Saturday, January 22, 2011

127 Hours





Depois do reconhecimento global que Boyle conseguiu com Slumdog Millionaire, exitia muita expectativa de que rumo teria a sua carreira, depois de chegar ao olimpo, principalmente tratando se de um dos realizadores mais versateis que ha memoria. A aposta foi na abordagem de uma historia de heroismo real. Os resultados esses foram dicotomicos, se criticamente as coisas voltaram a correr muito bem para o realizador pese embora tenha nos ultimos tempos perdido alguma força que o sustente uma seria nomeaçao para o oscar, pese embora a de melhor filme deva ser uma realidade, o certo e que comercialmente a fraca divulgaçao do filme nao permitiu resultados deslumbrantes.

O que nas maos de muitos realizadores acabaria facilmente por se tornar uma historia aborrecida, nas maos de Boyle tornou-se num autentico exercicio creativo, com uma dinamica impressionante, demonstrando a viva voz uma das melhores formas que se deve ter para contar uma historia, num dos filmes mais intensos, dramaticos e creativos do ano.

E certo que os filmes de uma unica interpretaçao nem sempre sao faceis, mas danny boyle com a sua magnifica realizaçao torna tudo leve, mesmo o sofrimento da personagem fazendo com que o filme seja mais impressionante pela dinamica que imprime sem nunca descuidar o seu verdadeiro objectivo que se prende com o heroismo da personagem que quer apresentar.

E daqueles filmes que nos surpreende do inicio ao fim, baseado em historia real digna de um filme transmite os limites da capacidade humana como poucos conseguiram um dia transmitir, mais que um grande filme e um exemplo de que como uma historia de vida pode resultar num filme de eleiçao.

A historia de aron e simples numa das sua sescapadas para umas montanhas rochosas, cai numa fenda ficando preso com uma mao numa rocha que o impede de sair daquele local. Sem possibilidade de ser visto, começa a luta pela sobrevivencia ao nivel mais intenso que o ser humano podera ter.

O argumento e interessante pelo facto de nao se centrar apenas naquilo que a personagem esta a viver, mas acima de tudo na forma como a personagem esta a sentir e a pensar tudo que esta a ocorrer com ela, nao e rico em dialogos nem que seja porque e quase sempre one man act.

A realizaçao e brilhante, num ano em que as melhores realizaçoes da ultima decada parecem surgir, esta aqui combate com Nolan e FIncher no que de melhor vimos na montagem e conceito do proprio filme, demonstrando nao so a imprevisibilidade de Boyle mas a sua perfeiçao na forma como abordou o filme.

Todos sabiam que o actor que desempenhasse este papel pelo sofrimento que lhe esta inerente tinha uma grande prova de fogo, e o certo e que muitos duvidaram da capacidade de Franco de conseguir ultrapassar este desafio, contudo Franco e alma do filme em todas as suas vertentes, não so no sofrimento e na disponibilidade fisica que tras ao filme, sempre com alto nivel de intensidade, mas acima de tudo na forma com que todos os momentos interpretativos sao de mais alto nivel. Numa das melhores interpretaçoes dos ultimos anos, e ate ao momento a melhor do ano


O melhor - Boyle e Franco


O pior - Ser demasiado curto


Avaliação - B+

Monday, January 17, 2011

Warrior's Way




No inicio de dezembro do presente ano, quando as produtoras acharam que seria uma semana pouco concreta para apostar, saiu um unico filme que tinha tanto de estranho como supreendente, numa conjugação de produçao americana e oriental, saia uma mistura de um filme de samurais com um western mais tipico. Os resultados contudo de uma mistura tao pouco ortodoxa foram desoladores quer em termos criticas onde a linearidade do filme nao convenceu quase ninguem, mas acima de tudo em termos comerciais onde pese embora nao tenha tido qualquer tipo de concorrencia, os resultados foram desoladorores, dos piores mesmo para filmes estreados em wide.

Um dos grandes problemas de filmes orientais e serem demasiado silenciosos e presarem pelo o caracter que os proprios filmes adquirem naturalmente e se neste ponto nao estamos nem de perto nem de longe numa obra prima, nem tao pouco nas poucas coreografias trabalhadas, o certo e que em termos de estetica e carisma temos um filme vincado, na beleza das imagens na boa direcçao artistica mas acima de tudo por se assumir como um filme irreverencia mesmo num genero tao tradicional como os filmes de artes marciais.

O filme perde um pouco pela demasiada mistura de generos e principalmente porque os mesmos nao combinam entre si, mas tambem nos actores se por um lado a base orientar do heroi integra bem a honra e a personagem construida tudo o resto remonta mais ao tradicional western, e acaba sempre por passar por um filme de dois mundos, com intensidade, algumas vezes engraçado, mesmo que poucas vezes consiga ser creativo.

O filme fala de um guerreiro que se ve incombido de ter a seu cargo um bebe, deslocando-se para um conjunto de elementos de circo, onde se aproxima da vivencia dos habitantes, mesmo quando estes sao perseguidos pelo grupo de viloes.

O argumento nao e excelente, pouco trabalhado e mesmo muitas vezes linear no seu desenvolvimento, as personagens sao unidimensionais e os dialogos quase sempre trazem muito pouco ao filme.

E de ressalvar a componente estetica deste tipo de filme, principalmente na fotografia e na forma intensa com que as imagens sao transmitidas e o trabalho que efeito, merecendo todos os elogios.

Em termos de cast nao e propriamente o mais ortodoxo, o heroi oriental pouco ou nada traz ao filme do que a frieza tipico neste tipo de personagem, Bosworth tras o comercial americano com muitas deficiencias na rebeldia e no sotaque que tras consigo. Houston e o melhor do filme no vilao que sempre sabe dimensionar e com o carisma necessario. Rush mesmo a bom nivel e um despredicio numa personagem tao pequena como idiota, e assima de tudo inutil para o filme.


O melhor -A estetica do filme


O pior - Mais um filme de artes marciais igual a todos os outros


Avaliação - C+

Saturday, January 15, 2011

Yogi Bear


Talvez devido ao sucesso instantaneo que se tornou a mistura de imagens reais e animação em Alvin and Chipmunks por alturas do natal, eis que este ano surgiu uma nova tentativa que o mesmo acontecesse contudo com um filme completamente diferente, mas tambem com um heroi da antiga banda desenhada ou seja Yogi Bear. Contudo os resultados foram bem diferentes se por um lado criticamente as coisas voltaram a correr mal, como ja tinha acontecido nos filmes anteriores com o mesmo metodo, o grande problema esteve mesmo comercialmente onde o filme pese embora seja mais dirigido para os mais pequenos nao sai da mediocridade de resultados.

A pergunta que se faz e porque fazer um filme de animaçao com uma das personagens mais desactualizadas que ha memoria em termos nao so de animaçao mas acima de tudo no humor que utiliza. Ninguem conseguira ter uma resposta concreta para esta pergunta e o resultado acaba por ser um filme que funciona quase como um total despredicio dos recursos que tem ate si, como efeitos especiais, mas acima de tudo todo o budgter que acarretou.

O filme tem tudo o que um filme de animaçao nao deve ter, e idiota em todos os seus pontos, desde personagens viloes, situaçoes criadas, dialogos muito pouco concretos e o mais preocupante de tudo e que nunca consegue ter graça nas piadas que vai formulando.

A determinada altura na visualizaçao do filme parece mesmo que estamos ha dez anos atras na evoluçao do cinema porque mesmo os efeitos especiais a priori de vanguarda ficam muito aquem do que ja vimos em outro tipos de filmes

A historia fala do mitico urso Yogi bear a do seu vicio em roubar comida ao habitantes do parque onde vive, contudo com este em risco de ser destruido tem que o salvar com a ajuda dos seus amigos.

O argumento e disparatado nao so na contruçao da histora de relevo para a personagem mas acima de tudo em todos os outros seu segmentos, sem historia, sem graç, sem qualquer ponta de originalidade atrevo me a dizer e com diferença a pior historia de animaçao do ano.

A realizaçao pese embora chame a si diversos meios tambem se encontra longe do que de melhor ja vimos neste terreno, a ambiçao existe mas tudo a volta e demasiado mau para este ponto conseguir emergir.

O cast, Arkroyd ja ha muito tempo que deixou de ter qualquer tipo de peso e muito menor graça no cinema actual, dai que esta escolha seja tão arriscada como estranha, e observou se pelo histerismo empregue que as soluçoes podiam ser outras e mesmo na forma como a persoangem poderia ser montada. Nas personagens reais Faris no seu estilo de pouco inteligente nao consegue nem ela ter a graça que por vezes ja obteve


O melhor - A resposta do publico


O pior - O porque deste filme



Avaliação - D

Friday, January 14, 2011

The Tourist


Um dos objectos que mais expectativa criaram no cinema este ano, dia respeito ao lançamento que reunia talvez os dois maiores icons do cinema actual no que diz respeito a prestigio e acima de tudo valor comercial. Angelina Jolie e acima de tudo Depp sao duas certezas de sucesso de qualquer filme que entrem aguardava se entao o valor que ambos teriam juntos. Contudo os primeiros resultados criticos nao foram os melhores o filme não conseguiu convencer em larga escala os mais tradicionais criticos, sendo que o desastre seria apenas minorizado na capacidade que o filme acabou por ter de arrancar o reconhecimento dos globos de ouro. Comercialmente e pese embora a quimica que os actores poderiam ter as coisas tambem nao foram brilhantes principalmente no mercado amaricano, onde teve muito longe das melhores expectativas criadas em torno do filme.

The Tourist e um filme ambiguo e obvio que nos parece que um filme que reune duas super estrelas como a que este reune tem de valer bem mais do que este pequeno filme em objectivos e densidade, contudo em indiscutivel o valor comercial que o filme tem ao conjugar actores, cenarios e uma boa realização.

Nao e obviamente um filme critico, alias a forma como o guiao e montado e daqueles tipos de fillmes que pese embora ate tenha boas intençoes e com bom fundamento linguistico parece sempre demasiado previsivel mesmo quando o objectivo e nao ser.

COntudo comercialmente tem intensidade, consegue a determinada altura ter sentido de humor e mais que isso tudo consegue fazer transparecer o proprio carisma das personagens para o proprio filme sempre com uma banda sonora que tambem ajuda na criaçao de um filme com valor proprio e acima de tudo com uma boa identidade.

O filme fala de um burlão que decide fugir, sendo que a policia e um grupo de gagster o procura atraves do seu grande amor, que para disfarçar vai tentar dissimular as atenções num peculiar turista.

A realizaçao tem bons promenores, mais nos momentos parados do que propriamente nos momentos em que o filme poderia ser mais potenciado com sequencias espetaculares, nao temos uma ralização brilhante pese embora os bons momentos.

O argumento a cargo do sempre original Mcguire, tem os twists que ja nos habituou e que fazem apanagiuo da tipologia do proprio autor, nao trabalha bem as personagens e defende se com ferramentas faceis que nao seduzem o espectador mas nao danificam o filme.

Quanto ao caste e dificil pedir um cast de tanto peso como Jolie para o papel feminino, onde e pouco posta a prova onde a sensualidade e a unica arma, pese embora ja a vissemos mais eficaz neste papel, e um Depp na sua versao mais soft e disparatada sempre demasiado igual mas que entra bem na necessidade que o filme tem


O melhor - A banda sonora.


O pior - Algo previsivel


Avaliação - B-

Wednesday, January 12, 2011

Conviction




Confesso que para alem de alguns aspectos podemos considerar que este ano existiram demasiadas historias baseadas em casos de vida, em contar historia reais, contudo todas elas entraram no drama exagerado, que as colocou a maior parte delas de lado na ambiçao pelos galardoes sempre tido em conta na elaboração destes filmes. Um dos primeiros filmes a sair neste contexto foi este Convicition, contudo alguma dificuldade de lançamento fez com que o filme perdesse alguma força, mesmo que criticamente as suas expectativas nao tenham sido postas de lado com resultados positivos pese embora nao brilhantes.

Conviction e um bom filme, de todas as historias que foram contadas em forma de acontecimentos reais, esta e talvez das mais interessantes e aquela que mais razões tem de ser lançada sobre a forma de registo do cinema, nao so pela força das personagens e pela vivencia das mesmas, mas para a importancia que o processo relatado teve na elabo9ração da justiça por todo o mundo.

Contudo uma falha parece fundamental na consecuçao do filme que faz com que o filme apenas consiga ser um bom filme e nao brilhante, a ma contextualizaçao temporal do filme, rapidamente nos perdemos ou temos percepçao do tempo, quando ele e fundamental para nos dar a entender o verdadeiro alcance do que estamos a falar neste filme. Por outro lado poe algo de parte os conflitos familiares da personagem principal o que poderia tornar o filme mais completo, se bem que na forma como trata o processo judicial e a forma com que as personagens se integram no mesmo o filme tem bastante força

O sofrimento de todas as personagens acaba por ser muito bem sinalizado ao longo de todo o filme, sendo vigoroso a forma como a força emocional do filme e transmitido a cada minuto do mesmo aproximando-se daquilo que o espectador mais tenta perceber, se existe ou nao justiça

O filme fala de um condenado a prisao perpetua pela morte de um jovem que reclama a sua inocencia e na tentativa da sua irma provar a sua inocencia ao longo dos anos pese embora coloque de parte tudo o resto da sua vida.

Falar de um argumento de um caso real e falar mais de um trabalho de campo do que propriamente da creatividade dai que os dialogos ou mesmo os acontecimentos sejam naturais, isto leva a que se possa falar de um argumento competente ao inves de brilhante e nisto temos de assumir como claramente competente.

A realizaçao nao e brilhante principalmente na dificuldade da contextualizaçao temporal existe esquecimento de etiquetar e mesmo a caracterizaçao das personagens nunca chega para os objectivos propostos e sao falhar que a este nivel sao marcantes.

Escolher Hillary Swank para um papel emocionalmente exigente e a aposta de pouco risco perante uma das melhores actrizes do momento ou mesmo a actriz mais capaz do momento, e que jogo como quer numa boa personagem que seria de eleiçao caso nao a vissemos em papeis ainda mais intensos, e rotulavel de nomeavel, mas provavelmente ficara por ai, mas isso porque ira ser sempre comparada com outros papeis seus. Quem merece a mençao e Rockwell um actor em grande momento num papel exigentissimo que cumpre na perfeiçao, num papel de primeiro nivel, que num ano vulgar o colocaria na pole position para o oscar de melhor actor seundario, mas este ano ate a nomeaçao sera complicada.


O melhor - as interpretaçoes


O pior - A ma definiçao temporal do filme


Avaliação - B

True Grit




O que analisar quando um dos maiores icons do cinema independente se junta ao grande produtor de blockbusters Spilberg, para o remake de um dos maiores Westerns de todo o tempo. Desde logo duvida pelo registo que o filme nos iria trazer, mas sempre com a certeza de que o filme tinha mais que muitas pernas para andar. Pese embora seja atrasado para o final do ano, nem os melhores gurus esperavam um impacto tao grande do filme pese embora o toque de midas de spilberg, no que diz respeito ao valor comercial do filme, com resultados nunca antes imaginaveis na trajectoria dos irmãos Coen, o filme e o maior sucesso do final de ano, ao qual reuniu uma boa valorização critica sendo uma das certezas na cerimonia dos oscares deste ano, pese embora tera dificuldades em conquistar os principais galardoes.

O primeiro ponto positivo que podemos aquilatar desde logo ao filme e a forma com que o filme consegue incutir em si proprio o tradicionalismo no espirito Western que ha muito estava arredado do cinema contemporaneo jogando com temas como honra e vingança que sempre dao a intensidade necessaria ao filme

De resto muito pouco de novo ou nao estivessemos perante mais um remake, boa escolha de actores contudo nao nos dao um filme rico em originalidade nem tao pouco com o valor noir que estamos habituados ao irmaos coen, e talvez o seu filme mais limpo, menos de autor, e isso nem sempre e uma boa marca principalmente quando falamos de autores conceituados e com terreno muito proprio.´

Pede embora a qualidade do filme pensamos que estaos longe de ter em maos um dos melhores filmes do ano, pese embora seja feito com eficacia e maturidade ou nao tivesse nas maos de algus dos melhores executantes de hollywood em todas as materias, mas pensamos que o seu valor comercial e bem superior ao seu valor como obra.

O filme fala de uma pequena orfã de pai que tenta na companhia de um ranger e um marshal encontrar o assassino do seu poi, para que lhe seja feita justiça pelo crime, num open road filme pelos desertos do antigo oeste norte americano.

O argumento pese embora seja bem construido principalmente no carisma que as personagens facilmente adquirem perde algum vigor na intensidade que nao consegue dar aos viloes, ao contrario dos herois bem trabalhados. A nivel de dialogos tambem ja vimos os irmaos coen bem melhor do que propriamente encontramos neste filme

A realizaçao bem demonstrar que qualquer seja o terreno que desempenhem sempre tem alguns pontos de contacto comum virtude so ao alcance dos melhores, pese embora este facto nem sempre estamos perante um filme esteticamente valioso, mas esta necessidade nem sempre e vincada.

Quanto ao cast tem como seu maior trunfo aproveitar a boa forma de Bridges para encabeçar o filme, ao seu melhor nivel numa altura em que pese embora a veterania consegue estar na sua melhor forma de sempre que inclusive ja lhe valeu um oscar no ano passado. Apenas consegue perder algumas sequencias para a surpreeendente jovem Santfield, uma das mais serias candidatas ao oscar de melhor actriz secundaria, pese embora tenha muito pouco de secundaria, contudo dificilmente noutra categoria o papel interessante teria a sua visibilidade. Matt Damon tambem tem um papel enriquecedor na sua boa carreira.


O melhor - A forma como vinca a honra e a vingança do estilo tradicional Western


O pior - Poderia ser mais intenso


Avaliação - B-

Saturday, January 08, 2011

The Fighter





Desde cedo que as primeiras previsoes apontavam este filme como um claro natural concorrente aos Oscares, nao so pelo tema, mas acima de tudo pelos interpretes, realizador e uma produtora sempre muito eficaz na promoçao dos filmes para estes premios. Com o desenvolvimento do ano observou-se que a concorrencia ia ser forte e o filme poderia ter problemas no concurso. E se e certo que nao passara e certo da nomeaçao a probabilidade de outros premios podem indiscutivelmente fazer deste filme um sucesso critico, ao qual reuniu um bom desempenho comercial, numa altura em que titulos mais vistosos poderiam comandar.

The Fighter e daqueles filmes que reune um sentido proprio muito intenso, quer como drama familiar quer como filme de desporto, e acima de tudo transmite consigo uma historia recheada de um grande coração. E daqueles filmes que olhando no fim, nem sequer e muito original, tirando todas as intervençoes de Dickey completamente extra tudo o que ja foi visto no cinema actual. De resto ate pode ser considerado um filme de locais comuns, mas ao mesmo tempo tudo e feito com um profissionalismo e uma força interior que apaixona o espectador, quer nos silencios do protagonista ou na excentricidade do seu irmao.

E daqueles filmes que pese embora nao tenham um argumento de excelencia mesmo que bem adaptado, tem todas as outras componentes ao melhor nivel que hollywood e capaz de fazer e isso torna o filme naturalmente um fora de serie, num ano com alto registo competitivo.

O filme fala no trajecto de um mediano lutador inserido num apoio familiar ate ao titulo de campeao do mundo, com muitas vitorias desportivas e acima de tudo pessoais para conquistar este titulo.

O argumento pese embora nao seja um poço de originalidade e bem montado na forma como introduz o documentario no interior do filme, na forma como fortifica interiormente as personagens ou mesmo na riqueza de alguns dialogos, principalmente com a personagem de Leo.

Russel tem uma grande realizaçao e arriscada, mesmo de ante mao sabendo que nao seria uma realiaçao esteticamente bonita, consegue que a mesma contextualize brilhantemente todo o filme, ja vimos sequencias de boxe mais bem filmadas e verdade mas tambem temos que dizer que nao e por aqui que o filme perde qualquer tipo de ponto.

Em termos de cast estamos talvez em algumas das quatro melhor interpretaçoes do ano, liderados obviamente por Bale, com uma prestaçao para uma vida, que contudo ja e lugar comum no actor, nao so na forma fisica com que se entrega a personagem mas toda a intensidade e sentimento que tras consigo. Whalber lidera bem o filme da forma como a personagem requer, ou seja ele e o silencioso de todo o filme e encaixa na perfeiçao nele. No lado feminino talvez a luta interna por melhor secundaria. A minha aposta vai para o vigor de Adams, em deterimento de alguma frieza de Leo, mas e inquestionavel o grande valor destas duas interpretaçoes


O melhor - O cast


O pior - Faltar alguma pimenta ao argumento


Avaliação - B+

Burlesque




Todos os anos tem saido um filme lançado com o caracter musical na altura dos premior para testar as suas possibilidades. Este ano surgiu este filme que para alem de ser aposta mais natural no genero, trazia consigo a tentativa de passagem de Aguilera para o grande ecra. Contudo os resultados tiveram longe do que ja conseguiram outros filmes do genero, principalmente em termos criticos onde nao consesuiu sair da mediania, ja comercialmente o publico tambem demonstrou muitas duvidas sobre o filme e principalmente sobre as suas estrelas com resultados basicos, para um filme com este nivel produtivo.

Burlesque e daqueles filmes que se nao fosse musical cairia certamente no compendio dos piores filmes do ano, por tudo que a narrativa central nao tem, ou seja a determinada altura e de tal forma tao basica no desenvolvimento da sua historia, que nao fosse algumas boas adaptaçoes musicais cairia mesmo no ridiculo, de tanta produçao para tao pouco.

Alias os momentos musicais e coreograficos do filme acabam mesmo por ser o tubo de escape de um filme muito pobrezinho em quase todos os seus aspectos, demasiado novelescos, sem grande interesse reduzindo uma serie de esteriotipos a um filme grande onde ninguem parece humano, ou personagens com muito pouco contudo num vazio total narrativo.

A soluçao final ainda mais ridicula o filme parece descuidar por completo o plano narrativo da historia central no sentido de fazer funcionar as capacidades vocais da pop singer Aguilera.

O filme fala de uma jovem do interior dos estados unidos, que viaja para o centro LA, no sentido da sua oportunidade indo trabalhar para um particular cabaret.

O argumento e pobrezinho alias todo ele e um mau alicerce dos momentos musicais mais trabalhados, perdendo toda a componente na pequenez dos dialogos, soluçoes narrativas mas principalmente pela fraquissima composiçao de personagens,

Realizar um musical nem sempre e facil e Antin acaba por ser o ganhador natural do filme porque consegue realizar um espetaculo esteticamente interessante, desenvolvendo uma boa vertente coreografa, mesmo que nos momentos mais musicais nunca consiga sair do satisfatorio.

Mas e no cast que o tiro da por completo tiro nos pes, nao pondo de parte as qualidades vocais de Aguilera a sua existencia e competencia como atriz e nenhuma, um autentico festival de pessima interpretaçao baseada em duas expressoes faciais montadas, aspecto este que tambem foi visivel numa CHer ja fora do cinema, sem qualquer tecnica de intepretação e de um Gigandet, que perde algum do vigor que a sua carreira ja mostrou poder ter, fora destes filmes de adolescentes. No meio de tudo safa-se Tucci, em bom momento de forma


O melhor - Alguns momentos musicais


O pior - Festival tenebroso de actuaçao


Avaliação - D

Thursday, January 06, 2011

Gulliver's Travler




Se existe saga que pensamos que nunca teve uma adaptaçao digna de registo no cinema foi as viagens de gulliver, numa altura em que pensamos que os efeitos especiais estao preparados para uma boa adaptaçao com tudo o que ela exige. Este ano a determinada altura ate pensamos que poderia ser este filme essa adaptaçao, mas desde que foi selecionado o cast e o realizador que observamos que seria um filme familiar, de animaçao, mais virado para a comedia. Talvez por estas ambiçoes limitadas os resultados tambem nao foram muito brilhantes, quer criticamente onde as coisas correram mal, e o filme se encontra perfilado para alguns razzies awards, e mesmo comercialmente onde nao resultou como se esperava no sempre familiar mercado natalicio, com resultados muito aquem do esperado.

Desde logo podemos começar caracterizar este filme como o tipica comedia a Jack Black, e desde ai a aperciaçao nao consegue ser muito positiva, porque este actor encaixa num esteriotipo de uma comedia algo ridicula onde os seus tiques sao utilizados ate ao maximo mesmo quando surgem totalmente fora de contexto num humor muito mais fisico do que propriamente intelectual.

A determinada altura o filme parece mais preocupado em ser uma satira com o mundo do cinema do que tentar ser congruente ou ter alguma coesao nos seus propositos de fazer uma versao actualizada das viagens de gulliver. Alias e um filme que tenta muito mais se preocupar com os promenores cinefilos do filme do que com a propria historia principalmente na forma como tem dificuldades em humor funcionar e nao cair facilmente como acaba por acontecer em algum ridiculo.

E daqueles filmes para mais pequenos pese embora por vezes o estilo de black nao se coadune com o que este tipo de populaçao procura ou mais de que isso tem interesse em conhecer

O filme e uma adaptaçao actual do livro viagens de gulliver, com a introduçao no mundo dos lilliputianos e mesmo no mundo dos gigantes, sempre podendo dar a sua picada ao mundo da 7 arte

O argumento e daqueles que pouco ou nenhum trabalho tem a seu cargo, por um lado proque a historia e conhecida e ja foi diversas levada ao ecra, e depois porque nao existe nenhuma preocupaçao em trabalhar as personagens, e o humor tambem e no limite minimo de esforço.

A realizaçao ainda com as tecnologias de hoje e complicada e nem sempre consegue convencer com os efeitos especiais que utiliza, mesmo assim tem bons momentos em mais uma experiencia 3d a valorizar.

Em termos de cast tenho que assumir que ja nao tenho paciencia para o estilo de humor repetitivo e irritante de Black, nao sai de um registo que nem sempre funciona e se adapta a qualquer tipo de filme parecendo que as suas personagens sao sempre as mesmas com historias diferentes. Seagel e um actor capaz de resultar bem num cinema humoristico mais actual. Quanto a Blunt no momento em que muitos a consideravam a um passo da primeira linha de hollywood integrar um projecto tao pouco ambicioso como este pode ser prejudicial no seu trajecto


O melhor - As referencias cinematograficas


O pior - A falta de algo novo no filme


Avaliação - C-

Wednesday, January 05, 2011

Never Let me Go

Existe um pequeno filme recheado de actores proximos do grande publico que passou a sua estreia completamente ao lado das luzes da ribalta, contudo com o aproximar da epoca dos premios e com algumas nomeaçoes o filme começou a ser falado, e pese embora a possibilidade de as concretizar nos oscares nao seja plausivel sendo que o seu reconhecimento nao passou do moderado, o certo e que em termos comerciais o filme tornou-se quase inexistente como a maior parte dos filmes exclusivamente europeus.
O primeiro ponto que podemos dizer deste filme e a sua originalidade de ao mesmo tempo ter um filme tradicionalmente europeu, contextualizado num ambiente passado, mas com uma premissa completamente nova e diferente, que e a criaçao de uma especie de clones unica e exclusivamente para fins doadores, ou seja o filme aborda uma sociedade completamente diferente ao longo de tres niveis completamente diferentes na exploraçao das personagens e tambem na intensidade empregue a narrativa.
Na primeira fase temos um filme mais educacional, mais rigido menos original, mais puro e menos emotivo, neste segmento os trunfos do filme nunca saem, nao saindo quase nunca da vulgaridade de um filme intitucionalizado, sobra muito pouco para o filme recuperar.
O segundo ponto e o coraçao do filme com o crescimento das personagens nao so na originalidade e no proprio desenvolvimento do guiao mas acima de tudo na forma como as personagens vao potencializando o conflito primeiro entre elas e depois com o seu proposito e destino.
E daqueles filmes que pese embora nao seja deslumbrante tem o seu cunho muito proprio, nao so emocionalmente como mesmo pela originalidade de um guiao, ao mesmo tempo linear mas com uma premissa quase ficcional
O filme fala de tres jovens criados com o intuito de no futuro servirem de doadores, primeiro num colegio fechado depois nos contactos com o exterior, as personagens sao ligadas entre si ate que caminham para o inevitavel fim que e a morte das personagens
O argumento e interessante nao so na base e ideia do proprio filme original e bem potencializada como na impressao emocional que o filme consegue ter, quer em termos amorosos, mesmo no ponto de vista do afecto puro que as personagens vivenciam entre si.
A realizaçao nao e brilhante ou seja de todo o filme e o aspecto que prende o filme a alguma pequenez que se traduziu na sua estreia, nem sempre os planos sao os mais bem escolhidos.
Em termos de cast a riqueza dos nomes traduz se na riqueza de interpretaçoes principalmente na liderança constante que a brilhante mulligan da ao filme, novamente num filme pequeno e pelo segundo ano consecutivo traz nos uma das melhores interpretaçoes do ano, provavelmente nao lhe valera outro reconhecimento mas começa a ser um trajecto a seguir de um poço interminavel de talento. Ao seu lado uma das revelaçoes do ano, garfield que antes de embarcar por terrenos comerciais junta a prestaçao aplaudida de rede social mais um papel intenso, de dificil execuçao que e bem interpretado por um jovem que tem um ano dourado. NUm registo diferente e menos apaixonante temos Knightey a veterana do trio de protagonista que pese embora nao brilhe tanto, tem a disponibilidade dificil do ponto de vista fisico que a personagem necessita

O melhor - A estre Mulligan

O pior - O primeiro segmento

Avaliação - B-

Sunday, January 02, 2011

Secretariat




Filmes epicos sobre acontecimentos tambem ele marcantes costumam dar mais do que produtos muito originais no cinema norte americano grandes filmes que funcionam como grandes liçoes de vida. Com a chancela da Disney surge este filme sobre talvez o maior cavalo que alguma vez competiu nos circuitos de corridas, e como os grandes vencedores trazem normalmente a reboque consigo boas historias, a adaptaçao acabou por ser bem aceite pela critica mais tradicionalista, que gostou do caracter emocional do filme. Ja a nivel comercial as coisas tambem correram bem pese embora nao tenha deslumbrado, foi um daqueles filmes que sem grande brilho conseguiu os seus meritos em todos os terrenos.

A primeiro coisa que se pode dizer deste filme e que e repleto de coraçao nao so na força do animal protagonista central, mas acima de tudo nas personagens que o rodeiam e que sao o ponto mais fundamental do filme, isso faz o filme interessante proximo do publico que nao fica emocionalmente indiferente a um filme como este.

O segundo aspecto e do ponto de visto creativo e na forma como aborda a historia falta originalidade falta um impulso de creatividade ao filme que nunca consegue sair de uma rotina ja por diversas vezes vista, o que faz com que o espectador aos dez minutos de filme ja saiba com que contar nas seguintes duas horas, o que e significativamente pouco para o estado actual de um cinema que tem que ser claramente mais exigente com os seus filmes.

Mesmo assim temos um filme eficaz bem produzido, com caracter de grande estudo, que se propoem a objectivos modestos mas que os cumpre com grande mestria.

O filme fala de toda a trajectoria de Secretariat e principalmente no sonho das pessoas que fizeram dele o grande campeao em troca de muitos sacrificios individuais

Em termos de guiao pensamos como o filme e abordado e demasiado colado ao sucesso de seabiscuit, na forma como as personagens sao integradas, e mesmo no coraçao que o filme transmite, peca pela falta de orginalidade mas consegue ser fiel aquilo que e o objectivo central do filme

A realizaçao de um realizador de estudio pode nao ser brilhante nem esteticamente um primor, mas consegue dois pontos fundamentais para o filme resultar, ser temporalmente bem contextualizado mas acima de tudo dar a intensidade que as sequencias de corrida necessitam com vigor e boa integraçao

Em termos de cast Lane lidera naquelas personagens fortes e intensas que pese embora nao sejam dificeis de interpretar so as grandes actrizes conseguem com a força e convicçao que o filme precisa e nisso o filme consegue ter tudo que merece. Malcovitch esta no seu registo mais comum ultimamente de excentrico, que nao e novidade para ele nem um grande desafio mas encaixa bem nas necessidades do filme


O melhor - A simplicidade emocional do filme


O pior - A falta de originalidade na abordagem narrativa


Avaliação - C+

Casino Jack




Casino Jack foi anunciado por alguns dos gurus do cinema como o regresso aguardado de Spacey ao cinema reconhecido, sendo mesmo colocado nas primeiras listas de possibilidades para os oscares, acima de tudo porque o filme centrava-se numa das personagens mais mediaticas e polemicas politicamente no panorama norte americano, sob a forma de biopic leve. Contudo o filme nunca teve a visibilidade nem os resultados foram os esperados, desde logo em termos de distribuiçao onde o filme perdeu todo o balanço que poderia ter na corrida aos oscares. Comercialmente e advindo deste facto nao exisitram grandes diferenças, ou seja resultados diminutos, e criticamente as coisas tambem estiveram longe do reconhecimento que impulsionasse o filme na entrada na corrida pelos premios.´

Casino Jack pese embora tente dar uma dinamica comica ao filme, nunca consegue sair da rigidez dos biopics e acaba por ser esse o maior problema do filme, que nunca consegue ser espontaneo, perdendo muito tempo nos desvaneios da propria personagem como da sua eloquencia na forma de se relacionar com todos as suas voltas.

E verdade que a criaçao da personagem tem excelencia e que Spacey e talvez dos actores em hollywood com mais talento que ultimamente tem desprediçado em filmes menos mediaticos e mesmo com qualidade mais que posta em causa, mas de resto o filme tem muitos outros ingredientes de interesse.

Outro dos problemas do filme e que debruça sobre temas complicados e dificieis de entender para o espectador que acaba pro assistir ao filme de forma desconcentrada, ou seja o filme nunca consegue incutir um ritmo exigido para o filme ser aquilo que ele mais quer ser que e intenso

O filme fala sobre o mundo mediatico do lobbie politico criado por Jack, uma das personagens mais marcantes da governaçao de Bush, nao so pelo que conseguiu atravez de metodos subrepticios mas acima de tudo pela forma como caiu nas malhas da justiça devido a ganancia.

O filme fala sobre estes momentos desta estranha personalidade.

Fazer um biopic omo este certamente nao sera uma missao facil, contudo este argumento se ganha na forma capaz com que conseguiu caracterizar uma personagem que tinha tudo para ser complicada, por outro lado perde na forma como cria a narrativa sempre algo desligada, e nem as constantes frases de filmes na boca da personagem central consegue conduzir o argumento para outro prisma de avaliação.

A realizaçao a cargo de um novato tb esta longe de ser um primor, e talvez aqui esteja um dos grandes problemas da dificuldade do filme em se impor em mais circuitos, realizado em ritmo de telefilme falta algum brilhantismo, seriedade ao proprio filme.

Spacey volta aos grandes papeis, na vertente da ironia que e o que melhor lhe acenta, pena e que o filme nao o acompanhe senao poderiamos tem um dos grandes reaparcimentos do ano, o papel e brilhante e e a alma de todo o filme, pelo menos conduziu a uma nomeaçao para os globos de ouro nao perdendo tudo. Os secundarios temos um Pepper em baixo de forma, e no fim uma Preston que nunca foi mais do que uma acompanhante.


O melhor - Spacey


O pior - A tematica demasiado complexa


Avaliação - C

Saturday, January 01, 2011

Tron Legacy


Tron de todos os filmes que foi lançado pela Disney foi aquele que olhando para tras podemos dizer que foi mais fora do seu tempo, nao so em termos de realização mas mesmo em ideologia parecendo sempre existir limitaçoes mais que muitas para a forma com que o filme se conseguiu expressar. Dai que não fosse surpresa numa era em que o digital e mesmo o 3d ja dominam uma aposta revolucionaria na tecnologia com a segunda aventura de Tron. OS resultados contudo ficaram algo aquem das melhores expectativas para o filme, de um ponto de vista critico as coisas foram medianas, sem grande expanto para a forma com que o filme nao conseguiu desenvolver uma narrativa apaixonante, e comercialmente o facto de terem passado quase 30 anos do primeiro filme tirou todo o interesse e dimensao do filme aos mais novos.

Tron e um filme interessante, principalmlente pela sua ideia de base que foi muito mais potenciada no primeiro filme, ao trabalhar o paralelismo de universos de uma forma bem contextualizada e daqueles filmes contudo que nos parece desde cedo que nao consegue aproveitar a riqueza que poderia trazer ao nao ser objectivo e querer ter um caracter politico que um filme da dysney talvez nao exige.

Desde logo no primeiro segmento pensando que o filme dista 30 anos do seu antecessor seria de bom tom pelo menos uma pequena introduçao ao filme, nem que seja porque com o desenvolver do filme ela se vai tornando cada vez mais necessaria, sendo a mesma introduzida de forma lenta e a espaços.

Depois na introduçao no mundo virtual aqui parece nos sempre que tudo e demasiado escondido como fosse logico que toda a gente estivesse a par do primeiro filme, ganhando apenas ritmo na fase em que as personagens se começam a ligar. Mesmo assim temos de admitir tratar se de um filme dificil, corajoso mas que ficara sempre ligado a um publico especial nao me parecendo capaz de se tornar um filme de multidoes em nenhum dos seus pontos concretos.

A historia passa alguns anos do primeiro filme, com o desaparecimento misterioso de Flynn o criador de uma empresa cibrenetica o seu filho continua a tentar procurar o pai, ate que no interior do antigo escritorio deste entra numa maquina de video jogos que o transporta para um mundo completamente virtual onde finalmente encontra o que tanto procurava.

Nao e uma rgumento rico e parece mesmo que todos os pontos chaves sao esgotados na ideia de base do proprio filme, as personagens sao quase herois de jogos de computador sem qualquer tipo de complexidade, salvando se alguma excentricidade da persoangem de Sheen, mesmo assim parece sempre um mad max virtual e isso nao nos parece muito congruente ao ser um filme da disney

A realizaçao potencializa o que de melhor existe em termos de efeitos visuais e especiais, nao olha a meios para a fazer um filme complicado como este resultar em larga escala, nunca se abstraindo de nenhum dos seus proprios sentidos, nem sempre as opçoes de plano podem ser as melhores mas isso nao poe em causa a qualidade tecnica do filme.

Ver um recem galardoado aos oscares encabeçar este filme so e justificavel por ele ser o heroi do primeiro filme, ja que este nada exige aos seus actores, onde apenas Sheen consegue ter alguns momentos de gloria numa personagem descontextualizada de todo o sombrio restanter ate esteticamente


O melhor - A banda sonora


O pior - O buraco temporal


Avaliação - C-

Friday, December 31, 2010

Litlle Fockers




Uma das sagas de comedia que melhores resultados obteve nos ultimos anos foi Meet the Parents, dentro de um estilo proprio que Ben Stiller nos foi habituando, retirando o aspecto mais comico da imagem demasiado dura de Robert de Niro, os dois primeiros filmes da saga foram autenticos exitos estantaneos de bilheteira. Este terceiro filme ate ao momento e de longe o que menos resultados conseguiu naturalmente obter. Primeiro em termos comerciais, onde pese embora lidere com diferença o box office ainda ficou algo longe do conseguido pelos dois primeiros filmes, e criticamente e que as coisas correram ainda pior, sendo que principalmente o primeiro ainda foi bastante valorizado criticamente, este foi um desastre completo.

O problema de uma saga de comedia, e que a determinada altura já parece ridiculo voltar a insistiu no mesmo ponto, e talvez tudo o que a saga tinha para dar ja esta completamente gasto, ou seja o que resulta e que para alem da natural falta de ideias que ja pode ocorrer, ja nem o factor novidade acaba por salvar o filme, como acontece neste filme. Tudo que este terceiro capitulo nos tras ja foi mais ou menos explorado ao longo dos dois outros filmes, os problemas sao sempre os mesmos o que levam a pensar que talvez nao haja remedio para esta familia, ja irritando a incapacidade de funcionamento da mesma.

A determinada altura a forma como este filme e lançado acaba mesmo por perder o sentido dos dois filmes anteriores, quase como se estes nada de novo trouxeram para a saga, as situações acabam ja por ser menos trabalhadas, o humor mais directo e consequentemente menos pensado, ou seja daqueles filmes que o unico objectivo proposito ou mesmo realizaçao e a efectivação de um lucro facil.

A historia avança temporalmente mesmo que as personagens se mantenham na mesma, Gregg e promovido a chefe de enfermaria de uma unidade hospitalar e começa a relacionar-se de perto com uma bela delegada de propaganda medica, causando suspeitas no seu sogro, o temivel Jack, que se encontra na cidade para o aniversario dos gemeos do casal protagonista

O argumento vai no sentido total dos dois primeiros filmes se bem que esquece por completo as conclusoes dos dois primeiros, as personagens nao sao trabalhadas e algumas entram mesmo num padrao quase ridiculo como e o caso da interpretada por Owen Willson. Mesmo em termos de humor ja nao tem o vigor nem a actualidade de por exemplo o primeiro filme

à realização a cargo de um veterano na comedia, um dos irmao Weiltz talvez o menos sucedido, e no minimo minimalista, sem risco, sem vigor, quase apenas com espirito de missao e nada mais e isso talvez nao chegue a um filme de estudio que exige sempre mais um cadito.

Falar do cast deste filme e quase insignificante, ao terceiro filme, todos os actores ja entram nas personagens como se nada fosse, Stiller tem uma personagem construida unica e exclusivamente para as suas caracteristicas enquanto comediante, e De Niro a mesma coisa, dai que o filme acabe por nao ter a necessidade de surpreender.


O melhor - O mix final já nos creditos


O pior - A saga ja ter sido toda ela explorada



Avaliação - C

Wednesday, December 29, 2010

Somewhere





è conhecida a forma como o mundo do cinema respeita a tão jovem mas tão carismatica realizadora, filha de um dos maiores cineastas de todos os tempos Copolla, tem marcado a sua geração com uma serie de filmes intimistas, que tem variado no sucesso e no reconhecimento, com este seu novo filme as coisas dividiram-se quase na plenitude se a critica mais especializada ficou encantada com o filme que lhe valeu alguns premios em conceituados festivais, em termos da critica generalista as coisas nao correram tao bem principalmente porque o filme é talvez demasiado silencioso. Em termos de publico mais uma vez, e talvez de forma ja previsivel o filme nao chegou a expansao wide, o que a retirada precoce da corrida pelos galardoes nao tera ajudado.

Somewhere e tudo menos um filme de multidoes, pese embora tente retratar o dia a dia de uma estrela de Hollywood o filme em termos de sumo nao passa de um filme sobre personagens comuns em lugares comum, sem ritmo a maior parte do tempo em tom pastoso, cautelarmente apenas tendo em conta a forma com que o personagem central vivencia o seu fatidico dia a dia.

O estilo de Copolla esta la todo com o melodrama final das personagens que ate aquele momento parecem estar completamente apagadas e distantes de tudo que as rodeia como se nem pensassem no que anda a sua volta, e isso faz com que o filme nunca tenha o dom de apaixonar o espectador que se limita a ver o tempo a passar.

A ideia ate pode ser original ao querer transmitir o lado mais humano de uma estrela de cinema que tanto tempo passa no mundo da lua, e ganha muito na quimica entre os protagonistas que ao mesmo tempo conseguem estar completamente distantes como serem o apoio central um ao outro.

O filme fala de uma das maiores estrelas de cinema que de um dia para o outro começa a ter a seu cargo a sua filha de onze anos, aos poucos e pese embora as dificuldades iniciais as personagens começam a ficar proximas pese embora tudo o que rodeie cada uma delas.

O argumento não e daqueles surpreendentes e de eleiçao que Copolla ja nos brindou noutros filmes, as personagens sao um pouco esteriotipadas, se bem que esta caracteristica as faça funcionar bastante bem em conjunto. Em termos de dialogos e profundidade dos mesmos, as coisas tamb+em não resultam na plenitude.

A realizaçao de Copolla nao ter um caracter estetico muito bem trabalhado, alias muitas vezes pensamos que ela liberta a camara para pensar na sequencia seguinte, nao e uma realizaçao de eleiçao pese embora na maior parte das vezes funcione bastante bem.

EM termos de cast temos umas escolhas no minimo polemicas, por um lado o adormecido Dorff nunca tinha tido um papel de tanto destaque como o aqui atribuido, e temos que dizer que funciona bem, consegue retirar o que de melhor tem de actor, entre o perdido da sua persoangem mas acima de tudo o afecto que consegue transmitir nos momentos necessarios, ou seja, uma agradavel surpresa, já a irma mais nova das Fanning começa tambem ja a traduzir o carisma que a sua irma mais velha utilizou para conquistar o cinema mundial, talvez contudo com bastante menos espontaneadade pode ganhar a longo prazo em termos de carreira mais consistente, mas neste momento ainda lhe parece faltar algum do encanto que Dakota teve naturalmente


O melhor - A quimica paternal entre as personagens


O pior - Demasiado pausado e sem ritmo



Avaliação - C+

Sunday, December 26, 2010

i'm still here



Starring:
Joaquin Phoenix
Directed by:
Casey Affleck


Há cerca de um ano atras o mundo ficou chocado com o anuncio de um dos mais promissores actores da actualidade ter revelado ao mundo que iria terminar a carreira para se dedicar ao Rap, a isto se juntou uma sertie de apariçoes publicas que colocaram joaquin Pheonix perto de ser considerado louco. Este ano surge um documentario sobre a metamorfose do actor, um pouco antevendo e dando a entender que tudo nao passou de uma montagem de markting do actor em conjugaçao com um dos seus melhores amigos para dar a conhecer o mundo dentro do cinema, pena e que este ponto nao serviu para convencer a critica de que isto nao seria prova da demencia do actor e do projecto, e comercialmente ja a maior parte das pessoas estava longe do fenomeno pheonix.

Desde logo e olhando para a toda a criaçao do projecto temos de dizer que ele vale mais como ideia propriamente dita, no sentido de satirizar com o mundo dos famosos e a excentricidade dos mesmos do que propriamente o produto em si, ja que ele e demasiado esquizoide sendo mesmo a espaços dificil de entender os verdadeiros objectivos do proprio filme

Como documentario estamos longe de estar perante um bom filme, primeiro porque o que nos da tem pouca ligaçao e pouco explicito a nao ser os desvaneios de um personagem ora com toda a lucidez ora dentro de uma loucura completamente descontextualizada.

Como filme custa nos a tentar entender que a personagem central e mesmo um personagem porque dessa forma teria de ter mais conteudo e mais dimensionalidade, muito pelo contrario e basico e excertado.

O filme fala sobre a passagem de Joaquin Pheonix do mundo da 7 arte onde era completamente reconhecido para a tentativa de se dedicar ao Rap numa total degradaçao de uma figura proeminente

Em termos de argumento e acreditando que o mesmo existe pelo menos na cabeça de Pheonix o filme e fraco mesmo neste ponto poderia ter ido muito mais alem, ser mais coeso e dando mais impressao de toda montagem em questao.

A realizaçao de um documentario obdece sempre a propria imprevisibilidade da situaçao e Aflect traz isso da melhor maneira com excesso de movimentos da camara dando o realismo que o filme exige

Acreditanto que Joaquin esta a interpretar temos um dos loucos mais bem interpretados da historia do cinema contudo e uma vez que o filme assume o actor como ele proprio e de acreditar que tudo nao seja mais do que a propria realidade de um ano da vida de uma figura completamente perturbado


O melhor - O projecto em si


O pior - A loucura clara do actor.


Avaliação - C

Black Swan




Aronofsky tem sido nos ultimos tempos um dos autores em maior relevo que melhor tem conseguido preencher um espaço de um cinema de criador completamente diferente do que temos estado habituados. Depois do surpreendente Wrestler, a aposta surgiu num contexto totalmente diferente num filme mais feminino. Os resultados nao podiam ser melhores com optimas criticas que o coloca em quase todas as previsoes nas nomeaçoes para os oscares dete ano, comercialmente num terreno mais dificil para este tipo de filmes, as coisas correram apenas dentro do esperado.

Black Swan e um filme obsessivo em quase todos os seus complementos, e feito a imagem da persoangem central em busca da perfeiçao quase divina, o que contrasta com a forma desconcertante com que o realizador vai filmando silenciosamente todas as personagens. Outro dos aspectos e que o filme vai adquirindo intensidade ao longo de todo o filme, torna-se ao passar do tempo de um filme algo monotono na forma demasiado descritiva com que vai construindo a propria obsessao da propria personagens para um ritmo louco que termina num final para lembrar quase de obra prima do cinema moderno.

A determinada altura tudo o que parece construido parece aos poucos correr para um universo paralelo e este dinamismo empregue no final do filme e a total virtude de um filme conseguido, esteticamente capaz.

O filme fala de uma jovem metodica e ambiciosa bailarina que e escolhida para protagonizar o papel central do lago dos cisnes contudo começa a ensaiar e ficar obsecada com tudo o que esta rodear esta escolha.

O argumento acaba por ser talvez o ponto menos trabalhado do filme, nem tanto na forma metodica com que nos tras as personagens mas e parco em dialogos, e centra-se em demasia numa unica personagem.

A realizaçao e de obra prima, em poucos anos conseguiu ganhar um estilo que para alem de proprio e de esteticamente fundamental ganha um proprio teor de autor que o transforma facilmente num filme de excelencia.

Em termos de cast todo o peso do filme e em grande parte do sucesso do mesmo esta na represenataçao de Portman sem sombra de duvidas o papel do ano, quer na sua vertente mais angelical, quer na contraposiçao com o demonio final da nos uma das interpretaçoes femininas mais completas dos ultimos anos. Os secundarios encontram se em bom plano principalmente Hershey


O melhor - A realizaçao e Portman


O pior - O inicio do filme


Avaliaqção - B

Saturday, December 25, 2010

The Chronicles of Narnia: The Voyage of Dawn Trader


Há cerca de cinco anos atrás com a explusão de sagas como o senhor dos aneis, entre outras capazes de exploraram mundos paralelos com situações abstractas, ouve uma que conseguiu ganhar alguma dimensao no seu primeiro filme, falo da saga juvenil cornicas de narnia, com um primeiro filme que foi um verdadeiro sucesso, perdeu na segunda saga por tentar combater no sempre exigente mercado de verão, razão pela qual para esta terceira aposta voltou as origens ou seja as ferias de natal. Contudo a saga ja nao surpreende ou nao tem a mesma vivacidade de outros tempos, razão pelo qual os resultados foram completamente distintos do primeiro filme, com uma critica algo desgustosa relativamente ao produto final do filme, mas principalmente em termos comerciais o fillme foi um real floop principalmente em mercados americanos, onde estteve a anos luz de tudo anterior.

O grande problema do desenvolvimento da saga, foi mesmo o facto do filme nao ter ganhado maturidade, ou seja o problema de que o filme nunca consegue se impulsionar para um publico mais generalista, sendo sempre um filme basico para ciranças e pouco mais, alias com o passar de filme para filme ele tem sido cada vez mais tipico, os argumentos ficaram cada vez mais basicos, as situações cada vez originais e a tentativa de um cinema de humor ainda mais ridiculo, nao resultando nada de novo ao terceiro filme.

Neste filme a introduçao de novas personagens torna tudo ainda menos solto, e mais infantil sem qualquer tipo de interesse, e daqueles filmes que caso seja visto ou nao a saga continuara completamente na mesma, sendo a perda das duas personagens centrais ainda mais comprometedor para o resultado final do filme.

Neste filme encontramos os dois irmaos mais novos, em casa de uma tia ate que juntam-se novamente ao princepe caspian para mais uma aventura, levando consigo uma das personagens mais irritantes que ha memoria no cinema, um chato e aborrecido primo.

O argumento e fraquissimo em quase todos os pontos que o filme consegue desenvolver, pese embora o mote ja esteja mais que trabalhado, a nivel das personagens mesmo as ja existente vivem neste filme conflitos sem qualquer tipo de intensidade para alem da narrativa central que tem tando de limitado como de pouco trabalhado.

Em termos de realizaçao ja pensada em completo para o formato 3d temos boas sequencias de açao com o primor estetico que tem sido a mais valia de toda a saga, contudo em termos de efeitos especiais nada de novo pese embora a evolução dos mesmos ao longo do tempo.

O cast nada de novo os actores habituais com as mais que muitas deficiencias habituaism naquele tipo de registo que nada potencia em qualquer momento o que quer que seja, ou seja mais um nivel fraquissimo num alegado blockbuster.


O melhor - O formato 3d em termos esteticos


O pior - Ser o pior filme da saga que ja nao era famosa


Avaliação - C-

Sunday, December 19, 2010

Tangled


Todos os anos na altura de natal e normal quer a Disney, quer a Dreamworks apostarem num cinema de animação mais tradicional mais proximo do que as tradiçoes do cinema de animação nos trazem vulgarmente. E se a Dreamworks foi mais revolucionaria com o seu Megamind, a Disney trouxe-nos uma historia bem mais tradicional, com a diferença contudo de o fazer numa abordagem diferente com menos tradicionalismos. Os resultados deram uma clara vantagem a Disney nesta abordagem de um conto de fadas, principalmente criticamente onde este tangled foi bastante bem recebido, e nao fosse o espetaculo chamado toy story e teriamos aqui o maior candidato ao oscar de melhor filme de animação. Ja em termos comerciais tudo muito igual nesta disputa, contudo a aproximação do mercado das ferias de natal podem trazer vantagem a este ultimo.

Pode a mesma historia sobre princesas, ladroes, e madrastas mas ser contada novamente numa nova adaptaçao ao cinema e mesmo assim surpreender, pode e a resposta e este Tangled, pese embora a essencia narrativa de base seja por deveras conhecida e ja gasta, de amores proibidos, e mesmo na construçao e actualidade do humor das personagens que figura toda a riqueza do filme, que caso fosse mais arrojado em toda a historia poderia mesmo ser um dos filmes de animaçao mais ricos da historia, contudo o investimento creativo do filme, ficou-se pela forma como os dialogos foram muito bem escritos, pelo hilariante das situações criadas, mas acima de tudo pela dimensionalidade que cada personagem consegue obter para si.

E daqueles filmes que e impossivel nao gostas, talvez em termos de narrativa mais direcionado para um publico mais pequeno, mas em termos de sentido de humor e mesmo nas sequencias capaz de agradar aos mais adultos. Espetacular tambem a forte dimensao da produçao no trabalho da expressividade facial das personagens que ao reunir-se com um bom dialogo tem a verdadeira alma do filme.

E certo que em termos de sumo do argumento muito pouco o filme tras de novo, quer na linhagem central da historia, mesmo pelo caracter fantastico da maioria das situaçoes, e isso faz o filme perder em alguns aspectos, contudo nao consegue por em causa a beleza e o encanto natural do filme

A historia fala de uma princesa com o cabelo poderoso que e raptada enquanto pequena e guardada numa torre apenas contactando com uma velha que a utiliza para se manter nova, acidentalmente um ladrao acaba por la ir ter para fugir da prisao, e aqui juntam.se para satisfazer os sonhos um do outro.

O argumento e a bela e mitica historia de princesas e princepes, na sua genese e no seu encanto nao trazendo consigo grande originalidade neste particular. Contudo todo o poder do filme se encontra na forma com que as personagens centrais e figurantes sao criados e na sua dimensionalidade.

A realizaçao e produçao podemos nao considerar de todo em termos de animaçao ainda mais para a Disney, que nos parece querer fazer o filme resultar sem jogar o maximo no mesmo, e acaba por ser uma opçao, as dificuldades estao visiveis nos momentos em que a agua entra em cena

A escolha de vozes sem grandes nomes e tambem ele um ponto positivo no filme principalmente a de Mandy Moore para a personagem central conjugando alguma capacidade interpretativa com a voz colocada para os momentos musicais, sempre bem acompanhada por todo o elenco de vozes


O melhor - A actualidade dos personagens


O pior - O nivel produtivo quando o elemento agua e introduzido


Avaliação - B

Faster


Lançar um filme de acção duro em pleno lançamento de ferias de natal, ou no momento m que vao começar a sair as apostas dos oscares, e a mesma coisa que colocar um cubo de gelo num microondas, ou seja a probabilidade de resultar e manter-se solido e quase nenhuma. Foi o que aconteceu com este simples Faster, um filme de acção com o seu proprio estilo, que em termos criticos nao foi alem de uma mediania baixa, previsivel tendo em conta o genero do proprio filme, contudo foi em termos comerciais que as coisas correram bem pior, nunca se conseguindo impor numa dificil guerra de bilheteira.

Faster e um filme simples sm grandes artimanhas em termos de dialogo, sendo mesmo do mais basico e linear nos seus aspectos narrativos. Ou seja tudo se deve apenas a uma questao estetica, a uma questao de estilo proprio, e nisto o filme tem os seus pontos positivos, principalmente por conseguir impor um ritmo alucinante, e depois por nao tentar nunca ir mais alem, ou seja as personagens nao tem nomes, sao simples peoes, a narrativa e linear, sobra uma ou outra montagem de acção e algum exercicio estetico para favorecer a simplicidade do proprio filme

E daqueles filmes que nao exige nada de ninguem, nem dos seus espectadores que nao tem de pensar um unico seguindo, muito menos em termos de actores, que podem funcionar plenamente em piloto automatico.

O esteriotipo de filme vingança esta em pleno em todo o filme, ou seja um personagem a tentar encontrar todos os assassinos do seu irmao e devolver na mesma moeda, ao longo do filme temos tiros presseguiçoes, encontros e desencontros, nada mais a nao ser o envolvimento de um contra assassino para o liquidar e dois policias envolvidos em toda a investigaçao

O argumento e do mais simples que se possa imaginar, quer em termos de narrativa, construçao de personagens e mesmo dialogos, que na maior parte do tempo ate nem existem, ou seja tudo e do mais basico e principiante que se possa imaginar, mas o filme tambem nao necessita de mais para os seus objectivos que talvez sejam demasiado curtos para o panorama actual do cinema.

A realizaçao tem teor e estilo proprio o que acaba por ser positivo para o filme, ou seja o estilo video game que o filme adquire acaba por ser bom para o filme uma vez que lhe permite adquiri um ritmo proprio interessante, mesmo que longe de grande cineastas, pode ser um bom principio para um realizador apostado noutro tipo de filmes mais serios.

Em termos de cast the rock tem a fisionomia para abraçar facilmente a personagem central do filme, que nada mais exige do que uma imagem dura, ja que tudo o resto nao e posto em prova, Thorton encontra-se numa fase menos boa de toda a sua carreira sempre bem consagrada ao abraçar filmes de segundo nivel e de exigencia minima como este, Gugino no seu papel mais tipico.


O melhor - O caracter de estilo do filme


O pior - Thorton neste tipo de filmes


Avaliação - C

Rabbit Hole


Para o final dos anos para alem dos filmes de realizadores mais ou menos consagrados a espera da consagraçao maxima costumam ser lançados uma serie de filmes independentes, trazendo a sua volta realizadores menos conhecidos artilhados de historias de vida, com actores mais proximos do publico, e uma forma de quer uns quer outros tentarem o maximo cinematografico ou seja um oscar da academia.Rabbit Hole e mais uma dessas tentativas, e se no plano critico as coisas nem correram mal com particular valorizaçao para as interpretaçoes dos protagonistas ja comercialmente o filme nao conseguiu a expansao necessaria para o colocar na corrida seria aos oscares, onde apenas podera ser nomeado a espaços

Desde logo e necessario perceber que e um filme de vidas, quase daqueles casos de vida que muitas vezes surgem na televisao, nao consegue nunca dar o passo para um filme absorvente, ou com um conteudo moratorio de excelencia, limita se a transmitir um drama familiar e em particular nas formas distintas de o ultrapassar, e um filme que se assume como triste e pesado, e este facto acaba por abrangir todas as personagens demasiado sombrias e marcadas por acontecimento de vida.

Mesmo considerando este filme como maduro, bem escrito na maior parte das sequencias e um filme demasiado negativista, que se afasta a cada minuto do publico principalmente porque nao consegue existir empatia com as personagens, e aqui penso que o fime falha uma vez que o sofrimento demasiado arrogante da personagem de Kidman e pese embora a excelencia da interpretaçao faz com que o filme nunca consiga cativar em pleno o espectador, que o considera facilmente mais o registo novelesco do proprio filme

A historia narra a vivencia de um casal depois da morte acidental do seu filho de quatro anos, e os conflitos familiares que dai emergem com formas muito diferentes de viver o luto, enquanto lutam pela sua manutençao enquanto casal

O argumento e bem montado, da a conhecer aos poucos os promenores, nao e daqueles que expoem tudo que esta em causa nos primeiros minutos de filme, primeiro criando a duvida ao espectador para logo a seguir a responder, e acaba por ser o aspecto mais interessante e diferente de um filme maduro, logico, com um argumento contudo mais sofrivel em termos de expressoes do que propriamente rico em grandes dialogos.

A realizaçao tem bons promenores principalmente de planos estaticos, como dos comic que vao sendo desenhados pela personagem central, de resto o obvio, sem grande risco centrando os planos nos proprios interpretes, acaba por ser a opçao mais segura no meio de todo o filme.

Para o cast a escolha obvia, o papel acenta como uma luva nas caracteristicas menos expansivas de Kidman que naturalmente reclama a si nos momentos mais dramaticos os aplausos naturais do publco no seu melhor terreno pese embora tambem o mais obvio. Eckhart penso que joga num plano mais estranho a si, ja que o drama nao e claramente o genero que lhe retirma mais competencias deixando a nu, algumas insuficiencias que noutros registos facilmente desaparecem


O melhor - O argumento na sua fase inicial


O pior - A falta de empatia das personagens


Avaliação - C

Saturday, December 18, 2010

Solitary Man





Para um actor como Michael Douglas, passar para papeis de idoso, não sera certamente facil, mesmo quando já cumpriu mais de 60 primaveras, e o seu aspecto apesar de ainda muito mais jovem ja nao permite outras andanças. Solitary Man, poderia mesmo ser o filme da ideia que todos os adeptos do cinema tem deste mulherengo actor, quase biografico, pena e que os circuitos nao tivessem ja tao atentos a Douglas nesta fase da carreira, e que este filme quase fosse encaminhado directamente para DVD. COntudo nos ultimos tempos e com o aproximar dos premios, algumas listas colocaram Douglas nos possiveis candidatos, em rescaldo de uma critica que apesar de vibrante foi positiva para o filme, ao contrario do publico que pouco ou nada soube deste filme.

Solitary Man e um filme complexo, sob a forma animica de uma comedia, que permite que o filme nao tenha o rigor narrativo de um grande drama, tem como tema de base o sempre complicado tema do envelhecer e a forma como se aproxima do fim. Neste caso o filme tem dois lados por um lado explora na perfeiçao todas as forças do carpe diem, com todo o retorno que o mesmo podera trazer, e esses conflitos e recibos acabam por ser vincados no proprio personagem.

E daqueles filmes que podem ser considerados de domingo a tarde pela leveza da maior parte das sequencias, pela facilidade das mesmas, e uma comedia pela sua toada, e nao pelas suas piadas, nao faz em nenhum momento o espectador rir as gargalhadas, mas tb nunca o deixa do lado de la.

Não e um grande filme, pese embora os bons momentos, funcionam muito mais como uma homenagem a um actor que parece algo esquecido num ano que pode ser marcado pela nova etapa.

O filme fala de um pre idoso, que depois de um diagnostico reservado começa a viver a vida como nunca, tendo como unico intuito ter diversas relaçoes com mulheres mais novas, este estilo de vida, leva a que fique sem amigos, familia, e sem qualquer tipo de relacionamento e dinheiro que o leva a necessidade de optar.

O argumento pese embora nao seja muito rico nem em dialogos nem tao pouco em personagens secundarias, tenta ao maximo potenciar as caracteristicas da personagem central, pese embora exagere em algum esteriotipo, mas no global torna a personagem perto do publico.

A realizaçao e quase de telefilme, nunca tenta ir mais alem do que o normativo, e isso acaba por se tornar basico para o proprio filme, nao lhe permitindo outro tipo de dimensao, a forma como filme Douglas tenta mais transmitir a sua ainda visivel juventude do que propriamente a sua idade.

Em termos de cast, e um filme totalmente produzido para um unico actor, contudo se a forma como este encara o personagem e extremamente convincente com um papel com grande primor, pois bem em termos de dificuldade as coisas nao parecem tao exigentes ja que o papel e todo ele feito a pensar na propria forma de Douglas actuar, quanto aos secundarios nao ha espaço para mais ninguem nem para Eisenberg, um dos fenomenos do ano


O melhor - A personagem encaixar em Douglas


O pior - O filme poder ir mais alem nos dilemas da personagem


Avaliação - B-

For Colored Girls




Nos ultimos anos Tyler Perry tem sido um dos mais assiduos e respeitados autores do cinema de origem afro americano, inicialmente com a transposiçao das suas peças de teatro e televisao para o cinema, mais tarde com a criaçao de novas sequelas para as suas personagens, e so com este filme, sai da criaçao de tudo e mesmo da interpretaçao, para tentar quem sabe subir algum patamar na escala do cinema norte americano, por isso nao e de estranhar o momento em que e lançado, tentando quem sabe aparecer nos oscares da academia. Contudo pese embora o risco tornado seja maior saindo da sua rotina os resultados foram os mesmos, criticamente mediano, sem grandes momentos de euforia, e em termos comerciais, temos mesmo de dizer que o seu cinema habitual mais suave conseguiu conquistar melhor o publico.

For Colored Girls, e ao mesmo tempo o filme mais adulto do autos, e aquele que mais facil e de nos conseguirmos circuncrever num unico genero, e um drama assumido, e um filme sobre mulheres e sobre a sua fraqueza perante alguns propriedades da vida. Funcionando num multi story, aos poucos as personagens vao se reunindo acondensado uma serie de problemas, parece-me obvio que Perry tem alguns pontos muito bem trabalhados no filme, desde logo a forma como consegue trazer a si o dramatismo de todos os personagens, por outro lado o não tentar sem politicamente correcto, o nao ter medo de arriscar em situaçoes mais duras, mais violentas, o filme a determinado momenot parece nao ter limite na forma como introduz as suas personagens numa escalada de violencia e de destruição.

O grande problema do filme, é na forma pouco creativa com que o realizador posteriormente acaba por nao conseguir ir mais alem, ou seja na forma como o filme e concluido, o realizador volta a sua forma mais leve, quase como se tudo o que tivessemos visto antes nao deixasse marcas em ninguem, e aqui o filme, nao consegue assumir para si o drama intenso que assistimos em mais de duas horas.

Ganha se a vantagem de ver mais um realizador num tipo de cinema completamente diferente do que nos habituou, mesmo com os mesmos actores, contudo ainda parece que tem que aperfeiçoar aspectos fundamentais para fazer um grande filme.

O filme fala-nos sobre o drama de diversas mulheres na sociedade afro americana, uma vitima de violencia conjugal, duas irmas sem relaçao, uma ex prositituta, uma assistente social e uma gerente de uma revista famosa, tem tanto de diferente como em comum.

O argumento tem ao mesmo tempo partes interessantes na forma como vai unindo as personagens como cria problematicas tao semelhantes em personagens tao distintas, mas perde nos atalho de opçao, ou seja nos momentos criticos parece nunca conseguir chegar a soluçao de excelencia, mas sim ao mais esperado. Isto faz com que as proprias personagens nao sejam muito bem trabalhadas e muito menos os dialogos.

A realizaçao de Perry, começa com ambiçao, de ser um filme para todos, nao circunscrito como a maioria dos seus filmes, temos risco, temos algum poder estetico e creativo, mas aos poucos torna-se num filme tipico de Perry quase filmado em ritmo de telenovela, mesmo que a musica tente mudar esse rumo.

Em termos de cast. Perry nao perdeu a sua guarde honra, mesmo retirando a sua face do ecra, o que perde alguma qualidade pois o seu cast habitual so consegue alguns momentos de brilhantismos, com a vivida Newton, que domina o filme com um papel impressionante de principio a fim do filme, uma actriz com qualidade que merecia quem sabe outro tipo de projectos, com mais dinamica.


O melhor - A vertente dura e dramatica do filme


O pior - A conclusao demaisado suave


Avaliação - C+

Howl

Starring:
Jon Hamm, James Franco, David Strathairn, Alan Alda, Jeff Daniels
Directed by:
Robert Epstein, Jeffrey Friedman


No inicio do ano, e no rescaldo de todos os filmes que são lançados no já mitico festiva de sundance, existem algum que de repente se perfilam de imediato como candidatos naturais aos oscares, mesmo que so visionados por uma pequena parcela de pessoas. Um desses filmes foi este Howl, uma especie de biopic, dentro de um panorama homossexual, com muita creatividade e um efeito estetico interessante. COntudo e com a expansao do filme,dois pontos se puseram como obstaculos a este mesma consecução por parte do filme, por um lado a fraca divulgaçao do filme, com muitos problemas de distribuiçao e acima de tudo uma critica mais dividida entre os apaixonados pela obra de arte ou aqueles que acham o filme muito vistoso mas com alguns problemas de conteudo.
Devemos separar a analise deste filme em dois pontos centrais, por um lado a sua realizaçao, o seu caracter estetico e mesmo a sua propria abordagem ao filme, em tudo isto o filme consegue atingir tudo o que quer, e ao mesmo tempo um filme muito bem realizado com planos esteticos de grande beleza, numa abordagem diferente da vida de uma pessoa assumidamente e declaradamente diferente.
Por outro lado temos de ver o filme no seu tudo, enquanto uma obra de expressao narrativo, e aqui cai demasiado facilmente num vazio estrutural quase sem precedente, e um filme dificil de perceber, nao so o que nos quer mostrar mas acima de tudo o proprio alcance de si proprio, nao se limita a recordar as vivencias da personagem mas a dissertar sobre as mesmas acabando no final dos curtos 80 minutos de filme mais nao ser como um daqueles poemas de palavras bonitas mas que ninguem percebe ao certo o que querez dizer.
O filme fala sobre o aparecimento de um escritor e a forma como ele proprio elaborou a sua obra de excelencia, dos seus relacionamentos as suas disputas sempre vista de um ponto de vista literario e romantico.
O argumento e no meu ponto de vista o ponto fraco do filme, nao consegue quase nunca ser facil, obvio directo aos seus intuitos navega demasiado em dissertaçoes sobre o nada, tenta ser um poema, mas e dificil um poema ter imagens.
A realizaçao sim, demonstra toda a qualidade, originalidade e conceito estetico do proprio filme, pena e que a narrativa faça com todo o exprimentalismo do filme caia demasiadas vezes num vazio.
Em termos de cast, este era o filme por muitos esperados capaz de dar premios a um jovem actor que aos poucos tem conseguido ganhar o respeito e admiraçao do cinema. Franco preparava aqui quem sabe o filme mais valioso da sua carreira com Danny Boyle este filme onde tambem brilha num nivel diferente e num filme que lha da espaço para roubar todas as cenas, mas o filme e pequeno de mais para outros voos.

O melhor - A originalidade da realizaçao

O pior - A falta de entendimento do alcance do filme

Avaliação - C-

Wednesday, December 15, 2010

Fair Game





Os efeitos no cinema de uma questão politica tão complicada como o recente ataque dos EUA ao IRaque, so agora passado alguns anos da questão pode ser analisado de uma forma mais fria, e com resultados mais factuais em termos de cinema. Esta primeira incursão perante um dos casos mais polemicos relacionados com esta tematica, surge pela mão de Liman, mais habituado aos filmes de acção, talvez por esta coragem os resultados não foram os normais no percurso do realizador, apesar das boas criticas, o filme foi barrado no seu lançamento expandido, o que conduziu a receitas de bilheteiras muito aquem do esperado.

A primeira valorização que podemos dar a um filme como este é a forma com que o filme encoraja por em casa os poderosos homens da casa branca, pode facilmente ser encarado um filme democrata e demasiado policito na forma com que analisa toda a questão, e deliberadamente parcial, sem contudo ter o cuidade de ser o mais factual possivel, o que o faz perder a determinada altura algum ritmo, que por exemplo num filme mais creativo nao perderia.

Outro dos aspectos importantes do filme a força interna que transmite sempre relacionado com a força normativa das suas personagens muito bem caracterizadas, ao tentar ir mais alem do que o aspecto mediatico e profissional das mesmas, nao se inibindo de entrar nos terrenos mais pessoais, sendo mais que um filme sobre causas um filme sobre pessoas com os seus proprios valores.

E daqueles filmes que cumpre em todos os seus propositos, pese embora nos pareça que na parte final se encurta para se tornar mais proximo do publico em deterimento de alguma fidelidade ou necessidade narrativa, nao se pode dizer que estamos perante um filme a todos os niveis pertinente e acima de tudo senhor da sua propria ordem.

O filme conta a vida de um casal mediatico na questao na avaliação da existencia de armas de destruiçao massiva no Iraque, desde logo constituida por uma agente do CIA, e o seu marido um ex embaixador que e enviado para investigar transações uqe se podia relacionar com as armas iraquianas, contudo um parecer negativo conduz a uma guerra aberta dos EUA contra os seus proprios funcionarios.

O argumento tenta ao mesmo conjugar o mais factual possivel, com nao conseguir perder a força e a personalidade das proprias personagens, ganha nos dialogos perde em alguns termos mais narrativos.

A realizaçao de Liman nao e muito vistosa, estamos perante uma faceta mais calma, mais de autor do que propriamente a espetacularidade que transmitiu aos seus filmes, mesmo ainda nao se denotando um realizador de primeira linha, passa aqui a fase do obreiro de grandes produções

Em termos de cast, apostar em Penn para qualquer personagem forte em termos interpretativos e saber que tem garantido uma prestacção brilhante ao longo de todo o filme, com o seu estilo unico consegue chamar a si todas as cenas, deixando uma posição demasiado desconfortavel a protagonista do filme uma Watts em bom nivel, mas que ficara sempre a perder ao interagir com um monstro na forma que Penn actualmente se encontra.


O melhor - A versatilidade de Penn.


O pior - O encurtamento do final do filme


Ãvalição - B