Sunday, May 29, 2011

Something Borrowed


Starring: Ginnifer Goodwin, Kate Hudson, Colin Egglesfield, John Krasinski, Steve Howey
Directed by: Luke Greenfield


Todos os anos surgem no panorama cinematografico norte americano diversas comedias romanticas que permitem que algumas actrizes façam unica e exclusivamente carreira no genero, como e o caso das duas protagonistas deste filme. O tema e normalmente quase sempre o mesmo ou seja uma gestao de conflito de uma personagem. Este ano temos duas actrizes pelo preço de uma e o resultado habitual, criticamente estamos perante um filme indiferente para a maioria dos avaliadores, com tendencia contudo negativa, e comercialmente pouco alem do mediano, longe do maior sucesso por exemplo de hudson.
Este e um filme previsivel em todos os seus aspectos, daqueles filmes de conflito entre amor e amizade, com algum excesso de histerismo nas suas personagens principalmente na de Hudson que aos poucos vais destruindo a expectativa inicial a sua volta. Contudo a falta de ambiçao do filme acaba por ser o seu grande trunfo, uma vez que naquilo que o filme quer ser ele consegue na realidade ser mesmo, ou seja um filme sentimentalista, com alguma capacidade novelesca de fazer o espectador passar o seu tempo sem pensar muito, e onde o dilema acaba por ser bem encaixado.
Perde mais pontos no humor utuilizado demasiado vinculado a duas personagens pateticas sem qualquer valor ou interesse para o filme, num esteriotipo abusivo que nada acaba por trazer de bom para o filme. E daqueles filmes que como muitos encaixam bem num domingo a tarde mas sem força nem dimensao para mais.
A historia fala de um jovem advogada que sempre teve uma paixao pelo namorado da sua melhor amiga, ate que um dia acontece a concretizaçao da atraçao e aqui tem que escolher entre o amor da sua vida e a amizade de uma vida.
O argumento tem pontos bons na forma como agiliza o conflito, pese embora em determinadas cinrcunstancias o amenize de uma forma nem sempre concreta. Contudo perde na tentativa de fazer humor directo e acima de tudo na envolvencia geral das personagens.
Quanto a realizaçao nao e dificil filmar um filme em registo de telenovela, porque tudo segue o mais obvio, so no fim no suspense da conclusao consegue chamar a si alguns truques contudo o filme nao vive desse teor.
O cast e natural e pouco atractivo quer Goodwin quer Hudson encaixam ultimamente em apenas um tipo de papel que lhes encaixa, onde pouco ou nada lhes e pedido. Em termos masculinos a mesma coisa em actores pouco conceituados e apenas ligados ao genero.

O melhor - O conflito moral criado.

O pior - A falta de humor das personagens incumbidas deste serviço

Avaliação - C+

Saturday, May 28, 2011

The Pirates os the Caribbean: On stranger Tides


Muitos poucos ficaram surpreeendidos com o regresso de Piratas das Caraibas, depois de inicialmente ser apresentado como uma triologia, o certo e que a necessidade de fazer dinheiro facil por parte dos estudios levaram a mais um filme, com algumas alteraçoes, principalmente na introduçao de novas personagens, e mais centrada em Jack Sparrow. Os resultados contudo foram algo diferente daquilo que os primeiros filmes fizeram, quer em termos comerciais onde foram ligeiramente mais modestos, pese embora se tenham traduzido novamente num enorme sucesso. Criticamente as coisas tambem correram de forma algo vulgar, com valoirizações algo misturadas, e longe do consenso que por exemplo teve o primeiro filme.
Desde logo podemos dizer que este filme encaixa mais naquilo que foram os dois ultimos filmes de que no espetaculo comercial e enterteiner que foi o primeiro filme. Desde logo a mudança no cast faz o filme perder algum vigor e alguma empatia natural, o filme fica orfao natural do duo principal do filme, e mesmo o aparecimento de Barbossa esta longe de ter o caracter de outros tempos. E na forma como a historia desenvolve esta falta acaba por tornar o filme um pouco desligado da sua genese.
Relativamente as novas personagens existe boas e mas escolhas, Cruz tenta dar alguma intensidade afectiva a Sparrow, o aque nem sempre nos parece a melhor escolha. Ja Mcshane parece nos um vilao a altura de todo o filme pela dureza da sua imagem.
Em termos de historia nao estamos claramente na melhor da saga, principalmente porque o filme perde a força de alguns twists naturais que fora fazendo e tornando tradiçao da saga, e mesmo em termos de humor esta longe do que o primeiro filme fez, principalmente porque a propria personagem de Sparrow ja nao tem a intensidade e aceitaçao que a novidade trouxe consigo.
O filme fala novamente de Jack Sparrow agora a busca da fonte da juventude, onde para alem de lutar contra outros piratas vai ter consigo sereis e muitas peripecias.
O argumento e talvez o pior da saga, a introduçao das novas personagens acaba por nao trazer nada de novo a todo o filme, e perde alguma intensidade no humor e mesma na forma como a persoangem central perde alguma intensidade.
A realizaçao que mudou de maos para o conceituado Marshall vai na linha do que ja tinha sido feito, ou seja e o segmento onde as alteraçoes nao foram tao profundas, pese embora nos pareça que existe pouco aproveitamento da vertente 3d
O cast traz nos Depp na sua personagem natural, onde ao 4 filme nao existe razoes para falhar, pese embora a sua excentricidade ja canse. A aposta em Cruz apesar de tudo e natural e bem encaixada pese embora seja no registo mais obvio. Mcshane e a boa aposta do filme, num vilao com carisma para assumir a grande produçao.

O melhor - Apesar de tudo alguns momentos de Sparrow

O pior - O desgaste natural de uma saga sem nada de novo para dar

Avaliação - C

Saturday, May 21, 2011

Hanna


Starring: Saoirse Ronan, Eric Bana, Cate Blanchett, Tom Hollander, Olivia Williams
Directed by: Joe Wright


Joe Wright nos ultimos anos tornou-se facilmente numa das personagens mais mediaticas em termos de realização britanica. Muitos estranharam a aposta do realizador em lançar este filme nos primeiros meses de um ano, ou seja longe dos combates pelos galardoes que ultimamente se tornou um habitue. Este Hanna e daqueles filmes que e dificil de convencer em qualquer um dos terrenos, pese embora a critica tenha na globalidade gostado do genero do filme, comercialmente os resultados foram modestos, o que contudo nao e uma derrota tendo em conta o genero em questão.
Hanna e um filme complicado de avaliar porque acima de tudo e um filme dificil de compilar em algum genero. Desde logo pelo seu silencio, as personagens sao quase sempre demasiado demasiado caladas, o que nao configura com a violencia de determinados momentos.
E um filme demasiado solto sem objectividade, sem ritmo, parecendo ao mesmo tempo ter dificuldades em se assumir, mesmo quando a musica electronica tenta dar algum ritmo a perseguiçoes apeadas sem chama o filme e sempre demasiado sombrio sem cor, muito na imagem que o realizador quer demonstrar.
Nao e facil perceber a intençao de um filme como este, que por um lado nao tem a intensidade para um filme de acçao pura e acima de tudo nao ter argumento para ser mais que isto, numa desilusao de um autor que com os pergaminhos, teria de ser mais competente na historia que quer dar. Mesmo o twist final acaba por ser tao desligado do filme que a poucos ou mesmo ninguem ja consegue surpreender, num daqueles filmes que vale pela beleza de duas ou imagens circunstanciais.
O filme fala de uma jovem, criada com o seu pai para se tornar uma assassina profissional, contudo a determinada altura esta pronta para o dia a dia, onde tem de combater sozinha perante todos os riscos da sua condiçao
O argumento e o ponto mais pobre do filme, demasiado silencioso, despreocupado em termos de personagens dialogos e acima de tudo no desenvolvimento narrativo do filme, e quase sempre uma desilusao e condiciona tudo o resto do filme.
E um facto a capacidade de Wright nos oferecer grandes momentos de contraste entre personagens e contexto em expiaçao faz isso como poucos e neste filme e ele a estrela do filme sem qualquer outro tipo de precedentes... as boa possibilidade de fazer arte em movimento faz dele um genio da arte, contudo aqui o filme esteve muito longe de o acompanhar, muito pelo seu ataque de rebeldia
Em termos de cast Ronan e a actriz de wright onde ele consegue a transformar no que quiser, principalmente pela seu olhar enigmatico, aqui nao tem o seu melhor desempenho, mas demonstra mais um ponto a seu favor, disponibilidade fisica, Bana e Blacnhet nao sao postos a prova num filme onde sao meros figurantes


O melhor - A arte da camera

O pior - A falta de objectivos concretos do filme

Avaliação - C-

Friday, May 20, 2011

Thor


Pois bem todos os anos na primeira semana de Maio surge um dos filmes mais fortes do panorama de blockbusters de verão. Este ano o arranque surgiu com mais um filme baseado num dos herois da Marvel, no caso concrecto da figura divinal de Thor. Como qualquer filme de heroi da Marvel a expectativa de um filme bem produzido com muita acçao e bons efeitos especiais e muita, mesmo que a carga da realizaçao esteja um ingles, tradicional ao cinema de Shakespeare. Os resultados contudo demonstram uma grande mediania, por um lado o filme nao foi alem de resultantes consistentes nao deslumbrantes, e por outro em termos de critica a mediania imperou, pese embora inicialmente a recepçao ate tenha sido positiva.
O mal de Thor e que pese embora seja um filme de um heroi novo no final do filme pensamos que ja vimos este filme por diversas vezes so que em contextos diferentes, ou seja o filme e tudo menos original nos seus propositos e na forma facil com que e montado. COntudo perde ainda num outro ponto para a maioria dos filmes de super herois e no facto de ser um filme sem qualquer registo de humor e as poucas tentativas que tem acabam sempre por sair frustradas.
Em termos de efeitos e notorio que estamos perante um filme bem feito, com muita produçao e dinheiro a mistura, mas por outro lado parece nos sempre que e um filme sem ambiçao, que quer apenas dar o minimo no sentido de nao danificar a imagem que os fas da saga tem do filme.
A historia e a ja conhecida Thor deus numa realidade paralela e expulso por arrogancia deste mundo e encarna no nosso, onde tudo e estranho e os poderes acabam por desaparecer ao ficar longo do seu martelo poderoso.
O argumento e do mais basico que se viu em super herois, pese embora as diferentes realidades que o filme aborda que o torna algo confuso e pouco unido o certo e que na linha central o filme e sempre demasiado semelhante a si proprio, o que nao permite um desenvolvimento natural de persoangens e muito menos dialogos para nos lembrarmos.
E engraçado ver um tradicional realizador britanico num filme tao americano, mas para estreia nestes registos ate que as coisas nao sairam mal a Branaghan que nao pareceu sair se mal com os diferentes meios e efeitos especiais a cargo, bem como em toda a contruçao cenica elementar para todo o filme
Quanto ao cast uma aposta limitado, desde logo em Hemsworth um autentico desconhecido pouco interveniente que apenas foi escolhido pela disponibilidade fisica ja que atributos interpretativos ficam sempre reservados no filme. que alias da pouco espaço aos seus actores so assim se percebe que portman passe ao lado de todo o filme

O melhor - Os cenarios iniciais

O pior - A falta de sangue novo no genero

Avaliação - C

Arthur


A imagem de Russel Brand foi nos ultimos anos um dos produtos mais vendidos e rentabilizados em termos de comedia inglesa, a este ponto reune se a sua mediatica relaçao com a estrela POP Katty Perry, o que o tornaram em uma figura extremamente conhecida. Esta comedia queria apostar nisso mesmo na imagem comercial do actor num registo proprio. Os resultados contudo nao foram os previsiveis, desde logo em termos comerciais onde o filme ficou muito aquem do que esperava, e tambem criticamente a tentativa de profundar uma comedia moralista, tb nao conseguiu mais do que uma quase unanime reprovaçao
Arthur e um filme que encaixa perfeitamente naquilo que Brand faz, por um lado e excentrico e por outro lado e infantil, mesmo no tipo de humor utilizado quase sempre sente se que o filme perde força, ou seja o filme quase sempre desactual na sua forma de ser.
A melhor formula do filme foi brincar com o excesso de dinheiro e neste particular o filme consegue fazer resultar uma ou outra sequencia, muito pela imagem seria que Mirren tenta dar ao filme, bem como a parte sentimental que e trabalhada ao longo do filme para um final bem forte neste tempo.
O filme deveria se assumir mais como um filme mais infantil, bastando alguns retoques na personagem central e talvez a reprovaçao n fosse tao elevada, mesmo assim, e apesar de bons momento e no seu corpo um filme pouco original e por demais vezes vista em diferentes teores.
O filme fala de um riquissimo solteiro com problemas de bebida mas com dificuldade em crescer e ganhar maturidade, quando e encostado a parede para casar com uma ambiciosa mulher de negocios descobre o amor, numa falsa guia turistica.
O argumento pese embora seja pensado de cima a baixo em termos humoristicos acaba por resultar melhor quando se torna mais sentimentalista, e perde a excentricidade algo ridicula da personagem. Tem momentos curiosos mesmo que nem sempre dotados de grande profundidade.
Em termos de realizaçao temos um filme basico de grande estudio, onde os meios permitem facilmente o pouco que o filme quer dar, nao e exuberante mas cumpre.
Quanto ao cast confesso me pouco aperciador das qualidades interpretativas de Brand, o exagero de determinados tiques nao permitem que se encaixe num padrao de personagem normal, sempre com os mesmos truques ja sem efeito. Existe boas oportunidades de ver Mirren num papel curiosamente mais descontraido e Garner como vila.

O melhor - A parte emocional final

O pior - A falta de humor de brand

Avaliação - C

Saturday, May 14, 2011

Beastly

Alex Ptyfer e Vanessa Hudgens sao actualmente dois icons pop juvenil, dai que esta aposta made by mtv de uma nova versão da bela e o monstro tinha algo que conquistar em termos comerciais pese embora poucos tivessem grandes expectativas no desempenho critico do mesmo filme. Os resultados contudo confirmaram os piores indicios em termos criticos nao confirmando contudo o valor comercial que alguns pensaram que o filme poderia ter.
BEastly e um filme romantico simples apostado em conquistar os coraçoes de um publico alvo juvenil, e nisso o filme consegue os seus objectivos porque e um filme pequeno, apostado no maximo de sentimentalismo possivel, com uma banda sonora agradavel. Contudo visto de um ponto de vista mais adulto as coisas nao sao assim, estamos perante um filme com muitos buracos narrativos, com pouca preocupaçao quanto a sua propria coesao, pouco apostado em grandes rasgos de creatividade caindo quase sempre no basico de uma serie juvenil de qualidade duvidosa.
Outro dos problemas do filme cai no facto de ja por diversas vezes termos tido contacto com este tipo de filme, ou seja ja por diversas vezes vimos esta historia de mais variadas vezes e este nada traz de novo, quer na licçao de vida que tenta dar, mas acima de tudo na evoluçao da propria historia
o filme fala de um arrogante filho de um conhecido empresario que de um dia para o outro ve o seu aspecto por feitiço tornar-se inarravel, ate que num periodo de um ano consiga ouvir de forma natural alguem a dizer amo te
O argumento nao e coerente nao tem preocupaçao em ser realista, e isso denota se em quase todos os segmentos. E demasiado previsivel quer no guiao de dialogos mas acima de tudo na forma pouco competente com que as personagens sao criadas.
A realizaçao tb e basica em ritmo de telenovela tem como principal objectivo valorizar os aspectos fisicos dos dois protagonistas, depois pouco ou nada se preocupa, tendo sido o unico ponto valorizado a caracterização
O cast e pensado em ter uma boa imagem nao na qualidade interpretativa que o filme quer ter, mesmo assim combinam bem uma vez que o filme nao e exigente na interpretaçao, Krause e uma agradavel surpresa, pese embora sem o brilhantismo de sete palmos de terra

O melhor o caracter juvenil do filme

O pior - Nada de novo a historia


Avaliação - C

Biutiful









Muitos ficaram surpreendidos quando Inarritu anunciou que o seu novo filme, nao iria ser feito nos parametros norte americanos, mas iria ser uma produçao espanhola, filmada em Barcelona e falada nesta lingua. Depois do sucesso critico de Babel, esta decisao estranhou tudo e todos. Com o desenvolvimento do filme percebeu se que seria um regresso mais natural ao genero de filmes que ele tanto gosta, filmes mais sobre personagens do que sobre situaçoes especificas. os resultados esses foram positivos em termos criticos e pese embora nao tenha ganho o oscar de melhor filme estrangeiro, conquistou a nomeaçao e deu nova nomeaçao para melhor interpretaçao ao seu protagonista. Em termos comerciais e obvio que um filme falado em espanhol nao tem a força de um filme com Brad Pitt.



Biutiful e desde logo um filme enraizado na mais tradicional forma de fazer cinema espanhola, ou seja um filme silencioso baseado nas particularidades de uma certa personagem circunscrita num fenomeno social. Contudo parece aqui que Inarritu perde alguma da intensidade que conseguiu nos seus anteriores filmes principalmente em Amor Cão, principalmente pela forma demasiado repetida com que o filme acaba por se tornar, parecendo um disco que entra sempre na mesma rotação.



Nao e colocada em questao a profundeza e acima de tudo a formula trabalhada no sentido de fazer um filme forte dramaticamente, ao tratar diversas problematicas como custodia de filhos, emigrantes ilegais e acima de tudo doença terminal, contudo parece nos que ao querer tocar em diversos pontos acaba por nao conseguir a excelencia em nenhum deles e o dano provocado no filme e claro neste proprio teor.



O filme fala de um pai que com a custodia dos filhos tenta sobreviver atravez do auxilio a uma rede de emigraçao ilegar entre chineses e africanos no meio da profunda barcelona, ao mesmo tempo que esta rede começa a aparentar dificuldades o mesmo tenta reatar um casamento sem sucesso e luta contra um cancro.



O argumento e demasiado corajoso mas perde ao querer tocar tantos assuntos, isso e notorio em toda a dinamica do filme, nao so porque as personagens apenas se apresentam ao de leve, segundo porque o filme nao consegue ir mais alem, e acima de tudo porque a determinada altura as historias e os paralelismos ultrapassam quase tudo.



Em termos de realizaçao e notoria a forma arcaica mas ao mesmo tempo estetica que Inarritu gosta de trabalhar, neste filme o jugado entre o amadorismo e o profissionalismo combinam bem num terreno que conhece bem, nao se preocupa com a grandiosidade de barcelona mas acima de tudo com o seu contexto mais negro.



O cast e liderado por um dos melhores actores da actualidade, quer em espanhol quer em ingles Bardem e uma referencia do cinema moderno pela versatilidade de papeis que consegue imprimir com uma força sentimental sem precedentes. Tudo o resto fica sem chama quando este actor se encontra ao melhor nivel






O melhor - Bardem na pior barcelona






O pior - A confusao tematica do filme






Avaliação - C+

Friday, May 13, 2011

Water for Elephants









E inegavel que a imagem de Robert Pattinson tem sido um dos objectos mais bem trabalhados dos ultimos anos, contudo surgem sempre filmes que estao apostados em fazer rentabilizar este produto comercial. Pese embora este seja o primeiro objectivo do filme, ou seja um teor comercial, o facto foi que o filme acabou por nao ser propriamente muito rentavel, com resultados muito modestos, tendo em conta o previsivel. Criticamente as coisas correram melhores com resultados positivos, embora ligeiramente.



Water for Elephants deve ser um filme analisado em blocos, desde logo parece nos exagerado tudo que e feito no sentido de efectuar o filme para a imagem de Pattinson, nao so tira credibilidade a um filme que poderia ter outro tipo de teor ou credibilidade, como desaproveita por vezes algum das virtudes que o filme tem em si.



Contudo tem valores bem produzidos ao longo de todo o filme, desde a forma facil com que o filme consegue contextualizar a crise social dos anos 30, bem como a crise economica da grande depressão. Tambem na forma como contextualiza a actividade circence o filme tem bastantes virtdes na forma hierarquica com que contextualiza, mas acima de tudo na forma com que engloba o espirito de equipa e as dificuldades do negocio.



O ultimo valor do filme e a excelente fotografia que permite que o filme seja composto por bons quadroe em registo algo romantico.



no global estamos perante um bom filme, mas perde-se em alguma tentativa de ser um filme da moda, ou seja potenciado por formulas nem sempre coesas ou maduras que o torna como um filme em momentos demasiado lamechas e cai num romantismo descentrado da forma adulta com que trata determinados assuntos.



O filme fala de um jovem estudante de veterinario que fica orfão que o obriga a procurar a sorte junto de um circo, contudo com o evoluir começa a ter dois grandes desafios, treinar para o espetaculo um potentoso elefante e lutar pelo amor da mulher do patrão.



O argumento nao e o ponto forte do filme, pese embora a boa contextualização e trabalho nos pontos paralelos, contudo nas personagens centrais principalmente na principal, perde muita dimensao, o que tem reflexo na qualidade da narrativa, mas principalmente na pouca qualidade dos dialogos.



Em termos de realizaçao parece nos que Lawrence tem um bom trabalho, uma vez que a riqueza estetica de determinadas parcelas do filme, funcionam na perfeiçao para a contextualizaçao do filme, bem como na fomentação de um estilo proprio quase bucolico que e uma mais valia para todo o filme.



Em termos de cast penso que o filme tem aqui o seu grande suicidio, primeiro porque Pattinson e um actor com muitas limitaçoes, que nao consegue dar credibilidade aos filmes que desempenha, e neste filme isso e mais que evidente, onde os aspectos mais sentimentais sao preenchidos, mas as brechas interpretativas sao notorias, depois a ligação com Witherspoon parece mal escolhida nao combinam nem em idades nem em estetica. Salva-se Waltz, um actor de excelencia descoberto demasiado tarde, com mais uma prestacção de encher o olho, pese embora demasiadas semelhanças com outros papeis.






O melhor - A fotografia






O pior - Pattinson






Avaliação - B-

Sunday, May 08, 2011

Fast Five


Com a aproximação do verão surgem já os primeiros grandes filmes apostados em render milhões nas diferentes bilheteiras espalhadas pelo mundo. O ponta pe de saida de um ano ate entao muito fraco, foi este quinto episodio das aventuras do tuuning, depois de momentos atras concretamente no terceiro filme tudo parecer encaminhado para o final da saga, o regresso dos protagonistas deu uma nova alma a uma saga que vem amadurecendo de filme para filme. Os resultados deste quinto filme foram os melhores de todos, nao comercialmente onde pese embora tenha batido todos os records do ano, ainda e precoce uma analise comparativa, mas acima de tudo criticamente onde surpreendentemente a critica tradicional gostou da nova forma de cinema da saga.
O primeiro ponto que podemos dizer e que este filme corta com a tradiçao dos anteriores ou seja neste momento nao esta em causa corridas nem tao pouco carros, embora estes sejam os instrumentos de toda a acçao, aqui esta em causa dinheiro e um assalto, no mais fidedigno genero de assaltos a bancos com uma inspiraçao clara em oceans eleven, surge o melhor filme da saga, mesmo que nao seja um prodigo em creatividade ou originalidade, o certo e que o fenomeno de grupo bem trabalhado na distribuiçao de tarefas, com o contexto dantesco de um Rio de Janeiro muito em voga para filmes, dao a este Fast Five todos os ingredientes para um razoavel filme de acçao.
E verdade que por vezes os filmes desta saga caem numa limitaçao completa quer das personagens quer mesmo dos dialogos e isto novamente esta presente em alguns pontos, quer na personagem de The Rock, quer no novo interesse amoroso de Diesel, tudo e demasiado basico e pouco trabalhado, um pouquinho tambem como o argumento que no genero em questao surpreende por estarmos no filme em questao e na saga limitada que anteriormente falamos.
O filme fala na ida dos tres principais para o Rio de Janeiro pese embora sejam procurados pelas autoridades americanas, aqui estao decididos a tratar de vida, ou seja roubar 110 milhoes de euros a um barao da droga, contudo sozinho nao podem, necessitando de uma equipa muito completa.
O argumento pese embora seja mais desenvolvido do que os quatro filmes anteriores da saga, tem o objectivo de entrar no genero de filmes de assaltos organizados, onde pese embora consiga ter alguns truques bem pensados, continua a ser um parente pobre do genero, principallmente pela falta de teor das personagens, a inexistencia de um vilao forte e dialogos de segunda divisao
Lin consegue ja ser experiente a lidar com a saga dai que o balanço entre a acçao e os carros seja digerida de forma natural, contudo com o evoluir da saga esta ja nao se encontra tao dependente dos carros conseguindo trazer outro tipo de efeitos.
O cast deste filme nao e conhecido propriamente pela sua capacidade interpretativa limitada quer em Diesel e principalmente em Walker, neste filme tudo fica mais agravado com The Rock, outro expoente fisico com muito a desejar do ponto de vista interpretativo, num filme que tambem nao exige mais. por ultimo a mençao honrosa a Joaquim de Almeida como vilao de um filme visto em todo o mundo, e pese embora seja repetido este tipo de papeis, mais uma vez chama a atençao para o portugues


O melhor - A mudança de estilo

O pior - Algumas limitaçoes nunca serao ultrapassadas


Avaliação- C+

Saturday, May 07, 2011

HOP


Depois de muitos filmes de natal pensamos que tardou uma animaçao completamente dedicada a pascoa, uma epoca festiva sem a força clara do natal, mas que pela sua dimensao ja poderia ter ressurgido num filme proprio. Por isso e para colmatar essa falha saiu esta meia animaçao meio personagens reais de nome HOP. Os resultados contudo nao foram muito satisfatorios desde logo do ponto de vista critico onde um filme com estas caracteristicas dificilmente pode pensar em ter resultados consistentes, mas acima de tudo do ponto de vista comercial, onde os resultados apesar de positivos nao maravilharam.
O mal dos filmes intermedios em termos de animaçao e a dificuldade natural que tem em deixar de ser ridiculos, principalmente para as suas personagens centrais, ou seja desde Roger Rabbit que nao surgiu um unico filme capaz de ser maduro e nao cair em facilitismos. Este filme vai na linha dos antecessores deste produtor como a saga de alvin. Mais uma vez divergimos entre a qualidade tecnica do mundo animado para as limitaçoes obvias do mundo real, onde o humor utilizado e sempre do mais basico no sentido de impressionar os mais pequenos, publico claramente alvo do presente filme.
Outro dos pontos que o filme nunca consegue superar e a unitilidade de todo o sentido do filme, ou seja como a pascoa surge na primavera nem sempre e facil que este tipo de filme consiga reunir o clima necessario a impressionar, o que acontece principalmente pelo facto do argumento apenas se preocupar com o humor deixando todo o sentimentalismo que poderia ser necessario longe.
O filme fala do herdeiro do coelho da pascoa que chamado a responsabilidade decide fugir para o nosso mundo refugiando-se junto a um jovem em definiçao de vida, trazendo a vida deste muita confusao.
O argumento e o tipico de filmes de animaçao serie B, e comedias pouco elaboradas, dificilmente consegue ser engraçado para um adulto ou mesmo para uma criança mais desenvolvida, as persnagens reais e como se nao existissem, num argumento do mais basico que se viu ultimamente
A realizaçao tem como ponto positivo o bom balanço entre o mundo real e o de animaçao principalmente na sequencia em que a irma do protagonista confunde a personagem central com um peluche, nao sendo obviamente o aspecto mais vulneravel do filme.
Em termos de cast, e inacreditavel como Mardsen se perde a protagonizar em corpo proprio um filme como este, que serve como um suicidio na representaçao de um actor que ja prometeu bem mais, num daqueles papeis que borra qualquer folha de serviço. Quanto ao cast de voz, Azaria e perfeito neste tipo de filmes que e sustentada para a experiencia em Simpsons, sendo que Laurie e Brand encaixam bem nas proprias personagens

O pior - as personagens de carne e osso

O melhor - A sequencia do alegado peluche

Avaliação -D+

Sunday, May 01, 2011

Madea's Big Happy Family


Starring: Tyler Perry, Loretta Devine, Shad 'Bow Wow' Gregory Moss, Cassi Davis (II), Isaiah Mustafa
Directed by: Tyler Perry
Produced by: Tyler Perry, Joseph P. Genier, Ozzie Areu


Tyler Perry nos ultimos anos tem sido um dos autores, realizadores em mais activo no cinema norte americano, quer em termos de comedia utilizando para isso a sua figura de Madea, quer em dramas novelescos, onde inclusive tem obtido maior sucesso. Para este ano um novo filme talvez o primeiro concentrado na sua figura de proa. Os resultados foram dispares se em termos criticos o certo e que Perry e sempre mediano, contudo num parametro algo menor neste filme, em termos comerciais e quase cientifico que consegue chamar mais a atençao quando chama a sua personagem de eleiçao aos seus filmes, principalmente quando e o centro do proprio filme.
O ponto mais positivo do argumentista e o bom balançao que faz entre a comedia de costumes afro americanso com dramas de vida sobre problemas reais, e pese este filme aborde temas complicados como a morte e a doença o certo e que o filme adopta sempre uma toada leva, muito a custa da satira transferida por uma serie de persoangens tipo.
Tambem o conflito conjugal tema que alias e comum nos filmes do realizador aparece mais uma vez focado, contudo e uma vez que as tematicas sao sempre abordadas ao de leve nao consegue incutir a intensidade narrativa que outros filmes seus consegues, acabando por rapidamente se tornar aborrecido e algo chato.
O filme fala de uma familia alargada condensada com alguns problemas, desde um pai em conlitos com a custodia do seu filho, um doente terminal, um casal complicado e uma matriarca com problemas anti sociais.
O argumento pese embora tente ser complexo tendo em conta o nivel de personagens e o numero de historias paralelas que aborda o certo e que o filme nao consegue sair nunca de um patamar muito superficial, o que nao permite caminho para grandes personagens e muito menos grandes dialogos, apenas com alguns apontamentos das personagens comicas.
A realizaçao e a comum em Perry ritmo de telenovela, com espaço variado para as personagens intercalado entre si.
O cast tem em Perry o seu personagem preferido e tudo o resto ando ao sabor do filme ou seja pouco mais do que vulgar

O melhor - O markting do filme

O pior - Nao conseguir balançar a comedia com o drama

Avaliação - C-

Friday, April 29, 2011

Insidious


Starring: Patrick Wilson, Rose Byrne
Directed by: James Wan


E logico que se estrear com um filme como Saw e um bom cartao de visita para qualquer realizador apostado em fazer sucesso num genero como o terror ou mesmo o thriller psicologico. o certo e que depois do famoso inicio de uma saga que com o passar do tempo se tornou inarravel Wang nao mais conseguiu chamar a si a atençao do cinema, dai que foi com algum espanto que vimos o seu novo filme, o mais declaradamente cinema de terror, entrar nas grandes salas, com resultados importantes ate ao momento e acima de tudo um bom percurso critico que e sempre dificil de assinalar quando falamos em termos de terror.
Incidious tem dois momentos distintos que resultam no filme de forma diferente, por um lado a fase inicial e acima de tudo o desenvolvimento e introdução do filme decorre com total percepçao dos seus objectivos naturais e com uma capacidade de um terror psicologico e estetico ao nivel do tradicional terror de decadas a tras o que acaba pro ser o maior segredo do filme, ou seja o seu estitlo estetico proprio.
o segundo momento e onde o filme acab por se perder na ja cansativa caça ao espirito sem grande logica ou cuidado que faz perder algum do encanto que o filme consegue chamar ate si nos primeiros momentos, uma vez que o argumento fica sem coesao e mesmo integridade o que conduz a um filme mais rotineiro e menos fascinante para o espectador. O paralelismo de mundos tambem nao parece a melhor opçao para o seguimento que o filme quer fazer tornando o algo descontextualizado.
So nos ultimos cinco minutos o filme volta a adquirir novo folgo para um bom final, que integrado no bom inicio poderia conduzir a um filme bem mais interessante do que acaba por ser pese embora ate seja positivo quando comparado com outros filmes do genero.
O filme fala de uma familia que apos um dos filhos entrar em coma começa a ser perseguida por fantasmas, o que descoordena todo o ajustamento do sistema.
o argumento tem bons apontamentos principalmente na forma com que a fase final e encaixada mas perde força quando tenta complicar com paralelismos de mundo e outros entraves nem sempre cria bem as personagens pese embora que o misterio em torno destas jogue a favor do terror psicologico que o filme quer exprimir.
A realizaçao e o melhor que o filme tem, uma força estetica propria com sentido e objectivo do terro, consegue em todo o contexto banda sonora e acima de tudo fotografia colocar tudo ao serviço da capacidacde que o filme adquire de surpreender e assustar o espectador.
O cast nao e muito recheado Wilson, e um actor todo o terreno uma vez que e certinho sem grandes alaridos, o ideal para um filme onde as personagens nao sao a mais valia, Bryne, algo desaparecida nos ultimos tempos e a vitima sensivel ideal, e a misterisidade de Hershey e tambem ela um ponto importante nos filmes em que entra como ja tinha sido em Black Swan este ano

O melhor - A realizaçao estetica do filme

O pior - O mundo paralelo introduzido

Avaliação - C+

Scream 4









Wes Craven e o ser argumentista preferido Kevin Williamson em meados da decada de 90 foram responsaveis por uma nova forma de cinema de terror, onde o psicopata integrado no meio, disfarçado comçava a matar tudo e todos. Este genero teve o seu expoente maximo na triologia de Scream, que não so serviu para lançar o genero mas acima de tudo uma moda que ainda deu origem a alguns filmes satira relativamente a este filme, bem como lançar uma das mascaras mais conhecidas do cinema moderno. Quinze anos apos o primeiro filme, surge o quarto, com grande intervalo relativamente aos primeiros. Os resultados foram dispares, se em termos criticos esta quarta incursao ate nem se saiu mal de todo, com resultados medianos, o que e sempre uma vitoria no terreno do terror, em termos comerciais o filme ficou muito aquem daquilo que os analistas previam, talvez porque Scream como muitas outras sagas perderam impacto de filme para filme.



O primeiro ponto e talvez o mais positivo de todos tem a ver com o facto de o tempo real tb ter passado no filme, ou seja, nao ser nenhum tipo de remake mas sim a continuaçao da vida do tridente mais conhecido de todo o filme, cujos actores pese embora a distancia temporal continuam a interpretar ou nao fossem os papeis da vida de todos. O problema do proprio filme e que pese embora a distancia temporal tenha ocorrido em termos reais, em termos de personagens tudo parece igual, o que nao e propriamente um ponto importante para o filme, com a diferença que nesta quarta abordagem as coisas tornam-se menos intenso pelo facto das persoangens nao terem forma de se expressar.



Relativamente as novas persoangens mais do mesmo, ou seja dentro do mesmo teor do que ja tinhamos visto nos filmes anteriores, principalmente o primeiro com a tentativa de efectuar um remake dentro do proprio filme. Alias o grande ponto do filme e mesmo os filmes dentro do proprios filme e a cultura do conceito, bem potenciada e mesmo com algum potencial humoristico, contudo toda a formula sequente do filme nem sempre nos parece muito bem tr4abalhada.



O filme fala do regresso de Sidney a Wodboro, depois de quinze anos dos acontecimentos que foi vitima, quando se prepara para apresentar o seu best seller, começa a ocorrer uma nova vaga de homicidios pondo em perigo o restante da sua familia naquela localidade.



O argumento e na sua maior parte criado muito a pretexto dos filmes anteriores, e isso torna o a deteminado ponto pouco creactivo, contudo o twist final, tenta ainda dar alguma vitalidade a um guiao contudo muito parco na forma como caracteriza as persoangens servindo mesmo para retirar alguma força as personagens ja existentes dos outros filmes, e mesmo os guioes ao telefone ja tiveram bem melhores dias.



Craven sabe perfeitamente balançar o terror com o publico juvenil tambem alvo do filme, nao explora violencia gratuita, tentando amenizar as sequencias para nao chocar qualquer espectador, mas isso condiciona o grau de susto capaz de provocar no espectador, muito aquem do que vimos em outros filmes este ano.



O cast nada de novo se o tridente Cox, Arquette e Campbel ja entra no filme como se em sua propria casa fosse, mesmo que as personagens sofram perdas de protagonismo e dimensionalidade gritante, ou outros jovens selecionados tem mais dificuldade, principalmente Roberts demasiado limitada para cinema de alto nivel, a melhor surpresa e a estrela de Heroes, que consegue dar o filme numa dimensao completamente diferente






O melhor - Os filmes dentro do filme






O pior - A perda da força do vilao






Avaliação - C

Thursday, April 28, 2011

The Lincoln Lawyer









Matthew McCnaughey pode dizer-se que nunca conseguiu demonstrar na sua carreira aquilo que muitos previam desde que se estreou nos tribunais de time to kill. COntudo a incursão pelo cinema de comedia romantica acabou por nao ser tao eficaz, dai que seja como que um deja vu, observar o seu regresso aos tribunais, neste pequeno filme, sobre tribunais. Os resultados foram surpreendentemente positivos, quer em temros criticos onde conseguiu arrecadar algumas das melhores criticas do ano, mas tambem em termos comerciais onde pese embora seja um filme de pequenas dimensoes conseguiu resultados concertados pelas bilheteiras americanas.



O filme e simples nao e daqueles filmes que sejam um poço de creatividade mas muitas vezes os filmes simples bem montados com uma intriga bem elaborada e coesa, que faz com que pequenos filmes se tornem grandes filmes em alguns momentos. O segredo do filme e a forma directa com que aborda o tipo de filme que quer ser, sem redeos daquilo que quer transmitir o filme desenvolvesse a grande ritmo, e nao se preocupa em ficar com trunfos para o fim que poderiam defraudar o espectador, concentrando tudo sem a preocupaçao de jogadas subliminares.



O unico senao do filme pesa um pouquinho por o filme nao abarcar numa dimensao mais complexa de alguns assuntos, bem como talvez ter estreado demasiado cedo num filme que nun outro contexto podia ter uma visibilidade completamente diferente e com mais dimensao, mesmo assim estamos perante o regresso a mais um bom e intenso filme de tribunal tematica que a cerca de alguns anos tinha desaparecido quase por completo do panorama cinematografico internacional.



O filme fala de um curioso advogado com algumas ligaçoes ao sub mundo que controla a advocacia em Lincoln City, sem escritorio e sempre em movimento dentro da sua viatura aceita o processo de um riquissimo jovem de Los Angeles acusado de agredir uma prostituta, mas isto sera apenas a ponta do veu



O argumento e interessante, mesmo que nem sempre invoque grande dose de creatividade e daqueles argumentos que mesmo na sua simplicidade consegue ao mesmo tempo chamar a si objectividade e coesao, nos argumentos , nos dialogos e mesmo na forma directa com que as personagens sao criadas e apresentadas.



A realizaçao e simples o calor da cidade e do tribunal e bem presente, neste aspecto pensamos que o filme carece de alguma maior creatividade ou mesmo de maior absorvencia o que torna a realizaçao algo simples.



Mcchonagey e um actor basilar para este tipo de filme, ja o tinha sido em time to kill e so apos estes anos todos consegue recuperar o carisma que entretanto tinha perdido numa serie de mas selecoes de filmes, mais uma vez tem a intensidade e a força que o filme precisa, num trabalho tao simples como exigente nos momentos mais fortes de tribunal, tem ao seu lado uma boa escolha como vilao, Phillippe poderia ter ido mais longe na sua carreira, com outras opçoes e com mais risco nas escolhas pois me parece que e daqueles actores que tem a intensidade necessaria principalmente como vilao.






O melhor - A simplicidade de processos.






O pior - A realizaçao ser algo basico









Avaliação - B

Tuesday, April 26, 2011

Rio


Starring: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, George Lopez, Tracy Morgan, Jemaine Clement
Directed by: Carlos Saldanha

Pode um filme ser mais do que isso, ou seja um cartão turistico para uma cidade tao dinamica como o Rio de Janeiro, a resposta tem de ser positiva, ainda para mais quando no filme observamos uma total opçao por oferecer o que de melhor tem a cidade, com a curiosidade de estarmos perante um filme de animação. Pese embora este ano o publico se tenha alheado completamente do cinema, RIO tem ate ao momento os melhores resultados comerciais o que nao e de espantar uma vez que e talvez a maior aposta comercial ate ao momento, tambem em termos criticos e pese embora nao tenha obtido o consenso que outros titulos de animaçao conseguiram, o certo e que as criticas foram na sua maioria positivas.
Rio consegue duas coisas importantes para o cinema mesmo sendo de animação, primeiro em termos culturais, consegue oferecer um bom contexto para a cidade, consegue ser um bom cartaz publicitiario, mesmo percebendo desde inicio que e um cartaz politicamente correcto, mas consegue trazer acima uma realidade bem espelhada do que o rio de janeiro. O segundo ponto e quem sabe o mais importante de todos encontra-se traduzido na facilidade com que o filme consegue ter um ambiente positivo nao so em termos de personagens, mas na musica, pese embora o humor seja demasiado tradicional para a epoca que vivemos o que de alguma parte poe os nivel de exigencia um bocadinho aquem daquilo que o filme poderia conseguir
Em termos tecnicos Rio e um filme de excelencia, efectuado por uma das tres maiores produtoras arrisca e na maior parte do tempo consegue arriscar bem, em termos esteticos, pode nao ser um filme de primeira linha de animaçao, mas esta longe de alguns floops que ultimamente temos assistido com alguma frequencia
O filme fala de um passaro exotico retirado a nascença do brasil e domesticado ao longo do tempo nos EUA, contudo numa visita com a sua dona acaba por se perder desta e começa a perceber a sua verdadeira origem no Brasil
O argumento tem pontos de grande interesse principalmente a forma com que lida com o choque cultural, mas tambem na facilidade de recursos das persoangens que tem, o grande ponto negativo e a desactualizaçao do humor utilizado sempre longe do que actualmente se faz um pouco por todo o lado.
A realizaçao e produçao e o grande segredo do filme ao utilizar um originario do Rio de Janeiro para o montar para animaçao, nada falta neste particular e o grande trunfo de todo o filme.
Em termos de cast de vozes Eisenberg e uma boa escolha para a falta de sal da sua personagem, que contrapoem bem com as escolhas de Hathway e Foxx que dao outra cor e luz ao filme assim como as proprias personagens de cada um

O melhor - O Rio de Janeiro animado

O pior - O humor algo desactualizado

Avaliação - B-

Saturday, April 23, 2011

The Roommate


Starring: Leighton Meester, Minka Kelly, Frances Fisher, Tomas Arana, Nina Dobrev
Directed by: Christian Christiansen

The Roommate e mais uma aposta de tentar tornar uma estrela da TV juvenil numa estrela de cinema, dando a oportunidade de incluir no tipo de papel que normalmente mais atençoes reune para si, ou seja o de vilã. Os resultados do filme foram os esperados, se em termos comerciais alguma atençao ao filme mesmo longe de ser um blockbuster de eleiçao, em termos criticos o filme foi a mediocridade que era facil de prespectivar tendo em conta a tipologia do filme em questao
The Roommate e um filme ja visto em diferentes tipos em diferentes contexos, ou seja a obsessao de uma pessoa pela outra ja teve filmes e mais que isso ja atingiu alguns classicos do cinema moderno, sobre e notoria a influencia deste filme nestas mesmas obras, contudo tudo parece no filme ser o minimo exigido, principalmente naquilo que o filme tenta abordar. Desde logo a relaçao amorosa na protagonista, conhece-o num bar passado uma cena e o homem da vida dela, desde logo nao da a solidez que a relaçao necessitava de ter para a continuaçao do filme ao longo do tempo~. Depois o crescimento da obsessão tambem ela nasce sem qualquer principio e os contornos em que se desenvolve decorre sem qualquer tipo de principio ou ligaçao directa, ou seja na maior parte do tempo estamos perante um filme desencontrado com a coerencia e com um bom guião, o que o torna mais um filme juvenil de qualidade mais que duvidosa que apenas estreia no sentido de os estudios testarem a mais valia de actores de series no grande ecra
O filme fala sobre uma jovem que apos entrar na faculdade começa a ser vitima de controle total pela sua colega de quarto, o que torna esta relaçao potencialmente perigosa com resultados muito preocupante.
O argumento vai na senda do que ja se viu em outros filmes do genero, contudo com o peso de utilizar atalhos narrativos de qualidade mais que duvidosa e acima de tudo nunca perder tempo em tentar construir tudo que tenta transmitir o que debilita em larga escala o filme. Os guioes e a s persoangens sao como tudo o resto muito limitadas.
A realizaçao e basica em ritmo de telefilme nao consegue dar mais do que simples imagens pouco interessantes e pouco trabalhadas o que se compreende tendo em conta toda a mediocridade que sao todos os outros aspectos do filme
EM termos de guiao Meester entra bem em gossip girl, mas nao consegue nunca dar a ideia da lunatica que o filme queria que ela fosse, tem uma ou duas sequencias bem trabalhadas, mas que acaba por se tornar inocuas em todo o resto de filme. Basico ou pior so mesmo as limitaçães de Kelly e Camdgiet, em papeis selecionados para ambos apenas pela componente estetica ja que qualidade interpretativa nao existe.

O melhor - As inspiraçoes do filme

O pior - A falta de preocupaçao em tornar o filme consistente

Avaliação - D+

Sunday, April 17, 2011

Justin Bieber - Never Say Never


Starring: Justin Bieber, Usher , Miley Cyrus, Boys II Men , Sean Kingston
Directed by: Jon Chu


E indesmentivel que Justin Bieber tornou se em 2010 numa das maiores figuras do panorama musical norte americano. Dai que como muito ja aconteceu com outros fenomenos instantaneos musicais adolescentes tambem ele teve direito ao seu filme concerto em tres dimensoes como ja tinha sido feito com Hanna Montana, com participaçao especial neste filme e com os proprios jonas brother, contudo e como o fenomeno de Bieber ultrapassou qualquer um dos anteriores os resultados foram consideravelmente melhores, quer em bilheteira e mesmo critico, onde a forma de documentario da grande historia acabou por resultar.
O filme e um pouco aquilo que os produtores querem fazer dele de forma a venderem da melhor forma a imagem do adolescente simpatico que Bieber quer ser, contudo o trabalho de bastidores pouco ou nada e transmitido nunca conseguindo o filme ser coeso na tentativa de transmitir tudo a humildade ainda patente no dia a dia do cantor com a grande produçao de todo o filme e o show incluido.
Musicalmente Bieber nunca foi um prodigio assinalavel, e caso nao fosse um fenomeno da moda provavelmente ninguem o iria descobrir pelo talento acima da media, mas ao mesmo tempo conseguiu o que todo o jovem da idade dele nao se importaria de ter ou seja fama, uma componente estetica trabalhada e acesso a tudo
Pese embora nao seja aperciador da qualidade musical do jovem cantor e inequiveco dois pontos que se devem valorizar, desde logo a maquina de markting bem montada em toda a componente do seu espetaculo, e depois o espetaculo dentro do espetaculo com um profissionalismo assinalavel que fazem de Bieber o que ele com diferença acaba por ser hoje.
Õ filme e um documentario sobre o nascimento de uma estrela jovem acima de tudo apresentando todo o cast na preparaçao de um espetaculo em Nova iorque.
O filme nao tem argumento que nao seja as imagens naturais e escolhidas da vida e actualidade de Bieber. A realizaçao tem bons momentos principalmente na forma com que consegue transmitir a verdadeira dimensaqo industrial do espetaculo de bieber

O melhor - O markting ao cantor

O pior - Ser a historia tipica e selecionada

Avaliação - D+

Wednesday, April 13, 2011

Sucker Punch


Depois do sucesso que se tornou 300, Snyder tornou-se inevitalmente num dos autores mais creativos e evolutivos do cinema contemporaneo, mesmo que apos este filme de estreia todos os filmes sequentes tenham ficado com algum amargo de boca pela menor reprecurssao comercial. Sucker Punch era por assim dizer o primeiro filme partido do nada do realizador e talvez o seu filme mais arriscado, e podera se dizer que quase ninguem entendeu a sua ideia, principalmente a critica que negou por completo esta aventura grafica, e principalmente o publico que o tornaram num obvio floop de bilheteira.
Depois de tanto insucesso em tantos planos resta sublinhar a coragem e a creatividade de Snyder, mesmo que nem sempre seja um filme inteligente, sendo na maior parte das vezes um filme algo disparatado se existe critica que nao se pode fazer ao filme, e de este ser obvio, alias na maior parte do tempo estamos perante uma autentica caixinha de surpresas algumas vezes com a logica toda fora de contexto mas ao mesmo tempo consegue surpreender nao so nas imagens e nos atalhos narrativo mas mesmo na complexidade final que o filme tras consigo.
Para alem de todo o primor estetico que o filme tras pelo obvio fascinio do realizador filmar em ecra azul, todas as coreografias e banda sonora tornam-no numa especie de musical contemporaneo ao mesmo tempo bonito mas por vezes exagerado. Alias o mais dificil de perceber do filme e a necessidade do filme ter que ser grandioso nos extra do filme, que torna a grande desvantagem do filme, ou seja o facto de ser facil de fazer, ao nao trazer quase nenhuma ligaçao entre as grandiosas sequencias de acçao com o desenvolvimento final, quando metade do filme e desaproveitado em poucos minutos.
Mesmo assim estamos perante uma obra diferente capaz de ser amada e odiada, com muitas virtudes e muitos defeitos cujos pesos sublectivos podem caminhar a resultados distintos de aperciaçao
O filme fala de uma jovem orfa que e introduzida num hospital psiquiatrico criando a partir deste momento uma serie de personagens com o que la encontra, que permite viver tudo como um filme de acçao, onde tudo e possivel
A abertura que Snyder tem na historia da lhe todas as possibilidades e se demonstra coesao e creactividade na forma com que liga o filme na sua base estrutural abre toda a facilidade nas sequencias de acçao onde parece que a logica e posta de lado para poder explorar a grandiosidade do filme e principalmente dos efeitos especiais.
A realização e o melhor exercício do filme, Snyder e um mago a lidar com imagens criadas por computador e não só em termos de grandiosidade ou no efeito dos próprios estudios mas acima de tudo na componente estetica dos momentos mais simples e um grande realizador que arrisca e demonstra coragem, com alguma maior modestia e em outro tipo de historias menos gigantescas pode recolher mais frutos
Em termos de cast o unico pormenor que o filme quer e a imagem das protagonistas no sentido de transmitir sensualidade ao filme, o que na minha opiniao e uma opçao discutivel e que poe em causa a maturidade ou mesmo o alcance do filme. Salva-se Gleen numa personagem carismatica nos seus poucos momentos

O melhor - A menta creativa de Snyder

O pior - Perder muito tempo na estetica das personagens

Avaliação - B

Friday, April 08, 2011

Source Code


Starring: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Michael Arden
Directed by: Duncan Jones


Num inicio de ano que tem demonstrado pouca creatividade em termos de novos filmes, eis que surge um e outro filme, normalmente ligado ao cinema de acçao que tem trazido ideias novas e acima de tudo arrojo na forma de escrever. Depois de agentes do destino este codigo fonte, desde logo tornou se num dos filmes mais aclamados criticamente neste inicio de ano, pese embora comercialmente as coisas nao tenham corrido de acordo com o potencial que o filme mostrou em termos criticos, com resultados muito medianos.
Source Code e um daqueles filmes que ao mesmo tempo tem tanto de creativo na forma como o filme e montado a partir de uma boa ideia, mas acima de tudo e daqueles filmes que tem todas as componentes de um filme de eleiçao, logo em termos de acçao e um filme facil com ritmo acelerado, nao necessitando de personagens muito bem construidas. Depois a ideia e acima de tudo a parte final nunca em momento algum parece um atalho pese embora outras soluçoes podessem tambem ser criadas de forma a finalizar o filme.
Source Code e daqueles filmes que as pessoas ainda esperam ver no cinema capaz de as surpreender se ser enigmatico construtivo do ponto de vista cientifico e em determinados momentos uma lufada de ar fresco para um genero que parecia a muito tempo arredado de bons momentos.
O unico senao no filme e a dificuldade em entrar na dinamica e no teor do filme, mas depois de entrar e como uma montanha russa de prazer num misto de bom entertenimento com cinema de eleiçao
O filme fala de um ex soldade que e utilizado para utilizar a mente de uma vitima de um atentado bombista de forma a impedir que ele posteriormente continue, em segmentos de oito minutos o filme segue diversas tentativas de recolher informaçao.
O argumento tem tanto de creativo como valor em termos de acção imediata nao e um filme rico em dialogos nem mesmo em personagem mas resulta perfeitamente no mais basico a ideia e a construçao narrativa.
Duncan Jones ja tinha surpreendido em Moon pela originalidade e boa realizaçao mais uma vez sem ser um prodigo estetico faz um filme muito competente e com bons momentos em termos de realizaçao uma outra componente que deixa este bom filme em boa sintonia.
O cast tem em Gyllenhal o actor que o filme precisa, nao so em termos de carisma que o filme precisa mas acima de tudo em termos de disponibilidade fisica que o torna como uma das figuras mais proeminentes do cinema actual, a presençade Farmiga mas acima de tudo de Monhogan melhoram em grande parte o filme, sem grande exigencia contudo

O melhor - A forma facil de uma ideia narrativa de excelencia

O pior -Ser apenas o segundo bom filme do ano

Avaliação- B+

The Rite





A imagem de Anthony Hopkins como vilão e uma das figuras mais carismaticas do cinema moderno, desde Hannibal Lecter que a posição neste tipo de ponto parece ser um dos segredos e quem sabe alguns dos maiores trunfos de um tipo de cinema. Este ano e na base do exorcismo surgiu um particular The Rite com resultados frustrantes a todos os niveis desde logo criticamente com resultados muito fracos de uma critica tradicional onde nem a imagem de um Hopkins sombrio a conseguiu convencer, e tambem comercial onde o numero elevados de filmes com a mesma tematica levou a um diminuir da incidencia de espectadores sobre este tipo de filmes

Este filme pouco ou nada tem de diferente do que a maioria dos filmes de exorcismo e mesmo o ponto de baseado em filmes veridicos melhora ou contrapoe aquilo que o filme nao consegue ser que e realista, e se no inicio esse enigma ate consegue ser potenciado a ligeiros momentos ja no que diz respeito a parte final este ponto perde se por completo sendo novamente mais um filme semelhante a todos os outros.

E inegavel a força da imagem de Hopkins a determinados momentos e que isso acaba por ser o maior trunfo do filme, permitindo uma intensidade nos ultimos momentos do filme que acaba por salvar o filme da derrota total, contudo insuficiente para o tornar a trazer a um patamar pouco mais do que mediocre

O filme fala de um jovem aspirante a padre que tenta tirar um curso relacionado com o exorcismo sendo acompanhado por um velho e enigmatico padre na cura deste tipo de problema contudo muitas vezes o demonio ira possuir algo bem mais perto

O argumento e repetitivo quase nunca consegue ser verdadeiramente original, ao inicio os dilemas das personagens sao bem tratados mas com o passar do filme aproxima se mais das narrativas comuns deste tipo de filmes.

Em termos de realizaçao o filme opta por uma estrategia que a meu ver resulta em longo prazo, o facto de por de lado os efeitos especiais para apostar em grande escala numa realizaçao mais sombria mas que da mais realismo ao filme.

EM termos de cast a aposta em Hopkins permite o filme usufruir da sua imagem em termos de Markting embora esteja a anos luz do que ja efectuou em outros filmes, o restante pouco ou nada traz de novo ao filme


O melhor - A intensidade de Hopkins na parte final


O pior - Ser mais um fraco filme de exorcismo


Avaliação - C

Saturday, April 02, 2011

Limitless


Se existe alguem que ganhou protagonismo com o sucesso instantaneo da ressaca, esse alguem foi Bradley Cooper, capaz de facilmente agora encabeçar filmes e apostas de estudios americanos, a primeira experiencia foi neste estranho e peculiar limitless, que rapidamente se tornou num sucesso moderado, quer de bilheteira onde os resultados foram na maior parte dos casos positivo, mas tambem criticamente onde pese embora nao tenha recebido grande entusiasmo conseguiu valorizaçoes positivas no seu global
Limitless e um filme original o que de si e ja um ponto a seu favor, por e arrojado na forma como cria o seu conteudo de base mas acima de tudo na forma como consegue uma realizaçao dinamica que faz com que o filme seja actual e interessante em quase todos os pontos que fazem parte.
O unico senao do filme centra-se em alguma dificuldade na parte final de conseguir surpreender o espectador o que faz com que no fim surja um pouco a ideia que o filme podia surpreender mais o espectador ter quem sabe algum tipo de suspense, encaixaria bem no tipo de filme em questao.
E daqueles filmes que tem como seu maior trunfo o aspecto surpresa e pese embora a determinada altura pensamos que o filme ira conseguir ser mais forte do que na realidade acaba por se tornar o certo e que nao compromete o facto de demonstrar que a originalidade ainda e lugar comum no cinema actual.
O filme fala de um escritor falhado que apos um encontro com o seu ex cunhado descobre uma pilula que transforma a sua vida desagregada num sucesso sem retorno e sem comparaçao, ate que depois começa a lutar com os perigos que a propria droga tras consigo.
Em termos de argumento a ideia e muito mais forte do que propriamente a concretizaçao da mesma, pese embora pense na forma de a rentabilizar em termos de movimento e realizaçao parece sempre que o filme fica condicionado nos dialogos e no desenvolvimento das personagens secundarias.
Burger e uma das agradaveis surpresas dos ultimos anos, primeiros porque consegue ser versatil nos filmes que apresenta mas acima de tudo no ritmo e nos estilos diferentes que o filme consegue ter. Burger tem mais uma vez uma realizaçao de primeiro nivel ao oferecer estetica cunho proprio e tudo que o filme precisa.
Em termos de cast e claro que a presença fisica de Cooper e carismatica o suficiente para liderar qualquer tipo de cast, penso que o seu valor interpretativo ainda nao foi posto a prova e neste filme pese embora esteja longe de deslumbrar deixa boas indicaçoes para esse dia. Cornish começa a ganhar espaço mesmo que o seu papel nada exija e De Niro longe dos seus grandes filmes

O melhor - A formula de Burger

O pior - A conclusao podia ser mais arrojada

Avaliação - B-

Thursday, March 31, 2011

Paul




SImon Pegg e Nick Frost conquistaram no ultimo ano a vanguarda cnematografica do cinema de eleição inglês com a comedia tipica do reino unido a ter o expoente maximo mesmo nos EUA, num terreno dificil de preencher. para este ano surgiu a comedia inter galatica, com o mesmo estilo pese embora o facto de abarcar um tema bem mais complicado trouxe algumas complicações no reconhecimento critico que o filme nao conseguiu como a maioria do filme da dupla, mas tambem em termos comerciais onde pese embora tenha conseguido uma grande estreia nos EUA, os resultados ficaram muito aquem do que se esperava.

Paul e um filme tipico da dupla no registo de um humor a maior parte das vezes algo imebcil mas conseguido na maior parte do tempo, com bons momentos a maior parte deles proporcionado pelo bom guiao escrito para a personagem alien, com a magnifica caracterizaçao de voz de Seth Rogen que acaba por ser mais que o coraçao do filme a grande virtude do mesmo.

De resto o filme perde algum vigor na forma algo descentrada como sai dos atalhos narrativos nem sempre parece optar pela melhor opçao muitas vezes caindo num melodramismo exagerado e que poe em causa algumas das sequencias de humor principalmente a potenciadas pelo duo principal

Outro dos grandes problemas do filme e a inexistencia de um vilao de excelencia pese embora a figura de Bateman surja quase sempre nesse sentido nunca parece sequer por em risco o final que o filme consegue obter, numa conjugaçao de filme inter espacial mais vincada na fase final, com uma comedia britanica de humor ridiculo.

O filme fala de dois nerds britanicos que embarcam numa tour sobre os pontos mais miticos da cultura extra terrestre ate que encontram o alien peculiar e muito humano de nome Paul que começa a efectuar a viagem com estes.

O argumento pode nao ser um primor em termos narrativos e da historia de base mas ganha na forma com que consegue concretizar alguns momentos de humor, pese embora seja notorio que o humor desenvolvido por esta dupla ja esteve mais actual do que propriamente esta nesta altura. As personagens principais poderiam quem sabe ser mais elaboradas e mais trabalhadas nao so na caracterizaçao mas acima de tudo nos dialogos que estas assumem

A realizaçao pese embora nao apresente efeitos especiais de eleiçao consegue quase sempre trazer a si algumas virtudes que fundamentam na maior parte do tempo o efeito humoristico que o filme tras consigo, e que de alguma forma permitem uma boa integraçao de todo o filme

Em termos de cast parece nos que a simbiose e mesmo a força humoristica da dupla de protagonistas ja foi mais feliz e potenciada noutros filmes, aqui parece perder alguma quimica e mesmo a força individual de ambos, ganha contudo na excelente escolha do estilo de Rogen para dar voz e mais alguma coisa a personagem extra terrestre.


O melhor - O humor de paul


O pior - A falta de humor da dupla principal


Avaliação C+

Tuesday, March 29, 2011

Red Riding Hood





Depois do sucesso de Twilight, principalmente do primeiro filme, Hardwickie ganhou um espaço proprio na forma como conta historias de amor, num imaginario de ficção e muito proximo do coração dos adolescentes. Dai que a expectativa em torno desta particular versao do capuchinho vermelho, tornou se ao longo da produção um dos filmes mais falados de 2011. Contudo os resultados foram contrarios a estas iniciativas iniciais por um lado criticamente onde o filme pouco ou nada conseguiu reunir para si, com criticas maioritariamente muito negativas, mas tambem em termos comerciais onde esteve muito mas mesmo muito longe da explosao que foi Twilight.

Se existe aspecto que quase ninguem pode apontar a realizadora e a forma com que esta pensa os seus filmes do ponto de vista de estetica e nisso quase ninguem pode deixar de ficar maravilhado com algumas sequencias do filme, principalmente na forma de tentar efectuar os contrastes de cor quase sempre muito bem conseguidos.

O segundo ponto positivo do filme e mesmo a originalidade da ideia de reiventar, mesmo que nem sempre da melhor forma um conto infaltil, tornando-o num filme adulto por vezes mesmo proximo do genero de terror.

Como pontos negativos alguma falta de profundidade das personagens centrais com particular incidencia no triangulo amoroso, a forma com que estas relações sao emaranhadas, nao permite que o filme consiga ir mais alem daquilo que tenta ir, tornando num obvio filme para adolescentes.

A historia fala de uma pequena aldeia isolada, que sem muito bem ninguem perceber como começa a ser assaltada pelos ataques de um lobo que escolhe as suas vitimas, com a entrada de um tirano padre a aldeia tem que se juntar para saber quem se transforma em tao maldosa creatura.

O argumento pese embora toda originalidade que venha embutido na forma como o filme nasce, nao se pode dizer que e prodigo em bons momentos narrativos, dialogos, ou mesmo em personagens muito elaboradas, mas no seu objectivo principal, ou seja entrar num ambiente proximo dos adolescentes o filme consegue atingir facilmente este ponto.

A sensibilidade estetica de Hardwickie ja foi vista por demais nos seus filmes, principalmente no estilo proprio que deu a Twilight, neste caso volta novamente a se aprumar neste sentido, e que torna o filme um bom exercicio de realização principalmente do ponto de vista estetico.

POr fim o cast, se existe personagem em que Gary Oldman pode fazer reviver o seu bom dracula de Bram Stocket acaba por ser a do malvado padre deste filme, pelo contexto que o filme tras consigo. Por sua vez o tridente de protagonistas denota ainda muita imaturidade interpretativa sendo claro que a escolha esteve mais relacionada com a estetica do que propriamente com a qualidade por estes apresentada.


O melhor - a componente estetica do filme


O pior - O tridente interpretativo


Avaliação - C+

Monday, March 28, 2011

Mars Needs Moms





Pouca gente percebe quando a critica chega a um filme de animação, e isso tem a ver com o facto das expectativas neste tipo de filmes nao ser elevado, pelo facto do seu publico alvo ser tão simples como puras crianças. Contudo com o passar do tempo e com o aumento do numero de filmes do genero a exigencia tem vindo a aumentar. Dai que foi com surpresa que o primeiro avançao da dyney para este acto tenha resultado num rotundo falhanço a todos os niveis, desde logo critico com valorizações perdominantemente negativas, mas o mais surpreendente foi mesmo o desastre comercial, que o torna quase sem qualquer discussao num dos maiores floops de animaçao que ha registo.

O facto de numa era do 3d este filme nao ter adoptado este tipo de registo pode explicar em parcela algum do mau resultado do filme, contudo isso nao chega, efectuar um filme sobre extra terrestres num terrenos que ja foi explorado diversas vezes na animaçao tb nao demonstra muita capacidade de o filme se alinhar para algum momento, e a creatividade tb acaba por ser peça adjacente a todo o filme

Contudo o pior do filme e mesmo a falta de graça natural ou seja nem as personagens nem a historia tentam ser engraçadas ou proxima das crianças as tentativas de humor saem quase sempre por pano furado e o filme ressentesse em larga escala disso, que conduz a que determinada fase do filme a unica coisa que se espera e que o filme nao dure muito mais.

Em animaçao com tantas deficiencias e dificil o filme por si so agradar a quem quer que seja principalmente porque a historia nao e creativa, nao e proxima dos espectadores e dificilmente tem piada, ou seja demasiados contratempos para um filme deste genero.

A historia e simples marte, o planeta precisa de apreender a educar, como tal nada melhor do que vir buscar uma mae do nosso planeta para ser o molde para tudo o resto, esquecem se e que o filho nao desiste assim e parte numa aventura inter galatica de forma a resgatar a mae da posse dos extra terrentres.

O argumento pese embora nao seja muito deficitario em termos de coerencia interna, perde alguns pontos na forma como e criada toda a narrativa e na falta de originalidade da mesma, mesmo as personagens podiam e deviam ser mais condimentadas, mas o grande problema e mesmo a falta de piada natural do proprio filme

Em termos produtivos a opçao por deixar de fora a tres dimensoes, acaba por se tornar por si so um obstaculo que o filme nao consegue ultrapassar, nunca e um filme vistoso do ponto de vista tecnico e muito menos em termos esteticos onde por vezes e demasiado primario.

O cast de vozes nao e exigente, apenas tres personagens ou quatro acabam por ter voz, o que facilita a boa interaçao entre elas, mas mesmo neste particular nada que mereça qualquer tipo de destaque.


O melhor - O simplismo inicial da formula


O pior - A falta de graça propria do filme


Avaliação - C-

Saturday, March 26, 2011

I am number four


Starring: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Teresa Palmer, Dianna Agron, Kevin Durand
Directed by: D.J. Caruso


DJ Caruso ganhou um espaço consideravel quando sem ninguem esperar lançou um particular Disturbia mas acima de tudo preparou terreno para aquele que iria ser o novo heroi de Micheal Bay ou seja Shia Leabouf. Desta e quem sabe como retoma disso Bay, o produtor ofereceu-lhe uma especie de filme de um grupo de super herois a olhar a longo prazo para a possibilidade de diversas sequelas oferecendo-lhe quem sabe mais um jovem para lançar. Contudo os resultados foram distantes daquilo que tinha conseguido Disturbia, sendo a diferença bastante mais consideravel em termos criticos onde a ma recepçao do filme contribuiu a que comercialmente o filme nao fosse alem daquilo que conseguiu Disturbia, pese embora tenha mais ingredientes e envolva meios completamente diferente do primeiro.
I am number four e daqueles filmes tao basicos nas suas intençoes que podia ser escrito por qualquer aluno do primeiro ano de cinema por entrar em tanto esteriotipo junto. Desde logo em termos do tipico filme de adolescente com a chegada de um novo rapaz a cidade, a curiosidade, os engraçadinhos do futebol, a rapariga gira e o nerd, tudo esta presente nao faltando nada daquilo que e comum pese embora desnecessario a um filme que na verdade e um filme de extra terrestres.
Sim e mesmo no filme de extraterrestres a falta de profundidade e creatividade do filme segue, existe os bons que se encontram simulados na nossa realidade e um grupo de maus sanguinários que tem o seu apogeu quando lançam uma especie de monstros que ninguem sabem ao certo o que são e para que servem.
Ou seja o que começa como um filme normal de adolescentes acaba num disparate envolvendo extraterrestres e creaturas sem qualquer tipo de sentido, para alem de nunca percbermos bem como e que uma personagem que apenas consegue para si perto de 3 minutos ao longo de todo o filme sem qulquer tipo de apresentaçao pode na parte final chamar a si todos os meritos da gloria e do heroismo.
Enfim um exercicio de mau cinema, com muitos meios ao seu dispor e com a ansiedade de os colocar todos em execuçao mesmo que o argumento saia danificado com tanta mistura ao mesmo tempo sem qualquer tipo de creatividade.
O filme fala de um extra terrestre dissimulado da nossa sociedade que o quarto resistente de nove vindos do referido planeta no sentido de nao serem dizimados por uma outra especie, contudo esta procura-os por ordem para por fim a vida destes, contudo o numero quatro tem poderes mais que especiais.
O argumento e uma fantochada em busca do mediatismo e acima de tudo escravo da utilizaçao de todos os efeitos possiveis, contudo para alem disto nao consegue retirar mais de si na exploraçao de uma narrativa mais consistente e acima de tudo num ponto que se torna ainda mais central na forma como as personagens sao basicas e estereotipadas.
Confesso que fui fã da forma de filmar de Caruso em Disturbia ajudado por um guião ainda mais interessante, mas nao me pareceu um realizador de massas, daqueles que sabe o que quer e para onde vai, neste filme perde o seu cunho pessoal para se tornar quase em mais um Micheal bay, o que esta longe de ser meritorio para ele.
Este filme exige muito pouco das suas personagens, talvez um teste ao carismoa de Pteyfer em clara ascençao em Hollywood e que a sua disponibilidade fisica e estetica irao permitir sem dificuldade que obtenha tudo o que quer do cinema, contudo nao se deslumbra uma capacidade interpretativa de eleiçao, num registo onde acaba por ganhar por pouco um Olyphant mais maduro, mesmo que a personagem tambem nao exija mais do que as outras


O melhor - A banda sonora.

O pior - O mix de esteriotipos de generos

Avaliação - D+

Friday, March 25, 2011

London Boulevard

Quando muitas vezes as expectativas de um filme começam a desaparecer quase a velocidade da luz algo de muito grave se passa num filme com tantos aliciantes como este. Aos poucos desapareceu a loucura da estreia, os comentarios relativos a produçao, acabou por nao estrear nem tao pouco ter data de estreia nos EUA, e criticamente como o filme desapareceu das salas pouco ou nada conseguimos registar.
Londo Boulevard e um tipico filme ao estilo Guy Ritchie mas sem qualquer tipo de força muito pelo facto de nos dar um argumento pouco coeso, por vezes confuso, pelas personagens terem falta de objectividade e acima de tudo por dificilmente conseguirmos perceber ao certo qual e o principal objectivo do filme.
O inicio promete com intriga com a presença de personagens fortes e bem criados mas com o desenvolvimento do filme tudo isto se vai perdendo a um ritmo alucinante dividindo se ate ao final em dois filmes distintos um com uma virtude mais romantica que nunca se chega a desenvolver e por outro lado um tipico filme de criminosos que parece sempre limitado no seu alcance.
A historia fala de um ex presidiario que quando regressa ao exterior observa que por um lado nao consegue afastar-s ecompletamente do crime e por outro arranja emprego como guarda costas de uma das figuras mais carismaticas de todo o reino unido.
Em termos de guiao o filme tem dois pontos completamente distintos se por um lado a vertente da ligaçao entre as duas personagens principais cresce inicialmente de uma forma positivo todo o contexto seguinte do filme parece que em momento algum tem alguma relaçao com o restante do filme. O grupo geral das restantes persoangens parecem tao desaproveitados como todo o filme
A realizaçao divide se entre um estilo rebelde principalmente na introduçao do filme com um figurino mais proximo do tipico nos filmes de estudio
Em termos de cast penso que o filme dispensa por completo as boas imagens e quimica que parece existir entre farrel e knigtey para nos dar uma amostra de um registo de personagens que nada tras de fama para qualquer uma das carreiras.

O melhor - O inicio da relaçao entre as persoangens principais

O pior - O embrulhar narrativo de quase todo o filme

Avaliação - C