe o filme para patamares nunca anter alcançados pelo realizador.
Moneyball e um filme serio sobre desporto e acima de tudo sobre agentes do desporto, se por um lado torna-se complexo e interessante na sua forma natural de trazer aspectos nunca antes debruçados em filmes de desporto por outro lado perde alguma paixao e familiaridade com as personagens que muitas vezes e o segredo deste tipo de filmes, perdendo tambem ritmo.
Nao e um filme sobre façanhas mas sobre personalidades e opçoes pode-se dizer que nao e o filme sobre a vitoria historica dos red sox, mas pode ter sido a base dela, a nivel historico nao e um filme forte mas um alicerce e isso tem que ser valorizado no estudo e acima de tudo de estarmos perante um filme complexo que aborda todas as prespectivas da vida que retrata,
Perde talvez a envolvencia por ser um filme demasiado ligado a um desporto quase so com expressao nos EUA, que muitos europeus nem sequer conseguem perceber as regras e esta falta de generalidade podem fazer que o filme perca algum fulgor em todo o restante globo e tire-lhe da primeira linha da universalidade que os oscares querem atingir, embora na minha opiniao estejamos longe de ter aqui um filme para entrar nessas disputas.
E um filme mais inteligente do que divertido mais serio do que propriamente abrangente.
A historia fala da epoca em que um olheiro decide remodelar uma filosofia de uma equipa com problemas financeiros, apostando nas estatisticas em busca do titulo.
O argumento e dificil de escrever e atenta a muitos promenores nao e de proximidade natural com o grande espectador mas acaba por ser coerente se bem que nem sempre o maximo de competencia, e uma boa historia sem deslumbraar.
Tambem na realizaçao nao temos uma obra esteticamente interessante mas que cumpre principalmente no interior do estadio no balneario, a documentaçao e uma aposta que contudo nem sempre e ganha.
Em termos de cast temos um filme competente Pitt num bom registo, sem deslumbrar e extremamente sobrevalorizado criticamente, e Hill e Hoffman a auxiliar num filme que nao se destaca mas cumpre em quase todos os pontos.

O melhor - A maturidade do filme

O pior - A falta de intensidade narrativa.

Avaliação - C+

Sunday, November 20, 2011

The Ides of March


Starring: Ryan Gosling, George Clooney, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood
Directed by: George Clooney

Depois do sucesso que teve com Good Night Good Luck em termos criticos e do menos sucesso com Leatherheads, e obvio que se observou que Clooney enquanto escritor e realizador era talhado para grandes dramas que entrassem num mundo da politica e da ideologia. este ano um dos filmes mais esperados para a campanha dos premios era o seu ides of March. e pese embora os resultados nao tenham sido brilhantes apesar de positivos em termos criticos, que talvez o arredou dos grandes galardões, e de comercialmente nao ir alem do minimo esperado, nao e de colocar ja de lado um dos produtos fortes neste sentido.
Ides of March e um dos grandes filmes de politica, um intrigante filme sobre as pessoas que se tornam politicas descrevendo esta mutaçao como talvez nenhum filme o viu até hoje, pode ser vazio em termos de ideias para mudar o mundo, mas e um filme sobre pessoas e as razoes de cada, dando as regras de jogo da forma crua com que e construido. Ides of March e ate ao momento um dos grandes filmes do ano, nao so em termos de actualidade do tema, mas tambem e acima de tudo na riqueza do argumento e da narrativa e na sua conclusao.
E daqueles filmes que e mais que uma historia e um filme que nos faz pensar todos os momentos em que o vimos, e daqueles iflmes que reflecte a falta de principios de quem muitas vezes nos dirige que diferencia sem pudores pessoas de primeira e de segunda. Nao e um filme original em pontos, mas em determinados pontos mais que a originalidade pede-se o realismo e neste particular o filme tem tudo consigo.
A intensidade do filme e bem visivel a força do mesmo também, pena e que em determinados momentos deixe se surpreender por um patritismo exagerado, que acaba por ser o unico senao do filme.
Em termos de argumento o filme fala de um jovem director de campanha e a sua evoluçao na campanha para as primarias democraticas nos EUA desde as ligaçoes internas e externas, e de todas as manobras politicas que sempre soubemos que existiam mas poucos conseguiam ver.
O argumento e bastante interessante coeso e maduro, acente em personagens bem construidas, onde o seu desenvolvimento possibilita dialogos de primeira linha, tem intensidade e inteligencia para ser um dos melhores guioes do ano.
Clooney nao brilha em termos de realizacao como fez em Good Night Good Luck talvez por partilhar a posicao de actor no filme e nao se centrar em exclusivo na realizaçao mesmo assim tem bons momentos, mesmo que esteticamente quase irrelevantes.
O cast e de primeira linha, e se nos pontos principais, temos apenas bons papeis com Gosling com maturidade para assumir qualquer papel, em grande forma, Clooney no seu registo tipico sem grande força, mas com toda a garra para o combate de secundarios de luxo ou seja Giamatti e Hoffman no seu melhor nivel, e sabemos que o melhor nivel destes e quase sempre prestacçao de oscar.

O melhor - A actualidade politica do tema

O pior - Alguma falta de primor da realizaçao

Avaliação - -B+

Friday, November 18, 2011

Tower Heist



E conhecido o poder que uma comedia pode ter se bem produzida e apetrechada de grandes actores do genero. Uma das grandes apostas para este final de ano, foi esta produção de Ratner com recurso ao estilo diferente de Stiller e Murphy, para fazer esta comedia com muita acção, para o grande publico. Os resultados foram positivos nao so em termos criticos onde a maioria foi positiva sem grande alarido relativamente a este filme, também em termos comerciais o filme pese embora nao tenha deslumbrado conseguiu resultados consistentes.



Tower Heist e daquelas comedias que tem quase tudo para resultar, desde logo um ritmo intenso, depois uma generalidade de humor diversificado consuante as personagens, intriga, e acima de tudo uma acçao complementar que faz qualquer pessoa ficar agradada e divertida com o que visualiza. pese embora nao seja um filme complexo nem tenha em si uma força interior desmedida, o certo e que e um filme quase sempre competente nos objectivos que se propoem.



A grande vantagem do filme e a quimica inserida entre personagens, quer sejam centrais quer mesmo nas acessorias conseguem funcionar bem em termos de um humor bem construido que fortalece um filme competente nos seus propositos.



O problema do filme e talvez uma dificuldade em dar mais intensidade e ritmo a sequencia final, que talvez merecia mais acçao e menos twist, mesmo assim nao compromete o filme.



A historia fala-nos de um gestor de condominio fechado que ve o dono do mesmo fazer uma fraude a todos os funcionarios, para reaver o dinheiro efectua um plano de forma a tentar recupperar o dinheiro que alegadamente estara na penthouse do referido edificio, formando uma equipa para esse efeito.



O argumento e bastante interessante do ponto de vista de diversao natural, nao so em termos de acçao mas tambem em termos humoristicos utilizando um humor natural, pouco pesado, actual que funciona na perfeiçao, as personagens nao sao muito potencializadas mas funcionam assim mesmo.



Retner e um realizador de filmes de acçao comico, especializou se no genero e isto tirou lhe alguma dimensao noutros generos, e aqui mais uma vez demonstra dominar a area, com bons planos e um filme competente em todos os sentidos, sem grande primor estetico.



Em termos de cast de referir que Stiller e Murphy se encontram no seu nivel habitual com personagens proximas daquelas que todo o sucesso lhe deram, mas os destaques vai para a boa competencia humoristica de Pena, e acima de tudo a grande interpretaçao como vilao de Alda.






O melhor - A boa sintonia de acçao comedia.






O pior - Falta alguma intensidade final






Avaliação - B-

Saturday, November 12, 2011

Our Idiot Brother


Starring: Paul Rudd, Elizabeth Banks, Zooey Deschanel, Emily Mortimer, Steve Coogan
Directed by: Jesse Peretz

Em poucos anos com o aumento de produtoras quase exclusivas de comedias de costume, existiram actores que conseguiram o seu espaço em comedias sem muito sentido, um deles foi Paull Rudd, um daqueles actores de comedia romantica que nao se percebe bem a posiçao mas que ao longo do tempo foi ganhando o seu espaço em personagens esquizoides, como este filme. Contudo os resultados nao foram comercialmente brilhantes continuando a ser a grande brecha do actor, contudo em termos criticos as coisas correram melhor com criticas positivas acima de tudo se tivermos em conta que se trata de uma comedia.
A primeira consideração que podemos ter e dizer que este e um filme natural de Paul Rudd, ou seja entra num teor de uma comedia com pouco ritmo, que acenta num conjunto de piadas quase sempre pouco conseguidas mas com humor proprio e quase sempre sem sentido e declaradamente imbecil. Não e um filme logico, tem alguma piada na forma de alguns conceitos de si proprio principalmente na ligaçao entre irmaos e mesmo em alguma pureza da personagem central, contudo aos poucos o espectador vai perdendo a capacidade de aguentar tanta imbecilidade e falta de sentido nas personagens.
Existe momentos em que o filme tenta adquirir uma moral mais seria, mas ai vai tarde, pelo pouco ritmo e ainda mais preocupante pouca piada o espectador desliga-se por completo do filme, aguardando pelo seu termino previsivel.
E daqueles filmes que passara certamente ao lado num ano como este, lembraremo-nos de tres piadas do filme e todas elas de lançar apenas sorrido e nada mais que isso.
O filme fala sobre um individuo com um nivel cognitivo baixo que apos a saida da prisao tem de reconstruir a sua vida recorrendo as suas tres irmas com particularidades muito distintas a sua imbecilidade vai contudo influenciar a vida das tres.
O argumento nao e facil e parece-nos um argumento arriscado e dificil, contudo quando se tenta algum demasiado fora de serie podemos sempre cair em erros e em filmes menores e muito do que se tenta fazer nao funcionar e penso que tanta abstração em contextos de personagens nao permitiu o ponto mais positivo trabalhar o filme enquanto comedia.
A realizaçaõ e vulgar raramente temos trabalhos fora do normal, com planos seguidos sendo realizado da forma que seria a maioria dos filmes de obreiros e nao artistas.
Em termos de cast temos Rudd no seu registo habitual que custa a perceber a insistencia num actor sem chama e carisma para mais que este registo, mesmo acompanhado por diversas mulheres com pouco registo de comedia que deixam o peso todo a Rudd e a eloquencia do seu personagem que nao chegam para carregar o filme.

O melhor - A obvia mas engraçada primeira cena.

O pior - A pouca graça e ritmo do filme

Avaliação - C-

In Time


Starring: Amanda Seyfried, Justin Timberlake, Cillian Murphy, Vincent Kartheiser, Olivia Wilde
Directed by: Andrew Niccol

E conhecida a competencia de Niccol efectuar argumentos bem montados sobre sociedades criadas com registos diferentes onde tudo parte de uma ideia nova, creactiva e bem montada das suas antevisoes do futuro. Assim algum tempo depois do seu ultimo filme surge aqui a sua nova experiencia, desta vez com mais mediatismo e um cast mais proximo do publico. Contudo os resultados foram o mesmos de sempre a expectativa nao teve uma boa reposta do publico com resultados medianos, e tambem em termos criticos ainda nao foi desta que Niccol conseguiu a unanimidade que sempre lhe tem fugido.
Olhando para o que Niccol ja escreveu e acima de tudo para aquilo que ja realizou a constatação mais forte que podemos ter, é a capacidade que este escritor tem de criar fundamentos creativos para a realidade futura, mas uma dificuldade em concretizar os filmes do ponto de vista narrativos, ou seja em todos os seus filmes estavamos perante uma optima premissa com tudo para resultar num filme objectivamente interessante e complexo mas acaba sempre por faltar a complexidade e ir mais ao fundo em temas tao interessantes e actuais como os que aborda nos seus filmes, relativamente ao perigos da sociedade futura.
Mais uma vez neste filme mais uma vez conseguimos ver o paralelo, ate conseguir mesmo olhar para estas aplicaçoes num futuro proximo mas o filme depois e quase telenovelesco com principios e sublinhados no meu entender que aproximam o filme mais do ponto de vista comercial do que propriamente em termos do proprio assunto que seria mais forte de apostar.
In Time e daqueles filmes que muda o registo diversas vezes inicialmente fascinamo nos pela descriçao da sociedade criada, contudo depois observamos que quase tudo isso desaparece e que quando ja conhecemos os promenores do filme pouco resta porque em termos de sumo narrativo temos o mais obvio e talvez o verdadeiro filme nao seja mais do que uma historia de vingança muitas vezes contada.
O filme fala de um jovem pobre que tem todos os dias de trabalhar para viver literalmente, contudo um dia encontra-se com uma pessoa com muitos anos de vida que por razao inexplicavel lhe da cem anos de vida e lhe abre as portas de se vingar de quem controla o sistema.
O argumento e futurista muito proximo das obras totalitarias de Auxley e "1984" contudo e pese embora a creatividade esteja patente em grande forma na criaçao de todo o contexto do filme, descura por compelto o restante ou seja a narrativa e a historia das personagens, mesmo estas sao pouco complexas e os dialogos de pouco registo.
A realizaçao e interessante pese embora nao seja uma realização de encher olho na criaçao do contexto nao entra em exageros e isso e positivo, nao e um filme vistoso mas completo neste ponto.
A aposta em Timberlake que tantos frutos tinha dado ao longo do ano, e uma aposta que parece firme, e se em termos de carisma ele esta presente parece nos ainda que em termos interpretativos, dramaticos ele ainda esta longe das qualidades para liderar um filme como este, Seyfried e indiferente ao longo de todo o filme, onde o unico ponto a valorizar e a capacidade que tem de correr com saltos altos e Murphy esta tb ele longe do que ja vimos dele.

O melhor - A criaçao do contexto.

O pior - A narrativa nao estar a altura do contexto

Avaliação - C

Tuesday, November 08, 2011

50/50


Starring: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas Howard, Anjelica Huston
Directed by: Jonathan Levine

Falar de uma comedia que tem como tema central a luta contra o cancro não e facil, nem sequer abre o apetite, contudo e normalmente nos grandes desafios que surgem os maiores filmes, e que o diga Levine que desde a produçao do filme deixou a sua volta muitas desconfianças que começaram a dissipar se com as primeiras avaliações tremendamente positivas e que colocam esta particular comedia como uma das obras mais bem avaliadas do presente periodo. pese embora este facto, e talvez pelo tema estranho que o filme tem os resultados de bilheteira nao foram consistentes com o valor do filme, com resultados demasiado medianos.
O grande valor do filme e que pese embora trate um tema complicado e isto esteja presente ao longo de todo o filme, nao deixa de ser um filme descontraido sem nunca tirar seriedade ao tema, e neste particular o filme tem em si muita força interior capaz de nos fazer passar pelas mais variadissima panoplia de emoçoes. e um filme acima de tudo com persoanalidade nao so na forma como a personagens e as suas dificuldades sao construidas como no plano humoristico nao se inibe de arriscar em humor adulto, actual e muitas vezes demasiado sexualizado.
E talvez a melhor comedia do ano, ou aquela que tem mais qualidade nos seus valores mais naturais, nao e um filme disparatado e nunca perde o norte ou o seu proprio sentido de orientaçao, e daqueles filmes que pese embora tenha o caminho mais agradavel, nao escolhe o caminho mais curto e aborda todos os temas que um drama sobre o mesmo assunto iria abordar.
Como ponto mais negativo talvez o filme perder alguma intensidade na sua parte final e aproximar se mais dum teor novelesco, essa necessidade surge de tentar abrandar e ser positivo quanto ao tema, que tem a sua conclusao no final natural e positivo do filme, outro final bem trabalhado podia ter sido uma aposta interessante mas assim tem mais capacidade de ser agradavel para todas as pessoas sem perder a licao de vida la existente.
O filme fala de um jovem produtor de radio que aos 25 anos descobre que tem um cancro, assim o filme debruça na luta do jovem e de todos os elementos da sua vida na organizaçao da doença e todas as etapas da mesma desde a relação familiar, com amigos e namorada ate a empatia criada com a psiquiatra.
O argumento e interessado e tem muito valor enquanto todo ou seja na forma com que consegue ser completo e um filme intenso em quase todos os seus pontos, nao cai em disparates mas nao deixa de ser suave na forma de abordar o tema, e tem aos seu serviços personagens interessantes e complexas que oferecem e permitem bons dialogos.
Em termos de realização temos o ponto mais pobrezinho do filme, nao existe muita ambiçao neste particular do filme, ou seja quase sempre temos o mais comum, ou seja a opçao simples por filmas persoangens nao e esteticamente deslumbrante mas nao danifica o filme.
Em termos de cast Levitt tem um papel para si, que aumenta a intensidade e a qualidade da interpretaçao com o desenvolvimento do filme, nao e um actor ainda de encher as medidas mas tem estado bem na escolha deste tipo de personagens complexas mas silenciosas, Rogen tem o seu estilua habitual numa personagem que encaixa em si, depois valor para as prestaçõs secundarias de grande nivel com atençao de oscar quem sabe, kendrick pela suavidade e naturalidade e Houston pelo carisma

O melhor - A forma suave e seria de tratar o tema.

O pior - Tornar-se com o seu desenvolvimento algo novelesca

Avaliação - B

Monday, November 07, 2011

Puss in Boots









Pois bem depois do sucesso da personagem do gato das botas na trilogia de Shrek era normal que a Dreamworks dedicasse um filme so a esta personagem com todos os ingredientes que ja tinha deixado antever na personagem. A aposta baseada em risco minimo razão pela qual o filme apenas surge em Novembro trazia novamente tudo o que a personagem tinha de mais apelativo, ou seja o olhar e Banderas. Os resultados ate ao momento nao pudiam ser melhores, quer criticamente onde o filme conseguiu bons resultados, mas tambem do ponto de vista comercial o filme conseguiu atingir o topo nos primeiros fins de semana de exibição.



A primeira analise que podemos fazer a este filme e a capacidade do filme conseguir trazer em si tudo que foi funcional na personagem e acima de tudo codimentar com outros pontos de interesse que fazem do filme uma boa animação com ritmo alucinante no melhor dos filmes western, alias e neste inicio do filme que este ponto tem o seu maior lucro e se mostra mais funcional, tendo um dos melhore inicios dos filmes de animaçao dos ultimos anos.



Com o desenvolvimento e mantendo sempre um caracter emocional e de acçao intenso o filme tem opçoes narrativas mais discutiveis como a introduçao de um universo algo imaginavel, mas que acaba por se encaixar de forma congruente com tudo o que o filme tem, nao fosse uma das personagens principais o Humpty dumpty da alice no pais das maravilhas.



Depois tudo o que e comum nos filmes mexicanos num ambiente quente, onde tudo funciona de forma a termos um filme agradavel que vem comprovar que que ainda é possivel efectuar bom cinema de animação com ideas originais mesmo que a sua base não seja tao original quanto isso.



O filme fala da introdução do gato das botas e a sua ligação a um ovo falante que o conduzira a ser um fora da lei, contudo o perigo de dois viloes faz ter que defender a sua terra natal e buscar novamente a sua honra perdido.



Em termos de argumento temos pontos positivos bem elaborados como a toada e alguns dialogos do filme, pese embora nos parece que em termos de desenvolvimento narrativo por vezes o filme tenha opçoes discutiveis principalmente na entrada no mundo dos ovos de ouro, mesmo assim e um filme competente que consegue atingir aquilo que se propoem.



A realizaçaõ tem a animação na fua forma mais comum nos ultimos tempos nao temos inovação mas utiliza bem o digital, a utilização de sombras e a criação de um ambiente spaghetti demonstra estar bem trabalhado.



O cast de vozes nao podia ser melhor Banderas e ele proprio o Gato das Botas escolha que ja tinha mostrado ser eficaz em Shrek, quando a Hayek e a companhia natural num filme que quer criar um ambiente como este, por fim Galfinakis e o ideal na persoangem que interpreta, uma das melhores selecções de vozes que tenho memoria num filme de animãção.






O melhor - O carisma da personagem central






O pior - A cena do mundo superior dos ovos dourados






Avaliação - B

Sunday, November 06, 2011

The Rum Diary









O ano passado na altura em começaram a surgir os primeiros vaticionios relativamente aos vencedores dos oscares existia um que estava presente em todas as listas, era Johnny Depp em The Rum Diary, contudo com o aproximar dos premios eis que o filme e adiado um ano, o que começou a lanças a suspeita que talvez o filme nao fosse tão forte como se previa. Pois bem um ano depois e depois de ter desaparecido ou nunca ter aparecido nas listas deste ano surgiu finalmente o filme, e os resultados vieram demonstar as expectativas mais modestas, quer em termos criticos onde e um filme que não conseguiu ultrapassar a monotonia, mas acima de tudo em termos comerciais onde os seus resultados nem visiveis conseguiram ser.



The Rum Diary e um filme no meu entender pouco ambicioso, ou seja e daqueles filmes que se conseguisse se observar a si proprio como mais serio, poderia ter tido um resultado completamente diferente, contudo alguma relutancia em tornar um filme um drama, ou mesmo um thriller, e transforma lo quase numa comedia de costumes, nao permite que na fase final o filme trate da sua vertente mais seria de uma forma corajosa ou forte e isso condiciona todo o resto do desenvolvimento do filme.



Assim acabamos por estar por um filme ligeiro, por vezes algo aborrecido, que nao consegue interirar-se de força interior para chamar a si o espectador do principio ao seu fim, mesmo assim tem bons momentos principalmente humoristicos e na definiçao de algumas personagens com esse proposito.



Dificilmente sera um filme que ficara na memoria, e fica sempre a ideia de desilusao que este filme poderia ser um filme, completamente diferente, talvez a inspiraçao dele proprio merecia mais, mas nao e possivel e o filme e o que temos.
A historia fala da passagem de um jornalista por Porto Rico a ser comandada por americanos e a luta entre os prazeres da ilha e as manobras de controlo empresarial da mesma.



O argumento nao consegue diferenciar a vertente seria da vertenta comica do filme, e essa separaçao era essencial para o filme resultar, mesmo que alguns momentos e dialogos sejam bem trabalhado fica sempre a sensaçao que e no argumento que o filme tem o seu maior problema.



Em termos de realizaçao o regresso de Robinson nao e brilhante nunca consegue dar um teor artisticos ou mesmo estetico proprio ao filme, o que poderia conduzir por si so o filme a uma outra condiçao.



O cast tem o sempre Depp competente em papeis ambiguos e carismaticos como este, nao e um papel para oscar, mas nao mancha o seu trajecto, por seu lado Eckhart ja o vimos a melhor nivel num filme que nada exige de si e heard a tentar ganhar um espaço que podera um dia ter, mas para ja e ainda o valor declaradamente menor.






O melhor - Alguns momentos comicos






O pior - Nao ter força nem carisma dramatico.






Avaliação - C

Thursday, November 03, 2011

30 Minutes or Less


Starring: Jesse Eisenberg, Danny McBride, Aziz Ansari, Nick Swardson, Dilshad Vadsaria
Directed by: Ruben Fleischer

Quando saiu Zombieland desde logo dois pontos ficaram evidentes desde logo a capacidade de Eisenberg de servir como protagonista bipolar em filmes de piada facil, e por outro lado a capacidade deste realizador conseguir tornar os seus filmes em totais momentos non sense com bastante piada. Dai alguma expectativa relativamente ao segundo filme do realizador, que trazia novamente o protagonismo ao actor ja depois da sua excelente prestacçao em Social Network. Contudo quando tudo para dar certo eis que algo falhou, criticamente esteve muito longe em termos de sucesso do filme anterior, e pior que isso tambem comercialmente o filme foi um floop consideravel, fazendo ver, que mesmo quando o sucesso e quase certo ha factores que podem descontrolar tudo.
E directo dizer que 30 minutes or less tem os mesmos tiques e o mesmo genero do que Zombieland, principalmente no tipo de humor e no sem sentido de muito das partes do seu filme, o problema e seriamente dois, por um lado o contexto onde este tipo de humor e utilizado, ou seja num filme sobre tentativa de homicidio e planos de roubos a bancos, e tambem pelo facto de apenas Eisenberg na minha opiniao em todo o filme encaixar neste registo sem parecer demasiado idiota, coisa que no outro filme era mais vincado em todas as personagens.,
Outro dos grandes problemas foi a ansia de efectuar rapidamente um novo filme, que nos da um filme demasiado pequeno, onde tudo e tratado por cima sem grande aporfundamento, mesmo o guiao parece sempre ser efectuado em cima do joelho, e determinados momentos nao resultam como poderiam resultar de outra forma, ou seja muito pouco para aquilo que pormetia tendo em conta o que anteriormente ja tinha sido feito.
Enfim temos uma comedia que tenta ser negra sem grande qualidade em determinados momentos obvia e mesmo pouco original, mesmo que o seu modelo seja novo e bem entregue a este realizador, contudo parece nos que a qualidade esta implicita mas neste filme nunca consegue ver a luz do dia.
A historia e confusa, fala de um filho de um milionario que para ficar com a fortuna do pai, contrata um assassino para por termo a vida deste, contudo como nao tem dinheiro, organiza um plano que tenta conduzir a que um estafeta de pizzas assalte um banco para ele.
O argumento e um trapalhada que apenas e trabalhado ao de leve, nunca nada e aprofundado as personagens sao imbecis e nao tem tempo de sair desta categorização, a piada nem sempre funciona, ou quase sempre sai ao lado, ou seja uma historia e envolvimento desapontante.
Em termos de realizaçao este filme e menos desafiante do que foi por exemplo Zombieland, uma vez que trabalha com menos efeitos e menos tecnologia e isso faz com que o filme seja quase inocuo neste ponto, com muito pouco a assinalar, ou seja mais um filme realizado sem grandes convulsoes.
Em termos de cast, Eisenberg pese embora nao esteja ao nivel de anteriormente parece me o actor mais enquadrado no tipo de filmes que o realizador tras consigo, cumpre e da a possibilidade de humor que e necessario para o filme. Ja Mcbride depois de um ano como este deve pensar se nao funciona melhor em titulos mais serios do que tentando ser um humorista que realmente não e.

O melhor - O absurdo do encadeamento das personagens

O pior - Dificilmente ter piada.

Avaliação - C-

Tuesday, November 01, 2011

Real Steel


Starring: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Kevin Durand, Anthony Mackie, Evangeline Lilly
Directed by: Shawn Levy

E conhecido o amor que a 7 arte tem por todos os filmes que envolvem o box como desporto mas acima de tudo quando o traz para uma forma de vida. Shawn Levy aproveitou este ponto para trazer a vida um filme diferente e actual onde os seres humanos por exigencia da violencia sao substituidos por robots controlados pelos primeiros. Com todos os meios a seu dispor Real Steel foi dos filmes mais consistentes destes ultimos meses quer comercialmente onde apesar de tudo esteve longe de ter deslumbrado, mas tambem em termos criticos onde a maioria dos avaliadores considerou o filme como positivo.
Se existe atributo que poucos podem desconsiderar em Levy e a capacidade deste em diferentes generos como comedia ação e mesmo um misto de ambas fazer bons filmes e proximos do publico, mas de todos nenhum conseguiu ainda o que este filme conseguiu, ou seja ser um filme com um ritmo alucinante e ter em si outros dois pontos interessaantes, desde logo bons momentos de humor mesmo que estes nem sempre sejam muito enfatizados e por fim um sentimentalismo presente em quase todoas as personagens,e um filme com um bom astral e isso reflecte se na forma como agrada o publico como resultado final.
Real Steel mesmo sem ser um filme profundo e um filme consistente, mesmo que por vezes nem sempre original no desenvolvimento da sua historia consegue dar ao espectador a um bom ritmo aquilo que ele quer ver da forma mais simples e neste caso mais eficaz.
A emoçao do filme tras ainda tudo que um blockbuster devera ter e leva me a pensar que caso fosse lançado noutro momento os resultados poderiam e deveriam ser melhores.
O filme fala de um ex pugilista agora entregue a luta de robots, egoista e cheio de dividas que devido a morte da ex mulher tem que ficar momentaneamente com o seu filho, ja com este encontram um velho robot que começam a treinar para competir, e isto sera mais que uma simples luta.
O argumento pese embora tenha uma base solidificada e creactiva, nao tem no seu desenvolvimento nenhum aspecto particularmente creactivo, mesmo assim, a quimica e interaçao entre personagens permite minorizar a falta de creatividade de alguns pontos.
Levy e um realizador de grandes produçoes e neste filme ate nem tem o seu projecto mais complicado a este nivel, mesmo assim esta em bom nivel, mesmo que esteticamente nao tenha grandes preocupaçoes.
Em termos de cast a escolha de Jackman um dos actores mais carismaticos do momento e certeira, porque ele da ao filme nao so a simpatia e arrogancia que necessita bem como a presença fisica que o torna num dos actores mais completos da actualidade, pior ja Goyo algo e demasiado histerico em momentos, pese embora a arrogancia inicial seja uma agradavel supresa.

O melhor - Um blockbuster completo.

O pior - Noutro tempo e com algumas arestas seria um dos maiores filmes do ano


Avaliação B

Thursday, October 27, 2011

The Adventurs of Tintin


Starring: Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Simon Pegg, Nick Frost
Directed by: Steven Spielberg

Se existia um filme que rapidamente se poderia considerar um dos acontecimentos do ano, pelas pessoas envolvidas e acima de tudo pelos meios tecnologicos que trouxe consigo era esta aventura Digital que reune os mitos de Jackson e Spilberg numa uniao que poucos pensariam que era possivel. Ao contrario da maioria dos filmes a estrategia foi diferente, estrear primeiro o filme na europa de onde e originario o personagem para depois apostar nos EUA, dai que ainda e precoce observar o real valor comercial do filme que contudo se espera que seja elevado. A nivel critico os primeiros ecos do filme vao da direcçao de uma aceitação quase generalizada do filme, o que e importante e pode conduzir o filme quem sabe a disputa do oscar para melhor filme de animaçao.
Desde logo que sempre achei este heroi um cadito monotono e quando soube do filme pensei que o filme seria um pouco desactual, principalmente no estilo de humor. E o certo e que o filme acaba mesmo por ser neste particular desactualizado e quase sempre pouco funcional como comedia. Contudo parece nos que Spillberg percebeu isto e acabou por acondençar o filme na sua acção e ritmo e aqui o filme tem grande valor nao so pela historia facil, sem grandes desenvolvimentos mas acima de tudo pela dinamica de acçao que emprega, depois de embalar o filme nao para um segundo parecendo mesmo a momentos de uma hiperactividade sem paralelo.
COntudo o grande segredo do filme e mesmo a sua inovação tecnologica no melhor filme animado nao so em termos do funcionamento digital, mas na propria realizaçao bem potenciada no 3D. ALias penso que o filme vale bastante mais como experiencia cientifica do que propriamente pela sua narrativa, competente fiel ao heroi mas que nada de relativamente novo tras consigo.
O bem e que existe determinados herois que merecem um filme grandioso para serem representados no cinema, e o auto quis dar esse filme a Tintin usufruindo de uma experiencia tencologica sem precendentes mesmo que por vezes seja notorio o facto de ter perdido um pouco de creatividade a historia em si.
O filme fala de Tintin e a descoberta de Haddock, numa aventura de forma a recuperar tres navios que permitem conduzir a um tesouro.
Em termos de guiao nao podemos dizer que a historia e brilhante, contudo ninguem pode acusar do filme nao ter em si fidelidade a historia principalmente nas personagens e essencia das mesmas, contudo pensamos que mais riqueza do desenvolvimento da narrativa seria profundamente melhor para um filme que desaproveita o humor de forma demasiado facil.
Em termos produtivos e de realizaçao estamos talvez perante o melhor filme do ano, e talvez a obra mais evoluida em termos de realizaçao nunca foi visto nada com o grau de perfeiçao que o filme, tem, numa obra so ao alcance de um magico como Spillberg. O promenor do desenho e delicioso.
em termos de cast tambem um registo brilhante principalmente nas escolhas de Bell e acima de tudo de Serkis o melhor actor em carne humana a encarar personagens digitais e absolutamente magico o que ele faz, e volta a fazer neste filme, a melhor descoberta dos ultimos dez anos para o cinema.

O melhor - A produçao estetica do filme


O pior - A narrativa nao ser tao brilhante como tudo o resto

Avaliação - B-

Sunday, October 23, 2011

What's Your Number


Starring: Anna Faris, Chris Evans, Ari Graynor, Blythe Danner, Ed Begley Jr.
Directed by: Mark Mylod

Anna Faris nos ultimos anos conquistou um papel e um espaço muito proprio dentro da comedia romanttica, principalmente mais adulta, que a leva a protagonizar alguns projectos dentro do mais habitual nela. Neste ano reunia num filme sobre a procura de alguem que ja tivemos no passado que tinha como principal ingrediente o facto de reunir diversos actores de alguma nomeada em pequenos cameos simbolizando os namorados do passado. pese embora o filme parecesse reunir todos os ingredientes necessarios para o sucesso, o certo e que o filme se tornou num rotundo floop quer criticalmente, o que de alguma forma ate era esperado, mas acima de tudo em termos comerciais onde não conseguiu se salvar do terramoto de outubro 2011.
Antes de mais podemos dizer que este filme e dos mais previsiveis em termos de comedia romantica dos utlimos tempos, quer em termos de evolução da historia e acima de tudo no esteriotipo de personagens que utiliza, tudo ja foi visto por diversas vezes. O unico ponto novo encontra-se na forma como op filme utiliza uma linguagem sexualizada forte sem preconceitos o que torna um filme adulto e discutindo pontos mais relacionados com sexo do que propriamente a materialização de uma relação emocional.
Por este ponto podemos dizer que o filme nao e no seu inicio muito emotivo apenas se tornando apos a aproximaçao entre o casal principal que não so funciona bem como tem uma boa quimica um trunfo importante que tira este filme de um patamar muito negativo.
Mesmo assim estamos perante mais um filme que nada tras de particulamente novo ao cinema, sendo mais uma evolução do filme do casal inesperado.
A historia fala nos de uma trintona que observa que pese embora ja tinha tido quase 20 relações continua sozinha, decidindo fazer uma retrospectiva do ponto actual dos seus antigos relacionamentos com a ajuda de um mulherengo que e seu vizinh.
O argumento e pouco creativo e tem muito pouco de novo, ou seja a historia ja foi contada por diversas vezes e de diversas formas dai que tudo e quase ja velho mesmo. A unica situação em que se denota algo de novo e o facto de o filme utilizar uma linguagem sexualizada bastante adulta que fica bem mas tira alguma emoçao ao filme.
Em termos de realização muito pouco a ressalvar, limita se a filmar as personagens em interação com pouco mais ingrediente nem primor tecnico nem estetico e potenciado ao longo de todo o filme.
Em cast Faris e Evans funcionam bem como parelha Faris e como peixe na agua em comedias onde tem de ter ar de imbecil, pese embora nos pareça que nao consegue fugir deste registo, Eavans funciona muito melhor em termos comedia do que dramatico

O melhor - A quimica entre os protagonistas

O pior - A historia ja estar mais que contada


Avaliação - C

Saturday, October 22, 2011

Trespass


Starring: Nicolas Cage, Nicole Kidman, Ben Mendelsohn, Cam Gigandet, Liana Liberato
Directed by: Joel Schumacher

Poucos algum dia pensaram que um filme protagonizado por Cage e Kidman e realizado por Joel Shumacher nao fosse uma grande produçao ou tao pouco conseguisse estrear em distribuição Wide. Pois é o mau momento de todos os intervenientes com excepçao talvez de Kidman assim ditou que este thriller de acçao nao conseguisse ver na totalidade a luz de muitos cinemas tornado normalmente os resultados de bilheteira uma total decepção, o que ultimamente tem sido normal na carreira de Cage e Shumacher. Contudo o grande problema e que tambem em termos criticos o filme nao foi muito animador com criticas geralmente negativas.
Este filme e apesar de tudo um filme bem intencionado, num registo que Shumacher em determinados momentos da sua carreira nos habituou, ou seja filmes muitos fechados ou curtos em termos espaciais e de tempo, quase filmado em tempo real, com personagens ambiguas e com algo a esconder que aos poucos como um novelo se vai desenrolando. E se nesta estrategia o filme e bem intencionado e ate em determinados momentos bem montado, em muitas outras coisas o filme falha, principalmente porque o que tem a desvendar nem sempre e tao forte como aquilo que aparenta, ou tambem tao surpreendente, uma vez que em determinados momentos parece que o espectador esta algo desligado do filme, na ambiguidade das personagens.
Alias o problema do filme reside muito nisso ou seja no facto das personagens serem pouco empaticas demasiado misteriosas que faz com que a linearidade das mesmas nem sempre seja obvia o que deixa um pouco desligado o espectador em termos emocionais. Mesmo nisso parece importante dizer que por outro lado este ponto torna tudo mais real e humano.
Na parte final sentimos a idieia que de que o filme com as suas virtudes poderia ir mais longe ser mais trabalhado e mais directo aos seus objectivos e que por vezes os atalhos ou resoluçoes parecem ser efectuadas em cima do joelho.
O filme fala de uma familia que sofre um roubo por parte de um grupo de ladroes contudo a ligaçao destes e acima de tudo a ligaçao a familia e mais do que simples ladrões e vitimas.
Em termos de argumento estamos perante uma boa ideia bem trabalhada, num filme e argumento com grande grau de dificuldade mas que acima de tudo consegue ter em si a sua maior virtude e intensidade pelo grau e numero de twists existentes ao longo de todo o filme, e a determinada altura uma caixinha de surpresas mesmo que muitas vezes mal trbalhado em termos de personagens.
A realizaçao de Shumacher denota um realizador apagado sem intensidade e sem vigor, trabalha como sempre as sequencias de conflito entre as personagens mas o filme e quase naturalista na sua forma de mostrar.
Em termos de cast Cage apesar de estar num filme silencioso volta a um dos seus melhores papeis, emocioanlmente e fisicamente intenso mostra que Cage ainda tem algo para dar, e que podera regressar ao bom cinema, Kidman nem tanto demasiado histerismo numa personagem sem força, e Camdgiet um vilao frouxo de um actor de uma linha baixa a interagir com figuras de proa

O melhor - O numero de twists narrativos

O pior - Eles nao terem sempre muita força

Avaliação - C+

The Thing


Numa altura em que quase todos os filmes estavam longe de resultar no box office americano, surge mais um filme a pensar exclusivamente em bilheteira, baseado um pouco no que ja tinhamos visto no razoavel esfera, observamos um filme de terror, onde o enimigo e oculto. Os resultados ate ao momento sao medianos quer em termos criticos onde nao foi o desastre total que outros filmes do mesmo genero acabam naturalmente por ser, e mesmo em termos comerciais onde mesmo sem grandes estrelas acabou por conseguir nao ser um floop total como a maioria dos filmes que estrearam ultimamente.
Ao observar de Thing ficamos com a sensação que ja vimos este filme ou pelo menos este guiao diversas vezes onde apenas muda as personagens e mesmo estas apenas fisicamente, e o contexto realmente filmar na antartica nao so e dificil em termos globais como e um contexto quase nunca utilizado. Mesmo assim estamos perante um filme repetitivo quase sempre pouco creactivo e que em termos gerais da muito pouco de novo ao cinema.
Dos filmes que acabamos por ver apenas um ponto valorativo esta bem potenciado no filme nos primeiros momentos e o incognito do enimigo e isso consegue manter o suspense acima de tudo porque nao sabemos ao certo contra o que que os personagens tem de lutar, mas a diferenciaçao e a passagem posteriro para um forma humana, acaba por ser tao descabida como previsivel para a forma de tentar torna-lo bativel.
A historia fala de um grupo de estudiosos que se encontra na antartida uma vez que foi encontrado no subsolo algo estranho e de forma a estudar, contudo nessa mesma altura esse algo começa a dizimar toda a equipa.
O argumento e fraco em todos os sentidos na forma como articula o guiao e acima de tudo no facto de nada trazer de novo para o cinema, ja vimos esta historia diversas vezes e nem as persoangens sao alteradas do que normalmente encontramos.
A realização a cargo de um quase estreante nestas andaças tem bom momentos principalmente a opçao natural por planos escuros o que favorece a intennção principal do filme que e deixar a incognita sobre a razao das mortes, contudo nao tem grande prumo estetico.
Em termos de cast muito pouco de relevante, Winstead e uma habitual presença em filmes deste genero, que cumpre com naturalidade e sem brilhantismo, depois um conjunto de actores razoaveis sem grande carisma que acabam por fazer chegar o filme aos seus objectivos.

O melhor - O incognito da adversidade.


O pior - Demasiado repetitivo com o que ja vimos

Avaliaçãio - C-

Friday, October 21, 2011

Paranormal Activity 3


Ha dois anos o mundo do terror que tanto admirou o projecto balir witch teve finalmente um seguidor à altura num regime de quase camaras de video vigilancia o filme seguia as aventuras de um casal com algo de muito anormal no interior da casa. Passado dois anos surge no mercado o terceiro filme com o mesmo tipo de registo, com as adaptaçoes temporais que vem tentar explicar aquilo que vimos nos primeiros filmes. O resultado deste filme ainda e inexistente embora as primeiras criticas venham dar uma boa critica a um filme que conseguiu reunir consenso no seu primeiro filme e perder algum fulgor no segundo.
Em termos de obra completa podemos desde logo dizer que no seu conjunto e uma trilogia capaz de figurar na obra mais singular e assustadora que pode ter havido memoria. Mesmo que nenhum dos filmes sequentes tenha conseguido o poder e a simplicidade, e importante desde logo salientar que este filme melhora relativamente ao seu antecessor e acima de tudo por dois pontos fundamentais, desde logo porque a camara principal deixa de ser estatica o que permite uma intensidade maior das cenas, mais proximo do que vimos em blair witch, ou seja o contexto e apenas o que temos na imagem, e depois com o facto de uma camara pseudo rotativa. Isto permite que a intensidade dos sustos sejam elevados ao cubo, muitas vezes das quais por proprias partidas dos personagens.
Em termos narrativos vamos a parte inicial da historia e a tentativa de explicaçao, digo tentativa proque em termos reais o que o filme nos oferece e muito pouco e nem sempre competente, por tras deste filme merecia estar algo mais paupavel, mais vincado, mesmo que fosse obvio que nao podesse ser logico.
O filme fala do inicio da relaçao das duas irmas sobre o qual e a historia dos primeiros filmes e a sua envolvencia com artes negras o que vai levar ao que vimos nos primeiros filmes.
O argumento e interessante principalmente na conjugaçao com o tipo de camara efectuado, nao tem grandes dialogos mas sabe reunir a si alguns pontos interessantes perdendo apenas e em alguma escala na explicação final.
A realizaçao tras ao filme novos meios, alguns mais rusticos mas tambem mais efeitos especiais, mesmo que o filme nem sempre precise deles alguns deles sao bem trabalhados, onde contudo o principal receio continua a ser provocado por ruidos.
O cast nada de novo, pese embora um cast totalmente desconhecido como sempre foi de filme para filme, todos funcionam positivamente onde o tipo de cinema e prespectiva tambem ajuda para fomentar o realismo que quer transparecer.

O melhor - A triologia no seu todo.

O pior - A explicação frouxa final

Avaliação - B-

Friday, October 14, 2011

The Three Muskteers



Pois bem com a inovação e com o desenvolvimento tecnologico e normal um sem numero de filmes ou obras ja por diversas vezes levadas ao cinema marcarem o seu regresso em novas abordagens, principalmente depois da explosão do 3D. Uma dessas obras naturais seria estes três mosqueteiros. Pese embora a realização a cargo do fanatico por video jogos Anderson deixar algumas duvidas, e ainda não existir feedback comercial e critico do valor do filme, podemos apenas dizer que a aposta em marchandising foi forte.



O primeiro ponto que podemos dizer do filme, e que pese embora seja fiel estruturalmente aquilo que conhecemos da obra de Dumas, em termos de acessorio tudo e diferente, desde logo por algumas situações como maquinas voadoras raios lazer cortantes. Este ponto acima de tudo deixa transparecer o grande problema do filme a coerencia logica entre tudo que o filme nos da e o contexto onde o filme esta englobado, onde raios lazer e avioes nunca existiriam, pese embora a tentativa demasiada forçada de tentar esclarecer o segundo.



Depois tudo o que vimos nos filmes anteriores do realizador contudo mais polido e mais virado para uma dinamica familiar, contudo a acçao esta sempre presente a aposta na tecnologia slow motion, tb e sempre uma aposta vincada em todo o filme, enfim, tudo o que todos nos gostamos de ver num filme de entertenimento esta presente, pese embora sempre de uma forma leviana e nem sempre adulta.



O ponto onde o filme tem mais dificuldades em se impor e traduzir a riqueza da prosa de Dumas para o filme, isso nao e objectivo mas por vezes pode colocar os fieis da obra desagradados com o produto final, principalmente na introducao exagerada de aspectos humoristicos,, que em nada abrilhantam o filme.



Mesmo assim estamos num bom filme do ponto de vista estetico, com bons momentos em termos da utilização dos seus procedimentos normais, mesmo que nem sempre consiga retirar o melhor de si.



O filme da nos novamente a historia dos tres mosqueteiros, desta vez com a intruduçao da personagem de Buckingam, e acima de tudo na abertura do guiao para possiveis sequelas o que iria ser interessante e que depende da forma como o filme se rentabilizar comercialmente.
O ponto menos trabalhado de todo o filme e o argumento pensado em exclusivo numa dinamica comercial onde a acçao e trabalhada em deterimento da razao, as personagens sao e querem ser futeis, e a surpresa nem sempre esta patente com excepçao de um ou outro momento mascarado que ficam bem no resultado final.



Anderson pode nao ser um realizador de grandes filmes mas que contextualiza bem o que ja mostou isso e verdade, com caracter de video jogos, tem aqui uma aposta diferente num filme de epoca, onde nunca se tinha visto e que passa com nota positiva, na recriaçao de monumentos como antiga londres ou mesmo paris.



Em termos de cast estamos perante um filme recheada e se as escolhas para herois apesar de pouco mediaticas resultam bem, ja Jovovich apenas nos parece Milady pela relacao sentimental com o realizador. No campo dos viloes Bloom nao tem um regresso esperado e Waltz ja teve bem melhor recentemente.






O melhor - O aspecto grafico do filme






O pior - Perder a intensidade da obra literaria






Avaliação - C+

Monday, October 10, 2011

The Help









Não é facil criar ao mesmo tempo um filme forte do ponto de vista politico e capaz de chamar a si variadissimas audiencias, mesmo sem a presença de qualquer figura de primeira linha do panorama cinematografic onternacional. Pois bem neste verão houve um filme que reuniu isso tudo, e chama-se The Help. Não so conseguiu derivado do seu fundamentalismo politico hamar a atenção da rigorosa critica internacional, mas acima de tudo comercialmente conseguiu ser uma das grandes surpresas de verão batendo records especificos de semanas na liderança.



The Help e mais do que uma obra prima um filme completo, com conteudo nao so narrativo com boas personagens dialogos, mas tambem na forma como conjuga tudo isto com um contexto historico interessante potencializado com pequenos pontos bem digeridos e que tornam o filme importante mesmo num caracter factual.



Por outro lado tem tambem consigo outro ponto que nos parece bem trabalhado que e o seu caracter comercial, na forma quase gratuita como apela ao sentimentalismo profundo nem sempre racional, e que talvez por isso tenha tambem neste ponto algum do seu calcanhar de aquiles ou seja o por vezes querer ser mais novelistico do que factual perdendo a espaços alguma maturidade que transparece em grande parte do filme.



Mesmo perante esta dificuldade principalmente na forma como no final tenta reunir todas as pontas soltas que sao demasiadas ao logo do filme todo o filme consegue ser sempre eficaz, mesmo que por vezes em dicotomia pervaleça o comercial perante uma vertente mais historica, mas estamos sem duvida num dos filmes mais importantes e capazes do inicio deste ano.



O filme fala da historia do racismo e da igualdade de direitos civis entre raças nos estados unidos do seculo passado, na relação entre raças e entre a sociedade alta ou baixa e na luta por igualdade de direitos e valorização dos valores comuns dos seres humanos.



O filme em termos de argumento nao e prodigo em creatividade nem mesmo em algum momento em factualidade mas e um filme realizados escrito com boas personagens com coraçao mas quase sempre sem perder a razao que e importante na definiçao de um filme coeso.



A realizaçao nao e importante no filme, nem sequer a um aspecto muito trabalhado, e bem contextualizado historicamente mas nao tem os momentos em que chama a si a atençao, mesmo assim nao e um aspecto que condiciona o filme.



Em termos de cast um filme visivel deveria a partida ter um elenco mais recheado de nomes sonantes, mas mesmo não contendo este ingrediente estamos perante um filme de grandes actrizes ao seu melhor nivel principalmente três Octavia Spencer, Viola Davis e a grande revelaçao do presente ano Jessica Chastain. Noa podemos desvalorizar ainda os bons papeis de Howard e Stone.






O melhor - A junção do emocional e racional






O pior - POr vezes o emocional ser demasiado vincado






Avaliação - B

Wednesday, October 05, 2011

Don't Be Afraid of the Darl


Starring: Katie Holmes, Guy Pearce, Bailee Madison
Directed by: Troy Nixey

Quando observamos que um filme tem a chancela de Guillermo del Toro, e traz-nos criaturas fantasiosas ressalta-nos logo à imagem o magnifico Labirinto de Fauno, contudo desde logo e importante ressalvar que desta vez o mexinaco apenas aparece na produção e que tudo fica a cargo de outras pessoas. Os resultados foram medianos principalmente em termos criticos onde o filme nao foi alem do medio, ja comercialmente num dos piores meses de sempre da historia do cinema o filme foi sofrivel muito longe das melhores expectativas dos produtores.
Sobre este filme desde logo podemos dizer que tem no seu maior trunfo a fotografia, bastante proxima do habitual em Del Toro, e do contexto onde todo o filme se passa, que acaba por ser a ajuda fundamental para todo o miticismo que anda em torno de todo o filme, esse aspecto acaba por se tornar facilmento num aliado de luxo a todo o ambiente de medo que o filme quer dar.
Por outro lado o caracter directo do filme, ou seja nao se abstrai de desde inicio nos dar a imagem do mal, que muitas vezes é escondida ate a sua conclusao, neste filme ainda antes de meio sabemos a causa de tudo aquilo que vimos, o que nos leva a ter a expectativa de uma explicaçao mais logica que contudo nunca acaba por acontecer.
E sobre este ultimo particular que o filme poderia ir mais longe nao so em termos de alcance, profundidade mas acima de tudo no trabalho das personagens, principalmente o casal de protagonistas uma vez que toda a atençao acaba por ser demasiado focalizada numa unica personagem.
O problema do filme e o seu desenvolvimento ou seja e um filme sempre demasiano na rama, no mais basico possivel em termos de desenvolvimento da historia o que de alguma forma no contexto que se encontra criado deixa demasiada agua na boca.
O filme fala de uma pequena criança que fruto das desavenças com a mãe acaba por ir viver com o pai e a namorada deste para uma casa antiga em remodelação neste momento acaba por começar a ser importunada por umas criaturas que tentam a conduzir ao seu ponto.
O argumento pese embora tenha uma boa base peca por ser demasiado directo aos seus objectivos e por nao se enriquecer com pormenores metaforicos que podiam de alguma forma tornar um filme em algo mais complexo, por exemplo a doença psiquica da menor poderia ter sido melhor trabalhada e acaba por nunca o ser.
O melhor do filme a par da fotografia e a realização o ambiente criado acaba por ser o maior aliado as intençoes naturais do filme.
Em termos de cast toda a valorização vai para a pequena Madison, que ja tinha deslumbrado em filmes anteriores e que desta vez tem o filme so para si, se sair um pouco de alguns tiques ainda algo infantis pode se tornar num caso serio de actuaçao no cinema actual, ja Holmes e Pearce parecem devido ao guiao meras figuras decorativas.

O melhor - A estetica do filme

O pior - O argumento ser demasiado simples.


Avaliação - C+

Tuesday, October 04, 2011

Johnny English Reborn


Starring: Rowan Atkinson, Gillian Anderson, Pierce Brosnan, Dominic West, Rosamund Pike
Directed by: Oliver Parker


Depois de seis anos de interregno em que Rowan Atkinson teve afastado do grande ecra quer em termos de Mr Bean, quer em termos deste especie de espião criado para si, surge a tentativa de revitalizar um franchising que no primeiro filme conseguiu comercialmente alguns resultados, embora criticamente tenha sido um floop autentico, muito longe do que o comediante ja tinha feito com a sua figura de eleição. Para este ano surge o segundo capitulo desta personagem e uma vez que o filme so agora começa a sair ainda nao e possivel fazer uma analise nem comercial nem critica daquilo que o filme realmente vale.
Desde logo Johnny English II tem o mesmo problema do primeiro ou seja ser uma personagem in teiramente falada de Atkinson, o que perde quase na totalidade a sua piada natural, e o filme neste particular acaba por perder muito do humor que pode estar a cargo do comediante. Outro dos problemas do filme e o facto do humor utilizado pelo comediante no seu registo mais fisico estar um pouco desactualizado, e certo e inegavel a capacidade deste para soltar gargalhadas contudo ja sem o fulgor de outros tempos.
Depois todo o filme e ridiculo e pensado na sua personagem todo o enredo mas acima de tudo o humor utilizado esta ao seu serviço o que nos dias de hoje e muito pouco para qualquer filme que queira ter um sucesso, necessita pelo menos de um humor mais inteligente o que o filme quase nunca consegue ter.
De resto a continuaçao natural do primeiro filme ou seja aliados, amores e acima de tudo viloes bastante mais mal construidos relativamente ao primeiro filme, ou seja muito pouco para aquilo que Atkinson ja fez por exemplo em Mr Bean.,
A historia e quase a mesma, English e reactivado depois de ter sido exilado no tibete para mais uma dificil missao onde para alem de tudo tem de lutar com fuga de informaçao e com um vilao que conhece os cantos a casa, entretanto tem um fiel companheiro e uma paixao psicologica.
O argumento e simples e preocupa-se unicamente em fazer Atkinson funcionar como comediante colocando tudo o resto de lado que deveria ser bom cinema como argumento, personagens e muito menos dialogos, contudo este para as caracteristicas de Atkinson acaba mesmo por ser demais.
A realizaçao nao e tao vistosa nem com tantos meios como no primeiro filme, e quase sempre o limite minimo, para as sequencias funcionarem, esta mais ao serviço do humor do que da açao que o filme tb tem.
Por fim o cast atkinson quando fala fica fora do seu habitat natural, contudo a personagem permite toda a panoplia de humor facial que esta ao seu dispor, nos papeis secundarios um conjunto de actores em baixa, com excepçao de Pike o interesse amoroso de English cuja carreira ainda em algum vigor deveria a afastar deste tipo de papeis.

O melhor - Atkinson facial.

O pior - Ja nao ter a mesma piada.

Avaliação - D+

Monday, October 03, 2011

Dream House


Starring: Daniel Craig, Naomi Watts, Rachel Weisz, Rachel Fox
Directed by: Jim Sheridan

Olhando para a ficha técnica acima descrita a expectativa de ver o filme não podia ser maior, desde logo porque marca o regresso de Sheridan, e acima de tudo porque o acompanha uma serie de actores de primeira linha, do panorama cinematográfico actual. Pese embora todos estes ingredientes, eis que os primeiros resultados começaram a não ser animadores com a critica a ser algo negativa para com o filme, e comercialmente no primeiro fim de semana, não ir além do sexto lugar no box office americano.
Dream House é antes de mais um filme fora de sitio, por não ser comum olhar para o seu realizador e acima de tudo para o seu protagonista num filme como este em que o peso do oculto e sobre natural está presente. Contudo e após observarmos o filme, penso que as criticas ao filme não são justas desde logo porque o filme consegue mesmo depois de revelar o seu grande segredo conseguir manter a intensidade para a sua verdadeira conclusão. Contudo é nesta ultima que reside o grande calcanhar de aquiles do filme, depois de gasta a sua grande realidade o filme necessitaria de um final em grande para o espectador sair da sala com aquela boa sensação de surpresa e aqui nada disto acontece, muito por culpa de um atalho fácil numa narrativa que até então tinha muitos pontos interessantes.
Dream House nunca será uma obra maior, como as obras de puro engano ao espectador nunca o são, contudo parece-me um filme competente, e que mesmo que nunca se eleve para uma patamar além do entretenimento puro, o que é pouco usual em Sheridan, é daqueles filmes que para o seu próprio género tem muitos pontos positivos, principalmente motivados pela coerência do guião e a qualidade dos seus interpretes.
O filme fala de uma família, que após mudar para uma nova casa, começa a perceber que na mesma anteriormente tinha ocorrido três assassinatos, começando a existir uma serie de movimentos suspeitos, que conduzem a família à procura do segredo que a casa esconde.
O argumento pese embora tenha um ponto de partida simples, como que anteriormente foi descrito, na sua concretização torna-se algo completamente diferente uma vez que prefere o real não esquecendo a sua parte sobrenatural, trabalha bastante na complexidade do seu protagonista, apenas parecendo algo descuidada a qualidade dos diálogos um pouco superficiais.
Sobre a realização dizer que Sheridan não joga no seu terreno habitual e tem de fazer uso de mais meios do que propriamente está habituado, e isso parece-nos pouco trabalhado ainda, num realizador mas centrado em filmes de personagens e com teor politico.
Por fim o cast, uma das mais valias do filme, principalmente pela complexidade e capacidade interpretativa de Craig, que consegue facilmente se adaptar a qualquer papel e acima de tudo a qualquer circunstancia do seu personagem. Weisz e Watts mesmo não sendo colocadas à prova estão a um nível razoável.

O melhor - A intensidade até à primeira revelação

O pior - Depois disso o filme perde até um atalho final decepcionante.

Avaliação - B-

Judy Moody and the not Bummer Summer


Starring: Heather Graham, Jordana Beatty, Parris Mosteller, Preston Bailey, Jaleel White
Directed by: John Schultz

Pois bem era de prever que depois do sucesso natural de The Diary of Wimpy Kid, surgissem filmes parecidos com este na sua formula e acima de tudo naquilo que o filme acaba por ser. Pois bem este e a sua versão mais infantil e colorida e acima de tudo transporta para o feminino, contudo o resultado foi completamente o oposto nao so em termos criticos onde obteve maioritariamente criticas negativas mas acima de tudo em termos comerciais onde o filme resultou num floop tremendo.
O ponto central de um filme como este e a sua personagem central ter dois pontos fundamentais, por um lado ter piada natural, ou seja capaz de produzir em si um humor natural, e por outro lado ser carismatico ou seja alguem que de alguma forma o espectador acaba por admirar, pois bem neste filme nao temos nada disso e estamos muito longe daquilo que o filme necessitava, desde logo porque tudo a volta da personagem e imbecil, familia, amigos, contexto e ela propria, e acima de tudo porque o grito e o humor fisico e sempre o caminho utilizado para alegadamente fazer o filme resultar, como e obvio isso acaba por tornar o filme demasiado infantil para nao utilizar outro tipo de adjectivação.
Ou seja estamos perante um filme irritante quase sempre sem piada, sem qualquer tipo de qualidade no argumento ou narrativa cuja a unica preocupação e tentar ser esteticamente interessante na dictomia entre a animação e o mundo real, mas mesmo esta podia ser bem mais potenciado com outro tipo de registo.
E daqueles filmes que o cinema podia dispensar muito bem ainda para mais num ano muito longe daquilo que se poderia esperar e onde o vazio de ideias parece cada vez mais imperar.
A historia fala nos de um pre adolescente que acaba por sonhar ter umas ferias de verão a sua forma, contudo e uma vez que dois dos melhores amigos nao vao estar esta tera de tentar fazer a sua maneira as possiveis, ferias que sempre sonhou, apenas com ajuda do amigo "nerd", do seu irmão e uma tia excentrica.
O argumento e bastante defeituoso em quase todas as valencias sendo a mais preocupante a incapacidade do filme resultar como comedia, ou seja o extremo das siturações ou mesmo a falta de intlecto das mesmas nao permitem que o filme consiga imprimir uma nova dinamica e tudo torna-se demasiado irritante, ou seja um filme que perde acima de tudo no argumento.
A realização tem bom vontade com uma formula propria bastante colorida e com a ligação ao mundo de animaçao demonstra a tentativa do filme pelo menos ser diferente nem sempre esta opção se torna positiva uma vez que acaba por entrar demasiadas vezes no histerismo que e todo o filme
O cast e uma autentica nulidade quer na jovem protagonista mais histerica do que interpretativa nas figuras fisicas quase cartoonizadas de todos os outros protagonistas Ghram fora de moda incluida e tudo bastante mau para um filme tambem ele bastante fraquinho.

O melhor - A tentativa da realização

O pior - O festival histerico que o filme se torna

Avaliação - D

Killer Elite


Starring: Jason Statham, Clive Owen, Robert De Niro, Yvonne Strahovski, Dominic Purcell
Directed by: Gary McKendry

E conhecido do publico em geral que nos ultimos anos Statham tornou-se num dos maiores actores de acção e acima de tudo um daqueles que consegue ter para si uma imensidão de projectos que poem a nu todas as suas capacidades de duro, um pouco como era feito com jean Claude van Damme no inicio da decada de 90. Se ate aqui este filme não tras nada de novo as presenças de De Niro e Owen tornavam este filme algo com um ingrediente diferente do habitual, contudo os resultados foram os mesmos do que todos os outros filmes do heroi de acção conseguiu ate ao momento ou seja mediano em termos criticos sem grande excitação e a mesma coisa em termos comerciais e ainda longe do que ele ja fez noutros filmes.
KillerElite e facil de definir se estamos habituados aos filmes mais generalistas do seu protagonista temos a definição completa deste filme, uma vez que nada de novo lhe e acrescentado ou seja um filme pouco complexo em termos de argumento e ainda pior em termos de dialogo, personagens limitadas e com o unico porposto porporcionar ao espectador muitas sequencias de acçãoe a cima de tudo luta corpo a corpo.
Podemos dizer que é um filme esperado, que os adeptos do genero nao ficam defraudados com o filme, aqueles que gostam de outro tipo de filmes esperam sempre mais ainda para mais com um cast recheado como este. O filme segue o seu ritmo frenetico ao passo que as mortes vao existindo e a acção planeada tambem, perde o rasto a determinadas personagens que aparecem e desaparecem.
O filme fala de um assassino profissional que e contratado por um lider arabe para se vingar da morte dos seus filhos, sendo que so assim permitiram a libertação da sua inspiração, aqui tudo bem se do outro lado nao estivesse uma organização secreta tambem com as suas forças.
O argumento e limitado em todos os sentidos nao so na ideia de base ja utilizada por diversas vezes, mas tambem na sua concretização ou seja seguimento narrativo mas acima de tudo na pouca diversidade de personagens e dialogos.
A realização esta ao serviço completo das sequencias de acção e nisso parece nos estar como peixe na agua, nao tem caracter estetico nem quer ter, com esxepção de momentos filmados no deserto onde o contexto esta bem caracterizado.
Em termos de cast se Statham tem mais uma personagem igual a todas as outras e que nada traz de novo filme apos filme e surgem as duvidas se algum dia mudara a toada, Owen e De Niro demonstram a mare baixa em que se encontram numfilme onde nada e pedido as suas capacidades, e mesmo fisicamente ja demonstraram melhores dias.

O melhor - Nao desiludir os adeptos de acçao

O pior - Ser demasidao simples para actores como Owen e acima de tudo De nirto

Avaliação - C

Melancholia


Starring: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt
Directed by: Lars von Trier

Se existiu filme sensação no ultimo festival de Cannes e logo pelas piores razões foi esta nova obra do polemico realizador dinamarques pricipalmente depois das suas declarações na apresentação do filme, que passou por sua vez algo silencioso no certame frances. Contudo quando ainda se aguarda a total recepção do filme quer criticamente quer em termos de bilheteira, embora este ponto pareça aqui quase irrelevante como sempre pareceu na cinematografia deste realizador.
Muitas coisas podem se dizer do realizador dinamarques, que se gosta, que se odeia, mas nunca que se é indiferente, eu proprio ja tive filmes que gostei, recordo-me de toda a saga dogville, ou mesmo ondas de paixao, ja tive filmes que me agradaram muito menos como anti cristo ou mesmo dancer in the dark. Este melhancolia e dos seus filmes aquele que me parece que mais pode encaixar no terreno intermedio avaliativo por diversas razoes, desde logo em termos narrativos onde a junçao de um filme dramatico sobre personagens com um filme catástrofe parece uma junção enigmática principalmente num realizador como Trier.
Mas é no ponto dramático que reside o melhor do filme, principalmente na primeira cena, como ele tão gosta de dividir os seus filmes, ou seja na parte da boda, o filme tras consigo os melhores momentos os momentos mais intensos emocionalmente os pontos que o filme precisa, contudo ja na segunda fase o filme perde algum sentido, o filme ja entra numa dinamica mais estetica de sofrimento das personagens que ja nao conjuga tao bem com as vertentes iniciais e mais bem trabalhadas do filme.
A simplicidade momentanea de Trier nao e facilmente encontrada noutros realizadores, a forma como define o filme, e como acima de tudo procura o explorar de situações e de fragilidades e uma força imponente numa realização claramente de autor, mas isso nao chega para fazer grandes filmes e muitas vezes naturalmente surgem obras menores.
O filme fala da relaçao entre duas irmãs apos o casamento de uma delas e os dramas familiares que estao patentes em toda a dinamica familiar, com isto tudo se junta o facto de um planeta estar proximo de ir contra o planeta terra.
O argumento nem sempre e o que de melhor vimos nos filmes de trier, mesmo na exploração das fragilidades ja vimos bem mais pontenciado noutros filmes em termos de força de personagens e mesmo na qualidade de dialogos a exploração de uma vertente independente e o novo trunfo, contudo nada de particularmente interessante.
Em termos de realizaçao com excepçao da saga dogville estamos perante uma das melhores realizaçoes de Von Trier, quer em termos esteticos na espetacular introduçao ao filme, quer mesmo na sua sempre curiosa forma de filmar, com pequenos salpicos, que tem o seu caracter mais forte na forte conlusao.
O cast tem como principal destaque Kirsten Dunst numa das suas melhores mais dificeis e intensas apariçoes que pode muito bem ser carta a jogar na altura dos oscares, nao so pelo seu caracter sedutor mas por toda a dificuldade fisica que o filme lhe exige, e deixa toda a restante panoplia de actores para segundo plano.

O melhor - A conjugação Trier Dunst

O pior - Perder-se em alguns segmentos narrativos.

Avaliação - B-

Saturday, October 01, 2011

Drive


Starring: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Albert Brooks, Bryan Cranston, Ron Perlman
Directed by: Nicholas Winding Refn


Desde o anuncio dos vencedores do festival de Cannes que a expectativa em torno deste peculiar Drive ficou nos pincaros depois do seu realizador ter arrebatado o galardão para melhor realização. Desde essa altura as criticas não mais deixaram de elogiar este pequeno filme, que acabou por conseguir um distribuição wide que o catapultou para respeitosos resultado de bilheteira num ano nem sempre muito famoso fora dos espaços de verão.
Drive é antes de qualquer avaliação um filme curioso, um filme sem barreiras e acima de tudo um filme intenso. Como qualquer carro figura bem presente e figurativa de todo o filme, o filme tem um arranque algo lento, muito silencio que aos poucos vai aumentando tornando na sua conclusao um filme de uma violencia extrema, este e o particular primor do filme, a forma crua com que consegue os seus objectivos a forma crua das suas imagens a contrastar com os dois aspectos mais marcantes de todo o filme, por um lado a calma sempre existente de Gosling mas acima de tudo o silencio que precorre o filme todo.
Num ano que esta longe ate ao momento de ser muito prendado de grandes filmes temos aqui um dos primeiros filmes a ter atençao, mesmo que por vezes nos pareça demasiado colado a Taxi Driver, inspiração obvia do filme, e que por vezes falta a dimensao a envolvencia narrativa, mas parece nos uma boa preparaçao para aquilo que mais a frente podera vir
O principal trunfo reside na capacidade de surpreender de embalar o espectador para um tipo de filme que posteriormente resulta num completamente oposto, e isso da-lhe carisma e acima de tudo força.
A historia fala nos de um silencioso homem cuja sua principal qualidade e conduzir viaturas para diferentes tipos de serviços, aos poucos e com uma paixao iminente por uma vizinha acaba por embarcar num jogo perigoso muito arriscado.
O argumento nao e nem de perto nem de longe um poço de imaginaçao creativa mesmo sem uma grande ideia de base o filme consegue em si todos os aspectos complementares que um bom filme deve ter, quer em termos de personagens e mesmo na limitaçao do dialogo ao estritamente necessario.
A realizaçao e sem duvida a grande virtude do filme com uma capacidade sem precedente de dar imagens ritmo estetica e a prova que por vezes podemos realizar bem sem grandes meios basta saber tirar o melhor das imagens e este aproveitamento no filme e ao maximo.
Por fim o cast se penso que existe actor que tem o seu ano em 2011 é Gosling onde ja o vimos em diversas vertentes e provavelmente iremos ver em mais algumas, mas e neste Drive que ele toma conta do filme, dentro das caracteristicas pausadas que fazem dele um dos mais crediveis actores do momento, Mulligan cumpre num papel mesmo forte, e apenas registo para o regresso de Brooks, mas pese embora a critica esteja bastante apelativa neste papel, parece me mesmo o parente pobre do filme

O melhor - A realizaçao

O pior - Poderia ter alguma mais profundidade.


Avaliação - B