Sunday, March 06, 2011

Unkown


Se existe filme que marcou nos ultimos tempos a carreira de Liam Neeson, foi Taken, onde demonstrava capacidade e carisma para por a seu cargo todo o protagonismo de um bom e ritmado filme de acçao, talvez por isso seja novamente a aposta para protagonizar mais um filme de acçao trepidante cujo o titulo e uma unica e exclusiva palavra. Contudo os resultados foram algo distintos se em termos criticos a mediania dos dois nada ou pouco contrasta, o sucesso surpreendente que se tornou Taken, nada tem a ver com os resultados normativos apresentados por este filme, e pese embora a chancela de Joel Silver, o filme nao conseguiu mais do que o normal nos filmes de acçao do principio do ano.

Olhando para o trailer prometia muito este filme, nao so em termos de acçao onde sabemos que silver como produtor se movimenta como poucos, mas acima de tudo em termos de intriga e de suspense, pois bem neste particular e pese embora a boa conslusao do filme, pensamos que tudo torna linhas demasiado faceis, perdendo grande parte da concentraçao do filme na tentativa de oferecer bons momentos de acçao com perseguiçao e assassinatos em vez de condimentar mais um argumento que poderia ser mais apetrechado em algumas pontas soltas.

Mesmo assim estamos perante um cinema de acçao de primeira escala, numa especie de policial sem policias com um ritmo interessante e capaz de na parte final conseguir surpreender o espectador com uma conslusao que apesar de nao ser totalmente surpreendente encaixa bem em tudo que o filme oferece ate ao momento.

O grande senao do filme e que e demasiado repetitivo ate conseguir desenvolver as pontas da propria historia ou seja durante o miolo do filme, com mais de uma hora de duraçao nada nos e dado relativamente a intriga do filme que passa sim pela parte mais fisica e claramente mais deficitaria de todo o filme

A historia fala de um cientista que apos um acidente observa que tudo mudou na sua vida e ninguem o reconhece com a identidade que julga ter, procurando uma luta completa pela recuperação da sua identidade.

O argumento pese embora na sua estrutura e no seu desenvolvimento seja maduro e coerente, perde alguma intensidade ou nao aproveitar de forma mais completa tudo que a historia base lhe podia dar, ficando a sensaçao que poderia ir mais alem na intriga e nos jogos de interesses que estaria por tras de tudo. Para alem deste facto muito pouco desenvolvimento das personagens, se na principal tudo e entendido na parte final, nas outras e mais complicado de perceber

A realizaçao a cargo do cinesta espanhol Serra, que ganhou mediatismo no cinema de terror, demonstra bem as influencias ao nao conseguir ir para alem de cores sombrias, o que da uma toada mais noir ao filme, que pese embora fique bem na maior parte das sequencias por vezes exagera, mas nao condiciona o bom desenvolvimento do filme

Em termos de cast depois de Taken seria facil pela disponibilidade fisica e frescura de neeson este ser uma aposta para o cinema de acçao e mais uma vez ele consegue dar ao filme aquilo que precisa, embora pensamos que o inicio da sua carreira nos daria um actor mais completo e para outro tipo de cinema. A sua beira duas loiras mais conhecidas pelo aspecto do que propriamente pela qualidade interpretativa Kruger com carisma suficiente para a sua personagem Jones ainda a procura do seu espaço no grande ecra


O melhor - A conlusão do filme


O pior - Perder-se em preseguiçoes quando o argumento poderia render mais


Avaliação - B-

Morning Glory




A primeira pergunta que se pode fazer neste filme, e o que e necessario para um realizador que faz notting hill entrar de vez no cinema de distribuiçao, e que a critica comece a estar atenta a ele. Parece que e daqueles casos em que o patinho feio nunca o vai deixar de ser, so assim se entende que este filme, com todos os ingredientes reunidos para se tornar um exito de bilheteira, tenha passado pela mesma quase com uma indiferença total, bem como criticamente onde pese embora assuma uma comedia, e tenha obtido na maioria valorizaçoes positivas nao conseguiu ganhar o impulso que o retirasse das filas de um dos filmes mais injustiçados do ano.

Pois bem num ano em que o drama esteve em alta, podemos dizer completamente o contrario em termos de comedia so assim se compreende que filmes como Burlesque tenham conseguido a nomeaçao para o globo de ouro na categoria. Contudo um dos mais interessantes titulos do genero este ano acabou por ficar desde cedo esquecido sem muita gente perceber porque. Este filme para alem de uma comedia, sem assumir o humor facil, acaba por ser uma liçao e um balanço entre a hierarquia das necessidades pessoais, num filme que acaba por ter a seu favor a facilidade com que as personagens conquistam a audiencia, nao tendo que apostar em relaçoes amorosas, ou mesmo em cliches.

A determinada altura o unico ponto que parece necessitar de melhorias e mesmo o relacionamento amoroso e a falta de atençao que o filme lhe da, e uma opçao contudo penso que mais enfoque nesta vertente podia levar o filme para uma dimensao diferente.

E daqueles filmes completos que funciona como animaçao com um bom ritmo ao que nao sera indiferente a forma com que a persoangen central se relaciona com diversos centros de atençao, a suavidade do guião, e porque de uma comedia se trata a conclusao feliz, fazem no numa das melhores comedias naturais dos ultimos anos.

O filme fala de um produtora de televisao completamente dependente do trabalho, que apos ser despedida do seu trabalho abraça o projecto de um programa de muitos anos em vias de extinsao tendo que o colocar novamente de volta as audiencias.

O argumento pese embora nao seja prodigo em creatividade, nem tao pouco queira entrar dentro destes parametros denota que nao e necessario nenhuma dose de coisas novas para fazer uma historia resultar, basta ser o mais natural, e nunca perder a coesao da historia, 'poderia melhorar os seus dialogos.

A realizaçao e silenciosa, quase tanto como a carreira do realizador depois da explosao de Notting Hill onde ate neste particular conseguiu brilhar, contudo aqui pouco ou nada da de si, a nao ser tentar explorar os bastidores de um programa, e aqui denota conhecimento de causa.

O cast e das melhores supresas que nos recordamos nos ultimos anos em comedia, McAdams esta uma senhora actriz mesmo num papel mais ritmado, denotando capacidade para entrar em ambos os registos a estar atentos num futuro proximo. COntudo a grande surpresa do filme e Ford quem sabe no seu melhor papel dos ultimos dez anos que merecia mais reconhecimento, na pela de um anti social ex apresentador de telejornal a forma como balança o mau humor com uma ponta final de sensibilidade e um dos melhores momentos da carreira do actor que ninguem contudo este atento


O melhor - Harisson Ford, e a versatilidade de McAdams


O pior - A pouca envolvencia romantica do filme.


Avaliação - B

Gnomeo and Juliet




Com a explosão do #D se houve genero que potenciou um maior numero de filmes, pela rentabilidade instantanea, foi os de animação, contudo este ano so agora em meados do segundo mes temos a primeira aposta, e logo com a particularidade de nos trazer uma versão para mais pequenos do classico de Shakespeare, so que com gnomos de barro. A excentricidade do filme contudo nao fez com que os espectadores se afastassem do filme, ja que apresentou bons resultados de bilheteira tendo em conta que nao era produzido por nenhuma das grandes empresas de animação. Ja criticamente as coisas nao correram tao bem com valorizaçoes medianas, o que nao e de valorizar tendo em conta que e um genero normalmente aperciado pela critica.

Desde logo podemos valorizar a creactividade e a ideia base do filme, sem duvida alguma a grande fonte de todo o filme o facto de so pos si so conseguiur atrair muita gente com as suas particularidade, funcionando como o maior registo humoristico de todo o filme, e que parece tornar o filme naquilo que ele acaba por nao se tornar, ou seja se a forma e toda ela extravagante e excentrica no conteudo do filme voltamos um pouco aos primordios da animaçao com uma narrativa simples sem grandes motarotias assumidas, mas acima de tudo sem grande produçao de humor que se fica pela ideia de base, contudo o tradicionalismo tem tambem o seu lado positivo na forma quase minimalista com que joga com o amor das personagens e isto da um caracter estetico interessante em todo o filme.

Nao e certamente um dos melhores filmes de animaçao da historia arrisco me mesmo a dizer deste ano, pese embora ainda nao haja comparaçao, mas e um filme facil de ver, que consegue chamar a si a atençao pela forma com que o filme tras, nao esquecendo a mais valia que e trazer consigo vozes todas elas do reino unido.

O filme fala de duas partes de gnomes separados pela cor e por uma inamizada maior que tudo, contudo tudo fica mais dificil quando o princepe dos azuis se apaixona pela princesa dos vermelhos, na adaptação curiosa de animaçao do classico de Shakespeare.

O argumento tem como grande dificuldade adaptar uma historia conhecida a duas facções de gnomos de barro, contudo e com grande originalidade consegue quase tudo que o filme em si tem, com a cereja no topo do bolo que e colocar ainda o escritor no meio da obra, perde em alguma falta de coragem em tornar o humor um protagonista de todo o filme

A realizaçao e a produçao pese embora tenha bons momentos na forma como os bonecos ficam estaticos e a diferença quando estes tem vida, mas esta longe daquilo que os grandes estudios ja conseguem fazer no maximo das suas potencialidades.

A escolha das vozes ganha na generalidade por adoptar apenas vozes britancias ressalvando se aqui duas que encaixam perfeitamente nas suas personagens Stahtam num registo completamente atipico e sem a sua figura de durão, e Caine, inconfundivel.


O melhor - A curiosidade da adaptação


O pior - A falta de coragem num humor diferente


Avaliação - B-

Saturday, March 05, 2011

Big Mommas: Like Father Like Son




Para um franchising ja mais que gasto e que inclusive o segundo filme ja deu mostras de uma fraqueza clara, teria que ocorrer algo de novo para motivar os espectadores a um filme, que deu todo o sucesso conhecido ao duvidoso comico Martin Lawrence. A aposta seria dar-lhe um companheiro sobre a forma de filho tambem ele no disfarce. E eis que surge o terceiro filme de uma sequela que resultou bem pior do que todas as outras demonstrando sem duvida alguma que o produto ja deixou de funionar, quer em termos criticos onde nunca teve os seus melhores dias, mas acima de tudo comercialmente onde o primeiro filme ainda conseguiu se impor.

Falar deste filme e falar um pouco do que e actualmente Martin lawrence, uma especie de Eddie Murphy sem tanta piada ou mediatismo, com filmes quase copiados do icon afro americano com a diferença que nunca teve metado do sucesso, e mesmo os seus filmes, sao bastante mais fracos, e mesmo sem graça. o problema e que nos nossos dias e com a evoluçao do humor nao ha espaço para este tipo de comedia, porque a cultura evoluiu, nao e a toa que vimos Murphy completamente esquecido, e que se podera dizer do seu mais fiel imitador.

Neste filme de todas as apostas feitas com a entrada de uma personagem mais novo, a unica que se pode dar como minorizada e mesmo a tentativa de fornecer algum material musical sob a forma de rap de sentido a chegar aos mais novos numa prespectiva mais actual. Ou seja quase nada e colocado neste filme que permita que se distancie do que os anteriores tenham feito, muito pelo contrario repetindo um humor nao so gasto como de muita pouca inteligencia

O filme vai novamente ao disfarce do agente do fbi, que desta vez tem de disfarçar tambem o seu filho, que acaba por ser o protagonista maior deste filme, numa escola de artes so para mulheres.

O argumento assim como toda a historia do franchising e uma mistura do que eddie murphy foi fazendo ao longo da sua carreira com muita pouca originalidade, com personagens completamente inexistentes, um humor completamente ultrapassado numa repetiçao sem fim, entre os tres filmes da saga.

a realização e o aspecto menos importante de todo o filme, pouco ou ninguem se importa com a forma com que o filme e produzido ou realizado vivendo exclusivamente do seu protagonista, e das suas piadas, dai que e um complemento completamente inexistente ao longo de todo o filme

O cast e liderando por um Martin Lawrence tambem produtor do filme, que fornece a personagem a sua medida, com a mesma dose de imbecilidade e mesmo de falta de graça que transmite em todos personagens, num comediante que nunca ou raramente consegue ter piada, a auxiliar um outro actor mais jovem Jackson mas com o mesmo tipo de humor, ou seja mais um pelo mesmo caminho, para nosso mal


O melhor - Provavelmente acabou a saga deste agente


O pior - Como chegou ao terceiro filme


Avaliação - D

Another Year





Mike Leigh e talvez no panorama do cinema internacional o unico resistente do tradicional cinema britanico, de costume, baseado na orientaçao da familia, onde o dialogo e a componente principal do filme. Este ano voltou novamente a conseguir chamar a atençao da critica dos EUA para o seu cinema que inclusive ja lhe valeu algumas nomeaçoes para os oscares. pese embora nao tenha entrado na corrida final a nomeaçao para melhor argumento original deste pequeno filme e o reconhecimento de uma boa recpçao critica que o filme foi alvo pese embora comercialmente este nao seja o tipo de produto que consiga bons resultados em qualquer tipo de mercado.

Confesso que nao sou um aperciador por natureza dos tipos de filmes do realizador penso mesmo que estes sao sobre valorizados, por se tratarem de tradiçoes mantidas de um cinema em desuso, contudo existe aspectos que nao podem deixar de ser valorizados a forma com que ele consegue retratar os sofrimentos e as desilusoes pessoais, ou seja e um dos melhores a conseguir criar contextos como tristeza e sofriemento. Neste filme surge a forma com que consegue jogar temporalmente no filme ao longo de todo o ano, o unico sinal creativo que o filme consegue trazer a si, mas que funciona como motor e coraçao de quase todo o filme

O filme organiza-se em quatro blocos de visitas no mesmo da mesma familia, com quase sempre os mesmos protagonistas, contudo tudo de circunscreve ao humor das pessoas e da propria relaçao entre elas a forma com que as proprias estaçoes do ano motivam ou fazem as pessoas viver, o que e o aspecto mais interessante do filme, depois tudo o que e natural nas personagens dialogos prolongados com um humor britanico completamente modelado, com uma moratoria bem assumida na personagem de Mary, mas ao qual falta intensidade narrativa, e acima de tudo perde pela dificuldade em conseguir ser objectivo.

O filme fala de um casal quase na terceira idade que nas diferentes estaçoes do ano, tem de encontrar a forma de vivenciar de um seu filho, com uma colega de trabalho do casal, e os seus dramas pessoais.

O argumento o ponto mais valorizado de todo o filme, tem como seu maior merito a forma como caracteriza as personagens de acordo com as estaçoes do ano, sem nunca perder a sua congruencia interna. Contudo os dialogos caem em alguma repetição e falta alguns acontecimentos que permitissem que o filme adquirisse uma outra intensidade.

Leigh tem uma forma de realizar pausada onde as personagens e o sofrimentos silencioso sao o seu maior enfoque. Neste filme tem um particular momento de excepçcao quando fillma pela ultima vez os protagonistas a mesa, a forma pausada com que da a vida a cada um deles, demonstra a sua forma de realizar, pode nao ser um força da natureza mas tem o seu estilo proprio.

Em termos de interpretaçao Mannville conseguiu chamar a si todas as valorizaçoes neste particular para o filme, e e certo que ela domina o filme de principio a fim, roubado o protagonismo a familia central, e certo que a pequenez do filme nao a possibilitou de ganhar a nomeaçao para o oscar, ficando pelo nomeaçao para o globo de ouro, contudo as valorizaçoes criticas dao o devido valor a uma das melhores interpretaçoes femininnas do ano, roubando toda a atençao a Broadbent tb em bom nivel, mas sem o charme natural da persoangem feminina


O melhor - A rapidez de discurso de Mannville


O pior - Demasiado rigor britanico


Avaliação - B-

Friday, March 04, 2011

The Eagle




Quando saiu o ultimo rei da escocia os mais tradicionais criticos prespectivaram a descoberta de um novo icon do cinma contemporaneo, concretamente Kevin Mcdonald, para uma obra de praxe, toda a recepçao nao poderia ser mais meritoria, mas desde ai tudo mudou, primeiro porque nao mais arriscou lançar um filme na epoca dos premios, e acima de tudo porque o argumento que normalmente fortalecia os seus filmes foram cada vez menos trabalhados, entregando se a um cinema mais de produçao como neste filme. Contudo os resultados tem sido desoladores, neste filme para alem do teor comercial que acabou por perder, com criticas medianas, tambem o publico nao se entregou a esta especie de epico.

Olhar para este filme e para os anteriores filmes do realizador e algo que deixa o espectador estupfacto uma vez que as virtudes dos dois primeiros e o que falha rotundamente neste. Se por um lado denota-se maior ambiçao numa produçao de maiores dimensoes, com caracter de honra e emocinal, toda a inteligencia e acima de tudo originalidade dos argumentos maduros desaparecem completamente neste filme, cujo guiao e demasiado previsivel, sempre sem qualquer tipo de adereço que lhe permita diferenciar-se de todos os filmes do genero.

E um filme mais corporal e menos inteligente, e isso deixa as coisas um pouco negras para um realizador que sempre conseguiu dotar os seus filmes de um bom balanço de historias seguras e de argumentos fortes dos diferentes pontos de vista.

nao se poe em causa que o filme consiga os seus curtos objectivos de ser um filme de acçao heroico, sobre as suas personagens contudo prevalece o facto de nos parecer que tudo e demasiado curto para aquilo que se esperava da obra deste realizador.

O filme fala do exercito romano, e da coragem de um comandante em entrar nas profundezas do enimigo para conseguir recuperar a marca do pai, com a ajuda de um unico seu escravo.,

O argumento e o ponto fraco do filme, nos momentos das decisoes toma sempre o caminho mais facil, mas de longe o menos maduro, o que qualquer um faria e isso nao distingue as grandes historias, de tudo o resto demasiado esteriotipado, em personagens mas acima de tudo no seguimento que o filme tem

Em termos de realizaçao o MCdonald consegue imprimir sofrimento as suas personagens e traduzi lo de forma competente em imagens, mesmo que descure o primor estetico que poderia levar o filme para um nivel produtivo de maior excelencia.

Por filme em termos de cast este filme era um barometro para a popularidade de Tattum como heroi carismatico e falhou em toda a linha primeiro em termos de interpretaçao demasiado superficial, e depois no nivel comercial onde o filme tambem caiu. parece me mais bem encaminhado Bell, ja que consegue ter uma versatilidade e uma gama de recursos superiores perdendo na imagem estetica que o filme tem


O melhor - O heroicismo das personagens


O pior - Mcdonald podia e devia dar mais


Avaliação - C+

Friday, February 25, 2011

Sanctum


Starring: Alice Parkinson, Richard Roxburgh, Rhys Wakefield, Ioan Gruffudd
Directed by: Alister Grierson


James Cameron mudou o mundo do cinema com a forma com que realizou Avatar, foi a explosao do cinema 3d que permitiu que toda a gente voltasse ao cinema, tendo lançado a moda em quase todas as sagas de culto reavivando os mais peculiares filmes. contudo apenas um teve novamente a marca do homem do dinheiro. Contudo sem grandes actores e com um realizador inexperiente, nem o nome de Cameron conseguiu tornar o filme rentavel, para alem do baixo primor critico que o filme conseguiu.
Sanctum e um filme que mais do que uma boa historia tem o merito de ser tecnicamente competente e aproveitar ao maximo o formato em que e totalmente produzido, ou seja caso nao tivessemos perante um filme 3d, mais nao seria do que um serie B de classe inferior, que quase ninguem perderia tempo a ver.
Contudo o filme ja e efectuado a potenciar todo o charme do 3d e aqui temos de dar merito ao filme, que com a profundidade das grutas e acima de tudo com a sensaçao de claustrofobia k transmite consegue fazer do filme tudo aquilo que o filme realmente quer ser.
A historia e demasiado basica ou seja pre definida onde no inicio ja sabemos como o filme iria acabar mesmo que tente criar no espectador a imagem de filme baseado em historia real
O filme fala de exploradores de grutas que tem de lutar pela sobrevivencia depois de ficarem presos numa, necessitando da porta para a vida.
O argumento e limitado principalmente em alguma predefiniçao exagerada das personagens acompanhado pela pouca importancia dada aos dialogos. em termos narrativos segue sempre o mais obvio.
A realizaçao tem bons momentos principalmente na forma com que consegue trazer a si o sentimento de profundidade do 3d, e aqui tambem e necessario algum truque, que o filme na maior parte do tempo consegue ter quase na perfeiçao
O cast e de longe o pior elemento de todo o filme, quer a forma com que o seu protagonista e totalmente desencontrado de todo o filme, quer a forma inarravel de Gudfrod actuar, ou mesmo o olhar demasiado pegado do pai do protagonista.

O melhor - A forma profunda do 3d


O pior - O Cast

Avaliação - C

Saturday, February 19, 2011

The Illusionist


Starring: Jean-Claude Donda, Eilidh Rankin, Duncan MacNeil, Raymond Mearns, James T. Muir
Directed by: Sylvain Chomet


A animação francesa ganhou um balanço completamente diferente com Tripllet Belle Ville, e o seu seguimento no filme da mesma saga que valeu a nomeação a Chomet. Para este ano e com quase sete anos de interregno e no mesmo registo de imagem saiu o novo filme, com o mesmo resultado ou seja uma boa recepção critica que lhe valeu nova nomeação para o oscar, pese embora nao tenha força para entrar a cem por cento nesta luta, o seu campeonato esta mais que ganho. Em termos comerciais e pese embora a estreia com algum imediatismo nos circuitos limitados dos EUA, os resultados foram os possíveis.
Comparar com o seu antecessor e injusto primeiro porque toda a criatividade e formula das imagens se encontram no primeiro filme, e depois porque esse acaba por ser o fascínio natural do filme. Contudo ao dizermos que e um bom herdeiro acabamos por transmitir tudo que o filme nos da, sem diálogos, numa historia emocional pura, com uma maior produção do que o primeiro filme, surge nos um dos mais criativos autores dos momentos, e capaz de prescindir dos 3d para fazer uma filme crescido e acima de tudo envolvente em termos de animação.
O trunfo do filme e o coração e a capacidade de criar como poucos um contexto próprio de actuação, independentemente da cidade onde o mesmo acontece. A determinada altura parece um filme independente de imagem real, que tem a cereja no topo do bolo na entrada da personagem num cinema, esse sim com a única imagem real de todo o filme.
A historia fala nos de um ilusionista que na companhia de uma mulher mais nova mudam se para Edimburgo para tentar seguir a vida no mundo do espectáculo, mas a formula de uma vida difícil acaba por tornar a convivência difícil
O argumento tem a particularidade de se preocupar unicamente com a construção silenciosa das personagens ja que o filme e quase mudo, e neste particular consegue desenvolver uma historia com coração sem recorrer as palavras nunca pondo de lado a dimensionalidade das personagens.
Se existe algo em que o filme e fascinante e na construção estética, uma obra prima, menos colorida do que o seu antecessor, mas a momentos com mais primor, o que da ainda um fascínio mais interessante ao filme

O melhor - O método estético

O pior - Menos envolvente do que o primeiro

Avaliação - B

Friday, February 18, 2011

No Strings Attached




Ivan Reitman e desde muito cedo um dos realizadores mais conceituados em termos de comedia, quer de acçao, mas principalmente romantica. E pese embora o seu filho ja o ter ultrapassado em longa escala, o certo e que para este inicio do ano, aproveitando o impulso da boa carreira de Portman, com o seu Cisne Negro, surge esta tipica comedia romantica, que valeu algum desprezo critico, mesmo tendo em conta a fama do realizador, mas comercialmente tornou se facilmente num dos filmes mais vistos neste inicio de ano

No Strings Attached e uma comedia romantica pura, que pese embora seja sobre sexo consegue manter as suas persoangens em alguma pureza relativamente a este assunto, assumindo algum tradicionalismo nas suas formulas principais. Contudo no que diz respeito aos secundarios estes sao os responsaveis pela parte humorista do filme, principalmente do lado masculino, contudo com o decorrer do filme estes vao perdendo proeminencia e o filme ressente-se disso nestes termos.

Pese embora parece nos um filme que nao tendo nenhum aspecto particularmente bem trabalhado, funciona bem como um seu todo, principalmente em termos de produto comercial, impulsuionando o bom momento da actriz principal e alguma quimica assumida na diferença entre os dois.

O filme fala de dois amigos que assumem uma relaçao exclusivamente sexual, contudo aos poucos acabam por se apaixonarem

O argumento e tao basico e sintetico como o exposto anteriormente, pouco ou nada e acrescentado a um filme quase sempre no limite do argumento possivel. A nivel humoristico as piadas ficam na primeira parcela do filme, e isso tira lhe algum ritmo na fase final

A realizaçao e a tipica dos filmes romanticos ou seja grandes planos dos protagonistas com muito pouco que contar nos outros termos seguintes, mesmo para um experiente realizador como Reitman talvez mais risco nao seria negativo.

O duo de protagonistas pese embora a sua diferença funciona perfeitamente em simbioso, desde logo Kutsher mais tipico neste filme, numa personagem por si ja efectuada que nada tras de novo, e uma mais refrescante Portman, claramente de um patamar superior ao filme, mas que aqui tras a rebeldia necessaria ajudando a que a quimica das personagens resulte de forma fundamental para o filem.


O melhor - A quimica dos personagens


O pior - A falta de novidade no argumento


Avaliação - C+

The Way Back





Desde o momento em que este filme começou a ser produzido que as atenções se centraram na forma como este conceituado realizador iria se mostrar ao mundo, se finalmente chegaria a sua consagração. Contudo com o aproximar dos primeiros prémios e as sucessivas ausências, que conduziram mesmo a que a estreia global do filme se atrasasse, percebeu se que o filme não teria força suficiente para a academia. Por um lado porque pese embora tenha sido valorizado criticamente estas valorações parecem mais respeitosas do que fascinadas pelo filme, o que conduziu a um desastre total em termos comerciais, onde quase ninguém deu pela estreia de tão peculiar filme.
Ao olhar para o filme podemos o avaliar em diferentes segmentos, como um filme global, podemos dizer que e um filme razoável, esforçado, bem mais corajoso do que propriamente uma obra prima na forma com que nos da o seu produto final. A determinados momentos e ao centrar se em tão peculiar época de um pais tão peculiar perda a envolvência da maior parte das pessoas e isso denota se na dificuldade do filme chegar a maioria dos espectadores.
Depois talvez caia no exagera da repetição ou seja ao longo de todo o filme seguimos um grupo de personagens em luta pela sobrevivência em condições sobre humanas, ou seja o filme e mesmo isso, a forma como explora os limites da condição humana e o esforço pela liberdade, e e neste prisma que o filme consegue o melhor de si, ou seja na capacidade de explorar bem os limites e os explorar nas diferentes sequencias do filme
O filme fala de uma serie de prisioneiros do regime comunista russo, deslocados para o frio da Sibéria e a tentativa de conseguirem chegar ate a Liberdade situada no território da Mongólia. Pelo frio, calor, e por todas as condições e mais algumas uma luta pela sobrevivência em busca da liberdade.
Em termos de argumento não estamos perante um filme muito rico, principalmente porque não se interessa em trabalhar nem tão pouco os personagens, nem mesmo os diálogos quase sempre reduzidos ao mínimo necessário. Apenas parece se preocupar na forma como as personagens lutam por si.
A realização de Weir nota pese embora a idade a força de um creativo e independentemente da forma com que os seus filmes se debatem, para alem de grandes imagens há sempre uma expressão visual de excelência que neste filme consegue ser ainda mais facinante na forma com que joga com a personagem física das personagens num contexto em que espelha como poucos a falta de quase tudo.
Quanto ao cast, e conhecida o risco do realizador nas suas opções, e se Strugges fez para merecer uma oportunidade como esta, num papel que merecia algum reconhecimento a um actor que começa a ganhar o seu espaço, pese embora este filme não lhe tenha dado o impulso que talvez necessitasse, mas o que e certo e que e uma das maiores revelações dos últimos anos, tendo aqui o seu primeiro grande papel, que merecia quem sabe mais atenção. Nos secundários bons papeis para Harris, que muita gente prognosticou vencer o Óscar neste filme, e para Farrel, em bom momento de forma, tentando reactivar uma carreira neste momento em maré baixa. E também realce para mais uma boa prestação de Soarise, que poderá ser a revelação do próximo ano, em papeis mais adultos.

O melhor – O cast e a realização

O pior – O filme cair em momentos repetitivos

Avaliação – B-

Next Three days


Desde o inicio das colaborações de Haggis com Eastwood que se percebeu que estavamos perante um dos melhores autores da actualidade dai que foi quase naturalmente que o seu primieiro filme saiu vencedor do oscar de melhor filme da academia. Muitos pensavam ter encontrado um novo Sam Mendes, ou mesmo algume que conseguisse concretizar com excelencia diversos padroes do cinema. Contudo o seu segundo filme não conseguiu tanto consenso, e tudo ainda ficou mais estranho neste terceiro filme, onde criticamente tudo foi demasiad distante do que já tinha sido conseguido, e comercialmente o filme traduzou-se num verdadeiro floop de bilheteira.
Olhando para o filme de cima abaixo conseguimos concluir algo que não e muito positivo relativamente a todo o filme, e que olhando para ele ninguem consegue observar uma ponta da mao de haggis no filme, não so na tematica, ou mesmo no genero, mais proximo do filme de acçao do que de dramas intensos, como mesmo na forma algo inexperiente com que o filme consegue ultrapassar os seus conflitos narrativos, sendo o proprio argumento um dos grandes pontos fracos do filme.
Alias a grande força do filme reside naquilo que o argumento ou a historia menos consegue ir influenciar que e na capacidade de interpretaçao de um actor de eleiçao, que e capaz de dar a maturidade a um personagem que atraves de si faz funcionar todo o relogio que e o filme, sendo que o primeiro momento e demasiado repetitivo e a forma como e elaborado o plano de fuga, tambem nos parece pouco tratado.
Alias o filme pode se considerar um filme pouco polido naquilo que realmente acaba por ser, não conseguindo ir mais alem de uma historia que ganha ritmo na sua parte final, mas que na maior parte do tempo e maçuda e nem sempre interessante.
O filme fala de um marido, que tem como único ponto tentar retirar a mulher da cadeia por considerar que esta e inocente e com esta viver a vida que sempre sonhou, nem que para isso seja ele a virar se o criminoso.
Olhando para o argumento e historia de base e facil encontrar pontos de interesse, neste misto de policial com drama, contudo o filme perde quando e obrigado a recorrer a qualidade do argumento nas biforcaçoes narrativos opta sempre pelo mais facil e quase nunca pelo inteligente
Haggis nunca teve o ceu epicentro creativo na realizaçao e neste filme pese embora as coisas não corram mal, tem uma realizaçao algo simples o que para um realizador que já teve um melhor filme do ano, nos parece pouco, necessitando ainda do seu mais valor neste tipo.
O cast e liderado por um dos melhores e mais versateis actores do momento, Crowe, tem carisma qualidade e consegue liderar qualquer filme para qualquer proposito mesmo em filme alegadamente mais dificeis de fazer vincar como estes. Banks parece mais talhada para comedias romanticas do que para este tipo de registo, num papel que poderia a conduzir para outro patamar, mas que reprova com nota fraca, já que nos parece a momentos que o papel e demais para a sua qualidade, o que não deixa de ser surpreendente negativamente já que era uma actriz com bom caminho ate aqui.

O melhor – Crowe

O pior – Haggis em desaceleraçao

Avaliação – c+

Tuesday, February 08, 2011

The Mechanic




E sabido o quanto o janeiro e desprezivel para a maior parte das produtoras norte americanas, e isso e normalmente utilizado ou para novos projectos mais comerciais de alguns realizadores pouco conhecidos, ou para tentar revitalizar alguns realizadores cujos sucessos ja foram gastos noutros periodos. E o caso de Simon West que teve o seu maior sucesso com Tomb Raider. Neste filme criticamente nao podemos considerar um floop, ao contrario do valor que o filme parece obter comercialmente onde ficou aquem do que ja o seu protagonista conseguiu fazer.

Se existe um adjectivo que encaixa como uma luva no tipo de filme aqui em questao e o tipico filme de Statham, ou seja com ritmo, silencioso, onde toda a acçao se passa pela rebeldia das suas personagens e nao fora os twists finais que dao sem duvida alguma animo a um filme ate entao desinteressante estariamos perante um dos piores filmes do actor, pelo pouco da intriga que o filme nos oferece.

Mesmo assim e pese embora seja salvo pelo final capaz de surpreender, o certo e que tudo o resto ate la funciona muito na onda do queijo suiço com alguns buracos faceis de sinalizar, mas acima de tudo pela pouca intensidade que o filme muitas vezes tem.

Ao final fica-nos mais um filme que futuramente nao sera facil de diferenciar daquilo que o este actos ja nos ofereceu, alias e mais do mesmo num registo que pese embora pouco risco traga consigo ja começa a cansar dentro dos parametros hollywoodescos.

O filme fala de um assassino profissional que tem como missao matar a pessoa que o introduziu no negocio, e posteriormente tem como missao ensinar o filho deste, ate que algo parece ser um circulo vicioso.

O argumento nao e muito interessante, tem pouca envolvencia das persoangens quase sempre as mais faceis de criar, nem tao pouco na curto alcance dos dialogos. No final o twist acaba por ser bem construido perdendo apenas num pouco proprio que a forma como atalha o salvamento de uma das personagens

A realizaçao de west nao e das mais apelativas num terreno facil como e normalmente a acçaoi, mesmo assim nos momentos mais acerrimos, o filme e forte consegue imprimir ritmo necessario, mesmo que tudo fique sempre algo aquem.

Em termos de cast, e importante realçar que ja estamos algo fartos deste registo ou deste tipo de filme deste protagonista, nada de novo, começa a tornar o que era uma combinação perfeita num esteriotipo exagerado sem força. A seu lado um Foster que ja deu provas de qualidade de interpretaçao mas que ultimamente apenas tem estado a tentar consagrar a sua excentricidade


O melhor - O twis final


O pior - Statham e os seus filmes tipicos


Avaliação - C+

Saturday, February 05, 2011

Middle Men





George Gallo e conhecido por algumas comedias pouco mediaticas, dai que surpreendeu tentar efectuar um filme sobre o nascimento do mundo da pornografia por internet. O filme pese embora tenha recebido valorizaçoes criticas positivas e ter ameaçado uma boa estreia, o certo e que nao passou de uma ameaça ja que o filme passou totalmente despercebido pelas salas de cinema norte americano.

Middle man e um filme curioso na forma com que e produzido e concretizado, se por um lado a forma como as personagens nos sao dadas e a forma como o filme e realizado observa se um filme independente com nenhuma preocupaçao de ser factual. Tem bons momentos principalmente em termos de ritmo e na graduaçao que faz do desenvolvimento das personagens mas depois nao consegue concretizar, as personagens nao evuluem como o filme quer evoluir e faz um paragem ao proprio filme. Nao e daqueles filmes que uma pessoa pense em ver e rever, pese embora nao seja daqueles filmes que custe.

A tentativa de fazer um exercicio dee estilo tambem me parece errada no filme, que pese embora consiga atingir este objectivo nos primeiros momentos perde no que diz respeito ao contrario.

O filme fala do desenvolvimento de tres homens normais de um produto comercial relacionado com a pornografia e a dificuldade de se impor num mundo do crime.

O argumento perde na dificuldade de desenvover as personagens e na dificuldade de convergir o factual com o exercicio de estilo que o filme quer trazer, mesmo assim tem momentos de bom ritmo e algumas conversas de bom nivel escrito.

A realizaçao tem bons momentos, denota-se arrojo e coragem para fazer um filme com um caracter proprio, e nisso o objectivo e vencido pena e que todos os outros aspectos do filme nao o acompanhem

Em termos de cast colocar Wilson a liderar um filme denota pouca ambiçao com o filme, ja que quer na interpretaçao fisica quer mesmo emocional estamos perante um dos actores mais limitados que ha memorio, encontrando se aqui ao seu baixo nivel habitual, Marcth tambem nao e um prodigo da interpretaçao salvando-se o sempre rebelde Ribiso no seu terreno


O melhor - A coragem do realizador


O pior - Ser algo monotono, muito por culpa das limitaçoes de Wilson


Avaliação - C

Love and Other Drougs




Quem diria que um dia o realizador de ultimo samurai, iria apostar numa comedia romantica pura. Pois bem quase ninguem, nem mesmo a critica que costuma gostar dos epicos do realizador ficou convencida com esta tentativa de dar um seu lado mais humano e emocional colocando de parte o sacrificio humano. O resultado contudo teve muito longe do que normalmente conseguiu com alguma divisao critica, e acima de tudo muita dificuldade de implementaçao do filme em termos comerciais, que parece bem melhor a nivel mundial.

Desde logo a primeira aperciaçao que podemos fazer ao filme, e que parece um filme pensado e escrito por Cameron Crowe, mas com menos vertente musical na forma como tenta explorar ao maximo o sentimento de amor sem barreiras, onde tudo e ultrapassado, e nisso o filme funciona bem principalmente implementado pela quimica ja trabalhada e bastante explorada entre a dupla de protagonistas.

E um filme que funcina bem principalmente no publico feminino mais idilico com historia de fadas sobre o amor idilico, contudo o filme tem outra componente que nao funciona tão bem que e tentar explorar o mundo da propaganda medica, que nos parece algo idiotilizada e cheia da facilitismos, alias o grande problema e muitas vezes, e fruto de alguma inexperiencia do realizadopr no campo, de ir buscar atalhos a comedias de pior nivel, sendo o unico bom ponto neste terreno a comicidade da personagem do irmao do protagonista e as suas taglines.

o filme fica sempre indeciso se explora mais um ponto de vista humorista com a historia de amor, e mesmo com a presença da idiota personagem anteriormente falada, ou entrar no drama da doença da personagem, acabando por funcionar normmalmente como vulgar historia de amor.

O filme fala de um delegado de propaganda medica mulherengo que descobre a sua paixao numa doente de um medico seu que sofre de parkinso precoce. O que seria uma relaçao casual passa a mais que isso.

O argumento e novelesco em demasia, sendo que funciona bem em termos comicos, em alguns momentos, como romance noutros, e como drama em situaçoes isoladas, como todo nao e uma obra prima, mas tem bons momentos principalmente na forma dinamica com que faz interagir as personagens

Zwick e um realizador de movimento e denotamos pouco a vontade nas situaçoes em que tem de estar parado, que sao maioritarias neste filme, sem grandes efeitos ou produçao tecnica, e isso faz com que o filme perca tempo em ganhar a sua propria toada de realizaçao que so a custo aparece nos momentos finais.

O cast e do menos arriscado possivel Gylenhal e um actor em boa forma, em qualquer tipo de papel, ultimamente melhor em papeis simpaticos, e Hatway esta no melhor da sua carreira, tendo aqui um dos seus melhor e mais exigente papeis, num misto comico e dramatico que a leva para um patamar de excelencia em Hollywood. O duo preenche a totalidade do filme


O melhor - A quimica do casal


O pior - A pouca rotina de comedia do realizador


Avaliação - B

Sunday, January 30, 2011

The King's Speech




Desde o festival de toronto que as listas predefenidas de concorrentes para os oscares passaram a ser encabeçadas por este surpreendente filme, contudo na entrada para a corrida o que seria o maximo favorito perdeu algum fulgor para a Rede Social, mais actual. COntudo nos ultimos tempos e com a entrega dos premior dos sindicatos este filme sobre a gaguez do monarca ingles voltou a chamar a si todo o protagonismo, sendo actualmente o grande favorito a ganhar a estatueta para melhor filme de 2010. Isto empolgado por uma excitação critica generalizada em torno do filme, ao qual surgiu tambem ultimamente resultados comerciais consistentes que permite a Hopper colocar como principal favorito o seu segundo filme de estudio.

Antes de mais quero ressalvar que pese embora considere este filme uma obra de eleição, nao o considero nem de perto nem de longo o melhor filme do ano passado, principalmente porque penso que o alcance do mesmo e demasiado curto em termos de novidade no cinema ou mesmo no impacto que o filme possa ter quando comparado com filmes como a Rede Social, e acima de tudo com a Origem, se bem que me parece, tendo em conta a toada emocional do filme ser mais facil reunir consenso em torno deste pequeno grande filme.

Analisar de forma isolada este filme e facil, desde logo porque e quase brilhante em todos os pontos possiveis de avaliação, daqueles filmes que poderia ser mais um monotono filme sobre a monarquia inglesa mas que se torna ao mesmo tempo um misto de emoçoes tranzendo consigo para alem de toda a envolvencia historia e politica, drama e algum humor, completando bem o nivel de sensaçoes que consegue transmitir ao espectador.

O grande segredo do filme e mesmo na quimica relacional que consegue estabelecer entre as personagens que permite o filme adquirir um andamento e uma intensidade completamente diferente do tipico filme ingles, surgindo muito mais proximo do dia a dia dos espectadores.

Tambem a envolvente moral do filme e todos os aspectos de produçao tornam num filme exemplo a seguir em que mesmo historias aborrecidas podem-se tornar fortes, mesmo sem rasgos de originalidade caso haja esforço e trabalho.

O filme fala da dificuldade do princepe Bertie, em conseguir discursar em publico devido a problemas de gaguez, este problema agudizasse quando tem que assumir a coroa de inglaterra, e as palavras sejam mais que necessarias, buscando a ajuda de um particular especialista na materia.

O argumento na contruçao da propria narrativa nao tras consigo grande absorvencias mas ganha toda a sua força na forma com que trabalha na implementaçao de personagens multidimensionais e acima de tudo na riqueza dos dialogos que esta presente ao longo de quase duas horas de filme.

A realizaçao de Hopper nao e um exercicio de creatividade por si só, contudo e daqueles filmes que consegue a cada plano ser do mais realista possivel, onde a movimentaçao e o enquadramento das personagens parece sempre o perfeito, e isso parece ainda ser mais complicado de fazer do que criar tudo de novo. Aqui reside o grande merito de uma realizaçao como a de Hopper.

QUanto ao cast desde logo podemos dizer que pouco ou nada arriscou, ja que pescou algum dos actores mais certos do momento. Firth tem aqui a sua mais brilhante interpretaçao capaz de rasgar elogios de ponta a ponta, pese embora no meu entender seja superado por Franco, o certo e que pelo grau de dificuldade Firth merece o reconhecimento que tem sido feito a uma carreira que nem sempre foi brilhante. Bonah Carter tem a desocntraçao que deve ser valorizada e que lhe cabe perfeitamente pese embora seja o papel mais discreto dos protagonistas. Rush neste tipo de papeis encaixa como uma luva, numa construçao que surpreende mais pelo ritmo empregue ao longo de todo o filme, como se do relogio do filme se tratasse do que pela dificuldade do papel.


O melhor - A realizaçao e o cast


O pior - Ainda ter alguns tiques de filme ingles maçudo


Avaliação - B+

Saturday, January 29, 2011

The Green Hornet


Se existe uma cor que ira dominar o proximo ano cinematografico e sem sombra de duvida o verde, primeiro neste precoce heroi, e posteriormente na maior produçao de Green Lantern. Contudo e de estranhar que um filme alegadamente grande produção e de super herois seja lançado em Janeiro, ou os produtores nao estariam bem definidos quanto ao tipo de filme, ou tinham duvidas quanto a rentabilidade do mesmo. Os resultados demontram algumas dificuldades deste filme de super herois, desde logo criticas onde nem o bom trajecto de Gondry conseguiu conduzir para boas valorizaçoes, e em termos comerciais, onde apesar de facilmente liderar as estreias de janeiro, encontra-se longe do que por exemplo conseguiram outros filmes nos ultimos dois anos no mesmo periodo de tempo.

Green Hornet nao e desde logo um tipico filme de acçao de super herois, ou seja um dos grandes factores de equilibrio do filme e ser uma comedia familiar, cujo epicentro se encontra um super heroi, e confesso que a determinadas alturas o filme chega mesmo a ser engraçado e com humor nas piadas que lança. para alem deste facto e facil o espectador ficar pregado ao inumeros factores criados pelo apoio do heroi, que permite para alem de uns efeitos especiais bem trabalhados, sem serem luxuosos uma boa combinaçao de estilos.

E obvio que o filme perde sempre quando tenta ter mais alcance, mas sublinha se alguns momentos de um cinema algo noir com uma qualidade independente, principalmente a primeira sequencia onde nos surpreendemos pela presença do omnipresente James Franco.

O problema do filme surge mesmo na parte final, com uma conclusao demasiado frouxa para aquilo que o filme ambiciona e promete principalmente nos primeiros 30 minutos de filme, vulgarizando mais um exercicio que ate entao estava a ser bastante positivo.

O filme fala de um excentrico filho de um milionario que apos a morte deste descobre um seu funcionario com uma habilidade extrema para construir tudo, a isto tenciona subir as vendas do jornal que herdou lançando uma especie de heroi vilao, com a ajuda do seu fiel companheiro, contudo o verdadeiro vilao promete luta.

O argumento nao e nem de longe nem de perto o ponto mais forte do filme, alias perde mesmo alguma intensidade em dialogos, funcionando mais a espaços isolados do que no seu global, poderia ter apetrechado mais o valor da personagem de Diaz, e defendido mais um genero a adoptar.

A realizaçao de Gondry tem um estilo proprio, e mesmo que a carreira deste realizador ja nao se encontre no caminho prodigo que muitos prespectivaram com a tentativa de incursao pela comedia, o certo e que ainda se encontra detalhes de grande creatividade que trabalhados poderiam funcionar na plenitude, mesmo num simples filme de super herois.

O cast e principalmente a funcionalidade das personagens rodam em torno de rogan que escreve a personagem encaixando na sua formula tipica sem trazer nada de novo, nem disponibilidade fisica que poderia ser benvinda essa fica toda a cargo do rei do filme o Chow, que tras a si os melhores momentos de humor e de acçao. Diaz e dispensavel, e Waltz no seu primeiro papel pos oscar apesar de ter a melhor interpretaçao do filme, nao e com este tipo de papeis nem neste tipo de filmes que justificara a honra que lhe foi dada.


O melhor - Os apontamentos creativos de GOndry


O pior - O filme ser escrito na base do tipico filme de Rogen


Avaliação - B-

Frankie and Alice

Desde o momento em que ganhou o oscar a carreira de Berry ganhou um rumo muito mais comercial d que propriamente consagrando o que ja tinha conseguido apostando em titulos comerciais mas com conteudo mais que duvidoso. Dai muitos estranharam este projecto, onde para alem de actriz assume o papel de produtora do filme. Pese embora nao assumisse a candidatura natural na corrida pelos premios o certo e que o filme conseguiu reunir algum consenso principalmente em torno do papel de Berry que lhe valeu uma nomeaçao para os globos de ouro. Comercialmente o filme nao deve ter grande expansao so estreando nos cinemas americanos em meados de fevereiro.
Antes de mais desde logo podemos englobar este filme num daqueles filmes de caso de vida, que muitas vezes preenchiam o serao das nossas televisoes, alias o ritmo do proprio filme acaba por ser de telefilme, o que nao e o seu ponto forte. Alias todos os trunfos do filme residem na personagem dividida central e na forma como estas se ligam entre si mais que propriamente no drama de uma narrativa sem grande interesse. Nao e daqueles filmes que marcam nem tao pouco ressalva algum momento distinto, contudo e daqueles filmes que conseguimos encontrar aspectos faceis de valorizar.
O problema do filme a determinada altura e a confusao das personagens o que nao permite uma interaçao sempre positiva com o espectador que tem de esperar para o fim ou pela tabela do psiquiatra para perceber as dimensoes da personagem porque ate la tudo e algo confuso.
O filme fala de uma jovem presa ao passado que sofre de multipla personalidade obtendo dai muitos problemas para a sua vida, com a ajuda de um psiquiatra mais que tentar resolver o seu problema tenta perceber a dimensao do mesmo.
O argumento e o tipico argumento de telefilme, simples e mesmo que a historia permitisse outro tipo de abordagem aposta pelo mais natural, o que de si acaba por liitar o alcance do filme nao so na historia em si mas tb no desenvolvimento dos personagens.
A realizaçao e dicotomica, se por um lado passa grande parte do filme num registo humilde e suave tenta a determinadas alturas arriscar um pouquinho mas sempre de uma forma timida, mesmo que esses momentos deixem perceber que o filme poderia ir bem mais longe neste terreno.
Halle berry tem aqui um papel de dimensao superior, talvez o primeiro pos oscar e que confirma todas as capacidades que lhe valeram tal distinçao, mesmo que seja um papel facil de ser admirado nao se pode esquecer a objectividade de efectuar tres personagens distintas no mesmo filme e na mesma caracterizaçao. Saasrgar da o apoio necessario para a formula do filme, um actor que ja merecia mais reconhecimento se bem que nao neste filme

O melhor - O regresso da melhor berry

O pior - FIcar-se por suspiros de creatividade

Avaliação - C+

Blue Valentine




Desde que começaram a sair os primeiros prognosticos para os oscares que este filme sempre foi colocado como um fron runner, desde logo pela sua realistica pseudo historia de amor, mas tambem por trazer consigo dois dos actores mais marcantes para os criticos de uma geração. COntudo com a classificação do filme em NC 17, o grau maximo, a luta começou a ser outra, pela abertura do filme a um publico maior, ja que com esta classificaçao o filme nao teria qualquer hipotese, tendo centrado a discussão na justiça de tal avaliação. O certo e que o filme ressentiu-se da polemica e se em termos criticos pese embora nao tenha conseguido entrar em força na corrida para os oscares as valoriza~ções foram positivas em termos comerciais a pouca divulgação do filme fez com que se tornasse um floop

Antes de mais desde logo notar que a notação e excessiva, as sequencias de sexo existem contudo muitos outros filmes ja tiveram sequencias bem mais explicitas e conseguiram outro tipo de avaliação.

Quanto ao filme ele vence por nao ser idilico por ser algo realista na forma como trata o relacionamento, pela dictomia entre a felicidade e a falta de chama, nao tenta ser bonito, nem tao pouco ir ao encontro daquilo que o espectador quer assistir, quer assumir a forma como as relações de deterioram, a forma como e necessario a força de duas pessoas para a mesma resultar.

O filme consegue ser intenso e transmitir emocionalmente tudo que deseja aos espectadores e isso e o maior trunfo do filme, que no final consegue colocar os espectadores tambem eles a viverem o drama daquele jovem casal, e nem eles aqui tem solução.

A forma como e caracterizada a deterioração da relação e efectiva na forma como ela se coloca tambem nas personagens e isso faz do filme adulto, bem realizado com uma opçao de montagem bem escolhida que permite perfeitamente ter noçao da dictomia entre a felicidade e o contrario.

Por mal falta alguma falta de coerencia da personagem de Williams, que da pouco ao filme ao contrario do seu par, pensamos sempre que nos falta alguma resposta nunca conseguindo conhecer bem o que esta por detras de si. Se essa era a opçao do filme confesso que parece sempre existir uma falha por colmatar.

O filme tem dois momentos por um lado a forma como um jovem casal se conheceu e o erradiar de uma grande paixao, e o mesmo casal cinco anos apos em busca de tentar salvar um relacionamento em ponto de saturação.

O argumento e interessante na forma como consegue jogar com a dictomia dos momentos vividos pela mesma personagem, consegue ter emoçao e muito sentimento, nao pondo de parte momentos em que a propria racionalidade tambem e chamada a acçao.

A realizaçao e simples nao tenta ir mais alem do que o basio, e isso faz com que o filme nao consiga ser transportado para um patamar de excelencia, mas tendo em conta que e quase o filme de estreia, ja podemos valorizar pela forma como o filme funciona como um todo.

O cast tem no duo de protagonistas toda a sua essencia e se relativamente a Gosling mais uma vez denotamos a capacidade e a versatilidade do actor para qualquer tipo de papeis, e mesmo em papeis que necessitam disso tudo. Apesar disso pensamos que ainda faltaria algumas arestas para termos aqui um papel nomeavel. Ja Williams que conseguiu aqui a sua segunda nomeaçao, tem um papel mais forte, mesmo que a sua personagem seja menos intensa, mas a interpretaçao pela dualidade que assume, preenche bem a vaga de nomeavel, se bem que talves seja das mais fracas.


O melhor - O contraste e a força dele


O pior - Alguma dimensão em falta a personagem feminina


Avaliação - B

Friday, January 28, 2011

Season of the Witch




E conhecido que o mês de Janeiro e prodigo naquele tipo de filmes que pouco ou quase ninguem aposta, com as devidas excepçoes que surgiram nos ultimos dois anos, ainda mais gritante sao as apostas para a primeira semana, logo apos o combate ferosissimo das ferias de Natal. Este ano uma estreia singular com um nome de peso, marcou presença nessa mitica semana, num filme que desde logo pareceu um candidato directo ao floop. O que aconteceu foi um desastre completo para o novo filme de Nicholas Cage, mesmo reencontrando um realizador que lhe deu sucesso em 60 Seconds, este filme da idade media foi um floop nao so em termos de bilheteira, mas acima de tudo critica, sendo ja na primeira semana do ano um serio candidato aos razzies awards.

E sabido que nos ultimos anos e com os problemas financeiros Cage nao tem tido grande selectividade nos filmes que escolhe, e que entre eles tem surgido alguns filmes de acçao de baixa qualidade, contudo parece me que com este filme tocou claramente no fundo, desde logo por todo contexto historico que o filme quer transmitir numa mistura de epico com uma caça as bruxas que afinal de contas e o diabo. Ou seja o filme acaba mesmo por ser a confusão que transparece nas linhas anteriormente escritas, no qual se une um Cage cansado e ja sem vigor para grandes epoepeias de luta, e uma serie de frases soltas que surgem no sentido de dar carisma a um filme que em momento algum consegue sequer se aproximar.

A sorte do filme acaba por ser o facto de ser curto e linear nos seus intuitos o que minoriza pouco, mas acaba por nao tornar o filme num dos objectos de estudo, em relaçao ao mau cinema, pese embora nao se livre de ser criticado de ponta a ponta, principalmente depois de tudo de mau concluir-se ainda pior, nada se salvando deste naugrafio de ideias.

A historia fala nos de dois desertores das cruzadas que de repente vem-se incumbidos de transportar uma bruxa peculiar para ser julgada, contudo algo de estranho se passa com estra creatura que se encontra literalmente possuida pelo demonio.

O argumento e desde logo repetitivo, pouco creativo e a opçao de fazer deste filme um epico torna-se completamente utopica os dialogos pareces de outro filme, principalmente entre a dupla de protagonistas, contudo a linhagem narrativa acaba mesmo por ser o pior do filme

A realizaçao de um Sena que apos 60 seconds nunca mais conseguiu se aproximar do sucesso colecionando flops, neste filme e corajoso, mas condena-se rapidamente ao floop com a integraçao temporal do filme

O cast temos um dos piores Cage da historia sem chama, sem graça, sendo que tudo o resto o papel nem sequer exige, Pearlman no seu papel habitual de duro mal educado, mas que podia ser igual a qualquer sua outra personagem na sua falta de versatilidade.


O melhor - A duraçao


O pior - Nicolas Cage e a sua carreira


Avaliação - D

Hereafter




Na sua filmiografia como realizador ha um tema que sempre foi vincado nos filmes de clin eastwood, que e a tentativa de atribuir um significado concreto para a morte. Talvez pela idade e pela aproximaçao inevitavel da mesma, o certo e que conseguiu se impor como realizador com uma força que nunca conseguiu como actor. Hereafter pode inicialmente parecer um filme estranho ao autor. Talvez por isso o publico o estranhou e os resultados de bilheteira ficaram muito aquem do que imaginavam , principalmente com a produçao de Spilberg, comercialmente pode se considerar em parte como um dos ausentes dos oscares, contudo desde o momento em que começaram a surgir as primeiras avaliações que esta corrida deixou quase de ser sua.

O primeiro ponto que podemos avaliar no filme, e que tem dois momentos, um surpreendente na forma inteligente e viva com que o filme nasce nos seus primeiros momentos, com uma realização exigente, com efeitos especiais de eleiçao de louvar num realizador com a sua idade, mas a partir desse momento parece que o contrario acaba por acontecer, que Eastwood perde as suas forças para dar algum mais vigor a um filme que a determinados momentos necessita deste factor para empolgar o espectador que muitas vezes parece adormecer com o baixo ritmo que o filme adquire em quase a totalidade do seu tempo.

A historia e interessante o filme e inteligente, principalmente na formula que adquire, pese embora seja notorio o desconforto de eastwood em trabalhar historias paralelas,a unificação final parece demasiado forçada mas e daquelas que fortalece a emoçao que o filme ate aquele momento nunca consegue ter, parecendo sempre ser bastante mais racional do que emotivo, sendo as circunstancias finais o completo virar de uma pagina que deveria ser mais gradual.

E daqueles filmes que observamos sempre so estar ao alcance de um bom realizador, contudo nunca sera uma obra de referencia do mesmo, mesmo a tentativa de entrar na paranormalidade, nos parece ser mais um terreno complicado para Eastwood nunca se denotando a vontade no tema.

O filme fala de tres historias paralelas, uma reporter francesa que sobrevive a um tsunami, um medium americano descontente com os seus poderes, e um miudo ingles a procura de razao de viver apos a morte do seu irmao gemeo, no caminho ate ao encontr uns nas vidas dos outros.

Em termos de argumento nao estamos claramente perante um dos filmes mais fortes do realizador, principalmente pela monotonia da grande parte da historia, que sobrevive pela força interna das suas persoangens principais, que mesmo nao dialogando conseguem ser fortes.

A realizaçao e intensa, os primeiros momentos sao talvez os mais exigentes da filmiografia de Eastwood, de acçao pura, com todos os efeitos ao seu dispor, depois opta pelo oposto por uma realizaçao mais discreta parecendo quase como se os primeiros minutos fossem o ultimo suspiro do realizador, optando por algo mais artistico nos momentos sequentes.

O cast e no minimo estranho Matt Damon e um dos valores seguros de hollywood contudo fica sempre a sensaçao que pode sempre dar mais e que merece uma grande personagem porque talento nao lhe falta encaixando com bom registo neste proprio filme. Cecile de France pese embora ja nao tenha a forma fisica de outros tempos e que seriam interessantes para o papel, ainda denota todos os valores da interpretaçao europeia. No plano dos mais pequenos uma boa nota para o jovem protagonista da terceira historia.


O melhor - A força da realizaçao nos primeiros dez minutos.


O pior - A estranheza do demasiado oculto


Avaliação - B-

Sunday, January 23, 2011

The Company Men





O tema do desemprego e das dificuldades que dai advem nunca foi muito abordado ao longo dos anos no cinema, contudo este ano finalmente houve a coragem de o efectuar e logo nas altas patentes sociais americanas. Os resultados contudo estiveram longe de ser aqueles que mais se esperariam, por um lado em termos criticos onde apesar de valorizaçoes positivas o filme nao conseguiu chegar com sucesso a corrida para os premios e acima de tudo em termos comerciais onde a estreia para o sempre perigoso mes de janeiro nao permitiu que o filme tivesse uma estreia condizente com aquilo que os produtores esperariam.

Company Men e um filme rigoroso que adopta um metodo interessante na abordagem da tematica que ao longo de diferentes historias tentar transmitir a dificuldades de diferentes idades num problema tao obvio como o desemprego e as suas contigencias. Apesar de estes pontos positivos o filme e quase sempre demasiado monotono para conseguir entusiasmar o espectados, principalmente na forma como nao consegue impulsionar as personagens para melhores momentos e e mesmo na interaçao destas que o filme nao consegue passar para a primeira linha.

Outro dos pontos menos entusiastas reside ainda na dificuldade do filme de ter outros ingredientes de particular interesse, ou seja e quase sempre demasiado vulgar, quase pensando que tudo poderia estar com poder da formula na sua genese,

O filme fala de uma empresa que devido aos maus resultados e obrigado a despedir uma serie de empregados, sendo que o filme fala do percurso destes para encontrar novo rumo a vida pessoal e familiar.

O argumento pese embora seja actual e o debruce de uma forma serie, nao e prodigo em grandes momentos, mesmo nas personagens mas acima de tudo no limite que nao consegue efectuar nos dialogos e conclusao do filme.

A realizaçao e despreocupada, um filme destes com uma realizaçao mais arrojada teria claramente mais visibilidade e conseguiria outro pido de dimensao, acaba por ser o ponto que mais limita a evoluçao do filme.

O cast e positivo, o recursoa velhas guardas como Cooper e Jones dao ao filme toda a intensidade e os melhores momentos que o filme precisa, podia apenas perder na forma como nao consegue em determinados momentos impulsionar a personagem limitada de alfect para esse nivel.


O melhor - A actualidade do tema


O pior - A produaçao ser pequena


Avaliação - C+

Saturday, January 22, 2011

127 Hours





Depois do reconhecimento global que Boyle conseguiu com Slumdog Millionaire, exitia muita expectativa de que rumo teria a sua carreira, depois de chegar ao olimpo, principalmente tratando se de um dos realizadores mais versateis que ha memoria. A aposta foi na abordagem de uma historia de heroismo real. Os resultados esses foram dicotomicos, se criticamente as coisas voltaram a correr muito bem para o realizador pese embora tenha nos ultimos tempos perdido alguma força que o sustente uma seria nomeaçao para o oscar, pese embora a de melhor filme deva ser uma realidade, o certo e que comercialmente a fraca divulgaçao do filme nao permitiu resultados deslumbrantes.

O que nas maos de muitos realizadores acabaria facilmente por se tornar uma historia aborrecida, nas maos de Boyle tornou-se num autentico exercicio creativo, com uma dinamica impressionante, demonstrando a viva voz uma das melhores formas que se deve ter para contar uma historia, num dos filmes mais intensos, dramaticos e creativos do ano.

E certo que os filmes de uma unica interpretaçao nem sempre sao faceis, mas danny boyle com a sua magnifica realizaçao torna tudo leve, mesmo o sofrimento da personagem fazendo com que o filme seja mais impressionante pela dinamica que imprime sem nunca descuidar o seu verdadeiro objectivo que se prende com o heroismo da personagem que quer apresentar.

E daqueles filmes que nos surpreende do inicio ao fim, baseado em historia real digna de um filme transmite os limites da capacidade humana como poucos conseguiram um dia transmitir, mais que um grande filme e um exemplo de que como uma historia de vida pode resultar num filme de eleiçao.

A historia de aron e simples numa das sua sescapadas para umas montanhas rochosas, cai numa fenda ficando preso com uma mao numa rocha que o impede de sair daquele local. Sem possibilidade de ser visto, começa a luta pela sobrevivencia ao nivel mais intenso que o ser humano podera ter.

O argumento e interessante pelo facto de nao se centrar apenas naquilo que a personagem esta a viver, mas acima de tudo na forma como a personagem esta a sentir e a pensar tudo que esta a ocorrer com ela, nao e rico em dialogos nem que seja porque e quase sempre one man act.

A realizaçao e brilhante, num ano em que as melhores realizaçoes da ultima decada parecem surgir, esta aqui combate com Nolan e FIncher no que de melhor vimos na montagem e conceito do proprio filme, demonstrando nao so a imprevisibilidade de Boyle mas a sua perfeiçao na forma como abordou o filme.

Todos sabiam que o actor que desempenhasse este papel pelo sofrimento que lhe esta inerente tinha uma grande prova de fogo, e o certo e que muitos duvidaram da capacidade de Franco de conseguir ultrapassar este desafio, contudo Franco e alma do filme em todas as suas vertentes, não so no sofrimento e na disponibilidade fisica que tras ao filme, sempre com alto nivel de intensidade, mas acima de tudo na forma com que todos os momentos interpretativos sao de mais alto nivel. Numa das melhores interpretaçoes dos ultimos anos, e ate ao momento a melhor do ano


O melhor - Boyle e Franco


O pior - Ser demasiado curto


Avaliação - B+

Monday, January 17, 2011

Warrior's Way




No inicio de dezembro do presente ano, quando as produtoras acharam que seria uma semana pouco concreta para apostar, saiu um unico filme que tinha tanto de estranho como supreendente, numa conjugação de produçao americana e oriental, saia uma mistura de um filme de samurais com um western mais tipico. Os resultados contudo de uma mistura tao pouco ortodoxa foram desoladores quer em termos criticas onde a linearidade do filme nao convenceu quase ninguem, mas acima de tudo em termos comerciais onde pese embora nao tenha tido qualquer tipo de concorrencia, os resultados foram desoladorores, dos piores mesmo para filmes estreados em wide.

Um dos grandes problemas de filmes orientais e serem demasiado silenciosos e presarem pelo o caracter que os proprios filmes adquirem naturalmente e se neste ponto nao estamos nem de perto nem de longe numa obra prima, nem tao pouco nas poucas coreografias trabalhadas, o certo e que em termos de estetica e carisma temos um filme vincado, na beleza das imagens na boa direcçao artistica mas acima de tudo por se assumir como um filme irreverencia mesmo num genero tao tradicional como os filmes de artes marciais.

O filme perde um pouco pela demasiada mistura de generos e principalmente porque os mesmos nao combinam entre si, mas tambem nos actores se por um lado a base orientar do heroi integra bem a honra e a personagem construida tudo o resto remonta mais ao tradicional western, e acaba sempre por passar por um filme de dois mundos, com intensidade, algumas vezes engraçado, mesmo que poucas vezes consiga ser creativo.

O filme fala de um guerreiro que se ve incombido de ter a seu cargo um bebe, deslocando-se para um conjunto de elementos de circo, onde se aproxima da vivencia dos habitantes, mesmo quando estes sao perseguidos pelo grupo de viloes.

O argumento nao e excelente, pouco trabalhado e mesmo muitas vezes linear no seu desenvolvimento, as personagens sao unidimensionais e os dialogos quase sempre trazem muito pouco ao filme.

E de ressalvar a componente estetica deste tipo de filme, principalmente na fotografia e na forma intensa com que as imagens sao transmitidas e o trabalho que efeito, merecendo todos os elogios.

Em termos de cast nao e propriamente o mais ortodoxo, o heroi oriental pouco ou nada traz ao filme do que a frieza tipico neste tipo de personagem, Bosworth tras o comercial americano com muitas deficiencias na rebeldia e no sotaque que tras consigo. Houston e o melhor do filme no vilao que sempre sabe dimensionar e com o carisma necessario. Rush mesmo a bom nivel e um despredicio numa personagem tao pequena como idiota, e assima de tudo inutil para o filme.


O melhor -A estetica do filme


O pior - Mais um filme de artes marciais igual a todos os outros


Avaliação - C+

Saturday, January 15, 2011

Yogi Bear


Talvez devido ao sucesso instantaneo que se tornou a mistura de imagens reais e animação em Alvin and Chipmunks por alturas do natal, eis que este ano surgiu uma nova tentativa que o mesmo acontecesse contudo com um filme completamente diferente, mas tambem com um heroi da antiga banda desenhada ou seja Yogi Bear. Contudo os resultados foram bem diferentes se por um lado criticamente as coisas voltaram a correr mal, como ja tinha acontecido nos filmes anteriores com o mesmo metodo, o grande problema esteve mesmo comercialmente onde o filme pese embora seja mais dirigido para os mais pequenos nao sai da mediocridade de resultados.

A pergunta que se faz e porque fazer um filme de animaçao com uma das personagens mais desactualizadas que ha memoria em termos nao so de animaçao mas acima de tudo no humor que utiliza. Ninguem conseguira ter uma resposta concreta para esta pergunta e o resultado acaba por ser um filme que funciona quase como um total despredicio dos recursos que tem ate si, como efeitos especiais, mas acima de tudo todo o budgter que acarretou.

O filme tem tudo o que um filme de animaçao nao deve ter, e idiota em todos os seus pontos, desde personagens viloes, situaçoes criadas, dialogos muito pouco concretos e o mais preocupante de tudo e que nunca consegue ter graça nas piadas que vai formulando.

A determinada altura na visualizaçao do filme parece mesmo que estamos ha dez anos atras na evoluçao do cinema porque mesmo os efeitos especiais a priori de vanguarda ficam muito aquem do que ja vimos em outro tipos de filmes

A historia fala do mitico urso Yogi bear a do seu vicio em roubar comida ao habitantes do parque onde vive, contudo com este em risco de ser destruido tem que o salvar com a ajuda dos seus amigos.

O argumento e disparatado nao so na contruçao da histora de relevo para a personagem mas acima de tudo em todos os outros seu segmentos, sem historia, sem graç, sem qualquer ponta de originalidade atrevo me a dizer e com diferença a pior historia de animaçao do ano.

A realizaçao pese embora chame a si diversos meios tambem se encontra longe do que de melhor ja vimos neste terreno, a ambiçao existe mas tudo a volta e demasiado mau para este ponto conseguir emergir.

O cast, Arkroyd ja ha muito tempo que deixou de ter qualquer tipo de peso e muito menor graça no cinema actual, dai que esta escolha seja tão arriscada como estranha, e observou se pelo histerismo empregue que as soluçoes podiam ser outras e mesmo na forma como a persoangem poderia ser montada. Nas personagens reais Faris no seu estilo de pouco inteligente nao consegue nem ela ter a graça que por vezes ja obteve


O melhor - A resposta do publico


O pior - O porque deste filme



Avaliação - D

Friday, January 14, 2011

The Tourist


Um dos objectos que mais expectativa criaram no cinema este ano, dia respeito ao lançamento que reunia talvez os dois maiores icons do cinema actual no que diz respeito a prestigio e acima de tudo valor comercial. Angelina Jolie e acima de tudo Depp sao duas certezas de sucesso de qualquer filme que entrem aguardava se entao o valor que ambos teriam juntos. Contudo os primeiros resultados criticos nao foram os melhores o filme não conseguiu convencer em larga escala os mais tradicionais criticos, sendo que o desastre seria apenas minorizado na capacidade que o filme acabou por ter de arrancar o reconhecimento dos globos de ouro. Comercialmente e pese embora a quimica que os actores poderiam ter as coisas tambem nao foram brilhantes principalmente no mercado amaricano, onde teve muito longe das melhores expectativas criadas em torno do filme.

The Tourist e um filme ambiguo e obvio que nos parece que um filme que reune duas super estrelas como a que este reune tem de valer bem mais do que este pequeno filme em objectivos e densidade, contudo em indiscutivel o valor comercial que o filme tem ao conjugar actores, cenarios e uma boa realização.

Nao e obviamente um filme critico, alias a forma como o guiao e montado e daqueles tipos de fillmes que pese embora ate tenha boas intençoes e com bom fundamento linguistico parece sempre demasiado previsivel mesmo quando o objectivo e nao ser.

COntudo comercialmente tem intensidade, consegue a determinada altura ter sentido de humor e mais que isso tudo consegue fazer transparecer o proprio carisma das personagens para o proprio filme sempre com uma banda sonora que tambem ajuda na criaçao de um filme com valor proprio e acima de tudo com uma boa identidade.

O filme fala de um burlão que decide fugir, sendo que a policia e um grupo de gagster o procura atraves do seu grande amor, que para disfarçar vai tentar dissimular as atenções num peculiar turista.

A realizaçao tem bons promenores, mais nos momentos parados do que propriamente nos momentos em que o filme poderia ser mais potenciado com sequencias espetaculares, nao temos uma ralização brilhante pese embora os bons momentos.

O argumento a cargo do sempre original Mcguire, tem os twists que ja nos habituou e que fazem apanagiuo da tipologia do proprio autor, nao trabalha bem as personagens e defende se com ferramentas faceis que nao seduzem o espectador mas nao danificam o filme.

Quanto ao caste e dificil pedir um cast de tanto peso como Jolie para o papel feminino, onde e pouco posta a prova onde a sensualidade e a unica arma, pese embora ja a vissemos mais eficaz neste papel, e um Depp na sua versao mais soft e disparatada sempre demasiado igual mas que entra bem na necessidade que o filme tem


O melhor - A banda sonora.


O pior - Algo previsivel


Avaliação - B-